A MANIPULAÇÃO MUNDIAL DE RESULTADOS NO FUTEBOL


A MANIPULAÇÃO“: tese em Sociologia do jornalista e sociólogo canadense
DECLAN HILL sobre a compra de resultados no futebol mundial de alto nível.

SUPERESPORTES: “Brasil x Gana em 206 pode ter sido manipulado, aponta revista
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Acho que os exemplos acima, apesar de muitas redundâncias entre si, também apresentam, cada um à sua maneira, um detalhezinho diferente aqui, outro ali.

Interessante verificar que, desde que a notícia foi publicada no mundo pela primeira vez (muito provavelmente no último dia 30/08/2008), sua repercussão tem sido enorme na web – não necessariamente viral, mas repetitiva. Já na mídia analógica tradicional (rádio, TV, jornal e revista), a repercussão tem sido, até aqui, proporcionalmente pequena.

De qualquer maneira, a exposição do produto publicado pelas empresas maiores evidentemente torna-as referência.

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CHELSEA: FELIPÃO É O TOPO DA EVOLUÇÃO

Reprodução/Reprodução

Eh, eh! Belíssima brincadeira do jornal inglês GUARDIAN com os últimos técnicos do clube londrino. Segundo o GLOBOESPORTE.COM, a ordem seria a seguinte:

Os italianos Gianluca
Vialli (2000/2002) e Cláudio Ranieri (2002/2004) puxam a fila.
Logo depois vem o português José Mourinho (2004/2007) e o
israelense Avram Grant (2007/2008). Por fim, Felipão “Sapiens”.

Pra quem ainda não viu o FELIPÃO falando em inglês fluente e ganhando toda a imprensa esportiva inglesa, dá uma olhada aqui. ;)

RAFAEL NADAL É O NOVO REI DE WIMBLEDON

http://tennisworld.cc/wp-content/uploads/2008/07/nadal-wimbledon-2008-047.jpg

Na maior final do mais famoso torneio de tênis do planeta, o sempre respeitoso, fidalgo e exageradamente contido pentacampeão ROGER FEDERER perdeu sua hegemonia na grama para o touro miúra RAFAEL NADAL, em mais uma eletrizante edição daquele que têm tudo para vir a ser considerado como o maior clássico da história do tênis.

Foi a mais longa decisão do Aberto de Tênis da Inglaterra em todos os tempos, superando a épica final de 1982 entre os estado-unidenses JOHN McENROE x JIMMY CONNORS: NADAL e FEDERER duelaram durante cinco sets: o espanhol vendeu os dois primeiros por duplo 6-4; o suíço reagiu com dois sets ainda mais peleados, ambos decididos a seu favor somente no tie break (duplo 6-7).

Quase anoitecia em Londres quando, após 04:48h (descontando todas as paradas por mau tempo), NADAL obteve a derradeira quebra de saque sobre FEDERER e confirmou o seu saque no game seguinte, fechando este inolvidável quinto set em 9-7.

Tive o enorme privilégio de, entre meu trabalho voluntário na festa junina em prol do INSTITUTO DO CÂNCER INFANTIL DO RS e o aniversário de um aninho do filho de um grande amigo meu, ter podido assistir a cerca de um terço desse embate fatigante.

Vibrei como nunca e chorei como nunca por um esporte que não é popular, não é barato, que quase não o pratiquei, mas que atrai muito mais a minha atenção em uma decisão do que futebol, vôlei, basquete, fórmula um, natação ou atletismo.

Saí de casa contente demais por ter assistido à até pouco tempo atrás impensável superação capaz de fazer um jogador extremamente forte no saibro – um tipo de quadra detestado pela maioria dos jogadores anglo-saxões (que vêm dos países mais ricos e das escolas mais fortes de saque e voleio, como EUA, Austrália, Reino Unido e Alemanha).

FEDERER não encolheu por ter perdido para, como ele mesmo disse após o jogo durante a premiação, “o pior adversário no melhor piso”: ele ainda é o melhor do ranking. E ainda o será durante alguns anos, enquanto o próprio NADAL não passar a ser mais regular na grama, no cimento e no carpete e o surpreendente NOVAK DJOKOVIC não chegar no mesmo nível.

