MATTIONI: PODIA TER SIDO MELHOR VENDIDO. MAS…

O meu amigo GUGA TÜRCK do ALMA DA GERAL tem razão em relação a uma série de detalhes que ele discutiu sobre a venda do jogador FELIPE MATTIONI. Em outras palavras porém com o mesmo teor, isso também fora dito ainda em 2008 no CORREIO DO POVO na coluna de domingo do LUIZ CARLOS RECHE.

Concordo 100% com o que o GUGA e o RECHE disseram: afinal de contas, a negociação de um jogador ‘comunitário’ e conhecido dos olheiros europeus há bastante tempo jamais poderia ter saído tão barata. Até entendo que os cartolas da poderosa JUVENTUS não seriam burros de investir oito milhões de euros em um jogador que eles não considerassem suficientemente bom.

Então, no que a minha opinião se diferencia das opiniões do GUGA e do RECHE? Eu, Hélio, pela alta amostragem de jogos assistidos desse jogador desde as categorias de base tenho subsídios suficientes para afirmar que, por enquanto,  FELIPE MATTIONI apresentou, até agora, um rendimento medíocre: no BRASILEIRÃO 2008, ele jogou 13 partidas. Nenhum gol, 15 desarmes, 21 faltas cometidas, três cartões amarelos e um vernelho. Convenhamos: oportunidades não lhe faltaram.

Ele demorou nove ou dez do total de 13 partidas disputadas no BRASILEIRÃO 2008 para conseguir um mínimo de vitórias pessoais sobre o atacante adversário ao qual deveria marcar. Por isso, o GRÊMIO sofreu tanto dentro de casa quanto fora, por deixar alguns PELADEIROS (encontro melhores ali no PARQUE ARARIGBOIA, entre os bairros Petrópolis e Jardim do Salso em Porto Alegre) passarem de vereda por ele até a linha de fundo, tocarem a bola para trás e alguém guardar.

Lembrem-se: apesar de ser tecnicamente mais fraco do que MATTIONI, PAULO  SÉRGIO pelo menos marcava bem. Coincidentemente, PAULO SÉRGIO jogou a maioria dos jogos do primeiro turno – responsáveis pela melhor pontuação e pelo melhor percentual de um campeão do primeiro turno em todos os BRASILEIRÕES por pontos corridos até aqui.

No segundo turno, abalados por lesões e por suspensões e também a partir de insatisfações ora coincidentes, ora divergentes entre direção, departamento de futebol, mídia e torcida, ROTH se viu obrigado a mexer muito no time, que perdeu a ‘liga’.

O lateral-direito titular de 2005 a 2007, PATRÍCIO, no GRÊMIO, obteve uma performance, em média, insuficiente. Só para compararmos: na PORTUGUESA (LUSA ou, melhor dizendo, LOSER), PATRÍCIO mostrou que se, por um lado, marcou menos do que PAULO SÉRGIO e mais do que MATTIONI, por outro lado, incrivelmente, apoiou melhor do que PAULO SÉRGIO e MATTIONI.

Com isso, não quero dizer que MATTIONI não virá a ser um jogador de nível de seleção brasileira ou quase isso. Só que o processo de maturação dele tende, até aqui, a ser mais lento. Não é como dar uma camisa do MILAN para o KAKÁ e ele sair arrebentando em seus dez primeiros jogos.

Eu nunca vi ele passar boa parte do jogo combinando jogadas com os meias e os volantes pra chutar da entrada da área.

Eu nunca vi ele manter uma média razoável para um bom lateral de pelo menos duas idas à linha de fundo em cada tempo.

Tudo isso deveria acontecer não simultaneamente mas, sim, com frequência durante pelo menos seis jogos a cada dez, mesmo que o adversário seja o SÃO PAULO ou o MANCHESTER UNITED. Aí, sim, poderíamos dizer que se trata de um ótimo lateral.

Pior: não o avalio apenas pela amostragem apresentada por ele no profissional, pois assisti a alguns jogos dele no suplementar e também acompanhei o BRASILEIRÃO SUB-20 na PUCRS em 2007.

Por tudo o que se diz dele em relação ao que ele demonstrou na prática, ainda precisa desenvolver muita personalidade.

Tá certo: é um menino. Mas, cá pra nós: Danrlei, Arilson, Carlos Miguel, Roger, Emerson, Rafael Carioca, Willian Magrão (também tenho restrições quanto a este, mas, NO CONJUNTO, tende a funcionar bem) e William Thiego também são (ou eram) e entraram no time direto.

