KIA ATRAVESSOU VENDA DE ROBINHO PARA O CHELSEA

O grande JUCA KFOURI matou a charada. Ei-la abaixo:
clipped from blogdojuca.blog.uol.com.br
A volta de quem não foi

Kia Joorabchian está de volta, se é que um dia foi, e com a bola toda:

foi ele, e não Wagner Ribeiro, quem negociou Robinho com o Manchester City.

Não só pelo negócio em si, mas, também, pelo prazer de atravessar
uma transação que Roman Abramovich, o dono do Chelsea e inimigo do patrão de KJ,
Boris Berezovsky, dava como certa.

E Ribeiro, o procurador do jogador, teve pelo menos dois milhões de motivos
para não se opor à negociação.

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IRRESPONSABILIDADE NA BLOGOSFERA INCITA DESCONFIANÇA INFUNDADA SOBRE O GRÊMIO

Na busca que fiz para escrever sobre a mais recente acusação de manipulação de resultados no futebol a fim de oferecer-lhes diversas fontes profissionais que repercutiram esta triste constatação, também naveguei por alguns blogs.

Um deles, chamado A PELADA, cometeu o disparate de, ao falar sobre o livro de DECLAN HILL (ver post abaixo), fazer uma pergunta que, embora não creia ter sido feita com maldade, foi profundamente infeliz:

No Brasil, o Grêmio, um time carente de estrelas, lidera desde a 14ª rodada. Você acha que tem algo de estranho nisso? Quer apostar?

As únicas suspeitas freqüentes e – desde sempre – jamais comprovadas de manipulação de resultados no Brasil envolvem erros acima da média supostamente executados com precisão cirúrgica, isto é, contra determinados adversários, em determinados lugares e em momentos decisivos de uma temporada qualquer. Costuma-se perceber que tal predominância de mais erros a favor do que contra tende a ocorrer a favor dos clubes do eixo Rio-São Paulo (sobretudo Flamengo e Corinthians) contra quem quer que seja.

Esta não é uma questão de bairrismo, nem tampopuco uma forma de justificar a incompetência na gestão do futebol através do coitadismo. Mas é evidente que a maior parte da mídia corporativa se cala porque é dependente da autorização do CLUBE DOS 13, da CBF, da CONMEBOL e da FIFA para transmitir BRASILEIRÃO, COPA DO BRASIL, LIBERTADORES, SUL-AMERICANA, RECOPA SUL-AMERICANA, COPAS DO MUNDO (sub-17, sub-20, masculina e feminina), MUNDIAIS DE CLUBES e COPAS DAS CONFEDERAÇÕES. Portanto, mesmo caso tenha alguma prova, como é que algum editor irá permitir uma investigação jornalística contra quem paga o seu salário e lhe proporciona um certo prestígio?

É muito difícil cobrar isenção de opinião dentro de um modelo de negócio que sobrevive do comprometimento com pesados patrocínios.

Os patrocinadores procuram os veículos que irão lhes proporcionar maior visibilidade junto à maior quantidade de consumidores em potencial existente. A mídia, por sua vez, possui uma pesada infra-estrutura que precisa manter.

Apenas para ficarmos em poucos exemplos, no Brasil, a venda de jogos de futebol em pay-per-view e a maior quantidade de usuários de bancos, motoristas e bebedores de cerveja vive no centro do país.

Dessa forma, jornalistas, anunciantes, dirigentes de clubes e governo interagem entre si transitando sobre uma tênue linha que não sabe separar ética e falta de ética, respeito e fanfarronice.

Então, distinguir entre a auto-preservação profissional e pessoal versus a preservação do negócio a qualquer custo é uma tarefa extremamente difícil em muitos casos.

A constatação deste post não garante e tampouco suspeita ou comprova a intencionalidade nem a incompetência de erros de arbitragem específicos. E também não põe em xeque a credibilidade do jornalismo profissional realizado pelas grandes corporações de mídia. Apenas concluo afirmando que, em função da internet, nem mesmo eventuais editores, patrocinadores ou dirigentes conseguem barrar a veiculação de notícias que emergem a partir de instâncias menores e mais pulverizadas que, ao invés de serem massivas, operam segundo a lógica do telefone sem fio, com vários atores trabalhando em paralelo seja na comprovação de um fato, seja no seu desmascaramento.

