PORTO ALEGRE: OU MUDA AGORA, OU ACABA DE VEZ

O custo em eletricidade para iluminar e bombear água em prédios e a diminuição da sociabilidade tornam o porto-alegrense mais frio, menos politizado, indiferente, passivo e pouco participativo

O altíssimo custo em eletricidade para iluminar e bombear água em prédios; a diminuição da sociabilidade; a mega produção concentrada de lixo e de esgoto e as doenças respiratórias cada vez mais comuns em função da poluição gerada pelo excesso de pessoas que trafegam sozinhas em seus automóveis tornam o porto-alegrense mais frio, menos politizado, indiferente, passivo e pouco participativo

Fonte segura me informou sobre algo muito grave que, infelizmente, não foi e nem será veiculado na mídia corporativa com o devido destaque.

O deputado federal ELISEU PADILHA (PMDB, senhor feudal do Litoral Norte que, conforme meus pensamentos mais descrentes na falta de inteligência e de politização dos gaúchos em geral, deverá ser, dentro de no máximo 12 anos, governador do RIO GRANDE DO SUL) foi incumbido pelos intere$$e$ da construção civil a fazer lobby junto ao ministro da AERONÁUTICA em Brasília para que seja liberada a construção de prédios de até 82m de altura em PORTO ALEGRE. O argumento do pouco competente e nada técnico ex-ministro dos transportes de FHC foi na seguinte linha: caso as construtoras possam fazer quase tudo o que quiserem na cidade, seriam gerados 30 mil empregos na construção civil.

Esse papo faz com que os sindicatos dos operários ou inocentes úteis (contratados com salário mínimo e que dificilmente ganham hora extra ou buscam seus direitos) apoie incondicionalmente essa iniciativa tanto por necessidade como por ignorância. Então, a contrariedade técnica, política, simbólica, ideológica e afetiva representada pelos movimentos sociais, pelas ONGs, pelas associações de bairro e por uma multidão de classe média quase excluída das entrevistas, das colunas e dos comentários não é vista pelos consumidores mais conservadores do noticiário regional. Dessa forma, os empresários da construção civil, que representam uma das parcelas mais significativas dos anunciantes corporativos dos veículos impressos da RBS (juntamente com bancos, montadoras de automóveis, operadoras de telefonia móvel, grande varejo e o agronegócio monocultor, extensivo, transgênico, latifundiário, exportador e comoditizador) são blindados pelo discurso 100% favorável a seus intere$$e$ por essa mídia hegemônica.

Enfim, é ASSIM que a coisa funciona…

A falta de liberdade e de descentralização nos meios de comunicação alija-nos de um dos direitos mais importantes registrados na CONSTITUIÇÃO DE 1988, que é o direito à comunicação, isto é, de sermos bem informados, da maneira menos imparcial e mais massiva possível, com democracia e pluralidade de opiniões, a fim de ajudar a sociedade a DEBATER, DISCUTIR, ENVOLVER-SE com a política econômica, simbólica e partidária que, queiram ou não, definem, sim, grande parte de nosso futuro como habitantes de uma urbe cuja preservação, evolução, planejamento e salubridade depende, mais do que nunca, da SUSTENTABILIDADE que NÓS MESMOS somos capazes de definirmos a partir de um AGIR SOCIAL voltado para o BEM COMUM.

Segundo o Ministério da Aeronáutica e a ANAC, o ângulo mais agudo possível em termos de segurança para aterrissagens e decolagens em função da distância dos supostos espigões comerciais e residenciais do entorno da ‘arena’ permitiria, “estourando a tanga” (como diria o filho da minha noiva), 64m – o que já é um absurdo.

Até onde se sabe, a animação que ainda não transformou-se em um projeto suficientemente formal a ponto de poder ser apreciado por técnicos competentes (biólogos, engenheiros civis, arquitetos urbanistas e advogados). No entanto, a intenção é construir prédios de 72m.

