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FATO 1: o Brasil não possui uma Grande Imprensa predominantemente confiável, honesta, justa, investigativa, inquisidora, denunciadora, minuciosa e nem tampouco apuradora. Sinto muito aos bons bacharéis que, ao invés de fazerem valer seu juramento, calam e consentem. Meu diploma de publicitário vale o mesmo que o de jornalista: menos do que um rolo de papel Neve usado. Essa é a realidade.
FATO 2: há vários tipos de jornalista que vivem de jabá. Quando o contrato de prestação de serviços firmado entre ambas as partes assim o permitir, alguns desses profissionais poderão seguir ligados às corporações de mídia. Outros, ao deixarem de ser funcionários dessas corporações, publicam blogs nos quais usualmente procedem de três maneiras predominantes: a) entrevistam predominantemente a mesma base de sustentação política, econômica, social, financeira e cultural de seus antigos chefes, funcionando apenas como um novo megafone para o discurso único; b) não passam de meros assessores de imprensa ou de relações públicas de seus anunciantes; c) em função de a e b, recebem muito mais do que quando eram empregados não por causa do mérito, da trajetória, da suposta credibilidade profissional, mas, sim, porque são mais conservadores e mais realistas do que o rei quando são editores de si mesmos; d) Não passam de uma mera marca, publicando notícias requentadas através do control-C control-V do que saiu em veículos maiores.
Só no RS, há vários exemplos: 1, 2, 3, 4, dentre outros. Reparem como os patrocinadores são, quase sempre, os mesmos. Há como denunciar ou como pensar diferente sendo financiado pelas mesmas fontes?!
Feliz ou infelizmente, o tão criticado, ridicularizado e até mesmo frívolo XICÃO TOFANI cumpre muito melhor com o papel ao qual se propõe a fazer do que os quatro exemplos acima.
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CONCLUSÃO 1: os fatos 1 e 2 comprovam que a midiatização da sociedade é um fenômeno que mistura funções, profissões, atribuições, direitos e deveres de cada um em uma salada cujos ingredientes são absolutamente impossíveis de serem separados voltando-se ao sabor original de cada um.
CONCLUSÃO 2: creio que nenhuma das profissões técnicas atravessada pelos meios de comunicação tem sofrido tanto com esse desencaixe da alteridade e com essa multiplicidade funcional meramente empírica sem grandes reflexões a respeito do verdadeiro papel social de cada um como os verdadeiros assessores de imprensa e os verdadeiros relações públicas. Afinal de contas, seu território foi invadido por pseudo-profissionais ou por profissionais de fato cujo treinamento e prática tinham como objetivo trabalhar outras técnicas enunciativas. Para os RRPPs e para os assessores de fato e de direito, o caminho inverso ou o rápido encontro de outro nicho no qual possam exercer a sua função sem distorções é quase impossível.
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Isso posto, há tanto no “mercado” como na academia opiniões que consideram a profissão de relações públicas extinta em função do canibalismo do assessor de imprensa. Da mesma forma, se a função do jornalista é a de criticar, investigar, denunciar, ouvir os dois lados da questão, traduzir a linguagem vicária de todos os demais campos sociais para a sociedade laica através da temporalidade e da discursividade de seus meios produzindo um discurso aparentemente homogêneo e facilmente compreensível, no momento em que a maioria dos jornalistas depende de patrocínios que carregam valores econômicos, sociais e culturais embutidos em seus objetivos comerciais que devem necessariamente deter a hegemonia sobre seus concorrentes materiais e simbólicos, o jornalismo também QUASE não existe mais – a não ser quando este não dependa da espetacularização de alguns valores e da omissão de outros para sobreviver.
Dado o atual contexto sociotécnico, não podemos mais recuar àquele antigo patamar de compreensão e de operação facilmente percebido até mesmo pela classe média ainda presa ao modus operandi da modernidade: não há como forçar a barra nem para o passado “como o ‘meu tempo’ era bom”, nem para pensar o futuro de maneira apocalíptica (‘o mundo acabou’).
