RESOLUÇÕES DO BLOG HELIOPAZ PARA 2010

2010 está logo ali. E, como não poderia deixar de ser, este blogueiro também tem algumas resoluções e metas para o próximo exercício fiscal. Porém, não estou entre aqueles que creem ou que tudo será “melhor” ou “pior” do que os anos anteriores – muito embora eu tenha tido muito mais erros do que acertos em 2009. Afinal de contas, basta conseguir articular uma conjunção ideal de hora certa, pessoas certas e lugar certo para fazer as coisas acontecerem seja apenas para hoje, seja com reflexos para os próximos anos. Como isso pode – ou não – surgir a qualquer momento, não é o ano em si que determina esses fatores.

Depois de três anos e meio blogando regularmente e sem nutrir nenhum esforço pragmático para me tornar um “problogger“, já escrevi e li muita coisa na blogosfera. Entre erros e acertos, experimentei mudanças de agenda, mudanças de pauta, mudanças de layout, mudanças de estilo e mudanças de endereço. Todas foram escolhas difíceis, pois sempre tive perdas e ganhos bastante significativos. O objetivo agora é definir um foco e obter primeiro, uma regularidade na audiência; depois, obter um crescimento continuado. Porém, é impossível traçar metas mensuráveis, pois a web é altamente fluida.

Apesar do leque de conhecidos e de investidas presenciais cada vez mais frequentes pela sustentabilidade, pela democratização dos meios de comunicação, pela educação mediada por computador e também pela política agora não mais partidária, a minha praia nesse campo é o ciberativismo. Não exatamente relacionado a esses temas mas, sim, na questão da divulgação e da crítica de eventos que considero relevantes. Em termos acadêmicos e sociais, vou investir mais em posts sobre esses temas, pois eu sempre quis contribuir para o empoderamento da sociedade em um momento de extrema fragmentação e descrença.

Durante o mestrado, analisei na minha dissertação 10 blogs gaúchos independentes com viés de esquerda. São amigos inteligentes, sensíveis e totalmente “do bem”, com os quais me relaciono presencialmente e é um enorme prazer tê-los como parte da minha vida. Cada um  traz na sua especificidade e na sua abordagem conhecimentos bastante interessantes. Esse foi um grande ganho que tive ao apostar na minha presença online. Porém, me considero um observador externo pouco competente e um participante pouco ativo, além de acreditar que é necessário utilizar abordagens menos ortodoxas para ampliar o espaço público digital. Acho que é na proposta de novas formas de participação online e na observação presencial dos seus desdobramentos que eu posso contribuir, pois o “mais do mesmo” infelizmente não tem surtido mais efeito nas sociedades urbanas conectadas.

Obviamente, muitos interagentes já perderam o interesse parcial ou definitivo no meu blog por eu ter optado por falar mais em futebol. Porém, não há assunto mais apaixonante para mim do que o esporte bretão. Acho que acumulo bastante conhecimento e uma visão diferenciada acerca da apropriação social e midiática do esporte. Então, sinto que as análises técnicas e táticas sob o meu olhar precisam ser feitas com um viés diferente do dos comentaristas profissionais. Do contrário, serei apenas mais um a repetir a mesma ladainha.

Gosto muito, acompanho e respeito demais os blogs gremistas cujo objetivo seja atiçar a torcida e conversar mais intimamente com a gurizada. Eles possuem um papel muito importante. Contudo, prefiro mostrar como eu enxergo o nosso Grêmio a partir de uma perspectiva mais política, mais mercadológica e mais propositiva. Afinal de contas, o meu papel de torcedor, de fã, de extravasar a emoção e de evangelizar novas gerações de torcedores se faz no olho no olho, no Olímpico e contribuindo mensalmente com o clube. O algo a mais está aqui nos meus textos, na interação nos comentários do Sempre Imortal e  em contribuições profissionais voluntárias ou não sempre que for solictado.