Para vocês terem uma idéia, moro em um prédio construído em 1972 no bairro Petrópolis. Na época, era o prédio residencial mais alto da cidade, assim como o prédio vizinho também da mesma época e com um projeto quase igual, executados pela mesma construtora, que é (ou era, não sei mais se existe) de São Paulo. Cada um desses dois condomínios possui 15 andares e mais as torres dos elevadores com antenas de operadoras de telefonia móvel, totalizando aproximadamente 50m cada.

Como ambos ficam no início da descida de uma colina em uma avenida muito movimentada e há uma série de outros prédios (os menores com quatro, os maiores com 12 andares) até o pé da colina, todos lado a lado em uma curva aberta, forma-se um paredão que, no inverno, é responsável pelo encanamento e pelos uivos de ventos fortes e gelados em função do atrito com os cantos das fachadas dos prédios. Dada a sombra desses prédios sobre a calçada, a sensação térmica e a dificuldade de evaporação da umidade no inverno são terríveis.

Quando viemos morar aqui há quase 15 anos atrás, podíamos enxergar até mesmo os veículos trafegando na Av. Carlos Gomes. Hoje, quase não se consegue enxergar além da primeira quadra paralela à Av. Nilo Peçanha naquela direção.

Naquela época, eu pegava sol durante grande parte do dia nas calçadas de quase todas as ruas nos quadriláteros compreendidos entre Anita Garibaldi, Carlos Gomes, Carlos Trein Filho e Nilo Peçanha e também entre Carlos Gomes, Nilo Peçanha, Carazinho e Protásio Alves. Atualmente, apenas os privilegiados moradores da feia e triste paisagem formada pelos prédios com 15 anos ou menos de construção e pelo menos oito andares de altura que dizimaram no mínimo 80% das casas dessa região recebem insolação durante boa parte do dia. Mesmo assim, dentro de seus apartamentos de R$250.000,00 a R$1.200.000,00, localizados em “pombais de luxo”. Nas calçadas das ruas que não tangenciam a direção que o sol faz do nascente ao poente, o que antigamente era sinônimo de qualidade de vida agora tornou-se um ambiente menos salubre.

A população de Porto Alegre, no censo de 1980, apresentava pouco menos de 1.300.000 habitantes. Hoje, passadas quase três décadas, é a capital que apresentou o menor crescimento vegetativo de sua população, não chegando ainda a 1.500.000 segundo a última estimatica do IBGE.

Então, COMO JÁ FALEI, a supervalorização dos imóveis muito acima da inflação, do dólar e das necessidades do CUB e a construção desenfreada de prédios que empilham famílias umas sobre as outras é MUITO SUSPEITA: muito MESMO. Em termos de qualidade de vida, a segurança – ao contrário do que o uso incompetente e a dilapidação do patrimônio e do corpo funcional da Polícia militar por parte de um estado que mente o tempo inteiro sobre uma suposta solvência de suas pesadas dívidas – é resultado de educação, saúde e respeito à diversidade das pessoas que compõem a nossa paisagem. Não é passando o tempo inteiro dentro de casulos móveis poluidores e enclausurados dentro de fortalezas (in)violáveis com grades e pesados custos condominiais com a contratação de portaria e segurança que a situação irá melhorar. É importante salientar, ainda, que as empresas particulares de vigilância estão também entre os grandes anunciantes da mídia. O resultado desse investimento publicitário que sustenta a mídia é o aumento sensacionalista da proporção da violência urbana a fim de disseminar o medo entre a parcela mais conservadora e inculta da classe média, aquela mais egoísta e que menos se mistura com o povo a qual chamo carinhosamente de CLASSE MÉRDIA.

O que inibe a ação dos criminosos é a presença maciça de pessoas NAS CALÇADAS, nas PRAÇAS, nos PARQUES. O que atrai os criminosos é o fato da maioria das pessoas preferirem trafegar dentro de casulos dos quais dificilmente tem como escapar de uma ação violenta vinda por trás ou pelos lados.

A falta de preocupação com a qualidade do ar, com a biodiversidade e com o risco de aumento de doenças respiratórias sobretudo durante o inverno facilitaram a construção desses monstros, abrindo o precedente para que a região mais nobre da cidade entre o Centro e a zona norte (São João, Higienópolis, Auxiliadora, Petrópolis, Bela Vista, Mont Serrat, Três Figueiras, Chácara das Pedras, Independência e Rio Branco) fosse, com o tempo, tornando-se cravejada por esses prédios residenciais.

