CASA DE YEDA PODE DESVALORIZAR IMÓVEIS EM CHÁCARA DAS PEDRAS

Clique na foto e descubra o que faltou à investigação do MP/RS

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JEFERSON MIOLA publica no seu excelente blog BIRUTA DO SUL uma nova preocupação que supera as suspeitas que têm sido investigadas desde o final de 2006, penetrando já na minha especialidade ou, seja, na solução de problemas através do ATIVISMO EM REDE que visa pressionar o poder a fim de evitar prejuízos e de melhorar a qualidade de vida de pequenas comunidades.

Por uma questão de coerência, não posso compactuar com aquilo que meus valores consideram como incompetência, burocracia ou injustiça contra quem quer que seja. Isso independe de ideologia, partido, cor, sexo, religião ou local de pertencimento. E independe também do poder aquisitivo dos envolvidos.

Pois bem: a declarada subvalorização da casa que a (des)governadora adquiriu no bairro Chácara das Pedras (estamento A) em Porto Alegre pode, sim, desvalorizar todas as casas do bairro em aproximadamente 50%. Essa é uma redução compulsória, involuntária e indesejada do patrimônio de alguns milhares de habitantes daquela região.

Ora, se eu defendo a ORLA; se quero o NOVO OLÍMPICO na Azenha e se apelo para que não arrefeça o ímpeto da ajuda aos irmãos de SANTA CATARINA, nada mais natural do que também combater outra falha grave que pode atingir bastante gente – mesmo que, no caso, muitos sejam ricos e tenham dado o seu aval para o desgoverno que está aí.

Afinal de contas, fora as entidades patronais, empresariais e classistas e sua pressão financeira e simbólica sobre a política partidária e sobre o poder público, até mesmo as pessoas mais endinheiradas precisam aprender a defender interesses da sua rua e do seu bairro que afetem a sua família e a sua individualidade. Eles não sabem pensar coletivamente e precisam fazê-lo, a fim de envolverem-se sem ranço com a maioria da população que vivem em necessidade.

Enquanto os ricos não aprenderem a ser social e comunitariamente responsáveis, não teremos uma sociedade madura, ética, honesta, culta e suficientemente solidária e produtiva.

Os mais conservadores, ao ignorarem esse tipo de atitude, estarão sempre compactuando com um problema que não é mais dos outros mas, sim, de todos – inclusive deles. SAIBAS MAIS e aprofunde-se no conhecimento técnico de quem investiga a suspeita cada vez mais elementar a respeito da ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA em nossa capital.

Pra não restar a menor dúvida, LÊ A PESQUISA do economista MAURO SALVO, analista do BANCO CENTRAL DO BRASIL em PORTO ALEGRE.

GRÊMIO, FUTEBOL, BRASIL: CLUBES SEM PATRIMÔNIO = APENAS MARCAS

No POST ANTERIOR, recebi o seguinte comentário do amigo JORGE VIEIRA – um dos gremistas mais conscientes que me dão o prazer de conversar comigo através deste blog:

Hélio, se entendi bem o Imortal vira um tipo de marca, como a NIKE. No Brasil, o estádio identifica o clube é um espaço de interação dos torcedores. Tirar o estádio é acabar com essa troca entre os torcedores, surge então uma nova situação como marca, um produto. Não seria um passo para vender a marca? Pode ser uma loucura, mas o caminho fica aberto. Afinal, quem é o dono da marca?

Tenho certeza de que, caso meu pai e meu avô – admiradores do meu querido xará presidente HÉLIO DOURADO -  também fossem vivos, pensariam de maneira muito parecida. Aliás, tudo o que envolve a questão da “arena” (que passo a tratar em minúsculas e entre aspas) desde o seu início versa sobre a falta de transparência na decisão sobre como escolher e sobre quem seriam os parceiros nesta empreitada; sobre a divulgação completa e tecnicamente bem interpretada de domínio público através da mídia especializada a respeito dos direitos e deveres do GRÊMIO FOOTBALL PORTO-ALEGRENSE, da verdadeira importância e necessidade de se criar a empresa GRÊMIO EMPREENDIMENTOS S.A. e, finalmente, das questões de previsão de receita, lucratividade, divisão do patrimônio e, finalmente, como ficará a situação do associado.

A profissionalização dos grandes clubes de futebol no mundo inteiro é uma questão de sobrevivência – pelo menos enquanto duas instâncias mantiverem-se como hegemônicas: a) a necessidade de gerar renda (que requer a multiplicação do consumo), a fim de manter o torcedor-consumidor entretido, integrado e participante através de um time competitivo; que nos leva à b) tentativa de transformar um bem intangível em um valor financeiro e simbólico reconhecido ao redor do mundo inteiro.

