POR UM GRÊMIO MAIS CATIVANTE E MAIS POPULAR, SEM DEIXAR DE GANHAR DINHEIRO

Não custa absolutamente nada para o Grêmio nem para a OAS reservar lugares para os operários da obra da Arena no estádio Olímpico Monumental. Afinal de contas, eles são os responsáveis diretos por erguer o novo estádio do clube. A todos eles, que verdadeiramente suam e correm riscos pra depois a gente poder desfrutar de acomodações especiais, seria um justo reconhecimento.

Outra opção que defendo (compartilhada também pelo querido amigo César Fernandes do nosso Grêmio do Prata) o Grêmio reservar pelo menos 1000 lugares nos jogos médios e pequenos para crianças e adolescentes de escolas de periferia, pais e professores. Uma medida inclusiva e educativa para o sócio do futuro e – ainda mais importante – para que a imagem do Grêmio se sobreponha de uma vez por todas ao equivocado senso comum que nos rotula como “racistas” e/ou “elitistas”.

Espaço para essa concessão há, pois é extremamente raro lotar o Olímpico. Quando não há clássico nem é fase de “mata-mata” e em épocas nas quais o Grêmio não está bem no Brasileirão, sob essas condições, na melhor das hipóteses, o público raramente ultrapassará 35000 de 51000 ingressos possíveis.

Além disso, a motivação para a vinda de excursões de outras cidades depende muito dos resultados de campo e da meteorologia.

Por todos os fatores acima levantados, só haveria vantagens na popularização do clube: afinal de contas, seriam mais pessoas a conhecer, consumir (mesmo que pouco) e a vivenciar o que é, de fato, torcer pelo nosso Tricolor dos Pampas sem a mediação do rádio e da televisão. Quem vê e gosta, recomenda e espalha a sua experiência.

Enfim… Hoje, dizem que cada traque atravessado precisa valer dinheiro. Mas cativar, fidelizar e oferecer experiência positiva de uso sempre MULTIPLICA a imagem positiva e faz com que conhecidos com maior poder de consumo apareçam.

Não apoio iniciativas puramente elitistas. Mesmo que os ricos gastem mais quando comparecem ou que tenham por tradição adiantar o ano ou o semestre contribuindo substancialmente para o sustento do clube, infelizmente, a maioria deles não é tão frequente no estádio porque pode pagar por outras opções de lazer e possui menos paciência quando o desempenho do time é fraco.

A nova economia deve ser pensada em rede: não existe uma massa, um povo ou uma classe uniforme mas, sim, uma multidão descentralizada dividida em incontáveis nichos de perfis multifacetados, que só se reúne para atingir um determinado objetivo. Quando consegue o que deseja ou quando a sua demanda é derrotada por larga margem, então se dispersa.

É preciso levar em conta que uma quantidade muito maior de consumidores que compra em pequenas quantidades, hoje em dia, quase sempre irá gastar várias vezes a soma do consumo dos poucos ricos. Nesse sentido, a atual campanha de sócios do Grêmio está correta, ao oferecer planos a R$18,00 e a R$36,00 mensais.

Essa é a chamada Teoria da Cauda Longa. Conheçam Chris Anderson, Distribuição de Paretto e Lei de Zipf ou baixem o livro em inglês no site do Chris. Mas para que se concretize um efetivo aumento no número de gremistas na nossa área geográfica, além dos títulos DE VERDADE (que, infelizmente, não vem há exatamente uma década), é preciso reservar um percentual de lugares para a outra teoria do mesmo editor da Wired bastante consagrada na economia digital: FREE.

À medida que o Grêmio superar as atuais falhas de distribuição para as vendas online de produtos da GremioMania e também na entrega atrasada ou extraviada das novas carteirinhas de sócio em função de falhas no sistema e à medida que várias tarefas burocráticas dentro do clube forem automatizadas, certamente será possível ocupar os lugares ociosos no estádio com a garantia de lucro ao invés da sensação de prejuízo.

O que me preocupa é a falsa impressão dos tecnocratas de que só existe uma maneira de fazer marketing, de contabilizar receita e despesa e de caracterizar o que é investimento e o que é gasto. Ou, pior: a perda da criatividade quando se toma como referência uma maioria que tende a proceder da mesma forma.

