COMO ESCREVER UM BLOG E FAZER BOM JORNALISMO AO MESMO TEMPO

No último sábado do evento, assisti (online) à mesa de debates sobre blogs e política da Campus Party 2010. Me impressionei bastante com a argumentação do jornalista Adriano Silva, publisher da versão nacional do blog profissional de tecnologia mais conhecido do mundo, o Gizmodo Brasil. Silva também tem um blog no Portal Exame e faz eventuais porém interessantes intervenções via Twitter.

Sempre vi os blogs como a maior possibilidade que o cidadão não-profissional e não-sindicalizado possui de tornar a sua opinião conhecida pelo público. Além disso, o olhar de quem descreve, elogia e denuncia está cada vez mais próximo do cotidiano do que as práticas usuais da mídia corporativa de massa. Defendo que a convergência entre várias mídias sociais (blogs, Twitter, YouTube, Flickr, podcasts, Slideshare, Scribd, etc.) – quando realizada com um verdadeiro cunho político, social e comunitário – constitui-se em um conjunto de técnicas suficientemente capaz de desconstruir o falso envolvimento e o distanciamento comumente verificados nas reportagens e no conjunto de opiniões emitidas por um sistema de comunicação que, via de regra, propõe uma única visão de mundo para todos.

Embora seja muito difícil de percebermos por estarmos diretamente envolvidos nessa prática, é preciso admitir que a polarização partidária e ideológica também é praticada pela blogosfera independente de esquerda. Apesar de uma série de avanços que temos verificado nos últimos anos, esse comportamento restringe a credibilidade de temas e fatos que deveriam estar na boca de todos. Logo, temos, sim, como aumentarmos o nosso alcance, expandindo o nosso público interagente para redes de contato que superem o nosso nicho ideológico.

A crítica à edição e à apuração baseados na distorção, na omissão, na supervalorização, na minimização, na escolha do que e como deve ou não ser dito (e, sobretudo, nas bandeiras levantadas a favor dos interesses econômicos dos financiadores da mídia corporativa) principalmente em relação a tudo o que envolve política, economia, lei e moral deve ser sempre denunciada e monitorada. De maneira geral, esse serviço é realizado com sucesso.

Contudo, creio que a maioria dos blogs independentes erra feio ao fazer dessa pauta a sua principal (muitas vezes até mesmo a sua única) razão de existir. Falta apresentar o bom, o belo, o que funciona. Contar mais histórias com personagens não-políticas, mas que melhoraram de vida a partir de ações políticas de esquerda.

Dentre os maiores erros da blogosfera política dita independente (porém, na verdade, altamente vinculada a ideários partidários e sindicais), percebo que ainda há a crença predominante de que o mundo é regido pela relação entre capital material e trabalho material e pela consequente “luta” de “classes”.

Com isso, não quero dizer que Marx estava errado ou que já foi superado: porém, o tipo de luta e de classe que se tinha como homogêneas na modernidade hoje se travam a partir da resistência da multidão e da emergência da sociedade de nichos. Por isso, cada blogueiro atinge um público diferente, mesmo que tenha uma visão de mundo parecida.

É importante salientar que não vejo mais sentido algum em defender o modelo da democracia representativa, o voto obrigatório e nem mesmo em ter que necessariamente “torcer” por um lado ou por outro. Vejo-me preso a essa arapuca justamente pelo fato de que o único modelo democrático legalmente praticado e imbricado na rotina da maioria é o que ora se apresenta. Precisamos discutir seriamente a democracia emergente, que contempla os atravessamentos sociais, políticos e econômicos compartilhados nos ambientes digital e presencial. Para essa lógica, a lei ainda está muito atrasada. Essa pauta é fundamental, mas deve ser tratada em outros posts.