Leis supostamente socializantes (leia-se moralizantes) normalmente são incompletas, arbitrárias às avessas (pois apresentam os mesmos componentes que repudiamos na autocracia de direita legitimados por oportunistas que pareciam estar do nosso lado) e repletas de brechas para que o status quo continue deitando e rolando. Na mesma direção, não consigo ser tão otimista a ponto de crer em um hipotético, utópico, ufanista e espetacularizante código de ética que torne magistrados, políticos, empresários de comunicação, jornalistas corporativos, jornalistas de mídia independente, blogueiros, radialistas, cineastas e artistas tão responsáveis e conhecedores sobre seus direitos e deveres não com a lei mas, sim, com a sociedade.
Vejo blogs dando prioridade à análise do que saiu no jornalão A ou B. Ora, jornal e revista são o de menos. Primeiro: só compra quem quer; segundo: não são concessões públicas; terceiro: cada vez menos gente lê jornais e revistas – os leitores de jornal
tradicionais estão morrendo de velhos. Seus filhos e netos ou trabalham
tanto, ou têm tantas outras opções de lazer e informação disponíveis
online que a tiragem dos jornais está caindo vertiginosamente
PRATICAMENTE NO MUNDO INTEIRO; quarto: quase sempre, o consumidor padrão do bem simbólico crítico-noticioso pertenceu às classes A e B, cuja influência na base da pirâmide diminuiu drasticamente nas últimas décadas; quinto: a cultura pós-moderna é audiovisual, dinâmica, ubíqüa, fragmentada, inconstante – uma foto num jornal significa muito pouco para essa geração, pois a experiência sensorial que oferece é muito baixa. Seu texto correspondente, menos ainda.
Portanto, o poder do indivíduo está no atravessamento das mídias e no uso que o receptor faz do seu conteúdo na sociedade em que vive. Podemos até julgar, criticar, avaliar, duvidar e até mesmo subvalorizarmos essa experiência midiática multidimensional particular. Todavia, nenhum receptor é passivo: todos estão, cada um a seu modo, ressemantizando e ressignificando tudo o que chega até eles, transformando, reciclando, adaptando e, acima de tudo, PRODUZINDO DIFERENÇA.
Falo sempre em resistência pós-moderna. Em comunicação atomizada, descentralizada, produzida a partir de nós que estabelecem uma teia repleta de laços fortes e de laços fracos ao redor da Terra. Na solução de demandas locais, pontuais, simples, pequenas, mas que resolvem a vida de muita gente ao mesmo tempo – porém discutidas e reverberadas do local para a rede, a fim de que a rede traga de volta para o local uma repercussão em potência de 10 na comparação com a intrusividade do carro de som, das palavras de guerra inúteis do líder sindical mal articulado com o vernáculo, do panfleto mal redigido e de chegar à praça pública de maneira desordenada, impensada, não-planejada, previamente anunciada (dando a cara a tapa para a polícia e para a mídia corporativa vociferar como bem entender a respeito dessa manifestação).
Portanto, o Paulo Sant’Ana, o Nelson Sirotsky, os políticos de direita, empresários e latifundiários que eles usam em seus editoriais e até mesmo a página 10 da Rosane de Oliveira e nada são QUASE a mesma coisa.
Claro que o que fica registrado por escrito pode ser documentado e retomado tantas vezes quantas o suporte dessa informação (papel, plástico, pano) permaneça intacto. Mas o peso da mídia corporativa (sobretudo a impressa) é realmente muito menor do que parece ter. O que fede mais é o que é ouvido, o que é assistido e o que deixa mais marcas na memória – o audiovisual: o Sant’Ana no Jornal do Almoço; a Rosane de Oliveira na Rádio Gaúcha e na TV COM; o Lasier Martins na RBS TV, na Rádio Gaúcha e na TVCOM e tantos outros produzem subjetividades mais intensas e tão marcantes quanto efêmeras ATRAVÉS DE CONCESSÕES ILEGAIS DE ONDAS ELETROMAGNÉTICAS REGIDAS PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E PELA LEI GERAL DAS TELECOMUNICAÇÕES.