Em outras palavras: basta ao Grêmio saber escolher quando, como aonde, com quem e por que ser arrojado ou, então, apoiar o movimento da manada…

PODEM CONFIAR: A ARENA É UMA BOA PARA O GRÊMIO

Sou um cara muito difícil de ser convencido. Embora não tenha deixado meus valores, minhas crenças, meus princípios e a minha ideologia de lado e seja pouco flexível em relação a isso, estou sempre aberto ao diálogo. Independentemente do ambiente e das pessoas, o grande aprendizado que eu tive no mestrado foi exatamente o de aprender a argumentar e ouvir o argumento do outro. Para criticar, é necessário ter conhecimento de causa. E, para elogiar, é preciso reconhecer o mérito – falar bem só porque se acredita em algo ou em alguém ou por mera simpatia não contribui em nada para a sociedade.

Apesar de não poder revelar uma série de informações que poderiam ser utilizadas de uma forma nada favorável (e, aí sim, comprometedora não apenas para os interesses da torcida do Grêmio mas para aspectos verdadeiramente positivos para a nossa cidade), hoje, depois de quase três anos e meio de ceticismo, desconfiança e extrema preocupação, pude finalmente compreender a complexidade que é encontrar uma forma que não prejudique a cidade e tampouco a existência do Grêmio como clube.

Quem fique bem claro: assim como não ganhava e não perdia nada enquanto mantive a minha posição contrária à Arena do Grêmio, da mesma forma, não irei ganhar nem perder nada apoiando a sua realização (que está mais próxima do que se possa imaginar, além de não ser mais uma mera animação de computador).

Em princípio, eu não cria na gestão técnica, estratégica, administrativa e financeira da Arena do Grêmio tocada por Paulo Odone e Eduardo Antonini (assim como também não creio na sua forma de fazer política na Secretaria Municipal da Copa 2014, mesmo com interesses diferentes dos da relação da dupla com o Grêmio). Felizmente – a meu juízo e para meu gosto – a condução do projeto ficou a cargo de Adalberto Preis.

Aliás, preciso falar sobre o Preis não como conselheiro nem como presidente da Grêmio Empreendimentos Ltda.: me arrependo de ter apoiado Odone na eleição presidencial de 2004, pois o clube poderia estar em um outro patamar de confiabilidade e de respeitabilidade.

Com isso, não quero dizer que – para o Grêmio e exclusivamente dentro do Grêmio – Odone não tenha sido importante. E, inegavelmente, ele foi um dirigente vitorioso e capaz, sim. Contudo, sua personalidade e a sua atitude não dão indícios públicos de que ele seja suficientemente democrático, nem tampouco que ele permita uma ação transparente e independente de quem estiver subordinado a ele.

O fato de ele ter ameaçado largar a presidência do clube caso ele não viesse a ser o presidente da Grêmio Empreendimentos Ltda. e de ter tentado impor o nome do conselheiro omisso e segundo pior gestor público da história do Rio Grande do Sul Antônio Britto mostra que esgotou-se a sua contribuição direta nos altos escalões do clube. Então, mesmo que sempre mereça respeito como cidadão e como gremista, mesmo que haja algumas dezenas de conselheiros antigos que pensam e agem sob essa mesma dinâmica, esse é um tipo de caciquismo que não poderia mais ter espaço dentro do clube.

O conselheiro Carlos Josias (uma pessoa que conheço há pouco tempo, por quem nutro um grande apreço) descreveu muito bem as relações entre os próceres, caciques ou cardeais e alguns dos seus escudeiros mais próximos nos últimos 25 anos no blog Grêmio Sempre Imortal. Assim como em Brasília, que meu pai descreveu como uma grande confraria na qual o pau só canta na hora de propor e de votar alguma lei, no Grêmio também há relações que se estremecem mas que retornam a um bom termo e vice-versa a um ritmo espantoso.

Em relação à OAS, obviamente, jamais me esquecerei das informações que li na revista Caros Amigos. Também não deixo de me preocupar com as questões ambientais e urbanas de Porto Alegre. Todavia, um processo é um processo e um contexto é um contexto: enquanto não ocorrer nada comprovadamente favorável ou desfavorável no empreendimento em relação a Porto Alegre, ao Rio Grande do Sul, ao erário ou ao Grêmio, apesar de haver algumas considerações bastante graves no que tange à especulação imobiliária, à leniência e à ignorância dos vereadores e à omissão da sociedade, também é preciso admitir que o movimento feito por pessoas e entidades que resistem à esse tipo de pressão talvez associem elementos dissociados ou dissocie elementos que poderiam ser encaixados tanto para a compreensão desses fenômenos quanto para a articulação institucional e legal necessária a fim de evitar equívocos que perdurarão por muitas décadas prejudicando a nossa salubridade.