Em um período mais despreocupado no qual não tinha grande preocupação com o futuro, realizei muitas experiências e blogava mais frequentemente. Obtive grande visibilidade mundial  durante a Copa de 2006 e também no acompanhamento da UEFA Champions League, da Premier League (Inglaterra), da Bundesliga (Alemanha) e nos posts que retratam um pouco sobre ídolos imortais (p. ex.: Mathias Sindelar e Rabah Madjer) e também momentâneos espalhados pelo mundo. Tanto o factual global como a abordagem histórica me fascinam, pois demandam atualização constante e paixão pela pesquisa. Hoje, com menos tempo disponível, essas pautas serão retomadas pontualmente.

Há um monte de assuntos bem diferentes e atrasados pra tratar lá: outras pautas sobre o Grêmio; a retomada do acompanhamento que faço sobre o futebol africano com a proximidade da CAN (Copa Africana de Nações); exemplos de publicidade esportiva bem utilizada no exterior; mais considerações sobre as eleições no Flamengo (que valem como exemplo e como reflexão para o Grêmio) e assim por diante.

Sou independente, pois não pertenço a nenhum grande grupo midiático. Sinceramente, os temas e a abordagem que me interessam dificilmente agradam a comentaristas de resultados que se acham estrelas e espantam os patrocinadores tradicionais. Dá trabalho, não ganho um centavo com o blog e ele toma tempo das minhas atividades acadêmicas que, muitas vezes, ficam prejudicadas. Mas estou em busca de uma maneira de viabilizar financeiramente esse trabalho. Afinal de contas, quero viajar, conhecer gente, aprender muito sobre futebol com um viés mais global pra poder contribuir com o Grêmio e poder bancar vários cursos, tais como o de Gestão Esportiva que nossos ídolos Roger e Danrlei estão cursando na atualidade; a nova turma de 2010 para o curso Kick Off (Jornalismo + Business) da Perestroika que o Minwer concluiu recentemente e outros; patrocínios para cobrir eventos no exterior, etc. Tudo isso custa muito dinheiro e, infelizmente, ainda não posso viabilizar.

Obviamente, não acredito em “receitas de bolo” e tampouco em imitar o estilo ou a temática dos blogs que admiro. Mas cabe listá-los e indicá-los com bastante entusiasmo. Enfim, fora os blogs do Grêmio, gosto muito do Clube da Bolinha (as gurias são talentosas, criativas e trazem uma visão mais assertiva do futebol), do Almanaque Esportivo (do meu amigo Alexandre Perin que, a exemplo de mim, também não é jornalista de formação e gosta de temas diferenciados) e do Preleção (análises táticas decentes) no ClicEsportes. Considero também vários blogs sobre crítica e sobre curiosidades tais como: Paulo Calçade, Mauro Cezar Pereira, PVC e Futebol no Mundo da ESPN Brasil; Juca Kfouri e Vitor Birner no UOL Esporte; Lédio Carmona, Expresso da Bola, Memória E.C. e Brasil Mundial F.C. no GloboEsporte.com. Uma nota especial vai para o Impedimento, que é 100% independente e de jovens jornalistas aqui do RS.

Enfim, há muito o que fazer. Por hora, preciso de ajuda para articular melhor todas essas questões, pois não sei exatamente a quem recorrer.

DANTAS, JORNALISMO, DIREITO, ESTADO, CIBERCULTURA

FATO 1: o Brasil não possui uma Grande Imprensa predominantemente confiável, honesta, justa, investigativa, inquisidora, denunciadora, minuciosa e nem tampouco apuradora. Sinto muito aos bons bacharéis que, ao invés de fazerem valer seu juramento, calam e consentem. Meu diploma de publicitário vale o mesmo que o de jornalista: menos do que um rolo de papel Neve usado. Essa é a realidade.

FATO 2: há vários tipos de jornalista que vivem de jabá. Quando o contrato de prestação de serviços firmado entre ambas as partes assim o permitir, alguns desses profissionais poderão seguir ligados às corporações de mídia. Outros, ao deixarem de ser funcionários dessas corporações, publicam blogs nos quais usualmente procedem de três maneiras predominantes: a) entrevistam predominantemente a mesma base de sustentação política, econômica, social, financeira e cultural de seus antigos chefes, funcionando apenas como um novo megafone para o discurso único; b) não passam de meros assessores de imprensa ou de relações públicas de seus anunciantes; c) em função de a e b, recebem muito mais do que quando eram empregados não por causa do mérito, da trajetória, da suposta credibilidade profissional, mas, sim, porque são mais conservadores e mais realistas do que o rei quando são editores de si mesmos; d) Não passam de uma mera marca, publicando notícias requentadas através do control-C control-V do que saiu em veículos maiores.