Mesmo assim, a TV aberta felizmente está sofrendo do mal do gigante do pé-de-feijão: não é apenas o seu público tradicional que está desenraizado da sua alteridade, da sua territorialidade e que não sabe como nem em que espaço discutir política. Ela mesma desconhece os meninos nascidos desde o início da década de 1990. No começo, atraíram-nos até o seu castelo sobre as nuvens. Depois, deixaram a galinha dos ovos de ouro ao seu lado e pegaram no sono. Finalmente, João já está de volta ao solo e já pegou o seu machado.
Portanto, é preciso ter um QI de funcho ou uma visão de mundo restrita ao volume de um ovo de tênia para acreditar piamente nos produtos políticos e consumistas das corporações mídia de massa. Afinal de contas 40% dos brasileiros já possuem acesso freqüente à internet, mais de 20% já possuem computador + acesso discado em casa e, a despeito do uso mais freqüente ser para e-mail, MSN, ORKUT, YOU TUBE, notícias (predominantemente dos mesmos grupos de mídia de massa) e, um pouco mais abaixo na lista, para ler, comentar e blogar (sendo que menos de 10% dos blogs lidos são sobre política),
Escrevi este post em função da prisão do DANIEL DANTAS (que, em breve, será solto porque JOSÉ DIRCEU é funcionário dele e JOSÉ EDUARDO GREENHALGH é seu braço jurídico e político dentro do PT, que possui o rabo preso sim, senhor) e da catrefa de peixes pequenos tucano-pefelês pega na mesma tarrafa (FHC, ACM, LUIZ EDUARDO MAGALHÃES, SERJÃO – todos escaparão); da crise no judiciário; e, finalmente, por causa das conclusões da blogosfera sobre o episódio POLÍBIO ADOLFO BRAGA x NOVA CORJA.
Até bem pouco tempo atrás, confesso que levava muito a sério o acompanhamento da mídia corporativa de massa (rádio, televisão, jornal, revista). Hoje, ela me irrita: se intromete na minha vida, no meu trabalho, no meu lazer, na minha intimidade, no meu espaço, na minha privacidade, usa um megafone a 10 cm de distância do meu ouvido, cores berrantes e letras garrafais a 1 cm dos meus olhos e passa o tempo todo dizendo o que e como comprar, como educar os filhos, como votar, quais deveriam ser os meus valores, como ela acha que eu deveria ser cidadão e por aí afora.
Não nego que, embora socialmente precário e reduzido, o seu papel informativo existe e possui lá a sua importância. Também não nego nem a necessidade e tampouco a importância de algo que me irrita muito mais do que o suposto efeito dos meios de comunicação, que são as instituições políticas e sociais. Também não pretendo me tornar um fora-da-lei.
Todavia, o que se vê na política, nas corporações e em parte da mídia nada mais é do que o reflexo da pior crise de identidade da história da humanidade. Tal crise torna-se ainda mais dramática à medida que nem metade da população das duas últimas gerações brasileiras ainda é capaz de enxergar o mundo simultaneamente a partir de todos os significados pessoais e sociais de pertencer a um certo território ao mesmo tempo em que teletransporta-se incessantemente no ritmo da vazante da infomaré.
As leis e o uso do poder no Brasil contemporâneo não dão conta nem dos integrados, nem dos apocalípticos. A aproximação e o intercâmbio entre ambas as maneiras extremistas de reconhecer a si mesmo dentro da sociedade surgem em ondas disformes, impermanentes, imprecisas que, assim como vêm até a praia, voltam para o oceano.
Então, como é que eu posso aceitar me submeter passivamente a um sistema caduco que só me prejudica?! Pra que chover no molhado tentando convencer tanta gente diferente a pensar como eu se nem eu mesmo sei se o que é melhor pra mim hoje vai ser melhor pra mim ou pra todos amanhã?!