É por isso que eu, como todo bom apocalíptico, penso sempre no pior antes de pensar no melhor, já que esta é a única maneira de nos prevenirmos ou de modificarmos radicalmente o estado das coisas. A pressão feita pelo pessoal do FÓRUM DE ENTIDADES é fundamental, engajada, esclarecedora, madura e, acima de tudo, honesta e altruísta. Todavia, se não houver uma pressão real da CLASSE MÉRDIA (egoísta, IGNORANTE e DESPOLITIZADA) que se cala e deixa que decidam tudo por ela, PORTO ALEGRE vai acabar, pois já possui traços marcantes DO QUE DE PIOR EXISTE EM SÃO PAULO E NO RIO DE JANEIRO.

Enquanto a mídia corporativa e a maioria das pessoas não se conscientizarem de que o excesso de concreto, cimento, tijolos, vidro e o aço propagam calor piorando a sensação térmica do verão e que esses materiais não funcionam como substitutos do equilíbrio térmico proporcionado pela evapotranspiração da terra nua, das árvores e das plantas em geral, PORTO ALEGRE está caminhando para a beira do abismo.

Conheço as capitais de 16 estados brasileiros. Só não tive o prazer de visitar as capitais das regiões norte e centro-oeste, além de Teresina e São Luís. Posso afirmar sem medo de errar que, em termos de pior qualidade de vida, São Paulo é a primeira e Porto Alegre é a segunda, seguida de perto por Curitiba e Goiânia.

Não por acaso as cidades onde a construção civil deita e rola.

GRÊMIO, ARENA: FATOS, PESSOAS E INTERESSES I

Charge de EUGÊNIO NEVES, que mostra o que está oculto na ação dos vereadores de Porto Alegre

Charge de EUGÊNIO NEVES, que mostra o que está oculto na ação dos vereadores de Porto Alegre

Caríssimos cidadãos brasileiros, sul-riograndenses e porto-alegrenses, sejam vocês gremistas, colorados, favelados, megaempresários, de viés político de direita ou de esquerda,

PORTO ALEGRE está-se tornando uma cidade cujo microclima tem sido severamente alterado. Vamos aos dados:

Entre 25% e 33% de toda a emissão de carbono de volta à atmosfera que paira por sobre a nossa cidade decorre dos escapamentos de veículos movidos a combustível fóssil (derivados do petróleo), da monocultura extensiva de cana (álcool) e mamona, da construção de ruas, pontes e espigões de puro concreto revestido por pedras de alto poder refletor de calor sem nenhum aproveitamento energético da luz solar. Por isso, insiste-se na construção de usinas hidrelétricas e em outra fonte de poluição do ar e de potencialização do EFEITO ESTUFA como as usinas de carvão ou termelétricas.

Portanto, fenômenos como a enchente em SANTA CATARINA e a intensa variação de temperatura em estações inversas aqui na GRANDE POA estão-se tornando cada vez mais freqüentes.

Enquanto a Alemanha, a Suíça, a Áustria e outros países de cultura semelhante do centro do Velho Continente evitam construir prédios residenciais e comerciais acima de quatro andares fora do centro das principais cidades; enquanto o equivalente ao nosso IPVA custa SEIS VEZES MAIS para os motoristas de Copenhagen na Dinamarca para quem quiser trafegar pelo centro da cidade; enquanto Londres não apenas impede a construção de prédios na margem sul do rio Tâmisa a fim de garantir a qualidade de vida de sua população ao facilitar a insolação da frente sul das residências como forma de diminuir doenças respiratórias, proliferação de fungos, permitir que roupas sequem mais rapidamente sem o uso de secadoras que consomem energia elétrica em excesso e aquecer mais facilmente os corpos de uma população deprimida por falta de calor, a CHINA, a CORÉIA DO SUL, os ESTADOS UNIDOS e, infelizmente, o BRASIL (em especial o RIO GRANDE DO SUL e PORTO ALEGRE), estão indo na contramão da história, pensando na pior forma de desenvolvimento possível, que é a insustentabilidade do ecossistema ao qual devemos preservar e de quem dependemos 100% para nos mantermos vivos.