Só no RS, há vários exemplos: 1, 2, 3, 4, dentre outros. Reparem como os patrocinadores são, quase sempre, os mesmos. Há como denunciar ou como pensar diferente sendo financiado pelas mesmas fontes?!

Feliz ou infelizmente, o tão criticado, ridicularizado e até mesmo frívolo XICÃO TOFANI cumpre muito melhor com o papel ao qual se propõe a fazer do que os quatro exemplos acima.

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CONCLUSÃO 1: os fatos 1 e 2 comprovam que a midiatização da sociedade é um fenômeno que mistura funções, profissões, atribuições, direitos e deveres de cada um em uma salada cujos ingredientes são absolutamente impossíveis de serem separados voltando-se ao sabor original de cada um.

CONCLUSÃO 2: creio que nenhuma das profissões técnicas atravessada pelos meios de comunicação tem sofrido tanto com esse desencaixe da alteridade e com essa multiplicidade funcional meramente empírica sem grandes reflexões a respeito do verdadeiro papel social de cada um como os verdadeiros assessores de imprensa e os verdadeiros relações públicas. Afinal de contas, seu território foi invadido por pseudo-profissionais ou por profissionais de fato cujo treinamento e prática tinham como objetivo trabalhar outras técnicas enunciativas. Para os RRPPs e para os assessores de fato e de direito, o caminho inverso ou o rápido encontro de outro nicho no qual possam exercer a sua função sem distorções é quase impossível.
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Isso posto, há tanto no “mercado” como na academia opiniões que consideram a profissão de relações públicas extinta em função do canibalismo do assessor de imprensa. Da mesma forma, se a função do jornalista é a de criticar, investigar, denunciar, ouvir os dois lados da questão, traduzir a linguagem vicária de todos os demais campos sociais para a sociedade laica através da temporalidade e da discursividade de seus meios produzindo um discurso aparentemente homogêneo e facilmente compreensível, no momento em que a maioria dos jornalistas depende de patrocínios que carregam valores econômicos, sociais e culturais embutidos em seus objetivos comerciais que devem necessariamente deter a hegemonia sobre seus concorrentes materiais e simbólicos, o jornalismo também QUASE não existe mais – a não ser quando este não dependa da espetacularização de alguns valores e da omissão de outros para sobreviver.

Dado o atual contexto sociotécnico, não podemos mais recuar àquele antigo patamar de compreensão e de operação facilmente percebido até mesmo pela classe média ainda presa ao modus operandi da modernidade: não há como forçar a barra nem para o passado “como o ‘meu tempo’ era bom”, nem para pensar o futuro de maneira apocalíptica (‘o mundo acabou’).

Leis supostamente socializantes (leia-se moralizantes) normalmente são incompletas, arbitrárias às avessas (pois apresentam os mesmos componentes que repudiamos na autocracia de direita legitimados por oportunistas que pareciam estar do nosso lado) e repletas de brechas para que o status quo continue deitando e rolando. Na mesma direção, não consigo ser tão otimista a ponto de crer em um hipotético, utópico, ufanista e espetacularizante código de ética que torne magistrados, políticos, empresários de comunicação, jornalistas corporativos, jornalistas de mídia independente, blogueiros, radialistas, cineastas e artistas tão responsáveis e conhecedores sobre seus direitos e deveres não com a lei mas, sim, com a sociedade.