Por isso, todo o cuidado que eu, um amador, precisei ter ao apurar e, depois, ao publicar e abrir espaço para pessoas citadas no episódio do debate sobre a ARENA DO GRÊMIO oferecido à comunidade em geral pela coligação dos movimentos GRÊMIO UNIDO e GRÊMIO IMORTAL em setembro de 2006, também deveria ser melhor praticado tanto por profissionais como também por outros blogueiros.

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A MANIPULAÇÃO MUNDIAL DE RESULTADOS NO FUTEBOL


A MANIPULAÇÃO“: tese em Sociologia do jornalista e sociólogo canadense
DECLAN HILL sobre a compra de resultados no futebol mundial de alto nível.

SUPERESPORTES: “Brasil x Gana em 206 pode ter sido manipulado, aponta revista
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Acho que os exemplos acima, apesar de muitas redundâncias entre si, também apresentam, cada um à sua maneira, um detalhezinho diferente aqui, outro ali.

Interessante verificar que, desde que a notícia foi publicada no mundo pela primeira vez (muito provavelmente no último dia 30/08/2008), sua repercussão tem sido enorme na web – não necessariamente viral, mas repetitiva. Já na mídia analógica tradicional (rádio, TV, jornal e revista), a repercussão tem sido, até aqui, proporcionalmente pequena.

De qualquer maneira, a exposição do produto publicado pelas empresas maiores evidentemente torna-as referência.

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A VERDADE SOBRE O ESPORTE BRASILEIRO

Copio na íntegra a crônica do prof. RONALDO PACHECO DE OLIVEIRA FILHO, da Secretaria de Edudação do Distrito Federal cedido à UnB e da Universidade Católica de Brasília, publicado originalmente no BLOG DO JUCA, um dos menos de 100 jornalistas com J maiúsculo que existem neste país:

Desculpas ao esporte e aos atletas brasileiros

Por RONALDO PACHECO DE OLIVEIRA FILHO*

Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;

Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;

Pelas escolinhas mercantilizadas que buscam quantidade de clientes e não qualidade de aprendizagem;

Desculpem pela falta de incentivo na base;

Desculpem pela falta de praças esportivas;

Desculpem pelo discurso de que “o esporte serve para tirar a criança da rua” (é muito pouco se for só isso!);

Desculpem
pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente,
tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;

Desculpem se muito cedo lhe tiraram o “esporte-brincadeira” e lhe impuseram o “esporte-profissão”;

Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;

Desculpem
pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições
mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar
adequadamente, ou de pagar um “exame de faixa”;

Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.

Desculpem
pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos
recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;

Desculpem
levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de
ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;

Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;

Desculpem
pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas
propostas; Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício
próprio;

Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;

Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);

Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a “Lei do Gérson” (coitado do Gérson);

Desculpem
pelos secretários de esporte de “ocasião”, cujas escolhas visam atender
apenas, promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com
pouca verba no orçamento);

Desculpem pelos políticos que os
recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para
usá-los como instrumento de marketing político;

Desculpem por
pensar em organizar “Olimpíadas” se ainda não conseguimos organizar
nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa
legislação esportiva;

Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se “exilarem” no exterior caso pretendem se aprimorar no esporte;

Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.

Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;

Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;

Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;

Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;

Desculpem
pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para
extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de
tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.

*Ronaldo
Pacheco de Oliveira Filho é professor da Secretaria de Educação do DF
(cedido à UnB) e da Universidade Católica de Brasília.

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No próximo post, trechos da espetacular entrevista de JUCA KFOURI à REVISTA DO BRASIL.

ARGENTINA MELHOR: IDELBER AVELAR E PVC

Contra fatos, não há argumentos.

O melhor blog existente em língua portuguesa e em todos os gêneros temáticos, na minha opinião, O BISCOITO FINO E A MASSA de IDELBER AVELAR, desconstrói toda a balela ufanista, desinformativa, xenófoba e ignorante da GLOBO em relação ao futebol com detalhes que cercaram os enganosos confrontos recentes nos quais o BRASIL venceu:

Interessam-me esses lugares do indizível numa cultura. Tome o caso
dos EUA. Você pode espinafrar Bush, xingar os dois partidos, dizer que
o país passa a pior crise desde a grande depressão, criticar o
Congresso, o Judiciário, a imprensa. Pode tudo – ou melhor, quase tudo.
Experimente dizer que há anos os EUA já não estão entre os 20 países
mais democráticos do mundo; que qualquer país da Europa Ocidental tem
um sistema político mais democrático que os EUA. Experimente
demonstrar, por A + B, que as eleições brasileiras ou argentinas são
infinitamente mais democráticas que as americanas. Da esquerda do
Partido Democrata à direita do Partido Republicano, vão pirar, como se
você tivesse xingado a mãe. O sujeito sente que um mito essencial à sua
identidade está sob ataque e reage com violência. Claro que nós somos a
terra da democracia! Como ousa questionar isso?