Enfim… Todos têm um lado e devem expressá-lo claramente. Afinal de contas, transparência e coerência são valores altamente desejáveis para a credibilidade da política nas mídias digitais. Porém, não adianta nada possuir um vasto repertório intelectual e/ou uma vasta experiência de campo e de militância quando os modelos nos quais muitos ainda crêem apresentam-se como estáticos. Enquanto isso, as hibridizações socioculturais que ocorrem informalmente e sem nenhum controle hierárquico não podem ser vistas como fruto de má intenção, confusão ou incoerência.

Infelizmente, a população brasileira é predominantemente covarde e omissa. Os ricos, porque locupletaram-se desde o “descobrimento”; a classe média, porque tem a ilicitude de grande parte dos ricos como exemplo de sucesso, enquanto enxerga os pobres como a materialização do terror de perder o pouco que têm; já os pobres, de sua parte, foram induzidos à covardia e à omissão devido ao bombardeiro midiático que despolitiza e mercantiliza as suas vidas a partir de mensagens que sempre visaram o sumo rebaixamento da sua autoestima.

Todas essas pessoas batem boca. Devido à despolitização, elas têm uma visão absurdamente simplista e incrivelmente genérica sobre tudo e sobre todos. Futilidades e reacionarismos à parte, todo brasileiro é político, médico, técnico de futebol, engenheiro, advogado, funcionário público ou empresário. A única forma de eles compreenderem algo de maneira mais complexa é produzir conteúdo posicionado. E ideologicamente posicionado não implica em um posicionamento voltado para um confronto entre classes: deve-se primar pela informação, pela opinião balizada e pelo detalhamento da ideologia do blogueiro. Contudo, ele deve concentrar esforços para evitar a evangelização partidária.

Adriano Silva não diz que somente jornalistas com diploma devam blogar. Contudo, salienta que a credibilidade de qualquer blog (que, por sua vez, resulta em maior credibilidade, audiência e, quem sabe, até mesmo a possibilidade de blogar profissionalmente) depende acima de tudo do BOM JORNALISMO. Como o publisher do Gizmodo Brasil havia dito na Campus Party, solicitei a ele as diretrizes de bom jornalismo nas quais crê. Como poderão ver logo abaixo, elas servem de reflexão para a blogosfera em geral:

Credulidade

Temos comprado muito fácil um monte de informações em relação às quais o bom jornalismo demanda distância. “O sujeito fez determinada dieta e nunca mais adoeceu”. Não se pode jamais dizer isso na voz da revista, como afirmação do repórter. É impossível sabê-lo. O correto: “O sujeito afirma ter feito determinada dieta e, segundo diz, não voltou a adoecer.” As pessoas mentem muito. É saudável praticar o ceticismo ao ouvi-las. Cruzar informações, apurar. E, depois, deixar claro ao leitor qual é a voz que está dizendo aquilo. Poucas coisas podem ou devem ser enunciadas – o que significa serem endossadas – pela revista.

Ingenuidade

O embevecimento com determinada tese é um risco grande para o jornalista. Ainda mais em revistas como Vida Simples e Religiões, que embutem uma certa simpatia em relação aos assuntos de que tratam. (Quero dizer: não são tão céticas quanto a Super, Mundo Estranho e História são e têm que ser, por exemplo).

Tenho dito que a posição da Super é não ter posição. Não interessa ao leitor a posição do repórter – mas a posição dos especialistas ouvidos pelo repórter. É isso que difererencia reportagem de opinião.

E, salvo as áreas de opinião de nossos títulos, o que fazemos é reportagem. Aí é fundamental que o leitor termine de ler a matéria sem adivinhar a crença pessoal de quem a escreveu. Porque ela simplesmente não importa, não interessa. 

Se ficou claro para o repórter que a tese A é melhor do que a B, mostremo-las como são ao leitor que ficará claro para ele também.