Vejo blogs dando prioridade à análise do que saiu no jornalão A ou B. Ora, jornal e revista são o de menos. Primeiro: só compra quem quer; segundo: não são concessões públicas; terceiro: cada vez menos gente lê jornais e revistas – os leitores de jornal
tradicionais estão morrendo de velhos. Seus filhos e netos ou trabalham
tanto, ou têm tantas outras opções de lazer e informação disponíveis
online que a tiragem dos jornais está caindo vertiginosamente
PRATICAMENTE NO MUNDO INTEIRO
; quarto: quase sempre, o consumidor padrão do bem simbólico crítico-noticioso pertenceu às classes A e B, cuja influência na base da pirâmide diminuiu drasticamente nas últimas décadas; quinto: a cultura pós-moderna é audiovisual, dinâmica, ubíqüa, fragmentada, inconstante – uma foto num jornal significa muito pouco para essa geração, pois a experiência sensorial que oferece é muito baixa. Seu texto correspondente, menos ainda.

Portanto, o poder do indivíduo está no atravessamento das mídias e no uso que o receptor faz do seu conteúdo na sociedade em que vive. Podemos até julgar, criticar, avaliar, duvidar e até mesmo subvalorizarmos essa experiência midiática multidimensional particular. Todavia, nenhum receptor é passivo: todos estão, cada um a seu modo, ressemantizando e ressignificando tudo o que chega até eles, transformando, reciclando, adaptando e, acima de tudo, PRODUZINDO DIFERENÇA.

Falo sempre em resistência pós-moderna. Em comunicação atomizada, descentralizada, produzida a partir de nós que estabelecem uma teia repleta de laços fortes e de laços fracos ao redor da Terra. Na solução de demandas locais, pontuais, simples, pequenas, mas que resolvem a vida de muita gente ao mesmo tempo – porém discutidas e reverberadas do local para a rede, a fim de que a rede traga de volta para o local uma repercussão em potência de 10 na comparação com a intrusividade do carro de som, das palavras de guerra inúteis do líder sindical mal articulado com o vernáculo, do panfleto mal redigido e de chegar à praça pública de maneira desordenada, impensada, não-planejada, previamente anunciada (dando a cara a tapa para a polícia e para a mídia corporativa vociferar como bem entender a respeito dessa manifestação).

Portanto, o Paulo Sant’Ana, o Nelson Sirotsky, os políticos de direita, empresários e latifundiários que eles usam em seus editoriais e até mesmo a página 10 da Rosane de Oliveira e nada são QUASE a mesma coisa.

Claro que o que fica registrado por escrito pode ser documentado e retomado tantas vezes quantas o suporte dessa informação (papel, plástico, pano) permaneça intacto. Mas o peso da mídia corporativa (sobretudo a impressa) é realmente muito menor do que parece ter. O que fede mais é o que é ouvido, o que é assistido e o que deixa mais marcas na memória – o audiovisual: o Sant’Ana no Jornal do Almoço; a Rosane de Oliveira na Rádio Gaúcha e na TV COM; o Lasier Martins na RBS TV, na Rádio Gaúcha e na TVCOM e tantos outros produzem subjetividades mais intensas e tão marcantes quanto efêmeras ATRAVÉS DE CONCESSÕES ILEGAIS DE ONDAS ELETROMAGNÉTICAS REGIDAS PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E PELA LEI GERAL DAS TELECOMUNICAÇÕES.

Mesmo assim, a TV aberta felizmente está sofrendo do mal do gigante do pé-de-feijão: não é apenas o seu público tradicional que está desenraizado da sua alteridade, da sua territorialidade e que não sabe como nem em que espaço discutir política. Ela mesma desconhece os meninos nascidos desde o início da década de 1990. No começo, atraíram-nos até o seu castelo sobre as nuvens. Depois, deixaram a galinha dos ovos de ouro ao seu lado e pegaram no sono. Finalmente, João já está de volta ao solo e já pegou o seu machado.