O tênis é um dos esportes mais lindos de se ver porque possui muita garra, muita técnica, exige uma capacidade de concentração incomparável a nenhum outro esporte, educação, disciplina, agilidade e, mais do que outros quesitos comuns a tantos outros esportes, UM PROFUNDO RESPEITO PELO SEU ADVERSÁRIO E UMA OBSESSIVA BUSCA POR MINIMIZAR AS SUAS FALHAS INDIVIDUAIS.

Segundo o jornal inglês DAILY TELEGRAPH, logo após NADAL despencar seu corpo atlético e bronzeado pela grama sagrada da quadra central, houve um pique de luz de assombrosos 1.400 MEGAWATTS – o que equivale à energia necessária para o cozimento simultâneo de aproximadamente 550.000 caldeirões de sopa. Foi um crescimento na demanda por eletricidade várias vezes maior do que o observado no intervalo da decisão da UEFA CHAMPIONS LEAGUE 2007/2008 entre MANCHESTER UNITED x CHELSEA, segundo a porta-voz ISOBEL ROWLEY, da empresa de energia britânica NATIONAL GRID.

Isso se deu porque os telespectadores fãs de tênis estavam tão absortos pela genialidade e pelos poucos erros não-forçados de ambos os formidáveis adversários que a noite foi caindo e raros levantaram de suas poltronas para acenderem a um mísero abajur sequer.

Esta final histórica também bateu os recordes das casas de apostas londrinas, registrando mais de £10 MILHÕES – superando os £8 milhões apostados nas quartas-de-final entre o prata da casa ANDY MURRAY e o campeão NADAL.

A casa de apostas WILLIAM HILL registrou que o maior vencedor foi um apostador que, dois meses atrás, casara £10.000,00 no espanhol. No par de 9/2, o felizardo recebeu £55.000,00.

Querem mais números? Confiram a posição da audiência da decisão em simples masculino WIMBLEDON 2008 em vários países:

#65 – Most Viewed (Today) – Germany
#58 – Most Viewed (Today) – Australia
#59 – Most Viewed (Today) – Ireland
#20 – Most Viewed (Today) – India
#23 – Most Viewed (Today) – Spain
#23 – Most Viewed (Today) – France
#40 – Most Viewed (Today) – Italy
#78 – Most Viewed (Today) – Netherlands
#14 – Most Viewed (Today) – Sports – Germany
#7 – Most Viewed (Today) – Sports – Australia
#15 – Most Viewed (Today) – Sports – Canada
#14 – Most Viewed (Today) – Sports – United Kingdom
#15 – Most Viewed (Today) – Sports – Ireland
#4 – Most Viewed (Today) – Sports – India
#11 – Most Viewed (Today) – Sports – New Zealand
#8 – Most Viewed (Today) – Sports
#7 – Most Viewed (Today) – Sports – Spain
#35 – Most Viewed (Today) – Sports – Mexico
#5 – Most Viewed (Today) – Sports – France
#10 – Most Viewed (Today) – Sports – Italy
#29 – Most Viewed (Today) – Sports – Japan
#23 – Most Viewed (Today) – Sports – South Korea
#14 – Most Viewed (Today) – Sports – Netherlands
#43 – Most Viewed (Today) – Sports – Poland
#93 – Most Viewed (Today) – Sports – Brazil
#41 – Most Viewed (Today) – Sports – Russia
#7 – Most Viewed (Today) – Sports – Hong Kong
#43 – Most Viewed (Today) – Sports – Taiwan
#30 – Top Rated (Today) – Sports

O porta-voz da casa WILLIAM HILL, GRAHAM SHARPE, disse que são os dois maiores jogadores da atualidade no auge de suas carreiras, cada um com um perfil bastante diferente. Aprofundando um pouco essa declaração, digo que o conservador e contido FEDERER, com suas calças sociais e casacos de cardigan, conquista os núcleos familiares mais convencionais, ao passo que NADAL, com suas bermudas compridas coladas na bunda, sua faixa na testa, sua vibração energética e a sua passionalidade conquistam a todas as pessoas que admiram conceitos como juventude, garra, ousadia e força.

Há, pelos dois tenistas, torcidas declaradas e apaixonadas. Contudo, mais do que torcer, o que fica claro nessa bela relação esportiva é o respeito imensurável e a aceitação mais do que tolerante pelo estilo de ser contrário de cada um dos oponentes. Essa é uma lição que vale para tudo na vida, onde a matriz agonística está presente em praticamente todas as esferas da sociedade midiatizada na pós-modernidade.

