PORTO ALEGRE: FÓRUM, VEREADOR, REPRESENTATIVIDADE, CONSTITUIÇÃO

Embora o circo já estivesse armado há muito tempo, o fato de o vereador que coordena o Fórum de Entidades agora ser o TONI PROENÇA do PPS, não facilita demais as coisas para os cimentistas?

Percebam a diferença ideológica e de comprometimento com o Fórum entre o recém empossado e a Neuza Canabarro…

Tudo bem, queimar o cara que eu nem conheço por antecedência é temerário. Porém, “esse aqui é irmão desse”, que todos nós sabemos a quem defende e o que é capaz de fazer para defender os intere$$e$ da sua catrefa…

Porto Alegre está cada vez mais feia, cada vez mais insalubre e as soluções estão diminuindo junto com a quantidade de pessoas da classe média urbana realmente politizadas e ativistas.

Meus compromissos me impedem de participar como gostaria. Fui a duas sessões na câmara, posto algo no meu blog, leio os de vocês constantemente e troco figurinhas com o Rodrigo Cardia e com o Cesar sempre que nos encontramos. O que me deixa tão triste é sentir que a sãopaulização de POA está andando a passos largos e este é um caminho sem volta.

Não que deva-se conformar-se com a situação, nem que deva-se deixar de resistir. O problema é que o peso e a frequência das conquistas do nosso lado estão se tornando cada vez menores.

Acho que a única ajuda viável no momento é a interpelação judicial que o Beto Moesch vai fazer, se não me engano, ao Ministério Público Federal, a fim de fazer valer a Constituição.

Só nos resta saber se o lobby do deputado federal Eliseu Padilha junto ao Ministro da Aeronáutica para liberar geral construções de até 82m de altura sob o falso pretexto de gerar 30 mil empregos na construção civil da capital será mais forte do que a Carta Magna ou não…

PONTAL DO ESTALEIRO É DO POVO OU DO SINDUSCOM?

//goncalodecarvalho.blogspot.com/

foto: Cesar Cardia <http://goncalodecarvalho.blogspot.com/>

A lei vigente (ver fragmento e breve comentário na citação abaixo), os editoriais de segunda e terça-feira além das brilhantes colunas do prof. JUREMIR MACHADO DA SILVA no CORREIO DO POVO (jornal de maior tiragem do RS pertencente à segunda maior corporação midiática do estado) justificam toda a transparência do nosso propósito 100% coletivo e 100% isento de interesses econômicos.

São mais de 20 associações de bairro, ONGs e movimentos estudantis das mais diversas origens étnicas, econômicas, culturais e religiosas identificadas com bairros distantes da orla do GUAÍBA lutando contra os INTERE$$E$ de alguns EMPREENDEDORES IMOBILIÁRIOS que, se amanhã forem satisfeitos pelos SEUS REPRESENTANTES em nosso esquálido parlamento municipal, iniciará um efeito dominó de descalabros judiciais amplamente omitidos pela RBS, grupo de mídia que recebe um percentual significativo de financiamento de suas atividades a partir dos anunciantes da indústria da construção civil.

A luta deveria ser de todos. Não é. Mas o que vale é a força, a pressão, a crença e a honestidade do propósito de tanta gente boa que, por pura consciência social e ambiental, apresenta o desprendimento e a coragem de dar a cara a tapa contra setores tão poderosos quanto inescrupulosos.

clipped from poavive.wordpress.com

a lei orgânica de nossa cidade estabelece no artigo 126: “Os interesses da iniciativa privada não podem se sobrepor aos interesses da coletividade”. Por sua vez, o artigo 127 deixa claro que, “os planos que expressam a política de desenvolvimento econômico do município terão o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida da população, etc…”.

Não é o nosso caso.

A Lei Complementar 470/2002, que diga-se de passagem é uma aberração, teve sua modificaçào elaborada no Executivo, e não foi encaminhada pelo Sr. Prefeito para a sua efetivação à Câmara Municipal. Porém, este projeto aqui chegou por outros caminhos. Este é o assunto que deve ser discutido hoje, aqui. Tudo o que se vê, tudo o que se sabe da advocaçào da proposta do empreendimento para a Ponta do Melo à especulação. A proposta que se tem conhecimento é mais um recurso de marketing, para viabilizar o interesse comercial, com construção de seis torres de 14 andares que poderia até ser viável em outro local que não a Orla.

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