No momento em que o dinheiro deixa de ser um meio para transformar-se em princípio e fim, toda a retórica administrativa de valores, objetivos, etc. vira motivo de chacota, pois depende essencialmente da integração quase religiosa às idéias rabiscadas nesse papel, que só podem ser efetivadas quando os funcionários, dirigentes e consumidores passam a desempenhar um papel meramente mecânico ao invés de ideativo. Porém, sabe-se que as pessoas são todas diferentes entre si e que é absolutamente impossível alguém aceitar cumprir todos os quesitos propostos em sua integralidade.

Passa-se, então, a tratar do esporte em alto nível como se este fosse tão-somente uma relação entre causa e efeito: o clube oferece entretenimento e bens de consumo descartáveis, recebe o dinheiro e lida com ele da maneira que melhor lhe convier.

Pois bem: embora tenha escrito algumas obviedades e algumas questões passíveis de discordância nos parágrafos anteriores, a introdução anterior nos leva ao ponto que o JORGE VIEIRA levantou (e no qual também acredito): à medida que o estado falimentar de muitos dos grandes clubes brasileiros beira a insolvência ou, então, depende de benesses do Poder Público (que mal cumpre o seu papel social através de uma horrorosa distribuição de renda), torna-se necessário a esses clubes desfazerem-se de seus respectivos patrimônios por falta de capacidade de endividamento junto ao sistema bancário, por falta de capital para investir em aplicações que ofereçam uma rentabilidade maior e, finalmente, porque devem para fornecedores, empresários, ex-atletas, ex-técnicos, federações, consultorias e para o próprio Governo.

Um amigo que é Ph.D. em Marketing Esportivo e vive nos EUA explicou-me que todos os TIMES (vejam que não usei a palavra clube) profissionais de basquetebol, hóquei sobre o gelo, beisebol e futebol americano precisam constantemente investir pesado em publicidade a fim de manter a marca viva na lembrança dos consumidores. Os ingressos para os jogos custam muito caro e os ginásios e estádios recém construídos não pertencem aos times. Todavia, lá existe uma classe média numerosa, alto poder aquisitivo e uma ampla variedade de atrações que tornam esses templos do esporte e das artes lucrativos. Aqui, seria preciso criar esse desejo, mas somente após a distribuição de renda no Brasil pelo menos triplicar. Do contrário, o consumo desse tipo de entretenimento tornar-se-á cada vez mais restrito a uma pequena elite.

Lá, torcedor, mesmo, é aquele que acompanha os times UNIVERSITÁRIOS. Em primeiro lugar, porque a universidade é determinada pela e determinante da identidade da sociedade com o lugar de pertença e de estabelecimento de cada um (muitos encontrarão esse conceito em inglês como settlement e em latim como locus); em segundo lugar, porque o nome e a marca de um time universitário não correm o risco de serem apropriados por uma pessoa ou por empresas. Portanto, não irá mudar de cidade nem de estado, não será uma mera franquia e não correrá o risco de quebrar mediante investimentos equivocados no mercado de ações ao serem juridicamente transformados em empresas.

Por exemplo: o time de basquete com o qual mais simpatizo na NBA é o LOS ANGELES LAKERS, que surgiu como MINNEAPOLIS LAKERS, iniciando suas atividades na temporada 1947-1948. Desde essa época, a história de cada time da NBA pode ser contada não apenas a partir dos títulos, recordes estatísticos individuais ou coletivos e da torcida mas, sim, pelo tempo de propriedade e pelo que ocorreu financeira e mercadologicamente em cada FRANQUIA.

Na mudança de MINNESOTA para a CALIFORNIA no comecinho dos anos 1960′s, o LAKERS tornou-se a primeira franquia da Costa Oeste. Donos multimilionários (às vezes de mais de um time ao mesmo tempo) e uma certa democratização necessária à expansão do esporte por todo o território dos EUA (from coast to coast ou de costa a costa) exigiu um regramento extremamente complexo sobre o porquê de permitir a criação de um novo time (franquia) ou não a cada temporada e de definir em que cidade estabelecer-se-á essa nova franquia.

Dentre essas regras, a identificação dos árbitros através de números e uma escalação criteriosa dos mais experientes para os maiores jogos e o chamado draft pressupõem que haja muito mais lisura e organização lá do que no nosso futebol, seja na FIFA, na UEFA ou na CBF.