Ao contrário do que os empresários responsáveis pela crise econômica atual pensam, eles deveriam, sim, para o bem da sociedade que adquire seus produtos, deixar de especular no capital de risco para investirem em uma matriz produtiva que proporcione a valorização da saúde, da inteligência, da vida e da racionalidade no uso de toda e qualquer fonte de energia, alterando o meio ambiente de maneira racional e pontual. Sempre com a desculpa do custo imediato e da demora do retorno, esquecem-se de que sua intenção não contempla o barateamento de novos materiais e de novos métodos de produção capazes de reaproveitar a água, o vento, a luz e o calor do sol. A arquitetura e a engenharia sustentáveis não podem mais ser vistos como um luxo nem como modismo mas, sim, como condição sine qua non de sobrevivência para o Homo sapiens sp. neste planeta.

Isso posto, de maneira alguma uma visão mais social e natural da vida urbana impede que a economia desenvolva-se, nem tampouco que a indústria da construção civil local deixe de prosperar ou que todas as esferas de governo deixem de arrecadar generosas somas em impostos, segundo informações obtidas por este blog a partir de indicações encontradas em outros blogs irmãos.

Neste post e no próximo, indico links e lanço uma pauta repleta de indícios que demonstram que não sou nenhum mentiroso, nenhum alienado e nenhum cidadão irresponsável. Exemplos:

- INFORMAÇÕES E COMPORTAMENTOS que denota uma relação simbiótica demais (pra dizer o mínimo) entre os representantes eleitos para serem representantes dos interesses da maioria da população e vários dirigentes e lobistas da indústria da construção civil local conhecidos por não investirem no desenvolvimento sustentável da nossa cidade ();

- As investigações da emissora ESPN BRASIL em relação ao destino das verbas públicas utilizadas nas obras do PAN de 2007 e à remodelagem do estádio BEZERRÃO, palco do recente amistoso BRASIL 6×2 PORTUGAL e da decisão do BRASILEIRÃO 2008 GOIÁS 0×1 SÃO PAULO;

- O exagero da verdadeira importância social e econômica da realização da COPA DO MUNDO de 2014 (SUPERFATURAMENTO NO MARACANÃ; estádio em BRASÍLIA pra que?!) em um país que, apesar do seu crescimento acima da média nos últimos anos, até lá ainda será bastante subdesenvolvido e DESIGUAL – vide o lobby pela OLIMPÍADA de 2016 no RIO DE JANEIRO;

- O estranhamento de um doutorando em Economia pela UFRGS e auditor do BANCO CENTRAL DO BRASIL a respeito da explosão dos valores das construções na capital gaúcha nos últimos anos em relação à quantidade de famílias com poder aquisitivo suficiente para adquirir imóveis tão caros;

- As pessoas relacionadas ao GRÊMIO envolvidas em seriíssimos problemas com a Justiça;

- E, finalmente, a insistência na abertura da perigosíssima jurisprudência que deverá ocorrer caso aprovem os projetos PONTAL DO ESTALEIRO, REFORMA DO BEIRA-RIO e ARENA DO GRÊMIO (bem como o nebuloso FUTURO DOS ASSOCIADOS PATRIMONIAIS), com conseqüências terríveis para a salubridade de PORTO ALEGRE.

Neste post, citei o envolvimento do especulador financeiro EIKE BATISTA; lancei a constatação de que muitos vereadores e deputados estaduais defensores da burla ao PLANO DIRETOR de PORTO ALEGRE deram de ombros para a FRAUDE NO DETRAN-RS e também para o fato de vários dos citados judicialmente estarem ligados à GESTÃO ODONE no GRÊMIO, bem como a esmagadora maioria dos conselheiros e associados influentes que ora pregam ética, moral e transparência em relação a tudo o que envolve o clube.

No próximo post, a ODEBRECHT; a OAS de ANTÔNIO CARLOS MAGALHÃES e, finalmente, um paralelo do comportamento da RBS parecidíssimo com o de sua co-irmã de propriedade dos herdeiros do finado “coroné” nas questões recentes envolvendo mudanças radicais na paisagem urbana porto-alegrense.