Há muito o que dizer. Porém, infelizmente, não tenho autorização para fornecer maiores detalhes. Na hora certa, vocês estarão a par de uma série de acontecimentos. O máximo que posso adiantar é o seguinte:

1) O Grêmio não vai acabar e tampouco se apequenar;

2) Muitos técnicos já fizeram a OAS reformular as suas pretensões leoninas: as receitas do Grêmio não serão canibalizadas enquanto o estádio pertencer à OAS, o número de vagas no estacionamento será parelho com o que hoje existe no Olímpico e o Grêmio terá mais votos com poder de veto nas reuniões de trabalho do que o que fora previamente anunciado;

3) A Arena terá alto padrão de qualidade e de materiais garantida. E, mesmo precisando seguir as normas técnicas da FIFA em termos de acomodações, estrutura de alimentação, vias de acesso, iluminação, limpeza, visibilidade, comodidade e segurança, não haverá luxo;

4) Embora a questão do associado ainda deva ser discutida somente mais adiante, a tendência é a de que a mesma hierarquização de direitos e deveres relacionados às modalidades hoje existentes e às mais antigas acabe sendo obedecida. Talvez essa seja o quesito que deva ser mais fiscalizado por todos os gremistas;

5) A imprensa mente, distorce, omite, ignora, informa mal e não possui interesse nem capacidade de traduzir a informação técnica necessária à compreensão do torcedor. Assim como nas questões política e econômica é mais do que certo de que o pior jornalismo do país é o gaúcho, o mesmo se reflete no esporte;

6) O projeto existe. O terreno está tapumizado. A posse está tomada. Os acordos de transferência das instituições com imóveis e atuação social no Humaitá já estão definidos;

7) A quantidade e a altura dos prédios do entorno da Arena terão altura menor do que a esperada. Isso não tem nada a ver com a Arena ou com o Grêmio, pois são projetos da OAS com escritórios de arquitetura e com empresários locais. Da mesma forma, o que será construído na Azenha assim que a Arena estiver pronta e a OAS tomar posse da área do glorioso Estádio Olímpico Monumental refere-se tão-somente à OAS e aos seus parceiros. Portanto, em termos de PDDUA, EIA-RIMA, cone de aproximação aérea, etc., qualquer desobediência – ou tentativa de – não terá relação alguma com o Grêmio Football Portoalegrense nem com a Grêmio Empreendimentos Ltda. (não, não será uma S.A.);

8) A Arena do Grêmio será meno sustentável do que se gostaria, porém muito mais sustentável do que se espera. Uma das empresas que foi contratada pelo Grêmio para fiscalizar o andamento do projeto e para fiscalizar também as ações tanto das empresas envolvidas como do poder público caracteriza-se pela enorme preocupação com o meio ambiente. Um dos diretores responsáveis conhece estádios sustentáveis ao redor do mundo e pretende interferir no projeto a fim de tornar realidade algumas possibilidades que já estão sendo desenhadas como, por exemplo:

a) Cisternas para aproveitamento da água das chuvas;

b) Uma empresa alemã especializada em placas fotovoltaicas já entrou em contato para implantar o seu trabalho na cobertura da Arena do Grêmio.

Diante de todas essas informações, mesmo sem partilhar daquela paixão e daquela torcida pela Arena sobre a Arena em si e sem JAMAIS desvalorizar ou desdenhar do pensamento do querido dr. Hélio Dourado a favor de uma reforma do Olímpico técnica e financeira inviável, considero necessária a atenção, a fiscalização e, acima de tudo, a necessidade de todos os gremistas procurarem fazer com que tudo corra melhor do que a encomenda.