Não é nem o caso, mas há outro tipo de menino que estoura entre os 14 e os 17 anos feito DIOGO e DIEGO (aquele que cavou um pênalti ao obrigar ROGER, o que quase nunca era driblado, a derrubá-lo) e, dali até os 22, fica enganando.

Tudo bem: são outros tempos. Mas eu vi PAULO ROBERTO COELHINHO, ALFINETE (pra mim, o melhor de todos – o único que lançava de três dedos pra ele mesmo, chutava com uma precisão absurda e cruzava melhor ainda; um dos injustiçados que não foi para a seleção por uma questão de bruxaria, EDSON BOARO e LILICA foram menos jogadores do que ALFINETE, por exemplo) e CHIQUI ARCE.

A questão é que, embora a responsabilidade seja tanto de CELSO ROTH como dos atacantes que não prendiam a bola lá na frente e dos meias e volantes que eram a última instância antes do mano-a-mano com o lateral ou com o zagueiro, as dobradinhas PATRÍCIO-TCHECO e PAULO SÉRGIO-TCHECO funcionaram muito bem tanto na LIBERTADORES de 2007 como no primeiro turno do BRASILEIRÃO 2008.

TCHECO, mais recuado, ajudando a marcar e a sair jogando, obteve aí sua maior contribuição em ambas as passagens pelo GRÊMIO. Ele foi recuado também para proteger MATTIONI. Porém, dadas as características desse jovem lateral, ou ele aprende a disciplinar-se taticamente e a esforçar-se herculeamente para marcar bem, ou, então, será apenas mais uma dentre tantas promessas não cumpridas.

A prova de que TCHECO é o salvador dos laterais direitos está nas estatísticas: o meia disputou 25 partidas no BRASILEIRÃO 2008. Foram cinco gols marcados, 47 DESARMES e 47 FALTAS COMETIDAS. Um cartão vermelho e cinco amarelos.

Foi a falta de qualidade técnica de laterais de características tão antagônicas entre si (tanto do lado direito quanto do esquerdo) que obrigou ROTH a recuar o meia de ligação, a fim de ele contribuir na marcação.

Enfim… Gostaria de estar enganado. Espero que o tempo me desminta. Mas MATTIONI nunca teve cara de solução.

Inclusive creio que ele será emprestado em sua primeira temporada européia para um time menor.

GRÊMIO EM ALERTA I

Hoje, 15/09/2008, é a data em que o GRÊMIO FOOTBALL PORTO-ALEGRENSE
comemora seu 105º aniversário
. Não apenas nos lembramos dessa data, que
nos emociona e faz com que recuperemos a memória de partidas que
assistimos junto a pessoas de valor inestimável e eterno que nos deixam
muita saudade, mas é também um momento de reflexão.

Desde o BRASILEIRÃO de 1990, quando fomos até a semifinal e perdemos para o posterior campeão SÃO PAULO e desde 2006, quando terminamos em terceiro lugar no atual formato de disputa por pontos corridos, esta é a terceira vez em que o GRÊMIO ocupa uma posição de destaque e, acima de tudo, de muito respeito no cenário esportivo sul-americano.

Como somos todos muito exigentes, queremos que o clube nos traga grandes conquistas e com freqüência. Infelizmente, por motivos de ordem técnica, física e financeira, ele não pode nos oferecer. E é em função dessa consideração altamente relevante que eu não vejo como poderia culpar o técnico CELSO ROTH, qualquer jogador que seja (desde o pior do plantel TRICOLOR, ANDERSON PICO até o melhor, o goleiro VICTOR) e nem tampouco a direção pelo momento de séria ameaça ao título da temporada pelo qual estamos passando. Portanto, ao invés de caçar as bruxas ou de dar uma de profeta do acontecido, vou apenas analisar o momento e recapitular os perigos daqui até o final.

Espero que ainda não tenha chegado o momento de “virar o fio”, pois a condição física e mental de cada integrante do plantel uma hora tem que cair. O que todos desejam ardorosamente é que ela só caia após a última rodada, com a garantia de faixa no peito e taça no armário. Todavia, as dificuldades estão crescendo rapidamente, assim como rápida tem sido a nossa queda a partir da amostragem das seis primeiras rodadas do 2º turno.