ARENA E BEIRA-RIO: O FIM DE PORTO ALEGRE

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ADVERTÊNCIA: ESPECULAR É UM ATENTADO À VIDA!

Do RS URGENTE, o jornalista MARCO WEISSHEIMER, editor especial da AGÊNCIA CARTA MAIOR, informa:

Paulo Muzell e Ilza do Canto, da bancada do PT na Câmara de
Vereadores de Porto Alegre, produziram uma análise preliminar sobre
três projetos enviados pela prefeitura, dia 3 de novembro, tratando da
definição de regimes urbanísticos para as áreas do antigo Estádio
Eucaliptos (Proc. 06187/08 – PLCE 16), do Internacional (Estádio,
Parque Gigante, Parque Marinha, Estacionamento e entornos) (Proc.
06188/08 – PLCE 17) e do Estádio Olímplico e futura Arena do Grêmio, no
bairro Humaitá (Proc. 06189 – PLCE 18). Segundo essa análise, os três
projetos terão enormes impactos ambientais e de vizinhança. Segue um
resumo do documento:

“Em todos os projetos há mudanças no regime
urbanístico ampliando a densificação, os índices de aproveitamento, a
altura, diversificando o zoneamento de uso e autorizando a
transferência de potencial construtivo entre subunidades.

Na
área do Estádio Eucaliptos o uso proposto é residencial mas o aumento
de índice proposto (até 3, com taxa de ocupação máxima) trará
significativo aumento na volumetria da área construída (mais de 60 mil
m² exceto áreas não computáveis) e na densidade populacional.
Perguntamos: que conseqüências e impactos terão sobre a vizinhança?

Nas
áreas do Beira Rio está sendo proposto um zoneamento de uso com
atividade Mista 3, extremamente permissiva, absolutamente incompatível
com sua localização, permitindo-se até indústrias de 1400m². Na beira
do Guaíba, no espaço do Parque Gigante, Área Especial de Interesse
Cultural, o projeto amplia o zoneamento de uso para atividade Mista 3,
permitindo construções de até 3 andares com taxa de ocupação de 66,6%,
muito alta para a região.

Junto ao estádio Beira Rio, pouco mais
de 100 metros do Guaíba, permite-se construções de até 14 pavimentos. E
na área do atual posto de gasolina, permite-se construir até 17
pavimentos (52 m), altura máxima permitida pelo Plano Diretor, também
com taxa de ocupação máxima.

No projeto do Grêmio as duas áreas
passam a ter densidades, alturas e volumetrias exageradas, inclusive
acima do estabelecido pelo Plano Diretor. Na Azenha, nos 8,3 ha do
estádio Olímpico permite-se alturas absurdas de até 72m (24
pavimentos), zoneamento com atividade Mista 3, extremamente permissivo,
índices de aproveitamento máximo, idem à taxa de ocupação. Teremos
vários espigões e grande adensamento na área. Vale repetir a mesma
indagação anterior sobre a averiguação dos impactos ambientais e de
vizinhança.

Também no bairro Humaitá, futura Arena do Grêmio,
permite-se alturas de até 70m (23 pavimentos), zoneamento de uso com
atividade Mista 3, taxa de ocupação e índice de aproveitamento máximos,
praticamente a repetição do regime urbanístico proposto para a área do
Olímpico.

Todos os empreendimentos, do Inter e do
Grêmio, terão enormes impactos ambientais e de vizinhança e os projetos
privilegiam o capital especulativo, ampliando o uso das áreas e
possibilitando as negociações de índices entre as unidades dos
empreendimentos”.

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PONTAL DO ESTALEIRO É DO POVO OU DO SINDUSCOM?

//goncalodecarvalho.blogspot.com/

foto: Cesar Cardia <http://goncalodecarvalho.blogspot.com/>

A lei vigente (ver fragmento e breve comentário na citação abaixo), os editoriais de segunda e terça-feira além das brilhantes colunas do prof. JUREMIR MACHADO DA SILVA no CORREIO DO POVO (jornal de maior tiragem do RS pertencente à segunda maior corporação midiática do estado) justificam toda a transparência do nosso propósito 100% coletivo e 100% isento de interesses econômicos.