Uma última atualização: embora seja comentador assíduo no blog Sempre Imortal e tenha participado de vários encontros presenciais junto a diversos grupos de conselheiros que compõem hoje o G6 (base de sustentação do presidente Duda Kroeff), infelizmente não soube de um encontro realizado em maio com o presidente da futura Grêmio Empreendimentos Ltda. Adalberto Preis. Marcos Almeida, Raul Iserhard e Eduardo Bernardon são três gremistas que conhecem várias nuances internas ao Grêmio e também possuem conhecimento técnico em áreas importantes que são cruciais para a confiabilidade no Projeto Arena.

Na seguinte entrevista, eles trazem informações mais antigas, de maio, sendo que algumas delas já evoluíram em uma direção ainda mais favorável ao Grêmio.

Se a questão do associado não for resolvida de maneira satisfatória, a culpa será única e exclusiva do conselho deliberativo do Grêmio Football Portoalegrense e não da OAS ou da Grêmio Empreendimentos Ltda.

Posso estar sendo otimista, mas, sinceramente, hoje duvido que o clube rasgue dinheiro, reputação e confiabilidade.

Portanto, leiam: parte 1, parte 2 e parte 3.

Finalmente, não considero que tenha desistido da luta. O que mudou foi o meu estado de espírito, pois creio que não se pode ser pessimista e desconfiado contra tudo e contra todos. O papel de informação e de fiscalização não pode ser realizado sem o reconhecimento de que o Grêmio não está pedindo penico. O Grêmio não é e nunca foi um coitado nessa questão.

A ECONOMIA POLÍTICA DO FUTEBOL BRASILEIRO III

Nos dois últimos posts, tratei: a) do contexto político, esportivo e econômico que atrai os organismos internacionais para o Brasil, bem como do esperado novo papel internacional do nosso país – ainda sem entrar em questões sociais e midiáticas; b) das iniciativas de expansão da rede social dos clubes de futebol com objetivos comerciais mais vultosos e menos dependentes do oligopólio da mídia corporativa nacional – sobretudo em relação aos direitos de televisionamento; e c) dos principais patrocinadores das principais entidades do futebol mundial e sobre a política de distribuição do faturamento por parte da CBF em relação às seleções e aos clubes.

Ressalto que toda a exposição de dados que constam nos dois posts anteriores carecem de uma análise mais intensa acerca das imbricações sociais e econômicas que perpassam a relação direta entre anunciante, mídia, clubes e federações. A expansão das redes e os acordos mais complexos envolvendo outros tipos de troca (até mesmo junto ao Poder Público e a outros grupos de interesse privado em negócios particulares dos executivos do futebol em diversos outros setores) merece uma análise muito mais complexa que demanda tempo. Mas isso será feito.

Em função de tudo o que já foi dito, a crescente credibilidade do Brasileirão resulta de um calendário claro e de uma fórmula de disputa simples, que facilita sobremaneira a sua comercialização. Na temporada de 2009, ocorreu um fator inverso de atração de patrocínio, público e de visibilidade do Brasileirão no exterior: ao invés do simples êxodo de nossos jogadores mais jovens para o exterior e do corriqueiro retorno de jogadores veteranos que pouco ou nunca tenham passado pela Seleção e de jogadores que haviam “desaparecido” em campeonatos obscuros dos pontos-de-vista técnico e midiático (muitos deles tendo passado por lesões graves e cirurgias delicadas em uma ou mais articulações), houve o caríssimo retorno de duas celebridades de indiscutível capacidade técnica, cujo carisma e reputação internacionais superam quaisquer fases de queda de rendimento: Adriano para o Flamengo e Ronaldo para o Corinthians. Não raro, os clubes das duas maiores torcidas do país, das duas maiores cidades brasileiras e ambos como os únicos clubes nacionais que possuem o mesmo fornecedor de material esportivo da Seleção Brasileira. Ronaldo foi peça-chave nos títulos Paulista e da Copa do Brasil (que rendeu ao Corinthians uma vaga à próxima edição da Copa Santander Libertadores em 2010, ano do centenário do clube) no primeiro semestre, assim como Adriano tem sido o principal goleador e o grande pivô da inesperada ascensão do rubro-negro carioca rumo ao G4 – e, quem sabe, até mesmo ao título.