Por tudo isso, foi maravilhoso ter assistido NADAL vencer naquele que fora o território mais hostil possível para as suas características como jogador. Mais maravilhoso ainda foi, após a dolorosa derrota, todos terem aplaudido e elogiado FEDERER. O suíço que, em um dado momento do 4º set quando poderia ter perdido o jogo no tie break, VIBROU COMO NUNCA em sua carreira.

Existe um exemplo mais positivo e atual do quão esse duelo significava para ambos?!

Perdoem-me se não falei nada sobre futebol hoje. Mas, sinceramente, não havia o que falar. Afinal de contas, o Velho Mundo está em férias no mais popular dos esportes, enquanto o BRASILEIRÃO 2008 tem apresentado espetáculos deploráveis, com excesso de passes errados, defesas claudicantes, atacantes vacilantes e uma profunda orfandade em termos de meias de lig

ação.

Se não fosse pelo GRÊMIO, juro que só acompanharia a PREMIER LEAGUE, a BUNDESLIGA e a UEFA CHAMPIONS LEAGUE. E, se não tivesse sido pelo PORTALUPPI, nem estaria sabendo quem estava disputando o outrora mais emocionante torneio futebolístico interclubes do hemisfério ocidental.

[L'08 SF2] RENATO: "BOCA JUNIORS? PRAZER, FLUMINENSE!"


IMPACTANTE. La hinchada local colmó las tribunas del Maracaná y le puso un gran colorido a la noche (EFE)


TRISTEZA. Palermo y Palacio son la cara de la derrota en Boca. Tenían todo en sus manos para llegar a una nueva final y se quedaron sin nada. (EFE)


Washington comemora o primeiro gol tricolor (GloboEsporte.com)


CONCA vibra com o 2º gol, o da virada do Flu. O habilidoso meia argentino já passou pelo arqui-rival dos xeneizes. Nas mãos de Renato, aprendeu a deixar de ser gallina! (foto do GloboEsporte.com, legenda by Blackão)

FICHA DO JOGO:

FLUMINENSE 3 x 1 BOCA JUNIORS
Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Ygor (Dodô), Cícero, Arouca, Conca e Thiago Neves (Maurício); Washington (Roger). Migliore, Ibarra, Cáceres, Paletta e Morel Rodríguez (Boselli); Vargas (Ledesma), Battaglia (Chavez), Datolo e Riquelme; Palacio e Palermo.
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Carlos Ischia.
Gols: Palermo, aos 12 minutos; Washington aos 17 minutos; Conca aos 25; Dodô aos 47 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Riquelme e Palermo (Boca Juniors); Washington, Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Neves, Arouca e Junior Cesar (Fluminense).

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro.

Público: 78.856 (pagantes) e 84.632 (presentes)

Renda: R$ 1.729.117,50

Data: 04/06/2008.

Árbitro: Carlos Torres (PAR).

Auxiliares: Emigdio Ruiz (PAR) e Manuel Bernal (PAR)

Sem grandes textos e sem muito tempo para analisar o jogo, apesar de tê-lo assistido com bastante atenção e de ter discutido bastante com a minha Lu (que sabe muito sobre futebol), não fui surpreendido por absolutamente nada do que vi no Maraca: tudo saiu conforme o esperado – desde o placar até as esperadas vantagens e desvantagens de ambos os lados nos duelos mano a mano determinado pelas respectivas escalações em função de tudo o que eu já conhecia a respeito do grandissíssimo FLUMINENSE e do não menos gigante BOCA JUNIORS.