A pior coisa que podemos fazer em jornalismo é o panfleto, o proselitismo. É não ouvir o outro lado. Ao perigoso romantismo do velho jornalismo, de tutelar os leitores e conduzi-los à “verdade” eleita na Redação, contraponhamos boa dose de ceticismo em relação a tudo, inclusive às nossas próprias crenças e aos nosso próprios paradigmas. É preciso desconfiar deles também.

 De boas intenções o inferno jornalístico está cheio.

Legibilidade

Não há nada mais agradável para o leitor do que texto preto, em letras de corpo 10/12, sobre fundo branco. Isto posto, sempre que nos afastarmos daí, por razões estilísticas, temos que ter em mente que, aonde quer que decidamos ir, temos que levar a legibilidade conosco como uma preocupação prioritária. Ainda temos publicado páginas em que a decisão de design zomba do texto, ignora a necessidade de leitura, é cruel com o olho do leitor.

Uma das funções básicas do design de revista é facilitar a leitura. Antes uma página bonita e altamente legível do que uma página estupenda e sem legibilidade.

Ignorância vs. novidade

É fundamental não confundir uma coisa com a outra tanto na hora de definir as pautas quanto na hora de apurá-las, de dar um enfoque a elas. “Dez coisas que você não sabe sobre Che Guevara”, um stretch que eu propus, uma licença poética que eu sugeri ao Celso, soou estelionatário em relação às dez coisas que a matéria efetivamente trazia.

Segundo o próprio Adriano Silva: “Outro material fundamental para reflexão e prática. Escrito por Paulo Nogueira em parceria com seu mentor, José Roberto Guzzo, o melhor jornalista da sua geração, de novo, a meu ver. Guzzo fez a Veja ser o que é. Assumiu a direção da revista em meados dos anos 70 com pouco mais de 100 000 exemplares de circulação e a deixou em 1990 com mais de 1 milhão de exemplares vendidos a cada edição. Hoje Guzzo é colunista de Exame.”

Pequeno Manual Prático do Jornalista”, por José Roberto Guzzo e Paulo Nogueira.

1. Seja Simples

Palavras curtas são melhores que palavras longas.  Frases curtas são melhores que frases longas.  Verbos simples são melhores que verbos pomposos.

Paulo diz” ou “Paulo afirma” é melhor que “Paulo explica” ou “Paulo ensina”.

2. Seja Desconfiado

As pessoas mentem. Cheque informações relevantes ou se proteja com uma técnica adequada de redação.

Paulo diz que caminha uma hora por dia” é melhor que “Paulo caminha uma hora por dia”.

3. Seja Econômico

Evite palavras desnecessárias.

A situação é grave” é melhor que “A situação é muito grave”.

Estou preocupado” é melhor que “Estou bastante preocupado”.

“Muito” e “bastante” são, quase sempre, dispensáveis.


4. Seja Original

Responda rápido: existe início de matéria mais desinspirado que “responda
 rápido”?

Fuja dos clichês e dos lugares comuns.

Brasileiro” é melhor que “brazuca”.

A busca da originalidade vale tanto para o texto como a matéria em si. Qualquer matéria sobre uma nova tendência é melhor que uma matéria sobre a morosidade da justiça.

5. Seja Plagiador

Leia sistematicamente, pedagogicamente as publicações internacionais que sejam referência para o tipo de revista em que você trabalha. Isso encurta o caminho. Preste atenção em tudo: das chamadas de capa às legendas.

6. Seja Versátil

O jornalista ideal é o que é capaz de apurar, escrever e editar. Ele vale por três. E pode ganhar por três.

7. Seja Engraçado

Senso de humor é fundamental, qualquer que seja a natureza da revista.

Instruir e divertir: este é o nome do jogo.

8. Seja Humano

Pessoas estão por trás de tudo sobre que escrevemos, de ciência e TI a hotéis e times de futebol.

A presença de gente nas matérias só as melhora.

9. Seja Claro

Só termine de apurar quando você entender de verdade o que apurou.

Só comece a escrever quando tiver certeza de entender o que estará escrevendo.