No Brasil, acontece algo parecido com o futebol. Você pode xingar o
técnico da Seleção. Pode espinafrar a CBF. Pode discutir a escalação do
time. Pode pôr a culpa nos cartolas. Pode tudo – ou quase tudo. No
momento em que você questiona o mito de que o Brasil tem o melhor
futebol e os melhores jogadores do planeta, ou – heresia das heresias!
– ousa dizer que a Argentina tem um futebol melhor que o nosso, você é
execrado como uma espécie de lesa-pátria, um gringo de Iowa vendendo
segredos de estado a Brezhnev em plena Guerra Fria.”

Já o melhor comentarista esportivo da América Latina, PAULO VINÍCIUS COELHO da ESPN BRASIL, recordou que ARGENTINA e NIGÉRIA possuem a mesma base das seleções que fora, respectivamente, campeã e vice no MUNDIAL SUB-20 de 2005 na HOLANDA:

Nigéria e Argentina na final sub-20 de 2005

Há três anos, a Argentina tinha Messi, Aguero, Gago, Zabaleta,
Ustari e Navarro no Mundial Sub-20 da Holanda. Na semifinal, aquele
time argentina venceu o Brasil, de Rafael Sóbis, Renan e Rafinha, por 2
x 1, com gols de Messi e Zabaleta.

O jogo classificou a Argentina para a final daquele Mundial contra a
Nigéria. O time nigeriano dirigido por Samsom Siasia, o mesmo treinador
da Olimpíada de Pequim. Daquele Mundial, a Nigéria levou a Pequim o
goleiro Vanzekin, o volante Monday James, os meias Isaac e Okoronkwo,
os zagueiros Apam e Adeleye.

Não é coincidência a classificação dos mesmos times do mundial de
três anos atrás para a decisão olímpica. Se não são equipes com
preparação absolutamente adequada para a Olimpíada, a base do Mundial
ajuda.”

A cultura futebolística mais bonita e mais peculiar do mundo é a argentina. A história do jeito único do argentino cultuar e vivenciar o futebol é fascinante e muito bem contada, através de uma série de livros importantes cujo cozidão e referências estão NESTE VERBETE da WIKIPEDIA. Bem ou mal, isso também explica por que a educação deles tem muito mais qualidade do que a brasileira.

A maior quantidade de jogadores habilidosos em nível de seleção e também presentes nos numerosos títulos nacionais e internacionais de seus principais clubes veio da ARGENTINA.

Corrupção, negociatas, incompetência: o futebol brasileiro padece desses males há décadas. Senão, como explicar o fato de que a ARGENTINA, um país de população muito mais reduzida, de PIB muito mais baixo e de clima muito mais severo do que o do sul do BRASIL apresenta um índice de adaptação de seus jogadores aos clubes europeus muito maior do que o dos boleiros brasileiros?

Mesmo sendo subdesenvolvidos, eles possuem orgulho, gana e uma malandragem associada à frieza nos momentos decisivos que os faz vencer os brasileiros na maioria das vezes.

Bagunça, roubalheira, coitadismo e excesso de humildade jogam a auto-estima do atleta brasileiro no magma do núcleo central. O problema é tão psicológico quanto cultural.

Resta a nós torcer pelo verdadeiro belo, empolgante, cativante e emocionante futebol feminino.

Aliás, a despeito do preconceito, da falta de clubes, patrocinadores e infra-estrutura decente para as meninas aqui no país, vocês sabiam que elas tiveram que ir a um compromisso oficial na “Casa Brasil” (a papagaiada de R$ 10 MILHÕES que três ministérios bancaram para o COB promover a candidatura olímpica do país em 2016) de táxi, enquanto os derrotados do masculino foram com um ônibus cheio do bom e do melhor?!