Portanto, é preciso ter um QI de funcho ou uma visão de mundo restrita ao volume de um ovo de tênia para acreditar piamente nos produtos políticos e consumistas das corporações mídia de massa. Afinal de contas 40% dos brasileiros já possuem acesso freqüente à internet, mais de 20% já possuem computador + acesso discado em casa e, a despeito do uso mais freqüente ser para e-mail, MSN, ORKUT, YOU TUBE, notícias (predominantemente dos mesmos grupos de mídia de massa) e, um pouco mais abaixo na lista, para ler, comentar e blogar (sendo que menos de 10% dos blogs lidos são sobre política),

Escrevi este post em função da prisão do DANIEL DANTAS (que, em breve, será solto porque JOSÉ DIRCEU é funcionário dele e JOSÉ EDUARDO GREENHALGH é seu braço jurídico e político dentro do PT, que possui o rabo preso sim, senhor) e da catrefa de peixes pequenos tucano-pefelês pega na mesma tarrafa (FHC, ACM, LUIZ EDUARDO MAGALHÃES, SERJÃO – todos escaparão); da crise no judiciário; e, finalmente, por causa das conclusões da blogosfera sobre o episódio POLÍBIO ADOLFO BRAGA x NOVA CORJA.

Até bem pouco tempo atrás, confesso que levava muito a sério o acompanhamento da mídia corporativa de massa (rádio, televisão, jornal, revista). Hoje, ela me irrita: se intromete na minha vida, no meu trabalho, no meu lazer, na minha intimidade, no meu espaço, na minha privacidade, usa um megafone a 10 cm de distância do meu ouvido, cores berrantes e letras garrafais a 1 cm dos meus olhos e passa o tempo todo dizendo o que e como comprar, como educar os filhos, como votar, quais deveriam ser os meus valores, como ela acha que eu deveria ser cidadão e por aí afora.

Não nego que, embora socialmente precário e reduzido, o seu papel informativo existe e possui lá a sua importância. Também não nego nem a necessidade e tampouco a importância de algo que me irrita muito mais do que o suposto efeito dos meios de comunicação, que são as instituições políticas e sociais. Também não pretendo me tornar um fora-da-lei.

Todavia, o que se vê na política, nas corporações e em parte da mídia nada mais é do que o reflexo da pior crise de identidade da história da humanidade. Tal crise torna-se ainda mais dramática à medida que nem metade da população das duas últimas gerações brasileiras ainda é capaz de enxergar o mundo simultaneamente a partir de todos os significados pessoais e sociais de pertencer a um certo território ao mesmo tempo em que teletransporta-se incessantemente no ritmo da vazante da infomaré.

As leis e o uso do poder no Brasil contemporâneo não dão conta nem dos integrados, nem dos apocalípticos. A aproximação e o intercâmbio entre ambas as maneiras extremistas de reconhecer a si mesmo dentro da sociedade surgem em ondas disformes, impermanentes, imprecisas que, assim como vêm até a praia, voltam para o oceano.

Então, como é que eu posso aceitar me submeter passivamente a um sistema caduco que só me prejudica?! Pra que chover no molhado tentando convencer tanta gente diferente a pensar como eu se nem eu mesmo sei se o que é melhor pra mim hoje vai ser melhor pra mim ou pra todos amanhã?!

Se eu quero adesão, parece ser mais fácil eu disponibilizar o que eu penso não através de um outdoor, de um megafone ou de um locutor piegas cheio de caras e bocas: eu vou deixar poucas idéias – nada muito complexo – num lugar onde quem quiser ver, vai encontrar. Se gostar, vai falar comigo. Se quiser aderir, vai multiplicar à sua maneira. Quando houver massa crítica suficiente (que pode ser de Porto Alegre, de Roma ou de Nairobi), a gente articula um plano de ação, cada um no seu lugar. Quando tudo estiver pronto, a gente sai pra rua sem ser contra ninguém, mas apenas a nosso favor.

PALMEIRAS: UNIFORME VOLTA A SER VERDÃO

                O uniforme principal volta a ter a tonalidade verde escuro<br />
A nova camiseta titular (nº 1) do PALMEIRAS volta a ser quase toda lisa, em um único tom de verde escuro, assim como o foi nos gloriosos anos 60′s até meados da década de 1970.

A ADIDAS caprichou: não inventou nenhuma firula além das três listras características da marca acima dos ombros e só manteve aquele friso que separa o tecido do corpo do tecido dos sovacos.

Falando nisso: só quero saber quando o GRÊMIO irá definir e obrigar a preservação de um padrão visual imutável, seja quem for o seu fornecedor.