10. Seja Consciente

Você precisa saber exatamente o que quer escrever.

11. Seja Lógico

“Comece pelo começo; vá direto até o fim; aí pare.” (Lewis Carroll, em “Alice”)

Concordo 100% com a última assertiva que Do Adriano no final do gentil e-mail que me enviou:

“A BLOGOSFERA PRECISA URGENTEMENTE DE MAIS JORNALISMO. NÃO NECESSARIAMENTE DE MAIS JORNALISTAS. E DE BOM JORNALISMO. COMO O QUE ESTÁ ESCRITO E DECANTADO ACIMA.”

RESOLUÇÕES DO BLOG HELIOPAZ PARA 2010

2010 está logo ali. E, como não poderia deixar de ser, este blogueiro também tem algumas resoluções e metas para o próximo exercício fiscal. Porém, não estou entre aqueles que creem ou que tudo será “melhor” ou “pior” do que os anos anteriores – muito embora eu tenha tido muito mais erros do que acertos em 2009. Afinal de contas, basta conseguir articular uma conjunção ideal de hora certa, pessoas certas e lugar certo para fazer as coisas acontecerem seja apenas para hoje, seja com reflexos para os próximos anos. Como isso pode – ou não – surgir a qualquer momento, não é o ano em si que determina esses fatores.

Depois de três anos e meio blogando regularmente e sem nutrir nenhum esforço pragmático para me tornar um “problogger“, já escrevi e li muita coisa na blogosfera. Entre erros e acertos, experimentei mudanças de agenda, mudanças de pauta, mudanças de layout, mudanças de estilo e mudanças de endereço. Todas foram escolhas difíceis, pois sempre tive perdas e ganhos bastante significativos. O objetivo agora é definir um foco e obter primeiro, uma regularidade na audiência; depois, obter um crescimento continuado. Porém, é impossível traçar metas mensuráveis, pois a web é altamente fluida.

Apesar do leque de conhecidos e de investidas presenciais cada vez mais frequentes pela sustentabilidade, pela democratização dos meios de comunicação, pela educação mediada por computador e também pela política agora não mais partidária, a minha praia nesse campo é o ciberativismo. Não exatamente relacionado a esses temas mas, sim, na questão da divulgação e da crítica de eventos que considero relevantes. Em termos acadêmicos e sociais, vou investir mais em posts sobre esses temas, pois eu sempre quis contribuir para o empoderamento da sociedade em um momento de extrema fragmentação e descrença.

Durante o mestrado, analisei na minha dissertação 10 blogs gaúchos independentes com viés de esquerda. São amigos inteligentes, sensíveis e totalmente “do bem”, com os quais me relaciono presencialmente e é um enorme prazer tê-los como parte da minha vida. Cada um  traz na sua especificidade e na sua abordagem conhecimentos bastante interessantes. Esse foi um grande ganho que tive ao apostar na minha presença online. Porém, me considero um observador externo pouco competente e um participante pouco ativo, além de acreditar que é necessário utilizar abordagens menos ortodoxas para ampliar o espaço público digital. Acho que é na proposta de novas formas de participação online e na observação presencial dos seus desdobramentos que eu posso contribuir, pois o “mais do mesmo” infelizmente não tem surtido mais efeito nas sociedades urbanas conectadas.

Obviamente, muitos interagentes já perderam o interesse parcial ou definitivo no meu blog por eu ter optado por falar mais em futebol. Porém, não há assunto mais apaixonante para mim do que o esporte bretão. Acho que acumulo bastante conhecimento e uma visão diferenciada acerca da apropriação social e midiática do esporte. Então, sinto que as análises técnicas e táticas sob o meu olhar precisam ser feitas com um viés diferente do dos comentaristas profissionais. Do contrário, serei apenas mais um a repetir a mesma ladainha.

