VOLÚVEL, MÁ E PERVERSA

 

Toda a criatividade e a irreverência de um amigo muito querido e inteligente no Carnaval de Maceió.

Toda a criatividade e a irreverência de um amigo muito querido e inteligente no Carnaval de Maceió.

Tradução de Fortuna Imperatrix Mundi, 2º movimento da ópera Carmina Burana, do compositor alemão Carl Orff:

Ó Fortuna,
És como a lua
Mutável,
Sempre aumentas
Ou diminuis;
A detestável vida
Ora oprime
E ora cura
Para brincar com a mente;
Miséria,
Poder,
Ela os funde como gelo.

Sorte monstruosa
E vazia,
Tu, roda volúvel
És má,
Vã é a felicidade
Sempre dissolúvel,
Nebulosa
E velada
Também a mim contagias;
Agora por brincadeira
O dorso nu
Entrego à tua perversidade.

A sorte na saúde
E virtude
Agora me é contrária.

E tira
Mantendo sempre escravizado
Nesta hora
Sem demora
Tange a corda vibrante;
Porque a sorte
Abate o forte,
Chorai todos comigo!

APRENDIZADOS DE CAMPANHA PARA O PT-POA

Infelizmente, há nuances político-eleitoreiras que são negligenciadas até mesmo pelas raras pessoas esclarecidas, críticas e socialmente conscientes. Vamos a elas:

1) A mídia corporativa não possui necessariamente o poder que a ela se atribui: caso contrário, não teria havido nenhuma espécie de contestação à administração atual. Portanto, todos os votos não-dados a Fogaça (ou seja, mais da metade dos votos válidos foram destinados a todos os demais candidatos) significam insatisfação – mesmo que seja uma insatisfação predominantemente despolitizada;

2) Tecnicamente, o senso comum confunde marketing, propaganda e publicidade, mas são três técnicas distintas. Ei-las:

- O marketing é um arranjo entre quatro variáveis: produto, preço, escolha dos pontos-de-venda e promoção. Essas quatro variáveis, conhecidas como os 4 P’s (em inglês: product, price, place e promotion), dependem de produção, transporte e transformação material ou produção de um bem intangível como, por exemplo, um site de comércio eletrônico. Portanto, a comunicação (publicidade E/OU propaganda; assessoria de imprensa e relações públicas) é apenas uma parte dentro do composto promocional. Portanto, não existe marketing político;

- Propaganda é a promoção de um produto ou idéia de cunho político-ideológico. Portanto, uma campanha para a Rosário é propaganda, assim como contra o porte de armas ou a favor do presidencialismo. Mas a aparição midiática sob uma linguagem persuasiva, normativa e/ou envolta em um determinado juízo de valores de uma bicicleta, de um perfume ou de um automóvel não são propaganda;

- Finalmente, a publicidade é a promoção de um bem (seja ele simbólico ou material) que precisa ser apresentado e consumido: pacote de viagens, bola de futebol, apartamento, conta bancária, etc. são publicidade e não propaganda.
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Atualmente, a sociedade midiatizada, isto é, a sociedade na qual cerca de 80% de tudo o que se discute é produto de mediações (história premeditadamente editada) e remidiações (atravessamentos entre pautas semelhantes ou contrárias em todos os meios de comunicação), não dá valor nem importância à ágora pública (praças, parques, avenidas). E, sendo predominantemente consumista, pouco letrada e de classe média, não adianta forçar a barra pra tentar “conscientizá-la” acerca do seu papel social, “instruí-la” ou “educá-la” sobre política, cidadania, sociologia, filosofia, psicologia ou pedagogia de maneira informal através de explicações longas. Da mesma forma, é um erro crasso querer impor que a maioria dessas pessoas tenham de crer no discurso de um partido qualquer.