São mais de 20 associações de bairro, ONGs e movimentos estudantis das mais diversas origens étnicas, econômicas, culturais e religiosas identificadas com bairros distantes da orla do GUAÍBA lutando contra os INTERE$$E$ de alguns EMPREENDEDORES IMOBILIÁRIOS que, se amanhã forem satisfeitos pelos SEUS REPRESENTANTES em nosso esquálido parlamento municipal, iniciará um efeito dominó de descalabros judiciais amplamente omitidos pela RBS, grupo de mídia que recebe um percentual significativo de financiamento de suas atividades a partir dos anunciantes da indústria da construção civil.

A luta deveria ser de todos. Não é. Mas o que vale é a força, a pressão, a crença e a honestidade do propósito de tanta gente boa que, por pura consciência social e ambiental, apresenta o desprendimento e a coragem de dar a cara a tapa contra setores tão poderosos quanto inescrupulosos.

clipped from poavive.wordpress.com

a lei orgânica de nossa cidade estabelece no artigo 126: “Os interesses da iniciativa privada não podem se sobrepor aos interesses da coletividade”. Por sua vez, o artigo 127 deixa claro que, “os planos que expressam a política de desenvolvimento econômico do município terão o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida da população, etc…”.

Não é o nosso caso.

A Lei Complementar 470/2002, que diga-se de passagem é uma aberração, teve sua modificaçào elaborada no Executivo, e não foi encaminhada pelo Sr. Prefeito para a sua efetivação à Câmara Municipal. Porém, este projeto aqui chegou por outros caminhos. Este é o assunto que deve ser discutido hoje, aqui. Tudo o que se vê, tudo o que se sabe da advocaçào da proposta do empreendimento para a Ponta do Melo à especulação. A proposta que se tem conhecimento é mais um recurso de marketing, para viabilizar o interesse comercial, com construção de seis torres de 14 andares que poderia até ser viável em outro local que não a Orla.

blog it

A MORTE DA POLÍTICA PARTIDÁRIA NO BRASIL III

                Lula recebe camisa personalizada da diretoria<br/>
LULA sendo bajulado por aqueles que não lutam contra COSA NOSTRA, CAMORRA, N’DRANGHETA,
SACRA CORONA UNITA, STIDA, MANARA, ORGANIZATSYA, YAKUZA, TRÍADE
, COMANDO VERMELHO
Sou contra OLIMPÍADA e COPA DO MUNDO (e, conseqüentemente, contra a ARENA DO GRÊMIO e contra a expansão do COMPLEXO DE LA BANANERA) porque penso que, a exemplo do PAN, vão superfaturar as obras, o trânsito vai tornar-se insustentável, a poluição tornar-se-á paulistana (pra ser generoso) ou pequinesa (pra ser mais realista).

O problema é que os mesmos caras que tornaram a política e a economia BOVINÓIDE um lixo agora fazem de conta que vão pagar pau para o presidente que tem medo e que não entende nada de desenvolvimento sustentável.

Bem dizendo, quando é que o BRASIL teve políticos majoritários (prefeitos, governadores e presidentes) corajosos  e que realmente trabalharam priorizando uma maior distribuição de renda, uma maior humanização na prestação de serviços públicos e uma fiscalização ferrenha da lisura nos interesses privados em sua história?! NUNCA!!!

Enquanto o gaúcho seguir se achando o melhor povo do mundo, o mais politizado, o mais escolarizado, o mais profissional e o mais sério, será também o mais intolerante, o mais ignorante, o menos solidário e o mais arrogante do Brasil.

Querem saber o que deveria ser feito em PORTO ALEGRE para a COPA DO MUNDO caso houvesse interesse na transparência e no desenvolvimento sustentável? Derrubar o OLÍMPICO e o LA BANANERA para construir UM ÚNICO ESTÁDIO DA CIDADE E PARA A CIDADE a meio caminho dos dois atuais estádios.

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