[G'12 TP 5ª] GRÊMIO 2×2 T.A.

Jogamos com o nosso time “C”, sem uniforme e sem técnico. Mesmo assim, vocês não conseguiram nos ganhar! CORRÊA, A.

O Grêmio encerra a quinta rodada do 1o turno do Gauchão 2012 com apenas 7 pontos ganhos em 15 disputados.

Até aqui, foram 7 gols a favor e 5 contra.

Apesar do saldo positivo, a média de gols sofridos é alta: 1 gol por jogo. Contra clubes que sequer disputarão divisão nacional alguma.

A quantidade de gols pró é baixa para o nível do certame: apenas 1,4 gol por partida. Contra planteis cuja folha salarial completa é inferior ao salário de Kleber.

Se levarmos em conta que os poucos adversários fortes neste baixo nível de competitividade disputarão a lastimável Série D do Brasileirão, apesar de o Tricolor dos Pampas estar com uma equipe em formação e de ter tido uma curtíssima pré-temporada de apenas 8 dias, a situação do Grêmio não é nada suave. Afinal de contas, o nosso plantel segue a política do “cobertor curto”: temos um ótimo goleiro, laterais muito bons, um estupendo volante e dois bons atacantes. Mas a boa qualidade no time titular restringe-se apenas a eles.

A falta de opções minimamente confiáveis no miolo de zaga; ao lado de Fernando na volância; em ambas as meias e na reserva imediata de mais de 60% das posições (para a dupla de zaga, para todas as volâncias e meias e para a posição mais movediça do ataque) mostram que o menos culpado deste início de ano apavorantemente claudicante é o técnico paranaense Luiz Carlos Saroli, o Caio Jr. – um homem intelectualmente acima da média do nosso meio futebolístico, que foi jogador dos vitoriosos Adalberto Preis e Saul Berdichevski na gestão do saudoso presidente Irany Sant’Anna.

Ontem, o Grêmio deixou de vencer até com facilidade ao fraco escrete misto do Tradicional Adversário: eles apresentaram uma dupla de zaga que batia cabeça e “isolava” a pelota com pavor ao invés de sair jogando quando não havia nenhuma pressão na continuidade de nossos lances de ataque.

Os atacantes do T.A. foram inoperantes durante praticamente todos os 95 minutos de jogo. Por outro lado, o primeiro tempo mostrou uma ampla superioridade do Grêmio e, no 2º, mesmo quando “eles” chegaram a ter um volume de jogo superior ao nosso durante o terço intermediário da etapa, os contra-ataques em velocidade e a maior proximidade de movimentar o placar estiveram conosco.

O que tivemos de mais positivo foram as breves atuações em alto nível de ambos os laterais, a atenção frequente do nosso goleiro, o trato fino da bola, a conclusão de longa distância e uma combatividade firme porém leal do nosso volante extraclasse.

A mensão honrosa fica para a única contratação cirúrgica e valiosa feita pelo nosso péssimo Departamento de Futebol: o atacante Marcelo Moreno, que cobrou uma penalidade máxima com segurança e precisão, cabeceou, esteve quase sempre no lugar certo, serviu bastante aos companheiros, demonstrou habilidade e é um jogador jovem e simpático, que precisa ser muito bem aproveitado pelo nosso marketing.

[B'10 30ª] GRÊMIO 2×1 CRUZEIRO

Paulão se redimiu completamente da falha no gol do Cruzeiro com uma atuação soberba. Até mesmo o claudicante Rafael Marques (em que pese que quase entregou um gol no fim pouco depois de ter salvado uma bola impressionante na pequena área), mesmo uns dois níveis abaixo, fez a sua melhor partida pelo Grêmio (pra ver o quanto é medíocre).

Fábio Santos é sempre um problema. Creio que Gilson finalmente terá a sua chance na posição correta desde o início.

O alemão Adilson tá fazendo muita falta. Não é pelo cada vez mais regular Vilson ou porque eu ainda tenha alguma desconfiança com o Rochemback, mas o alemão tá passando a bola melhor e chega na frente bem melhor do que esses dois. E, se for o caso de ele perder a posição, pelo menos vira primeira opção e não Ferdinando.

Renato corrige o time com perspicácia: ou ele, ou o auxiliar que trouxe consigo, ou o promovido Andrey Lopes conseguem ler rapidamente as falhas do time pra mudar bem no intervalo. Aquela inversão perigosa de Vilson e Rochemback facilitando a vida do Montillo no 1º tempo foi sanada bem cedo no retorno do vestiário.