Hoje em dia, os partidos não têm mais cara e todo candidato é um produto. Os pobres, vítimas de racismo, sexismo, maior probabilidade de doenças, subnutrição, ignorância e todo tipo de violência, não são mais a classe operária de Marx, nem tampouco o “povo”: as pessoas podem até se unir em torno de uma causa em comum. Porém, não é por terem-se unido em torno de um determinado objetivo neste instante que terão que unir-se e defender as mesmas demandas sempre, já que não há mais um “povo” uno e nem uma “massa” facilmente manobrável: a sociedade atual é composta por uma MULTIDÃO que não é homogênea e não precisa fazer parte de um determinado grupo classista – é a causa que gera a união e não uma crença e práticas individuais predominantemente comuns, já que todos são diferentes.

Portanto, o desafio é reivindicar por transformações radicais nas leis que regem o sistema político-partidário-eleitoral, as prestações de contas da campanha e repensar o papel da cidadania política separada dos partidos. A falta de consciência a respeito de todos esses fatos fez o PT porto-alegrense parar no tempo em que a sua base militante ainda era formada por uma grande parcela da população representada por operários da indústria e por funcionários públicos moradores da periferia.

Atualmente, os filhos e netos dos operários, dos funcionários públicos e da pequena parcela da classe média que lutou contra a ditadura militar e fez política há 30, 40 ou 50 anos atrás não são mais pobres e compõem a maioria da população da capital sul-riograndense. Distantes do ensino público de qualidade e completamente dissociados da história do país, não possuem a menor identificação com os valores políticos e sociais nos quais seus pais e avós acreditam – ou acreditavam.

A classe média é predominantemente conservadora, pois quer preservar o pouco que possui e almeja ser como os figurões que encontram nos cadernos de “variedades” dos jornais, em revistas de fofocas ou através de programas sensacionalistas de rádio, televisão e portais da internet.

Apesar desse quadro, a esquerda precisa aceitar vender seus candidatos como mercadorias ao mesmo tempo em que deva esmerar-se tecnicamente para saber apresentar suas idéias e suas realizações confrontando as falhas dos seus oponentes com dinamismo, velocidade e sem confrontos contraproducentes.

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PT NO 2º TURNO: QUE DIFERENÇA FAZ?

Já é tarde demais para que a pouca militância que resta e para que todos os repórteres, editorialistas e analistas simpatizantes à candidatura do PT para prefeitura de PORTO ALEGRE saiam do armário: todas as denúncias comprovadas contra a administração FUMAÇA deveriam ter sido feitas MUITO ANTES desta semana final antes do 1º turno.

O medo de não ir para o 2º turno parece estar sendo dissipado, muito embora MANUELA esteja pau a pau com ROSÁRIO. Desta vez, o PT está sozinho ou, seja, não possui mais o apoio significativo da antiga e saudosa FRENTE POPULAR.

FUMAÇA vai passar mais quatro anos fazendo merda. Tudo por causa da falta de humildade do PT, que deveria ter proposto um frentão de esquerda inclusive abrindo mão de ser cabeça de chapa.

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O MAIOR ERRO DO PT EM PORTO ALEGRE

Desde 1989, quando votei pela primeira vez aos 16 anos, sempre fui agredido das mais diversas formas por defender a esquerda. Sob este modelo falido de representatividade política através de partidos, mesmo que esteja ficando cada vez pior, o PT ainda é a minha opção. O problema maior é com o modelo, não com o PT em si. E o modelo distorce e aproxima partidos, candidatos, plataformas e maneiras de se comunicar, nivelando-os por baixo.

As duas possibilidades predominantes na preferência pela manutenção dessas regras dão conta ou de se agir 100% de acordo com a lei a fim de se obedecer ao caro conceito de democracia, ou porque manter o sistema vigente é mais prático, mais barato e mais pragmático, pois parece ser o caminho mais objetivo para reivindicar demandas sociais de forma institucional.