Última pergunta: quando o GRÊMIO irá cobrar um valor DECENTE das multinacionais que fornecem o seu equipamento esportivo, hein?! Perto do que todos os demais grandes clubes do centro do país recebem, o que a PUMA nos paga é uma grande piada de mau gosto.

PROJETO PALANQUE DO BLACKÃO 2009

No dia 13/05/2008, data da “abolição” da escravatura assinada pela PRINCESA ISABEL em 1888 e aniversário da queridíssima ativista e amiga CLÁUDIA CARDOSO do DIALÓGICO, o PALANQUE DO BLACKÃO atingiu a marca de 50.000 visitas, desde 14/10/2006.

50.000 visitas em 19 meses de blog é um nada perto de blogueiros independentes experientes, conhecidos em diversos meios e pertencentes a redes sociais bastante amplas. Não os considero concorrentes e, se chegar a 20% do que eles possuem hoje, sei que não estarei retirando audiência deles mas, sim, tornando-me, mais do que agora, um parceiro de conversação e de opinião mais próximo.

Em relação aos blogs políticos da mídia corporativa, todos nós (até mesmo o RS URGENTE e o CIDADANIA.COM) são nanicos, com algo entre 700.000 e 850.000 visitas em todos os tempos, ao passo que estima-se a audiência de NOBLAT, REINALDO AZEVEDO, DIOGO MAINARDI e outros em algo entre 1,5 e 3 MILHÕES/MÊS.

Até mesmo POLÍBIO BRAGA, DIEGO CASAGRANDE e outros possuem, no RS, algumas dezenas de page views a mais do que os melhores blogs independentes de esquerda.

Apesar de tudo, meu “nada”, ao mesmo tempo, não deixa de ser uma pequena conquista, pois não sou filiado a partido nenhum; não sou sindicalizado; não pertenço a nenhuma ONG; falo do campo sem ser do campo; falo do empresariado sem pertencer a esse meio; não sou funcionário público e critico o jornalismo sem ser jornalista.

Eu trabalho com metas. Porém, fiquem sossegados: não vou virar um barão capitalista nem um pelego vendido. Afinal de contas, dentre meus objetivos com o blog definitivamente não estão os de tornar-me famoso, de virar comentarista da mídia corporativa e nem tampouco de escrever somente para agradar aos outros, pois eu sei que blog não é mídia de massa e que suas duas principais funções são a de divulgar um pensamento próprio que diverge da mídia corporativa e, acima de tudo, de funcionar como um espaço de conversação e debate informal representativo de um substrato mínimo da sociedade.

Não é um modelo grandioso mas, sim, gratificante de se aprender a produzir conteúdo utilizando as técnicas midiáticas e de se interagir com pessoas que, em condições presenciais normais, infelizmente jamais fariam parte de nosso círculo de convívio, amizade e trabalho.

Em 19 meses, obtive 50.000 visitas. Arredondando, é uma média de pouco mais de 78 acessos diários. Pois hoje, dia 21/06/2008, cheguei aos 60.000. Esses 10.000 acessos a mais em apenas 39 dias representam 20% do que eu havia demorado 19 meses para obter anteriormente. Portanto, houve um crescimento vertiginoso (que, por falta de investimento, ainda não pude detectar claramente como se deu) para mais de 256 page views diários desde a última comemoração/reflexão anual acerca da LEI ÁUREA.

Preciso aprender, acima de tudo, a gerenciar a audiência do PALANQUE como deveria. O primeiro passo será o de elaborar uma estratégia para que a audiência cresça substancialmente nos fins de semana: o público atual é um nicho muito específico que viaja bastante, ou, simplesmente, sabe que é raro ocorrer alguma notícia relevante sobre política aos sábados e domingos para discuti-las com o devido interesse? Qual tema poderia utilizar nos finais de semana a fim de atrair um público diferente, que utiliza a internet durante o sábado e o domingo?

Preciso correr atrás de anunciantes, pois o blog toma tempo, desvia a atenção da minha prioridade pessoal e profissional mais imediata e eu acho que mereço ser remunerado por isso de alguma forma. Contudo, quais seriam esses anunciantes, de forma que meu discurso e minha prática não fossem comprometidos? Não vou evitar criticar nem elogiar a quem EU acho que deve ser criticado ou elogiado, sem desculpas para o fato de estar financiando este espaço ou não.

