ESCALA O TEU GRÊMIO

O CLICESPORTES apresenta uma planilha em FLASH para escalação do time do GRÊMIO com os jogadores atualmente contratados, à exceção do lateral esquerdo BRUNO TELES recém emprestado para a PORTUGUESA (naquela máxima de que a ‘Loser’ precisa se tornar ‘Winner’ o quanto antes) e do atacante RODRIGO MENDES, que pegou carona num tapete voador rumo à Península Arábica (onde acredita que irá viver suas 1001 noites).

A limitação do aplicativo é que o único “esquema tático” (falo mais sobre o porquê das aspas em um próximo post, devidamente provocado pelo grande prof. GUSTAVO FISCHER) possível é o 4-4-2.

Eu escalei o seguinte onze: Victor; Paulo Sérgio, Thiego, Réver e Anderson Pico; Tcheco, Wilian Magrão, Rafael Carioca e Souza; Ortemán e Reinaldo.

Por um lado, o exercício foi interessante porque o TRICOLOR de CELSO ROTH tem-se dado bem jogando com três zagueiros – em princípio, uma escolha forçada pela falta de opções que o técnico possuía.

Talvez ainda possua, pois 1) a marcação pelas laterais é pouco vigorosa porque ambos os laterais têm uma vocação ofensiva maior do que a defensiva; e 2) a falha de posicionamento no meio-campo abre um buraco entre os volantes e os meias, proporcionando a maior parte dos contra-ataques adversários.

Hoje, sem três zagueiros, há uma tendência à faceirice que, com a minha proposta, espero que seja refutada. Não porque a minha escalação marca mais (pelo contrário) mas, sim, porque a posse de bola no campo de ataque tende a aumentar significativamente.

[B'08 2] GRÊMIO 0×0 FLAMENGO

OLHO DE TIGRE, GRÊMIO!

Apesar da falta de velocidade na ligação com o ataque e da falta de um homem-gol, considero que o GRÊMIO foi prejudicado pela arbitragem ao ter dois pênaltis a seu favor não-assinalados e quatro impedimentos mal marcados.

Raramente culpo a arbitragem pelo resultado. Desta vez, é impossível deixar de lembrar desse detalhe, posto que, na dúvida, foi sempre pró-Flamengo. Mas em um jogo parelho, o detalhe é o que decide.

Houve abafa, a defesa esteve muito consistente e Celso Roth tem o mérito de, nessas duas primeiras rodadas, fazer de Paulo Sérgio o melhor lateral direito do Brasileirão até aqui.

Outra virtude de Roth foi ter armado a zaga no 3-5-2, com Léo, Rever e Pereira jogando um futebol de primeiríssimo nível. Caso o melhor em campo não tivesse sido o milagroso e competente goleiro flamenguista BRUNO, certamente o seria um homem que correu o campo inteiro durante os 90 minutos, não perdeu uma jogada sequer para o velocíssimo atacante DIEGO TARDELLI e, de quebra, quase marcou em um cabeceio aparando uma cobrança de escanteio: o outrora contestado PEREIRA.

O TRICOLOR jogou contra um time muito bem montado e entrosado há mais de um ano – agora, com um técnico bem melhor do que o anterior. Existe cérebro e qualidade técnica do outro lado. ROGER não jogou tudo o que podia porque o maior ladrão de bola do BRASILEIRÃO 2008 até aqui, TORÓ, grudou nele como um carrapato. Portanto, não foi, nem de longe, um empate com sabor de derrota.

O melhor de tudo: voltamos a ter o OLHO DE TIGRE para enfrentarmos a todo e qualquer adversário de igual para igual.

Mas a GERAL precisa cantar mais. Ainda está brocha.