Gosto muito, acompanho e respeito demais os blogs gremistas cujo objetivo seja atiçar a torcida e conversar mais intimamente com a gurizada. Eles possuem um papel muito importante. Contudo, prefiro mostrar como eu enxergo o nosso Grêmio a partir de uma perspectiva mais política, mais mercadológica e mais propositiva. Afinal de contas, o meu papel de torcedor, de fã, de extravasar a emoção e de evangelizar novas gerações de torcedores se faz no olho no olho, no Olímpico e contribuindo mensalmente com o clube. O algo a mais está aqui nos meus textos, na interação nos comentários do Sempre Imortal e  em contribuições profissionais voluntárias ou não sempre que for solictado.

Em um período mais despreocupado no qual não tinha grande preocupação com o futuro, realizei muitas experiências e blogava mais frequentemente. Obtive grande visibilidade mundial  durante a Copa de 2006 e também no acompanhamento da UEFA Champions League, da Premier League (Inglaterra), da Bundesliga (Alemanha) e nos posts que retratam um pouco sobre ídolos imortais (p. ex.: Mathias Sindelar e Rabah Madjer) e também momentâneos espalhados pelo mundo. Tanto o factual global como a abordagem histórica me fascinam, pois demandam atualização constante e paixão pela pesquisa. Hoje, com menos tempo disponível, essas pautas serão retomadas pontualmente.

Há um monte de assuntos bem diferentes e atrasados pra tratar lá: outras pautas sobre o Grêmio; a retomada do acompanhamento que faço sobre o futebol africano com a proximidade da CAN (Copa Africana de Nações); exemplos de publicidade esportiva bem utilizada no exterior; mais considerações sobre as eleições no Flamengo (que valem como exemplo e como reflexão para o Grêmio) e assim por diante.

Sou independente, pois não pertenço a nenhum grande grupo midiático. Sinceramente, os temas e a abordagem que me interessam dificilmente agradam a comentaristas de resultados que se acham estrelas e espantam os patrocinadores tradicionais. Dá trabalho, não ganho um centavo com o blog e ele toma tempo das minhas atividades acadêmicas que, muitas vezes, ficam prejudicadas. Mas estou em busca de uma maneira de viabilizar financeiramente esse trabalho. Afinal de contas, quero viajar, conhecer gente, aprender muito sobre futebol com um viés mais global pra poder contribuir com o Grêmio e poder bancar vários cursos, tais como o de Gestão Esportiva que nossos ídolos Roger e Danrlei estão cursando na atualidade; a nova turma de 2010 para o curso Kick Off (Jornalismo + Business) da Perestroika que o Minwer concluiu recentemente e outros; patrocínios para cobrir eventos no exterior, etc. Tudo isso custa muito dinheiro e, infelizmente, ainda não posso viabilizar.

Obviamente, não acredito em “receitas de bolo” e tampouco em imitar o estilo ou a temática dos blogs que admiro. Mas cabe listá-los e indicá-los com bastante entusiasmo. Enfim, fora os blogs do Grêmio, gosto muito do Clube da Bolinha (as gurias são talentosas, criativas e trazem uma visão mais assertiva do futebol), do Almanaque Esportivo (do meu amigo Alexandre Perin que, a exemplo de mim, também não é jornalista de formação e gosta de temas diferenciados) e do Preleção (análises táticas decentes) no ClicEsportes. Considero também vários blogs sobre crítica e sobre curiosidades tais como: Paulo Calçade, Mauro Cezar Pereira, PVC e Futebol no Mundo da ESPN Brasil; Juca Kfouri e Vitor Birner no UOL Esporte; Lédio Carmona, Expresso da Bola, Memória E.C. e Brasil Mundial F.C. no GloboEsporte.com. Uma nota especial vai para o Impedimento, que é 100% independente e de jovens jornalistas aqui do RS.

Enfim, há muito o que fazer. Por hora, preciso de ajuda para articular melhor todas essas questões, pois não sei exatamente a quem recorrer.