Apesar da importância dos resultados de campo de cada clube a fim de que o mesmo mantenha-se em alto nível nas disputas, outro fator de atração de torcedores para o consumo material, simbólico, presencial e midiático dos produtos relacionados ao futebol é a solidariedade diante da miséria: assim como o Palmeiras e o Botafogo em 2004, o Grêmio em 2005, e o Corinthians em 2007, o Vasco de 2009 tem tido um apoio formidável, tendo lançado um plano de sócios nos moldes dos bem-sucedidos planos do Grêmio e do Internacional, que faz dos dois clubes gaúchos dois entes cada vez menos dependentes das verbas da televisão ao julgarem ser possível obter uma exposição e rendimentos mais vantajosos do que aqueles ora proporcionados pela Globo.

Com isso, os clubes estão-se tornando mais criativos e passam a investir cada vez mais em marketing e comunicação: vários clubes do país já possuem rádios e TVs vinculadas ao próprio site oficial enquanto também procuram conhecer melhor o seu associado através do uso de redes sociais na internet, como  é o caso do EXÉRCITO GREMISTA que – aos poucos – tem feito um uso crescente e estratégico das mídias sociais (blogs, comunidades no Orkut, canais de vídeo no You Tube e de fotos no Flickr) a partir de um conjunto de ações coordenadas entre os departamentos de Marketing e Comunicação e de TI (informática) do clube.

Retomando a importância da expansão da rede de contatos com vista ao incremento do consumo; da menor dependência ao oligopólio da mídia corporativa nacional; da obtenção de novos patrocínios, de financiamentos públicos, de mudanças favoráveis na infraestrutura viária e em alterações favoráveis à valorização de seu patrimônio imobiliário em suas respectivas cidades, os clubes movem-se ora em conjunto (Clube dos 13), ora individualmente. No caso do Grêmio, o ex-presidente (1987-1990 e 2005-2008) e deputado estadual Paulo Odone (PPS; aliado do Governo Yeda Crusius – do PSDB – no RS e do prefeito José Fogaça – do PMDB, com breve passagem pelo PPS – em Porto Alegre) é secretário estadual extraordinário da Copa 2014 em Porto Alegre; o conselheiro do clube e ex-membro do Conselho de Administração (2007-2008) Eduardo Antonini é o vice. Já a secretaria extraordinária municipal da Copa 2014 em Porto Alegre é exercida pelo vice-prefeito e conselheiro do Grêmio José Fortunatti, do PDT (ex-PT). Os ministérios dos Esportes, das Cidades e a Casa Civil (pasta da candidata a presidente em 2010 Dilma Rousseff – ex-PDT, hoje PT).

Recentemente, o diretor de Marketing do Grêmio, conselheiro Cesar Pacheco, deu CTGs (Cartões de Torcedor Gremista) ao presidente da CBF Ricardo Teixeira e ao presidente de honra da FIFA João Havelange.

Não por acaso, o estádio José Pinheiro Borda (mais conhecido por Gigante da Beira-Rio) do Sport Club Internacional – subsede de jogos da Copa 2014 em Porto Alegre – enfrenta um processo judicial que o impede de negociar seu valioso terreno do antigo estádio dos Eucaliptos a fim de obter fundos para as obras exigidas pela FIFA a fim de poder sediar competições internacionais de alto padrão. O deputado estadual Beto Albuquerque (PSB), conselheiro do clube e assessor do presidente colorado Vittorio Piffero (um ator significativo no setor da construção civil gaúcha) está pleiteando um empréstimo a juros baixos com um prazo de carência e quantidade bastante generosa de prestações junto ao BNDES cujo interesse inicial beneficiaria apenas aos únicos três estádios particulares do país (além do Beira-Rio, beneficiar-se-iam também o Cícero Pompeu de Toledo – o Morumbi – do São Paulo Futebol Clube e a Arena da Baixada, do Clube Atlético Paranaense).

Nessa mesma toada, o Grêmio depende da aprovação de um empréstimo para a construtora OAS (vinculada à família Magalhães da Bahia) e da aprovação definitiva do aumento no índice construtivo da área ocupada pelo Estádio Olímpico Monumental desde 1954, a fim de poder entregar esse terreno hipervalorizado como interessa à OAS, para construir a tão falada Arena do Grêmio no bairro Humaitá.

Todos esses acordos políticos e comerciais alteram a identidade e o fluxo urbano (comércio, indústria, escolas, hospitais, praças, transporte coletivo, transporte privado e meio ambiente). Diversas entidades de bairro questionam esses projetos que, por jurisprudência, poderão permitir a liberação da construção de prédios residenciais com 10, 15 ou até mesmo mais de 2 andares em bairros onde o atual Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA) de Porto Alegre atualmente não o permite.

