Começo este post indicando a leitura do CRISTÃVÃO FEIL no DIÃRIO GAUCHE sobre o ESTILINGÃO.
Convido-os também a visitarem o APOCALIPSE MOTORIZADO e a observarem o que o LUDDITA postou sobre o mesmo tema.
Depois, voltem aqui no PALANQUE DO BLACKÃO e sigam o meu raciocÃnio.
Daria para construir 35 Km de ciclovias em São Paulo com o dinheiro que se gastou para construir-se 1,8 Km de ponte que liga os nababos aos ostentosos. O governo deveria, isso, sim, subsidiar ainda mais o óleo diesel, que é combustÃvel de transporte coletivo, além de investir no aeromóvel e em metrôs.
O excesso de automóveis tornou Porto Alegre a segunda capital mais poluÃda do paÃs. O uso de ruas priviloegiando o fluxo de veÃculos em detrimento do fluxo de bicicletas, coletivos e pedestres torna o espaço público um espaço egoÃsta e frio, que transforma a paisagem da cidade para pior, eliminando árvores, tornando o verão senegalesco e o inverno polar.
Com menos pessoas circulando nas ruas e considerando os carros como se fossem casulos, a criminalidade aumenta porque poucas pessoas andando na rua são mais vulneráveis do que uma multidão.
O Rio de Janeiro, com bares e mesas nas calçadas da zona sul, é muito mais atraente, simpático e, acima de tudo, representa um verdadeiro espaço de convivência.
Porto Alegre está horrorosa pra se viver. Um carro ocupa o espaço de oito bicicletas.
A diminuição no fluxo de veÃculos movidos a energia fóssil de apenas 20% da frota nos EUA não prejudicaria em nada a mobilidade urbana e, de quebra, seria responsável pela redução anual de mais de 600 MILHÃES DE TONELADAS DE CO2 na atmosfera.
Pior: o governo brasileiro ainda aposta em soluções como o latifúndio, a indústria de alimentos artificiais e biocombustÃveis, a um altÃssimo custo social, ambiental e econômico.
Uma utilização massiva de bicicletas no trânsito, de energia eólica, solar e utilizando hidrogênio como combustÃvel transformaria a sociedade como um todo (áreas ricas e pobres, grandes e pequenas cidades) de maneira mais solidária.
Quando eu digo que o Governo Lula é um governo trabalhista de centro e que a direita não pensa de maneira alguma em uma sociedade mais justa não estou de brincadeira.
E, a bem da verdade, uma das economias que mais crescem no planeta, cuja abertura ao capitalismo é elogiadÃssima por quase todos é, ao mesmo tempo, uma abertura à depredação irreversÃvel do meio ambiente, com conseqüências severas para o mundo inteiro. A China é um gigante repleto de formigas prontas para devastarem o que vier pela frente, à s custas de um regime escravo perpetrado pela esmagadora maioria das multinacionais lá estabelecidas, com o aval de um governo que não está nem aÃ.
A lógica é a mesma de Lula: o socialismo repressivo da China (comunismo nunca foi, assim como há muitas formas não-exploradas de se estabelecer um regime socialista sem repressão, ao passo que todo capitalismo é repressivo e excludente) considerava como sinônimo de desenvolvimento a industrialização massiva (mesmo que isso não significasse necessariamente inclusão social), pois o que importa é apenas fazer caixa para justificar as receitas em impostos e o seu repasse para o investimento no social.
Como se vê, o privilégio da burguesia, o privilégio do proletariado e a supervalorização da classe média urbana como massa “crÃtica” são fatores de manutenção do status quo e de luta entre polaridades extremas que são tão limitadas quanto dicotômicas.
Commodities não dão dinheiro – a não ser para os empresários mal-intencionados que vivem delas. A valoração e a mensuração de qualquer patrimônio natural em termos financeiros é um enorme equÃvoco, pois incentiva o falso desenvolvimento da metade acéfala e/ou oportunista da falsa esquerda, que é irmã gêmea da extrema direita.
Isso também tem tudo a ver com o lixo de governo que o RS tem agora (o pior de todos os tempos para todos aqueles setores da sociedade que não fazem parte da FIERGS, da FARSUL e da FEDERASUL), muito bem apresentado e criticado pelo MARCO AURÃLIO WEISSHEIMER no RS URGENTE e pelo MARCELO DA SILVA DUARTE em LA VIEJA BRUJA.