Pois bem: iniciativas apartidárias que reúnem idosos, donas-de-casa e jovens altruístas organizadas a partir de empresas com marcas conhecidas mundialmente, clubes esportivos de bairros burgueses e apoio massivo da mídia corporativa fazem com que a maioria das ações de voluntariado e de arrecadação de fundos para entidades assistenciais sejam realizados por pessoas de classe média ultra-conservadoras, que odeiam o PT. Em uma época em que os falsos conceitos de “responsabilidade social” e de “responsabilidade ambiental” não passam de meros mantras publicitários a fim de conquistar consumidores convertidos em defensores das políticas neoliberais, a esquerda que está fora do governo tem perdido terreno não apenas pela ação da mídia ou pelo poder do capital mas, sim, pelo não-monitoramento das práticas do oponente. Nesse caso, não se pode dizer que toda a direita é excludente e egoísta, embora utilize-se dessa tática para vender mais e para obter menor interferência do estado em seus negócios com respaldo da classe média.

Os beneficiados e os voluntários não querem saber dos detalhes que envolvem as práticas de negociação nem as políticas das empresas. Para eles, que têm urgência, o que importa é que alguém ao menos FAÇA alguma coisa por eles, para eles e com eles. Esse é um dado muito levado em conta nas eleições: como é que alguém pode se negar a AO MENOS CONVERSAR CORDIALMENTE com o JORGE GERDAU se ele tem dinheiro a dar com pau? O importante é não deixar a existência, o investimento e o trabalho da PARCEIROS VOLUNTÁRIOS tornar-se moeda de troca a fim do empresário obter vantagens do Estado.

Uma verdade constrangedora para a esquerda, que se gaba de ser cidadã e de trabalhar sempre pelos que mais precisam, é o fato de que a direita faz muito mais caridade com resultados superiores aos proporcionados pelas políticas públicas e a rede social que eles mobilizam é anos-luz mais ampla do que o montante de dinheiro e de pessoas que a esquerda consegue mobilizar nessas ocasiões.

Quando a esquerda está no poder, realmente trabalha mais pelos pobres. Embora aja de forma mais racional e vise resultados duradouros, pensa a longo prazo e só considera boas as suas próprias iniciativas, minimizando a importância do papel da ajuda de quem não pertence ao “time”. Quando existe fome, doença, miséria, frio, preconceito e ignorância, a máxima de “ensinar a pescar ao invés de dar o peixe” morre, tanto à direita como à esquerda. O próprio pragmatismo lulo-petista sabe que, se não tivesse feito um programa de transferência de renda na forma de uma quase doação voltada sobretudo para o Nordeste, teria sido rechaçado assim como o PT gaúcho tem sido na última metade de década.

Admitamos que é uma estratégia política extremamente inteligente em termos de auto-preservação e de aumento em sua popularidade o cuidado que o presidente Lula tem para não comprar briga com os ricos quando não tem a menor condição de se defender: primeiro, porque o que vale para a propaganda de boca a boca se espalhar e para que a mídia e os empresários estrangeiros falem bem do Brasil é não ficar de fora das REDES SOCIAIS dos graúdos, que alcança todo o planeta.

AS REDES SOCIAIS valem muito mais como estratégia política do que todo o dinheiro do mundo.Logo, a esquerda antiga é altamente incompetente nesse quesito porque tem preconceito a todo e qualquer rico.

Todo ano, o INSTITUTO DO CÂNCER INFANTIL recebe ajuda do MAC DIA FELIZ, proporcionado pelas franquias da rede MACDONALD’S. Mesmo apesar de esconder a verdade que o documentário SUPERSIZE ME apresenta, por mais publicitária que seja, tal iniciativa tem ajudado anualmente a salvar a vida de dezenas de crianças na capital gaúcha e de milhares de doentes no Brasil inteiro. Nenhum governo e nenhuma empresa doaram, aumentaram a verba destinada a essas instituições ou sequer trabalharam, seja em conjunto, seja separadamente, uma política de saúde, de administração e de obtenção de resultados maiores de cura a cada ano.

Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que trate de fazer amizade sem preconceito com a parcela honesta dos empresários ricos. Se a esquerda quiser voltar ao poder em PORTO ALEGRE, que não diga que certas iniciativas de caridade ou de mobilização urbana são ruins ou limitadas porque não existe um sindicalista, um político ou um líder comunitário filiado ao partido envolvido na organização da causa.

O PT GAÚCHO FEZ O BRILHANTE FAVOR DE ESPANTAR GRANDE PARTE DA CLASSE MÉDIA DA SUA REDE SOCIAL. Afinal de contas, agindo como age, ao invés de unir, acaba dividindo. Claro que a direita também divide e – pior – utiliza práticas usualmente inconfiáveis. Porém, a classe média não está nem aí para os partidos. Por isso, FOGAÇA e MANUELA foram muito mais espertos, mesmo que tendam a fazer muito menos e facilitem a vida dos especuladores.

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PT CRESCE COMO NUNCA NA GRANDE PORTO ALEGRE

DSC00089.jpg por você.

Sinceramente, não tenho acompanhado as pesquisas fora da capital. As
daqui, só leio no CORREIO DO POVO, pois a assinatura custa menos do que
dois almoços em algum buffet livre do BOMFIM. E eu já vi tanta coisa em
20 anos como eleitor, líder estudantil e militante partidário que não
tenho considerado muito as pesquisas nem a favor, nem contra a
esquerda, pois a única que acerta com uma margem de erro minimamente
aceitável (uma pesquisa com amostragem significativa não pode permitir
uma margem de erro superior a 2% sob hipótese alguma) é a de boca de
urna e aí já é tarde demais.

Nas ruas da capital e através das janelas do trem, tenho visto que o PT
também se rendeu à militância de aluguel – e com um volume de
investimento que diria ser bem próximo daquele gasto pela direita em
situação semelhante. Essa é uma das conseqüências mais tristes da
midiatização: a necessidade de conviver com o neoliberalismo para poder
sobreviver como sigla e, acima de tudo, para poder realizar algo pelos
mais necessitados sem a possibilidade de fugir completamente da lógica
que trata os discursos como palavras-chave meramente retóricas e da
roupagem meramente publicitária dos candidatos, que são vendidos como
mercadorias. Enfim, um sinal do esvaziamento do espaço público como ágora…

Em função do quadro de blindagem da administração FOGAÇA e da extrema inteligência eleitoral e mercadológica da candidata MANUELA e do partido coligado ao seu PC do B (o PPS) aqui em PORTO ALEGRE, a alienação promovida pelos empresários, políticos e donos dos meios de comunicação oriundos da oligarquia branca guasca maneja direitinho a parcela otária da classe média (ou, seja, aquele tipo que come galinha e arrota faisão). Portanto,não é aqui que está a minha maior esperança de conquistas políticas e eleitorais voltadas prioritariamente para aqueles que mais precisam mas, sim, na maior parte dos municípios da GRANDE POA.

Tenho convivido mais proximamente com pessoas muito humildes da GRANDE POA através do TRENSURB entre as estações AEROPORTO e UNISINOS. À exceção da estação MERCADO no Centro da capital, as estações mais densamente freqüentadas são as de CANOAS: NITERÓI/UNIRITTER, FÁTIMA, CANOAS/LA SALLE, MATHIAS VELHO, SÃO LUÍS/ULBRA e PETROBRÁS.