No caso do draft, como as franquias NÃO SÃO formadoras de novos atletas (o que constitui a necessidade de fazer muito mais dinheiro para manter times competitivos e atrativos), elas vão buscar os melhores atletas que se destacaram na última temporada universitária. O melhor deles vai para o pior colocado da NBA na temporada anterior; o segundo melhor vai para o penúltimo colocado e assim por diante.

Pois bem: já falei que é necessário criar-se todo um aparato simbólico que convença as pessoas a torcerem por uma marca e não por um time. O mesmo esforço incessante de comunicação e de marketing também  naturaliza a imagem do ídolo esportivo muito menos como tal do que como um popstar. Entre tantos outros, temos os casos de PELÉ, MARADONA, ZICO, ROMÁRIO, RONALDO, RONALDINHO, KAKÁ, BECKHAM e ZIDANE. Porém, o fato de serem jogadores de exceção e de serem desinibidos o suficiente para apresentarem uma imagem midiática vendável é muito mais significativa do que  no caso da NBA, onde, não-raro, a imagem de um jogador meramente promissor ou bastante simpático acaba suplantando a performance dele dentro de quadra. Neste caso, a imagem de uma persona preparada para gerar lucro acima de performance tende a deteriorar-se muito mais rapidamente do que a de um jogador de futebol de Terceiro Mundo vindo da miséria e da ignorância em caso de um deslize social, legal ou moral qualquer.

Outro ponto: toda mudança de cidade costuma ocorrer após uma ampla pesquisa de mercado, onde identifica-se uma região metropolitana ou um estado repleto de fãs de basquete com um enorme potencial de consumo, porém distantes o suficiente de outras franquias a ponto de não torcerem para elas. Mesmo assim, os maus resultados após a saída de um craque cuja reposição não ocorreu logo fomentaram a mudança em 1960 de MINNEAPOLIS para LOS ANGELES. Portanto, os últimos cinco longos anos em MINNEAPOLIS foram penosos para manter, conquistar e reconquistar torcedores-consumidores e para garantir um mínimo de público que fizesse valer a pena seguir com o investimento.

Contudo, o fato de ser uma franquia de basquetebol nova em uma cidade grande não era suficiente: foi preciso surgir um fato novo, isto é, foi preciso que houvesse a transferência de uma outra franquia de um outro esporte de massa aparentemente mais popular oriunda de outra cidade do leste para fazer com que uma alavancasse a outra. A franquia DODGERS foi negociada de NEW YORK para tornar-se o LOS ANGELES DODGERS em 1958. Aparentemente, isso facilitou a implantação do LAKERS:

During the offseason the Lakers became the NBA’s first West Coast team. Although Minneapolis fans had come out in droves to watch the Lakers when Mikan was with the club, attendance had fallen off dramatically in the ensuing five seasons. Even the presence of Elgin Baylor hadn’t made much of a difference. Meanwhile, Major League Baseball’s Dodgers had moved from Brooklyn to Los Angeles in 1958 and had become a huge financial success. Lakers owner Bob Short, a shrewd young businessman from Minneapolis who had owned the franchise for two years, packed up the club and moved it to Los Angeles before the 1960-61 season. (v. HISTÓRIA DO LAKERS)

Outros exemplos de franquias que ainda precisam vingar são: CHARLOTTE -> NEW ORLEANS HORNETS e os novos CHARLOTTE BOBCATS. Funciona mais ou menos assim: quando uma franquia ou “morre” ou muda de dono cujos negócios estão em outra região de consumo cujo potencial lhes pareça ser mais interessante, é necessário criar uma nova franquia para substituí-la por outra na cidade anterior.

Enfim: seria mais ou menos como o GRÊMIO mudar-se para CAMPO GRANDE e, em seu lugar fosse criado o HIGIENÓPOLIS PORTO ALEGRE.

O último ponto a respeito da morte do patrimônio, das categorias de base, da elitização do entretenimento e da perda de identidade com o clube pode ser verificado no próprio futebol europeu: um modelo baseado na propriedade acionária e no investimento em capital de risco pode fazer com que clubes tradicionais sejam obrigados a mudar de nome e tenham que penar muitos anos nas Séries B e C, como foi o caso de NAPOLI e FIORENTINA na Itália.

Na Inglaterra, o futebol é muito rico porque, dentre tantos fatores (tradição, identidade, fanatismo, alto poder aquisitivo e a popularização da TV a cabo), há o investimento sempre sob suspeita de investidores estrangeiros. Como exemplo, os proprietários estado-unidenses do LIVERPOOL têm recebido propostas para vender o clube em função de um endividamento na casa dos $400 MILHÕES. Isso abortou durante alguns anos na construção de um novo estádio para os Reds. Uma, por causa da crise financeira atual; outra, em função da eterna suspeita em relação à origem, à tributação e ao verdadeiro objetivo do investimento de magnatas do leste europeu e dos países árabes surgidos do dia para a noite.