O CORREIO DO POVO de hoje nos fornece importantes subsídios para tentarmos projetar as 13 rodadas restantes do BRASILEIRÃO na página 26. E, dada a tendência de aumentar a quantidade de lesões e de suspensões que já estão forçando ROTH a improvisar em algumas posições ou a não poder escalar jogadores de bom passe e de boa capacidade de marcação em número suficiente a cada partida, infelizmente, sem ser pessimista, verifico que está mais do que bom nos contentarmos com uma honrosa e merecidíssima classificação à LIBERTADORES 2009.

Matemática e estatisticamente, considero apenas os sete primeiros colocados após a 25ª rodada completada ontem candidatos ao título. Muitos comentaristas têm considerado apenas até o 5º colocado, mas prefiro utilizar como meu critério uma diferença máxima de 9 (nove) pontos entre o atual líder (que ainda somos nós) e o último clube ainda com tempo e perspectiva de poder tirar essa diferença tirando pontos dos seis primeiros da tabela é o VITÓRIA, sétimo colocado.

Vou fazer uma projeção como a do grande GUGA TÜRCK do ALMA NA GERAL. Porém, deixo como ressalva a total impossibilidade de garantir essa lógica, tendo em vista a imprevisibilidade de quem, quando e por quanto tempo ficará fora de qualquer uma das 20 equipes.

Durante o 1º turno, o GRÊMIO inverteu a tendência que acompanhou quase todos os demais clubes deste BRASILEIRÃO, obtendo um resultado surpreendente: venceu pelo menos 75% dos jogos em casa e, de quebra, venceu 25% e empatou 25% das partidas fora, perdendo não mais do que a metade dos embates em gramados adversários.

PAULO VINÍCIUS COELHO (o PVC da ESPN BRASIL, melhor comentarista do país disparado), nunca se convenceu com a liderança do GRÊMIO. Em seu blog, ele disse que os pontos fracos do TRICOLOR DOS PAMPAS são a lentidão que o meia TCHECO dá à armação de jogadas de ataque e o fato de ambos os laterais (PAULO SÉRGIO e ANDERSON PICO – ultimamente, HELDER) quase sempre cruzarem para a área a partir da intermediária e quase nunca da linha de fundo, pegando a zaga adversária de frente para a bola. O ponto forte do time é a estabilidade que dois volantes jovens, ágeis, fortes e leais dão ao sistema defensivo e como iniciadores dos contra-ataques (WILLIAN MAGRÃO e RAFAEL CARIOCA). PVC deu a entender que o GRÊMIO só teria como seguir vencendo e convencendo caso mantivesse a excelente campanha quando um dos dois (ou até mesmo os dois) volantes não pudesse jogar.

Finalmente, o próprio PVC informa que o GRÊMIO não vence há CINCO partidas, sendo uma delas o clássico pela COPA NISSAN SUL-AMERICANA e o GLOBOESPORTE noticia que o GRÊMIO é apenas o décimo (10º) colocado no 2º turno.

Vou além: o colombiano PEREA é o único atacante incisivo e veloz. A falta dele faz com que se insista na jogada aérea, que resultou em sete gols do centroavante MARCEL e em vários outros gols revezados entre quase todos os zagueiros do plantel. Contra times baixos como os pernambucanos SPORT e NÁUTICO e contra times ruins como os quase rebaixados FIGUEIRENSE e PORTUGUESA, tal artifício costuma funcionar. Contra adversários medíocres que costumam se jogar ensandecidamente ao ataque abrindo generosos espaços para o contra-ataque em suas respectivas casas como ATLÉTICO-MG, SANTOS e FLUMINENSE, idem.

Por que não falei em IPATINGA, VASCO e ATLÉTICO-PR, que hoje são mais rebaixáveis do que os times do parágrafo anterior? Simples: porque todos possuem defesas altas e armam retrancas muito fortes fora de casa.

Quanto a CORITIBA, GOIÁS e o TRADICIONAL ADVERSÁRIO, a questão é bem outra: todos estes três, sem exceção, poderiam estar disputando o título e brigar de maneira mais incisiva pela LIBERTADORES. Em diferentes momentos, cada um deles sofreu não com a janela de transferências para o exterior mas, sobretudo, com várias más leituras do adversário feitas pelos seus respectivos técnicos. O CORITIBA foi muito bem no 1º turno e continua apresentando uma quase regularidade. Já os dois demais são times qualificados que começaram mal e, agora, tentam uma seqüência de vitórias para seguirem sonhando. Este é, para mim, o TRIO DA IMPREVISIBILIDADE.