Se eu quero adesão, parece ser mais fácil eu disponibilizar o que eu penso não através de um outdoor, de um megafone ou de um locutor piegas cheio de caras e bocas: eu vou deixar poucas idéias – nada muito complexo – num lugar onde quem quiser ver, vai encontrar. Se gostar, vai falar comigo. Se quiser aderir, vai multiplicar à sua maneira. Quando houver massa crítica suficiente (que pode ser de Porto Alegre, de Roma ou de Nairobi), a gente articula um plano de ação, cada um no seu lugar. Quando tudo estiver pronto, a gente sai pra rua sem ser contra ninguém, mas apenas a nosso favor.
Como diz o pessoal da NOVA CORJA, a tropa de choque do jornalismo oligárquico “num sabe usá tenéti” e fica ameaçando com bravatas e denúncias vazias porque não tem por onde sair, já que seu modus operandi comercial compromete – e muito – a credibilidade de suas notícias e comentários.
Em época de uma nova campanha política no Brasil (a primeira cujo conhecimento prático e teórico no uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação – as NTICs – também demanda e é demandada pelos atravessamentos da sociedade midiatizada), precisamos estar sempre atentos para a ignorância da censura que instituições supostamente isonômicas como o TSE, o TRE, o STF e todos os MPs brasileiros têm realizado neste ano.
Pior: nosso Congresso tem a cara-de-pau, a ignorância, a estupidez ou até mesmo a má intenção de aprovar um projeto de arapongagem digital proposto pelo ex-desgovernador de MG tucanóide e atual senador EDUARDO AZEREDO (confiram a carta que o TRÄSEL enviou para o Senado e assinem a PETIÇÃO ONLINE que a dupla SÉRGIO AMADEU + ANDRÉ LEMOS abriu contra essa lei estapafúrdia), que – diz a mídia alternativa em Minas – parece possuir estreitas relações com uma enorme empresa de segurança em TI que deseja monopolizar a rede no país. Comprovem isso logo e, de uma lei ridícula, teremos apenas um reles castelo de cartas registrados nas páginas negras dos anais da internet.
Uma das melhores opiniões disponíveis sobre tal aberração é do IDELBER AVELAR. Interessante como todos os con$ervadore$ que criam e conseguem quorum para votar uma estupidez de tamanha magnitude, seja aqui ou em PALAU (com o devido respeito aos nativos daquele paraíso), não entendem patavina sobre internet.
Em suma: o uso do jabá por parte de vários “colonistas” e o uso da publicidade através da voz de blogueiros pagos para puxarem o saco ou detonarem um determinado produto ou serviço, nos incomodam e devemos resistir a tal arbitrariedade e falta de ética. Por hora, apesar desse empecilho temporariamente significativo para o pleno desenvolvimento da blogosfera brasileira estar diante de nós, adiante apresento um exemplo de como a comunicação e a articulação de redes sociais não pode ser controlada:
Sem entrar no mérito se ele é ou não um político honesto; se ele estaria mesmo voltado para satisfazer as demandas daqueles que mais precisam nos EUA e se verdadeiramente pretende tornar-se um líder pela paz e pela redução da miséria no mundo, BARACK OBAMA angariou centenas de milhões de dólares em doações de pessoas físicas e jurídicas e dezenas de milhares de voluntários espalhados por todos oe 50 estados de seu país porque sua assessoria soube trabalhar com ferramentas como e-mail marketing (spam para quem não gosta de receber e-mail no formato de mala direta) e pelo menos DEZESSEIS (16) diferentes sites de relacionamento voltados para nichos de eleitores completamente diferentes.
Como exemplos, cito o FACEBOOK (um site de redes sociais muito mais popular nos EUA do que o Orkut é no Brasil ou na Índia), o MY SPACE (site personalizado de notícias e de relacionamento vinculado ao MESSENGER, ao HOTMAIL e a um serviço de agenda e calendário disponibilizado pela MICROSOFT), vídeos da campanha no YOU TUBE, álbuns de fotos coletivos com fotos de Obama tiradas por amadores em todas as prévias e entrevistas das quais participou no FLICKR, ranking de notícias e artigos sobre OBAMA indicados pelos internautas no DIGG, a nova febre de comunicação em rede na internet, também utilizada pelo jornalismo conhecida como TWITTER, um perfil no site de relacionamento voltado para redes de colaboração profissional LINKEDIN e, finalmente, o envio massivo de torpedos via celular.