Também preciso aprender a por o blog no topo das ferramentas de busca, através da inclusão de alguns pequenos comandos de linguagens de programação de páginas web conhecidas como HTML, CSS, Javascript e outras.

Ainda, preciso aprender a utilizar melhor e a disseminar entre os blogueiros ferramentas de multiplicação da audiência e da busca de posts e de blogs, tais como GOOGLE, YAHOO, DIGG, TECHNORATI, STUMBLE UPON, DEL.ICIO.US, MAG.NOLIA e outras.

Porém, como o layout influencia diretamente na leitura e na permanência do internauta dentro de um site ou de um blog tanto quanto o seu teor conteudístico, várias dessas possibilidades ainda estão em banho-maria porque eu fiz a escolha de trabalhar com o WORDPRESS, que, depois de muitas experiências com uma série de outras ferramentas de blogagem, considero a mais completa e flexível.

Porém, o WORDPRESS só é realmente completo e flexível em sua modalidade paga: seu único defeito (coisa que o BLOGGER oferece sem custos) é o de ter que investir 15 dólares/ano para poder mexer no código-fonte do meu template. Sem mexer no código-fonte, não posso, por exemplo, mudar as cores dos links, nem redefinir a fonte-padrão dos posts (caso não esteja satisfeito com as opções ora disponíveis). Tampouco posso adicionar anúncios (como do GOOGLE AD SENSE) ou badges (ícones) dos serviços acima citados.

Tenho, ainda, a idéia de pagar para utilizar um layout mais parecido com o de um portal de notícias, que costuma atrair mais audiência. Contudo, um bom layout WORDPRESS criado por terceiros custa 75 dólares sem exclusividade e quase 300 dólares com exclusividade.

Também estou em processo de escolha de um provedor de acesso nos EUA, parceiro da WORDPRESS, que me possibilite o máximo de vantagens possíveis (espaço em disco, tamanho de caixas postais, quantidade, meticulosidade e qualidade de ferramentas de gestão de audiência) a um baixo custo. Isso teria um custo médio de R$270,00 a cada dois anos.

Incluída na escolha do provedor está a mudança de domínio de todos os meus blogs para um só: assim que possível, PALANQUE DO BLACKÃO (política, sociedade, cidadania e midiatização – heliopaz.wordpress.com), APITO DO BLACKÃO (futebol – blackao.wordpress.com) e BASTANTÃO DO BLACKÃO (acadêmico, cibercultura – bastantao.wordpress.com) todos serão reunidos sob um único domínio, HELIOPAZ.COM. Haverá três abas diferentes direcionando para páginas de layouts parecidos, porém ligeiramente diferentes na imagem de topo e nas cores dos links. Minha previsão para que eu possa promover tais alterações é maio de 2009.

Todas essas medidas ajudarão sensivelmente a multiplicar exponencialmente a audiência para além dos limites de parte da esquerda gaúcha que desenvolve seu senso ativista político através da blogosfera. E tão importante quanto isso é expandir a rede social.

Finalmente, por falta de experiência, de tempo e de dedicação suficientes para isso, ainda faço um uso muito tênue do coletivo de blogs SIVUCA, de um contato mais próximo com o simpático pessoal do LE MONDE DIPLOMATIQUE BRASIL, da AGÊNCIA CARTA MAIOR, das revistas FORUM, CARTA CAPITAL, CAROS AMIGOS, do portal VERMELHO e, sobretudo, do GLOBAL VOICES ONLINE. Esses contatos não podem ser jamais desperdiçados ou desvalorizados.

Os valores não são altos. Todavia, não tenho como pagar, pois não posso ter vínculo empregatício por causa da bolsa CAPES e sequer tenho tempo ou vontade (confesso) de fazer trabalhos como free lancer, pois não me considero mais um publicitário ou um web designer e, sim, um aspirante a comunicólogo.

MUITO OBRIGADO A TODOS! ESPERO CONTINUAR CONTANDO COM VOCÊS!!! ;)

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