Isso posto, eis minhas notas:

FLUMINENSE           GloboEsporte.com     Torcida     BLACKÃO

Fernando Henrique           7.0                    9.2            8.0
Gabriel                            5.5                    6.7            7.0
Thiago Silva                      7.0                    8.9            8.0
Luiz Alberto                      6.0                    8.1            7.0
Junior Cesar                     6.0                    7.8             7.0
Ygor                                5.5                    6.2             5.0
Arouca                             5.5                    7.3            4.0
Darío Conca                     7.0                    8.7             7.0
Thiago Neves                   5.5                    7.1             6.0
Cícero                              5.0                    7.1             8.0
Washington                       6.5                    8.5            8.0
Dodô                                7.5                   9.0             9.0
Maurício                            5.5                   6.5             6.0
Roger                               5.0                    6.6            5.0
RENATO GAÚCHO             6.5                    8.6             8.0

BOCA JUNIORS

Migliore                             4.5                   2.7             4.0
Ibarra                                4.0                   3.5             4.0
Julio Cáceres                      5.5                   3.4             3.0
Paletta                               5.0                   3.4             6.0
Morel Rodríguez                 4.5                   3.5             5.0
Battaglia                            5.5                    3.5             5.0
Fabian Vargas                    5.0                   3.5              3.0
Datolo                               6.0                    4.3             7.0
Riquelme                           5.5                   3.9              6.0
Palacio                               4.0                   3.9             3.0
Palermo                             6.0                   4.7              6.0
CARLOS ISCHIA                   5.0                   3.2              3.0

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A ARGÉLIA DE MADJER

RESOLVI RECICLAR ESTE POST A PARTIR DA ATUALIZAÇÃO DE LINKS E DE BREVÍSSIMAS ALTERAÇÕES NO TEXTO ORIGINAL, POSTADO EM 23/01/2008 (afinal de contas, a Argélia está na Copa 2010)
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Fico até emocionado de lembrar da participação da Argélia na Copa de 1982. Na inesquecível tarde de 16/06 em Gijón, venceram a Alemanha Ocidental por 2×1, gol de Madjer e Belloumi (cuja figurinha eu tinha no álbum Ping-Pong da Copa de 1982 – saudade dos meus nove anos!)

Depois da estréia histórica, no dia 21/06, uma derrota por 0×2 para a Áustria em Oviedo. Finalmente, uma nova vitória contra o fraco Chile em 24/06 – também em Oviedo. Em um jogo de compadres, Alemanha x Áustria proporcionaram um combinadíssimo 1×1 e ficaram tocando a bola para os lados e para a frente sem atacar um ao outro depois que o resultado já estava consumado.

Foi a maior vergonha da história das Copas. Pra mim, nem se compara ao roubo que a Alemanha sofreu na final da Copa de 1966 nem à quase certa compra de alguns jogadores peruanos por parte da ditadura argentina em 1978. Em função dessa tramóia, a Algéria só ficou de fora da segunda fase em função do saldo de gols.

O meia Rabah Madjer (que irá completar 50 anos no próximo dia 15/02) foi o grande ídolo nacional durante mais de uma década. Ele fez fama no querido FC do Porto (meu time em Portugal), ao marcar o gol do título mundial portista contra o CA Peñarol, em 1987, com uma bola laranja que mal ultrapassou a linha do gol em um gramado coberto de neve. O resultado? 2×1, só pra variar, como em quase todas as decisões importantes das quais Madjer foi o protagonista…

Antes, porém, marcou o gol do título da então Copa dos Campeões da UEFA (desde 1992, Liga dos Campeões ou UEFA Champions League) contra o meu time na Alemanha, o FC Bayern München, por 2×1.

Madjer disputou nada mais nada menos do que NOVE Copas Africanas de Nações, obtendo o título em casa, em Argel’90. Na ocasião, Madjer marcou dois gols na goleada de estréia por 5×1 contra a Nigéria. Ele assinalou os dois primeiros gols, aos 36′ e aos 58′. Na decisão, os dois primeiros do Grupo A encontraram-se novamente e, dessa vez, o título veio com um sofrido 1×0, na maior festa que o futebol argelino já viu:

Em entrevista ao canal FRANCE 24, o craque disse uma grande verdade, que é o principal motivo pelo qual escrevo tanto sobre o futebol africano aqui noblog: a CAN é o primeiro evento futebolístico em exposição midiática após a Copa do Mundo, a Euro e a UEFA Champions League. Atrai muito mais olheiros e cobertura da imprensa européia do que a Copa América, por exemplo.

Para vocês terem uma idéia, somente na English Premier League, foram mais de 40 desfalques em mais de 70% das equipes, sendo o Portsmouth o mais prejudicado, pois conta com muitos jogadores africanos em seu plantel (leia post anterior sobre o caso).

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