O problema é que, no Brasil, quem foi mais esperto em utilizar essas ferramentas e em estabelecer sociabilidades através dessas novas tecnologias foi a pseudo-esquerda da esperta MANUELA D’ÁVILA (E AÍ, BELEZA?) e a juventudi (bela expressão também “chupada” da NOVA CORJA – sorry, guys!) da direita e do – sem comentários – candidato a vice-prefeito pelo PP na chapa de ONYX LORENZONI (DEM), o deputado estadual MANO CHANGES.
Enfim, a campanha de OBAMA pelos democratas foi o maior exemplo mundial até agora da mobilização através da internet. E serve como mais um subsídio para a minha hipótese de que não há esvaziamento nem alienação política: o que há é o deslocamento da pertença local e terrestre para uma pertença global diretamente relacionada à satisfação das demandas pontuais de determinados grupos sociais, normalmente minoritários, periféricos ou marginais.
Mas aqui vai um recado para nossos juristas, políticos e aDEvogados (com todo o respeito aos advogados): se eu quiser dizer em quem irei votar no meu blog, eu digo. Se eu quiser dizer por que eu acho que eu e quem lê o que eu escrevo deveRIA ou não votar em fulano, beltrano ou ciclano do partido que for e para o cargo que for, eu vou dizer.
E não poderei ser processado: sabem por que? Porque a minha liberdade de expressão está garantida pela CONSTITUIÇÃO FEDERAL. No momento em que eu não estiver mentindo, caluniando nem difamando, posso dizer o que eu acho sobre qualquer coisa e está acabada a discussão.
Agora vocês sabem meus motivos por ter aderido à campanha NÃO SOU BLOGUEIRO DE ALUGUEL graças ao post do GLOBAL VOICES ONLINE, que repercutiu a excelente iniciativa do FREELANDO PRO DIABO. É por isso que creio ser tão importante vocês também levarem essa idéia adiante.
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Às vezes, o blogueiro precisa ter sorte pra sustentar seu argumento em uma pauta proposta: eis um gancho para comprovar o que a dona NITA FREIRE, viúva do grande PAULO FREIRE, disse em entrevista ao Jornalista LUIZ CARLOS AZENHA no VI O MUNDO (OUÇA):
Extraí a seguinte conversação de um tópico em uma comunidade do ORKUT. Todos os membros possuem pelo menos 30 anos de idade e não há nenhum pobre ou rico (nomes e link suprimidos):
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Lembram-se que no ano passado fui assaltado dentro de um ônibus, certo ? Pois é, aconteceu de novo hoje, pleno sábado, só que dessa vez eu reagi.
O cara fingiu que estava armado, mas não estava. Estava assaltando o cobrador bem na minha frente. Quando eu vi que ele estava blefando, agarrei o braço dele, por cima da roleta e meti um direto de direita que mandou o cara ao chão. Acertei o cara mais ou menos em cheio, o olho direito dele “tapou” na mesma hora. Mas ele tentou se levantar pra fugir.
Daí foi aquilo. Cobrador e motorista e um outro funcionário da empresa “grudaram” ele.
O carinha com o dinheiro na mão e não soltava !
O que esse cara apanhou não está no mapa. Sentaram uma verdadeira surra no cara, até que ele desistiu e entregou a grana. Eu nem fiz coisa nenhuma depois que derrubei o cara. Parecia que havia uma raiva e revolta gerais, não precisava mais ninguém pra conter o chinelão.
E é com um certo constrangimento que digo que fiquei bem contente.
Ele estava visivelmente sob o efeito de drogas, resistiu bastante, mas o ônibus rumou direto pra delegacia e ainda apareceu um carro da brigada pro apoio. Uma passageira ligou do celular e eles foram chamados.
Consegui descer perto da minha casa mesmo e fui caminhando, tranquilamente, de volta ao lar..
A tentativa de assalto aconteceu por volta da 13;30 neste Sábado, dentro do ônibus T2.