Na Espanha, por sua vez, os clubes não são empresas de capital aberto e proporcionam vida social, recreativa, cidadã e de entretenimento bastante diversificadas para seus associados. O BARCELONA é o exemplo mais claro disso, com ações sociais em parceria com a UNICEF espalhadas por todos os continentes, mais os times de hóquei sobre patins, basquetebol, handebol e outros, que atraem tantos torcedores quanto o futebol.

Aqui no Brasil, apenas os competentíssimos FRAGÁRIOS e SÃO-PAULINOS têm trilhado esse caminho com constância, procurando gerir seu negócio da maneira mais profissional, menos arriscada e, acima de tudo, mais focada em manter o status de CLUBE do que em virar uma marca vazia, sem patrimônio tangível.

Amigos ligados à Comunicação e ao Marketing no Tradicional Adversário já me diziam desde 2006 que o modelo de negócio que o TRICOLOR DOS PAMPAS estava seguindo era, desde sempre, PERIGOSÍSSIMO.

Ora, como quase todos os clubes estão quebrados e como a doutrina econômica e ideológica predominante na atual sociedade é o neoliberalismo, embora ainda não se tenha observado nenhuma ação concreta em direção às franquias, à abertura de capital e à efetivação de uma liga transparente, profissional e paritária, não creio que o exemplo dos esportes nos EUA, na Itália e na Inglaterra vingue de maneira sustentável aqui no Brasil nas próximas décadas.

GRÊMIO, ARENA: FATOS, PESSOAS E INTERESSES II

Charge de EUGÊNIO NEVES, que mostra o que está oculto na ação dos vereadores de Porto Alegre

PLANO DIRETOR, PONTAL e ARENA SÃO PROBLEMAS AMBIENTAIS, SOCIAIS E ECONÔMICOS DE TODOS OS PORTO-ALEGRENSES. DEFENDE A TUA CIDADE

Sou porto-alegrense nativo, gremista da terceira geração de uma família que já está na sua quarta geração de tricolores, profissional de Comunicação e, acima de tudo, um professor e pesquisador que tem por ofício e responsabilidade civil o exercício pleno da política e da cidadania.

Fazer política não é estar vinculado às práticas clientelistas ou à obtenção de benesses individuais através do envolvimento com partidos, sindicatos, entidades patronais, clubes e grupos de interesses econômicos que pretendem obter suas demandas a partir de alterações na lei que beneficiem tão-somente a si próprios: fazer política é informar-se com empresários, funcionários públicos e pesquisadores acadêmicos de diversas áreas a fim de conhecer as carências de pequenas comunidades e de estimulá-las a pressionar o poder público sem jamais almejar a tomada desse poder. Essa é a única maneira de obter-se adesões significativas em todos os setores da sociedade e também de manter-se com a razão e o direito de contestar, denunciar, demonstrar e melhorar o ambiente em que vivemos.

Pois bem: isso posto, fica claro que minhas posições veementemente contrárias ao modo pelo qual configuram-se as profundas alterações na vida do GRÊMIO, da ORLA DO GUAÍBA e de QUILÔMETROS DE VIAS pela cidade inteira afetando MAIS DE UM MILHÃO de pessoas não possui nenhum ranço pessoal nem político-partidário, embora não esconda de ninguém que sou de esquerda. A maioria das pessoas com as quais convivo são de direita e são muito conservadoras. Mesmo assim, poucas delas agem de má fé. Diferentes maneiras de se ver o mundo não podem ser anuladas e o embate deve-se dar tão-somente no campo das idéias.

Quem não possui esse entendimento de maioridade, não consegue discutir com argumentos racionais. Pra mim, fazer dinheiro do jeito que for é muito menos importante do que garantir a sobrevivência da nossa espécie e prepararmos um mundo que ofereça a nossos filhos, netos e bisnetos uma longevidade e uma saúde bem maiores do que as nossas, com solidariedade, respeito e inteligência. Nunca na história da humanidade o imediatismo trouxe benefícios duradouros em lugar algum do mundo, independentemente da época, do regime político e da personalidade e conhecimento de seus protagonistas.

PORTO ALEGRE está gravemente enferma e tem poucas décadas para voltar a ser tão salubre quanto já o foi. E o futuro indica riqueza, prosperidade, saúde e desenvolvimento pleno e sustentável para novas práticas de obtenção de energia renovável e para moradias e estrutura viária com menos interferência no curso da natureza. Com boa vontade, desde já, poder-se-ia, com certeza, investir pesado hoje para colhermos frutos imensuravelmente mais robustos do que os proporcionados pelo modus operandi político, econômico e social da atualidade.