Douglas, muito bem, a despeito de alguns exageros individualistas e de alguns contra-ataques entregues sem grandes consequências; Gabriel, menos virtuoso do que contra o São Paulo e o Itinerante (Barueri, Prudente…); Jonas, confiante e seguro, acerta bem mais do que erra; Júnior Viçosa tem estrela, assim como Diego Clementino.

Fomos bravos. Na maioria das vezes, seguros. Nosso padrão de jogo está bem mais equilibrado, ousado no ataque e seguro na zaga do que nos tempos de Meira e Silas. Renato é, sim, um técnico tático e não um treinador meramente motivador. Ele tem razão quando se queixa de que não é valorizado em termos de reconhecimento e confiança e – felizmente – mordeu a minha língua.

Percebam a enormidade da atuação do Grêmio: fomos pouquíssimo acoçados por Wellington Paulista, Fabrício, Montillo, Jonathan, Gilberto, Henrique, Marquinhos Paraná, Roger Chinelinho, Thiago Ribeiro e Farias.

Cuca amadureceu muito como técnico e o Cruzeiro (em que pese uma defesa que normalmente não trabalha tão bem como trabalhou hoje contra um Grêmio cada vez mais forte) possui o melhor plantel do país na atualidade.

Esse time, se não for campeão, é certo que irá para a Libertadores e brigará até o final.

Percebam: uma falha aqui e outra acolá de um jogaço com J maiúsculo, que conseguiu superar em qualidade a partidaça que fizemos contra o São Paulo há poucas semanas atrás.

Notem bem: encorpamos logo antes de pegarmos o T.A. e o Flu. E, mais adiante, teremos Santos na Vila e um adversário complicado que está sempre junto a nós na tabela que é o Atlético-PR.

Todo jogo é uma decisão. O campeonato está equilibrado, é um perde-ganha danado e até nós ainda temos chances de título.

E ainda preferem pontos corridos…

VAMOS LUTAR ATÉ O FIM PELO MÁXIMO QUE PUDERMOS CONSEGUIR NESTE BRASILEIRÃO.

Quem sabe se o máximo será uma vaga à Libertadores 2011? E, já que sonhar não custa nada, que tal o título?! ;)

[CB'10 SF I] GRÊMIO 4×3 SANTOS

O MAIOR ESPETÁCULO TRICOLOR DOS ÚLTIMOS 40 ANOS

Outro dia, contabilizei que, apesar de ter vindo a apenas um punhadito de jogos em 1979, outro em 1980 e de não ter ido à semifinal de 1981 contra a Ponte Preta (maior público da história do Grêmio, impossível de ser igualado ou superado), à final do Brasileirão contra o Flamengo em 1982 e à final da Libertadores de 1984 contra o Independiente e, finalmente, de ter passado seis meses em 2000 e um mês e meio em 2001 fora de Porto Alegre, se pusermos uma média de – digamos – apenas 32 jogos em casa por ano, salvo de uma a quatro faltas por ano (sendo os anos de um ou dois jogos ausente os mais comuns na última década), Devo ter mais ou menos 600 jogos ao vivo em casa.

Não posso dizer que o de ontem foi o de um Grêmio perfeito. Também não posso dizer que foi o mais pegado em termos anímicos (brigas, expulsões) e nem tampouco o mais polêmico (arbitragem quase nota 10; diretorias, técnicos e atletas com respeito mútuo e constante). Mas, disparado, foi o jogo mais agradável da minha vida em termos de alternâncias de placar favoráveis a nós e de um futebol verdadeiramente técnico, tático, bonito e de qualidade, no qual os erros foram muito mais pontuais e imperdoáveis de parte a parte do que em função de alguma suspeita incompetência, falta de combatividade ou de liderança.

Para os gremistas que têm e ainda terão filhos e netos, que passem adiante a história dessa partida. Desde já, sintam-se gratificados, maravilhados e – mais do que tudo – OBRIGADOS a relatar, mesmo que de maneira épica e romanceada, o que viram ontem à noite no nosso Monumental.

Por respeito ao ambiente como um todo montado em função desta tão sonhada semifinal de Copa do Brasil, ninguém merece aplausos individuais, nem a culpabilidade personalizada. Nem de Grêmio, nem de Santos. As virtudes e o conjunto da obra foram muito superiores às falhas. Para os jovens que não tiveram o prazer de ver Renato ao vivo e para os não tão velhos que não puderam ver Pelé, ontem tivemos um clássico entre o Mosqueteiro portaluppiano e o Peixe pelezino que, de tempos em tempos, incorporam nos jogadores atuais para nos brindar com o melhor o futebol que o Brasil pode oferecer.