CONTINUA…

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[B'08 25ª] GRÊMIO 1×2 GOIÁS

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Esta foi a primeira derrota do GRÊMIO no OLÍMPICO MONUMENTAL depois de cinco meses de invencibilidade em casa. Mas, por incrível que possa parecer para o leitor, não houve tragédia alguma para mim: afinal de contas, eu já esperava, devido à velocidade do GOIÁS e à qualidade do lateral-direito VÍTOR e do meu sonho de consumo há pelo menos oito temporadas: PAULO BAIER. Além disso, o único lugar onde o técnico HÉLIO DOS ANJOS trabalha onde costuma ser querido e obter bons resultados é exatamente o esmeraldino do Planalto Central.

Vocês lembram de um post que eu fiz bem no início do BRASILEIRÃO 2008 no qual havia dito que a tabela do segundo turno era extremamente ingrata para o TRICOLOR DOS PAMPAS? Meus temores mudaram um pouco em função do contexto.

Quem mudou a história do campeonato foi o próprio GRÊMIO de CELSO ROTH que, com um plantel de baixa velocidade e de baixa qualidade no passe, teve um mês para treinar. Depois da liderança inesperada e prolongada, as lesões passaram a desfalcar tanto o time titular como o banco de reservas. Não é culpa da direção nem do técnico, pois até o poderoso CHELSEA de FELIPÃO tem sofrido com os mesmos problemas que nos afligem.

Como temos deficiências mascaradas pela má vontade contra o técnico e por um primeiro turno brilhante, tornou-se comum realizarmos jogos piores em casa do que fora. Já que também erramos passes demais, não detemos a posse de bola por muito tempo. Então, os adversários mais velozes do que nós no contra-ataque – e/ou aqueles que erram menos passes – podem nos surpreender, sim, senhor.

Eu falei à minha Lu que temia muito por duas derrotas em casa: GOIÁS e BOTAFOGO. Uma já foi. Tomara que eu erre a outra…

Fora de casa, temos ATLÉTICO-PR desesperadíssimo e um histórico de péssimos resultados; o TRADICIONAL ADVERSÁRIO em ascensão, com o melhor plantel do BRASILEIRÃO 2008 disparado que, felizmente, ainda está um pouco desentrosado, mas está com o GRÊMIO atravessado na garganta; CRUZEIRO, time forte e quase certo na próxima COPA SANTANDER LIBERTADORES, em pleno MINEIRÃO; e, pra terminar, o temível PALMEIRAS no ESTÁDIO PALESTRA ITÁLIA – um verdadeiro caldeirão.

Pra terminar, a arbitragem: não gosto desse assunto. Contudo, estão começando a ocorrer alguns detalhes que definem o resultado contra nós exatamente contra times que não disputam quase nada, exceto o limbo ou a COPA NISSAN SUL-AMERICANA. Certamente, ontem, o fato de terem escalado um árbitro inexperiente (o catarinense CÉLIO AMORIM) em um jogo tido pelos mais passionais como “favas contadas” não foi gratuito, já que ainda pode-se dar a desculpa de que não há como desconfiar de nada porque não foi um cotejo contra algum dos adversários diretos.

Adoraria conquistar o TRI. Se não der, pelo menos a LIBERTADORES 2009 é quase certa.

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[B'08 17ª] GRÊMIO 2×0 VITÓRIA

William e Tcheco gol Grêmio

Foi um jogo complicado como era de se esperar: o VITÓRIA provou ser um adversário de contra-ataque veloz, bem postado em campo, com zagueiros altos, um excelente marcador de bom passe no meio (o nº 7 Jackson) e um bom lateral direito, “insinuante” como gostam de dizer os comentaristas cariocas. VÁGNER MANCINI foi aplaudidíssimo e retribuiu o carinho e o reconhecimento da torcida tricolor na entrada do seu time em campo.

Foi um jogo muito truncado, onde o GRÊMIO foi surpreendido com a coragem do rubro-negro soteropolitano desde o início: eles apresentaram um bom toque de bola e ofereceram perigo com o apoio do bom lateral direito Marco Aurélio e com a inteligência do nº 10 Marquinhos.