Mas dessa vez o final foi diferente.
Um abraço a todos e cuidem-se sempre !!!
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o direito do cidadão se defender é sagrado.
e pensar que quiseram e querem nos tirar até isso…
abraço
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Não fique constrangido, amigo! Você fez o que todo mundo quer fazer.
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Tenho um grande amigo que, ao mesmo tempo em que é voluntário de um curso pré-vestibular para excluídos que obtém bastante resultados e está habituado a fazer trabalho social desde sempre, diz que, se um “vagabundo” atacá-lo no trânsito e ele tiver tempo de reagir com certa segurança, “não quer nem saber: passa por cima”.
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Eu mesmo postei um assalto do qual fui vítima defronte ao edifício ao lado do meu há cerca de 14 ou 15 meses atrás. Acabei com a sensação de otário, sem pena nenhuma de dois guris que não estavam sujos, fedendo, drogados nem mal vestidos e que, provavelmente, também não estavam armados.
O QUE FAZER?! EXISTE TER OU NÃO TER RAZÃO AO REAGIR OU DEIXAR DE REAGIR?!
A indignação e a falta de noção com o que atinge um único inocente de forma brutal são muito maiores do que a inação perante quem realmente rouba e mata milhares ou até mesmo milhões. Tal nível de ignorância faz com que a classe média (sobretudo a gaúcha, que é a pior do Brasil e uma das piores da América do Sul sem nenhuma dúvida) mantenha-se muito mais próxima da estupidez do que da lucidez.
Portanto, pergunto: à maioria da classe média gaúcha só resta reagir dessa forma porque ela é covarde, maniqueísta, chauvinista, estúpida, covarde e muito ignorante? Ou eu é que sou covarde e sensível demais?! Ou eu é que perdi minha paciência com essas questiúnculas transformadas em questões importantes e estou sendo preconceituoso em função do distanciamento que meu início de carreira como cientista me obriga a ter dos entes sociais a quem, mesmo sem querer, analiso?
A vida é muito complexa para determinismos, maniqueísmos e dicotomias. Por isso, não tenho como aplaudir a reação nem como achar prudente a inação.
De qualquer forma, vivemos em um estado e em uma capital onde o sensível se perdeu. Nesse ponto, a resistência globalizada da multidão pra mim faz muito mais sentido do que me preocupar ou dar mais valor a uma cultura regional que está longe de ser a prioridade do ativismo – embora não possa ser jamais negligenciada.
Em termos de RS e de PORTO ALEGRE, definitivamente, enchi o saco: a maioria não merece meu esforço. Aliás, nem sei se eles querem ou precisam do meu esforço ou se realmente acham que a qualidade de vida deles é ruim.
FODA-SE O RS E VIVA O PLANETA!!!
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Percebo na blogosfera dúvidas e discussões que não entram na prioridade comunicacional onde estou envolvido. Ofereço abaixo links para artigos pouco lidos e pouco comentados que escrevi nos últimos meses a fim de reativarmos a discussão. Ei-los:
http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/25/avaaz-exemplo-ativista-pos-moderno/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/25/comunicacao-comparada-e-desconstrucao/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/21/projeto-palanque-do-blackao-2009/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/19/a-comunicacao-resistente/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/16/os-ultimos-dias-de-yeda/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/13/a-resistencia-inteligente-sem-tecnologia/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/06/13/politica-de-demandas-sem-tomar-o-poder/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/29/a-noticia-como-mercadoria/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/26/a-volta-ao-espaco-publico-presencial-passa-pela-internet/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/14/bioinseguranca-e-subdesenvolvimento-insustentavel/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/10/porque-a-pedagogia-tradicional-nao-funciona-na-era-digital/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/05/06/visitem-o-generacion-y/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/25/o-que-fazemos-em-nossos-blogs/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/16/resistencia-pos-moderna/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/17/resistencia-pos-moderna-no-brasil/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/19/os-movimentos-sociais-e-a-blogosfera/
http://heliopaz.wordpress.com/2008/04/15/jornalismo-politico-brasileiro/
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