Hoje, ao contrário de muitas ocasiões nas quais prevalece em mim o pessimismo crítico fruto da forte influência que sofro dos pensadores franceses, enxergo o copo meio cheio ao invés de meio vazio. O que vi ontem me dá uma esperança real de que, independentemente de que venhamos a vencer o Santos novamente na Vila ou que, tragica e inesperadamente, soframos um sonoro 7×0, vejo muita esperança no restante de 2010  – muito em função da visão preponderante de que o Santos é quem errou e não o Grêmio é que teve qualidade e frieza para reagir a tempo. Até parece…

O jogo de ontem serviu para mostrar não aos gremistas corneteiros e incrédulos que não merecem pisar no fétido estrume do cavalo da Brigada parado no Largo Patrono Fernando Kroeff; nem aos desesperados e patéticos secadores estabelecidos na várzea do Lago Guaíba e tampouco para dar satisfação a uma mídia que só demonstra qualificação nas vozes e nos teclados de muito poucos profissionais dispostos a fazer jornalismo e não fofoca imparcial.

Ainda, tudo o que fizemos ontem não se destina simplesmente a mostrarmos a nossa cara ao centro do país que concentra 40% da economia e da população do país e a esse público e a esses patrocinadores superdimensiona os feitos de seus clubes: o que o Grêmio fez contra o Santos na inolvidável noite de 12/05/2009 no Estádio Olímpico Monumental foi a demonstração mais clara de que não existe garra sem técnica. Não existe arte sem doação. E que aqueles que dão carinho, boa alimentação, preparo físico, elevam a auto-estima e alentam aos nossos jogadores formam um conjunto indissociável de energia pulsante.

A ilha de Lost é aqui: o campo eletromagnético que emana do gremismo suga a rigidez dos metais de quem se atreve a nos desafiar. Quem cai aqui dificilmente consegue sair: a prova maior desse fato foi o aplauso que o jogador Robinho, ídolo-mor do Santos atual e – injustamente – apenas o único jogador de ambos os melhores times brasileiros do primeiro semestre de 2010 convocado para a Copa do Mundo da África do Sul prestou como reverência à nossa Geral. Quando parece que os invasores estão começando a dominar o terreno, nós – os Outros – primeiro os subjugamos para, depois, atrairmos os visitantes já ambientados para o nosso lado.

Se alguém ainda não entendeu o que é viver o Grêmio, que o breve relato deste texto ajude a incitar amor, paixão, doação, entrega, loucura, euforia e inteligência a todos aqueles que precisam – e muito – dessas sensações para sentirem-se cada vez mais vivos.

Pra quem ainda teme pelo jogo de volta, tenho um motivo muito particular pra acreditar que o Grêmio irá passar por mais este desafio. Mas esse eu guardo pra mim!

[B'09 34ª] GRÊMIO 1×1 SÃO PAULO

Pra quem já se acostumou comigo, desta vez os comentários serão bastante curtos:

1) TCHECO: chega. Cansei. Foi o único que jogou mal quase o tempo inteiro;

2) THIEGO: um menino que é o segundo melhor zagueiro que temos depois de Réver está sendo queimado na lateral por falta de opções;

3) LÚCIO: 25 minutos de ótima marcação, falta força física e seus cruzamentos foram bisonhos. Ainda bem que Fábio Santos está de volta;

4) TÚLIO: finalmente atuou como jogador de futebol, apesar de sua lentidão e das constantes fugas do seu posicionamento original;

5) MAXI: caso tivesse feito um gol, teria sido sua melhor atuação pelo Grêmio. Porém, não tem cintura e seu passe é um tijolaço. Útil, mas não vale nem metade do que ganha: apesar do tamanho, não é finalizador nem possui bom índice de acerto nos cabeceios;

6) DOUGLAS COSTA: não sai mais do time;

7) AUTUORI: foi suficientemente inteligente pra acertar a defesa com Fábio Santos, deslocar Thiego para a zaga, inverter Rafael Marques (que, apesar do gol, assustava atrás) e Réver e, finalmente, puxar Thiego para o meio de campo sempre que Adílson e Túlio saíam jogando. Perea e Herrera foram tentativas de abafa. Porém, nenhum dos dois joga absolutamente nada.

UM ÚLTIMO RECADO: FORA MEIRA!!! FORA MAURO GALVÃO!!!