A mídia de massa tem minimizado o impacto de todas essas transformaçõs iminentes em Porto Alegre sem que haja a possibilidade de pensar-se em um desenvolvimento econômico e social alternativo. Essa suspeita recai sobre o Grupo RBS em função de dois fatores: primeiro, porque ele possui uma construtora de imóveis para a classe A chamada MAIOJAMA ; segundo, porque a maior lucratividade do seu caderno de classificados parece vir exatamente dos anúncios de imóveis novos e usados feitos por imobiliárias e construtoras.

GRÊMIO, ARENA: OAS, COPA, PORTO ALEGRE, PLANO DIRETOR

Um dos principais dirigentes da construtora OAS é genro de ACM. Em função de uma série de favorecimentos políticos, a sigla OAS é, na Bahia, conhecida por “Obrigado, Amigo Sogro!”

Mas o que está por detrás de um discurso corporativo tão correto e formal? Seu respeitabilíssimo portfólio de vultosas construções e os milhares de empregos que gera e gerou em pelo menos três continentes seriam suficientes para o Grêmio dispensar-lhe total credibilidade?

Qual o lado contestável e controverso da construtora da futura Arena do Grêmio que a imprensa e a justiça questionam há tanto tempo?

A empresa é listada pela mídia em uma série de participações em obras sem licitação. A OAS também é responsabilizada pela construção de grandes edificações de baixa qualidade em curto prazo de consequências catastróficas.

Não sou eu quem está inventando coisas nem sendo alarmista: se o acordo está feito, que haja TRANSPARÊNCIA, HONESTIDADE e QUALIDADE.

Fica o registro para todos os que me acham desinformado, inexperiente ou mal influenciado: eu apenas vou atrás de fontes desvinculadas da influência empresarial, econômica e publicitária que sustenta a mídia corporativa.

Este é um exercício que todo cidadão minimamente inteligente, culto e bem intencionado deveria fazer com regularidade: PONDERAR e saber que sempre há, NO MÍNIMO, duas versões sobre o mesmo fato.

O tempo que dispensei na busca e na leitura do material abaixo e que me trouxe a crença na veracidade das informações que seguem é o tempo que um sócio patrimonial que se criou no Olímpico e pretende que o clube siga sempre forte deveria dedicar à sua paixão.

Antes de deixá-los à vontade para repensarem os seus conceitos a partir das leituras que ofereço, farei minha derradeira pergunta acerca do endosso e do aval de tantos conselheiros experientes em Direito, Economia, Contabilidade, Administração e Engenharia – muitos dos quais responsáveis pela autorização de receitas e despesas do nosso Grêmio há muitas décadas:

- AO INVÉS DE PAGAR PRIMEIRO AS PIORES DÍVIDAS A FIM DE RECUPERAR A CREDIBILIDADE DO GRÊMIO NO MERCADO FINANCEIRO PARA, MAIS ADIANTE, APOSTAR SEM MEDO DE ERRAR EM UM NOVO ESTÁDIO…

…COMO CONFIAR 20 ANOS DO NOSSO FUTURO A UMA EMPRESA DE PROCEDIMENTOS TÃO… DUVIDOSOS?

http://www.terra.com.br/istoe/politica/155632.htm
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=443MEM003
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=309869 http://veja.abril.com.br/300703/holofote.html
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http://www.alertatotal.net/2007/12/governo-quer-acesso-dados-pessoais.html http://www.claudiohumberto.com.br/busca/index.php?filtro=opositores&pagina=17
http://www.tboa.com.br/forum/index.php?showtopic=1829&mode=linearplus
http://www.correiodesergipe.com/lernoticia.php?noticia=16142 http://www.skyscraperlife.com/projetos/13969-porto-alegre-rs-estadio-beira-rio-copa-2014-a-10.html

http://amigosdabahia.blogspot.com/2007/06/oas-e-gautama-dividiram-300mi-no.html

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http://impunes.intocaveis.com.br/267-1OvoDaSerpente.html
http://www.scribd.com/doc/15688898/CarosAmigos146Maio2009 (pp. 34 a 37)