Tal postura durou cerca de 12 a 15 minutos, quando o primeiro gol surgiu: WILLIAN MAGRÃO (à esq. na foto) dominou mal uma bola alçada na área, mas conseguiu enganar seu marcador. A bola sobrou para o próprio nº 11 TRICOLOR dominar e fuzilar de bate-pronto sem chances para o goleiro VIAFARA.

Daí para a frente, o jogo ficou muito feio: o Vitória não conseguia arrematar de dentro da área em função do comportamento perfeito de todos os zagueiros gremistas. THIEGO foi soberbo, ganhando no corpo com lealdade, posicionamento perfeito e uma saída de bola anos-luz melhor do que a do LÚCIO do BAYERN MÜNCHEN. LÉO não tem deixado a menor saudade. PEREIRA pelo meio deve ter saído com fortes dores de cabeça, de tanto afastar com energia a maioria das tentativas baianas pelo alto. RÉVER, por sua vez, fez sua melhor partida com a camisa do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA: limpava como queria os atacantes adversários pelo lado esquerdo da nossa zaga e saía jogando, muitas vezes com o cada vez mais indispensável RAFAEL CARIOCA, com o regular e bom WILLIAN MAGRÃO e com o sempre veloz e esforçado PEREA, que hoje pecou bastante no passe e no posicionamento.

TCHECO se impôs com muita autoridade, centralizando o jogo, abrindo nos lados e ajudando na marcação pelo lado direito da defesa, compensando talvez a pior partida do lateral direito PAULO SÉRGIO neste BRASILEIRÃO. MARCEL, por sua vez, só teve uma grande chance, em um cruzamento de ANDERSON PICO (de belíssima atuação, esculhambada pelos ridículos – ou tendenciosos? – auxiliares, que viam impedimento até nos ninhos dos quero-queros).

MARCEL não chegou a tempo de testar para dentro o cruzamento de PICO forte, pelo alto. Ah, se fosse o JARDEL (rimou sem querer).

A grande chance de gol perdida pelo Vitória não foi na verdade uma chance perdida: foi a maior defesa que eu já vi um goleiro gremista fazer em um cabeceio livre e à queima-roupa. VICTOR é, definitivamente, o melhor goleiro do Brasil.

Sei que é um saco reclamar da arbitragem. Mas tanto contra o FLAMENGO (quatro impedimentos inventados e dois pênaltis não-assinalados) como hoje, a quantidade de erros foi de chorar: o sr. SÁLVIO ESPÍNOLA e seus auxiliares EDINEY GUERREIRO MASCARENHAS e EMERSON AUGUSTO DE CARVALHO marcaram uma quantidade fora do normal de impedimentos de ANDERSON PICO e PEREA. Os primeiros três impedimentos e mais um ou outro no decorrer da partida até foram, mesmo. O colombiano camisa 7 costuma vacilar na linha burra adversária. Mas mesmo em pelo menos quatro oportunidadaes nas quais tanto o lateral como o atacante esperaram dois ou três segundos para começarem a arrancada, o instrumento de trabalho dos linesmen teimava em apontar para o alto e avante. Talvez o pólo magnético sul tenha-se deslocado inesperadamente cerca de 23º para o norte, em um fenômeno estratosférico fora do normal. Seria este um efeito do fim da chuva e do retorno do frio?!

Tá certo que o Grêmio abusou das bicancas para o alto enquanto não conseguia jogar com a bola dominada (mérito absoluto do preparador físico do Vitória e do técnico Mancini). O adversário, por sua vez, quando tocava a bola, na maioria das vezes mostrava-se inoperante em função da estupenda atuação do trio de zagueiros e dos dois volantes.

O que complicou muito a vida do Grêmio e tornou o jogo feio foi que o rubro-negro baiano fez o possível para evitar as trocas de bola tricolores.

Digno de registro foi o arremate de Perea no fim do 1º tempo, colocado, de muito longe, pelo lado do goleiro adiantado. Caprichosamente, um zagueiro adversário tirou quase de cima da linha fatal.

No último terço da partida, CELSO ROTH trocou a dupla de ataque: SOUZA entrou no lugar do colombiano, REINALDO entrou no lugar de Marcel e, mais adiante, só pra matar tempo, MAKELELE entrou no lugar do capitão Tcheco.