Sem sombra de dúvida, o maior contingente de pessoas muito sofridas e bem pobrezinhas costuma subir ou descer nas quatro primeiras estações do município vizinho. Muitos trabalham como feirantes, seguranças, porteiros, secretárias, faxineiras, jardineiros, pedreiros, carpinteiros, motoristas ou fazem algum dentre os tantos cursos técnicos baratos do Centro da capital. Fazem um esforço hercúleo para sobreviver com um ou dois salários mínimos e, ainda, tentar estudar à noite. Triste mesmo é a situação de quem já possui mais de 55 anos com uma aparência 20 anos mais velha, sem o ensino fundamental completo e ainda precisa trabalhar para poder comer…

Pois bem: dentro do metrô, já acompanhei muitas conversas entre amigos, vizinhos e colegas de trabalho falando sobre os candidatos a vereador de Canoas. Um mais informado procura explicar aos demais quem é e o que já fez pela comunidade o seu candidato. Para minha surpresa, a maioria dos candidatos bem recomendados são do PT. Embora em SÃO LEOPOLDO tenha visto uma certa eqüidade de material de campanha de candidatos a vereador pelo PT e PDT e em SAPUCAIA DO SUL pareça que o candidato a prefeito pelo PMDB seja o mais exposto, em GRAVATAÍ, SÃO LEOPOLDO, VIAMÃOCACHOEIRINHA e – pasmem – até NOVO HAMBURGO, os favoritos a essas prefeituras são do PT. E o número de vereadores petistas seguramente irá crescer em todos esses municípios, sendo que em alguns deles pode ocorrer pela primeira vez na história uma maioria de esquerda na Câmara Municipal.

A conservadora NOVO HAMBURGO seria uma conquista de valor simbólico e prático extremamente densa, pois é muito difícil a esquerda vingar até mesmo entre os pobres em municípios de herança cultural predominantemente alemã. A possibilidade do candidato do PT ser eleito abriu-se no instante em que negros, índios e mestiços já representam grande parte da população pobre, que era antigamente composta pelas mesmas etnias hegemônicas.

GRAVATAÍ, SÃO LEOPOLDO e VIAMÃO já tornaram-se redutos petistas mesmo com apenas dois ou três mandatos petistas nos últimos 20 anos. A ex-prefeita e deputada estadual STELA FARIAS (extremamente combativa na CPI do DETRAN) ajudou a formar novas lideranças, assim como seu colega DANIEL BORDIGNON em GRAVATAÍ (que vai ganhar provavelmente com a maior margem de diferença da GRANDE POA), de volta para o seu terceiro mandato. Em SÃO LEOPOLDO, o prefeito ARY VANAZZI também vai para o “bicampeonato”.

Poderia ainda falar sobre outras grandes cidades do RS, como CAXIAS DO SUL, SANTA MARIA, PELOTAS e BAGÉ. Porém, dou preferência ao que está próximo da maioria dos leitores e também do meu cotidiano, trazendo-lhes o meu olhar e não o olhar mediado pelas notícias dos jornais, mesmo que sejam boas para a esquerda.

Neste ano, também passei a circular por regiões de PORTO ALEGRE pelas quais não tinha o hábito de circular anteriormente como, por exemplo, a enorme região do PARTENON. E também passei a conviver mais freqüentemente com pessoas de menor poder aquisitivo, porém não necessariamente pobres. Percebo que, apesar das urnas de bairros classe AB muito provavelmente elegerem KEVIN KRIEGER e BETO MOESCH do PP, MÁRCIO BINS ELY do PDT e REGINALDO PUJOL do DEM, além de caras tipo MAURO ZACHER do PDT, há gente nova que nunca foi eleita anteriormente pelo PT que parece ter uma excelente densidade eleitoral sem tirar muitos votos de vereadores.

Enfim, um aumento na CÂMARA DE VEREADORES para o PT não seria de todo mal caso não consiga eleger MARIA DO ROSÁRIO: apesar da perda de mais quatro anos para a cidade, o PT volta na próxima com certeza se vencer FOGAÇA e vai para o pau no 2º turno em 2012 contra MANUELA.

O alento seria o movimento bottom-up de quase todos os municípios ao redor de POA forçando um crescimento da esquerda da periferia para o núcleo central: daqui a quatro anos, essa pressão será irresistível.

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