Aos 43′, quando a torcida já estava furiosa com a arbitragem, Souza esticou para Reinaldo. O avante driblou o marcador na entrada da área, esticou a bola com a perna direita para ganhar ângulo e arrematou forte, no ângulo, com direito a um toquinho de raspão na mão direita do goleiro Viafara, dando números finais ao marcador.

Foi uma linda festa para mais de 37.700 gremistas. Este foi o jogo mais difícil do Grêmio em casa depois do clássico. Nem mesmo a vitória sofrida contra o CRUZEIRO, o empate contra o PALMEIRAS ou o sofrimento para fazer o resultado contra o NÁUTICO CAPIBARIBE foram tão complicados assim.

Esperemos agora pelo lanterna IPATINGA na próxima quarta-feira, às 19:30h (belíssimo horário noturno, diga-se de passagem). Liderança assegurada por mais uma rodada, chegou a hora dos principais rivais pelo título começarem a ratear um pouco. Afinal de contas, a paridade é tão grande nesta temporada que não podemos dar-nos o luxo de perder pontos bobos.

Confira a avaliação do GLOBOESPORTE.COM.

ANALISANDO O GRÊMIO ATÉ AGORA

Grêmio – Marcel exalta apoio de gremistas na chegada a Porto Alegre

Mordi a minha língua com o MARCEL: há um detalhe importantíssimo no futebol contemporâneo que eu esqueci quando fiz a crítica das características do nosso centroavante de área.

Hoje, com o futebol cada vez mais científico, isto é, com preparo físico apurado e individualizado, fisioterapia, suplementos alimentares e vitamínicos, fisiologia e com toda a exigência que a pressão do mercado que representa esse grande negócio, mais do que nunca, destruir passou a ser amplamente mais fácil do que construir.

Velocidade, força e marcação prevalecem sobre o toque de bola que, embora fundamental, deve ser sempre objetivo e preciso.

Isso posto, quanto ao lado emocional e tático (que não é o forte dos técnicos brasileiros), desde que as leis do jogo e as normas de segurança estejam garantidas, os dirigentes de um clube de futebol de alto nível não podem resignar-se a respeitar demais (ou, pior: amedrontarem-se) nem estádio lotado, nem uma campanha superpositiva do adversário em seu estádio e tampouco cair na pilha da imprensa local.

O que vale é a NOSSA torcida, não a deles. Se eles são um no OLÍMPICO, ou 68.000 no MARACANÃ, não é isso o que importa: o que importa é manter o foco e estudar peça por peça do adversário.

Quem melhor enxergou o jogo de ontem no COUTO PEREIRA em CURITIBA foi o CRISTIAN BONATTO do BLOG DO TORCEDOR no GLOBOESPORTE.COM:

“Na vitória de ontem sobre o Coritiba, o técnico Dorival Junior foi mais uma vítima deste mistério. Iniciou a partida no mesmo 3–5–2 de Roth, mas este esquema sem os alas realmente apoiando se transforma em uma retranca. Ficou fácil para o Grêmio se manter no campo do Coxa em todo o primeiro tempo, Pico e Paulo Sérgio até esqueceram de voltar, mas com a região superpovoada a tendência era chutes de média e longa distância. No segundo tempo veio o sexto gol de Marcel no campeonato e o Coritiba veio pra cima com mais atacantes, abandonando o 3–5–2 que não era pra eles. Só assim tiveram alguma chance, não de empatar o jogo, mas de descobrir o que não conseguiram em 50 minutos de jogo, que tinha uma barreira ainda maior depois daquela, uma defesa que não é a mais intransponível à toa.”
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Até mesmo o melhor comentarista tático do país, PAULO VINÍCIUS COELHO, o PVC da ESPN BRASIL, tem errado em relação ao TRICOLOR DOS PAMPAS: somente hoje, no BATE-BOLA 1ª edição, ele começou a falar da consistência e do equilíbrio que o GRÊMIO tem demonstrado. Porém, o técnico do GRÊMIO não se chama PVC mas, sim, CELSO ROTH. PVC, um comentarista sério como PAULO CALÇADE e LÉDIO CARMONA, ao contrário da tosquice da “crítica” esportiva do BOVINÃO, respeita ROTH e sabe que ele não é e nem nunca foi um mau técnico de futebol. E, certamente, o chefe de reportagem da ESPN BRASIL aprendeu um pouquinho mais entrevistando o nosso treinador recentemente. Contudo, ainda não dá o braço a torcer em relação à uma fala sua que tem-se tornado sistemática nas últimas semanas no LINHA DE PASSE nas segundas às 21:00h:

“O GRÊMIO eu ainda não vejo como candidato ao título porque falta alguma coisa.”

Lamentavelmente, esta talvez seja a terceira vez desde que o acompanho na TV há cerca de 10 anos que terei que discordar dele: em primeiro lugar, toda crítica deve vir acompanhada de referências factuais com o registro da fonte da informação. Baseado em que o comentarista afirma que falta alguma coisa ao GRÊMIO? O que falta? E, mesmo faltando “alguma coisa”, quais são as formas de contornas essas deficiências a partir das características do plantel disponível? Em poucas palavras, como compensar as falhas e aperfeiçoar ainda mais as qualidades apresentadas?

O PVC postou em seu blog sua famosa prancheta, famosa durante os três anos em que seu blog esteve no LANCENET, onde descreve as virtudes e defeitos do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA da seguinte maneira:


Blog do PVC

“COMO JOGA O GRÊMIO

O Grêmio joga com três zagueiros, com Pereira fazendo a sobra. Léo é ótimo no combate e, com Réver, trabalha para os dois laterais subirem livres. O problema gremista está aí. Os alas não vão à linha de fundo e seus cruzamentos, da intermediária, pegam a defesa adversária postada de frente. No meio-de-campo, William Magrão e Rafael Carioca desarmam e saem para jogar com força. Mas Tcheco não dá velocidade para que a bola chegue a Perea e Marcel. O atacante colombiano é muito veloz. Abre espaços pelos lados para Marcel fazer os gols. O ponto forte do Grêmio é a defesa, pelas atuações dos três zagueiros e dos dois volantes. O ponto fraco, as laterais.
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Como o antigo titular da lateral esquerda HELDER é tão-somente um feijão com arroz na marcação e muito fraco no apoio, CELSO ROTH voltou a apostar em ANDERSON PICO. PAULO SÉRGIO tem sido muito criticado e FELIPE MATTIONE sempre foi exageradamente hypado pelos torcedores que acompanham as categorias de base e também pelos dirigentes. O guri é melhor no apoio do que na marcação – tarefa decisiva para que ele corresponda às expectativas.

O toque de bola de TCHECO é mesmo lento.

Até aí, não há como discordar do PVC. No entanto, pergunto: e as virtudes desses mesmos jogadores dentro da mecânica de posicionamento, passe e contra-ataque montada por ROTH?

Como bem lembrado hoje pelo próprio PVC, o GRÊMIO fez 11 de seus 28 gols em 16 rodadas a partir de jogadas de bola parada. Portanto, considero MARCEL e os zagueiros (em qualquer combinação de três – LÉO, RÉVER, PEREIRA, JEAN ou THIEGO) fundamentais na área.

Porém, ANDERSON PICO arrisca de fora da área, é vigoroso e cobra arremessos manuais dentro da área. PAULO SÉRGIO, de janeiro para cá, aprendeu a marcar e sabe cadenciar o jogo com a sua experiência.

O mesmo vale para TCHECO: alguém já parou pra pensar que todo bom meia de ligação no estilo “enceradeira” costuma dar certo no GRÊMIO? Nesta passagem, felizmente ele ainda não se lesionou e tem tomado poucos cartões. Ele parece estar mais forte, pois, em 2006 e 2007, apesar da qualidade no passe e nas bolas paradas da intermediária, em 2008 seus escanteios têm sido primorosos. Em 2006/7, ele cobrava fraco no primeiro pau.

Talvez PVC tenha-se impressionado com a forma com que PEREA chegava com mais facilidade para concluir em função dos lançamentos em profundidade e da aceleração das bolas que partiam de ROGER CHINELINHO (excelente apelido dado por um amigo recente, o SALGADO).

Porém, em troca da explosão e da beleza plástica do ex-articulador gremista, em compensação, com TCHECO, diminuiu bastante o sério risco da gamela que se abria entre os volantes RAFAEL CARIOCA e WILLIAN MAGRÃO nos contra-ataques, que sempre assustavam.

Falhas individuais, coletivas e do próprio técnico certamente irão gerar algumas derrotas e empates no decorrer do campeonato. O discurso de cautela adotado por todos é absolutamente correto. Há sete candidatos ao título. O GRÊMIO é um deles.

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