Amigos, diante de informações tão seguras quanto graves, conclamo-os a ter uma postura mais cidadã, mais envolvida, mais participativa, mais justa, mais honesta, mais veemente e mais firme sobre os interesses que prejudicam a nossa cidade.

Conforme o prometido no POST ANTERIOR, vamos ao trecho que interessa da brilhante reportagem da jornalista MARINA AMARAL nas páginas 6 e 7 da edição especial nº 26 da revista CAROS AMIGOS (novembro de 2008), que aponta as relações de poder, economia e blindagem midiática diretamente relacionadas à construtora OAS, que foi a “vencedora” da “concorrência” que, se nada for feito, deverá ser a dona da parte mais importante da arrecadação e do patrimônio de um empreendimento eminentemente particular que, de quebra, ainda conta com o arrego financeiro e da cessão de um terreno enorme por parte do poder público do RS sem nenhuma consulta à população.

…Antônio Carlos Magalhães nasceu em um sobradinho modesto em Salvador…

…Trabalhava desde os 18 anos nos DIÁRIOS ASSOCIADOS, antes mesmo de entrar na Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia…

…ACM começou na política como deputado estadual da UDN, em 1954, e subiu bajulando políticos influentes e fazendo denúncias pesadas contra seus adversários – muitas vezes os mesmos que havia bajulado…

…[ACM foi filiado] à UDN antes de passar para a ARENA e [nomeado] para [cargo executivo] pela DITADURA MILITAR em 1967…

…ACM prefeito de Salvador (seu primeiro gesto ao assumir o cargo foi comandar pessoalmente a destruição de uma invasão de sem-teto)…

…[no meio da década de 70] ACM já tinha sido nomeado governador da Bahia e articulava com o banqueiro ÂNGELO CALMON DE SÁ recursos para comprar seu primeiro jornal, aquele que publicara uma matéria que o desagradou – uma denúncia comprovada de favorecimento fiscal de uma empresa, a MAGNESITA, da qual era acionário (o jornalista que escreveu a matéria  foi por ele processado pela LEI DE SEGURANÇA NACIONAL)…

…ACM FAZ LOBBY PARA EMPRESAS DE MÍDIA E CONSTRUTURAS, E  DELAS RETIRA SUA FORÇA.

…Já ACM, embora também cultive o hábito de colocar os negócios em nome de parentes, acumulou tantos desafetos como imperador da Bahia – ficou vinte anos no poder – que não conseguiu mantê-los em segredo. Nos primeiros anos da ditadura militar, TRABALHAVA PARA A ODEBRECHT CONSEGUIR CONTRATOS NAS OBRAS DO GOVERNO MILITAR e, depois que sua filha TEREZA casou com CÉSAR MATA PIRES, também para a OAS – que ganhou dos baianos o apelido sintomático de “OBRIGADO AMIGO SOGRO”.

Nomeado ministro das COMUNICAÇÕES, deu a grande cartada para fundar sua rede de comunicação e obter o VALIOSO E INCONDICIONAL APOIO DA REDE GLOBO: rompeu um contrato vultoso de fornecimento de equipamentos de informática e telecomunicação com a multinacional japonesa NEC, cujo principal cliente era o governo, por um preço irrisório. Assim que a venda foi concretizada, o Ministério das Comunicações retomou o contrato de cerca de 300 MILHÕES DE DÓLARES.

ROBERTO MARINHO LHE FOI GRATO ATÉ A MORTE E TRANSFERIU A PROGRAMAÇÃO DA GLOBO NO ESTADO – havia dezoito anos nas mãos da TV Aratu – PARA A TV BAHIA DE ACM. Em seguida liberou OITENTA CONCESSÕES de estações de retransmissão à sua televisão.

Assim foi criada a REDE BAHIA, integrada pela TV Bahia, TV Norte, TV Subaé, TV Santa Cruz, TV Sudoeste, TV Oeste, Bahiasat, Bahia Cinema Vídeo, Globo FM, FM Sul, Gráfica Santa Helena, Bahia News e Correio da Bahia.

Esses empreendimentos – rede de televisão e construtora OAS – estão reunidos na holding BAHIAPAR Participações e Investimentos Ltda., QUE ESTÁ EM NOME DO GENRO, DOS FILHOS E DOS NETOS, INCLUINDO ACM NETO, FILHO DE ACM JR., O PRINCIPAL GERENCIADOR DOS INTERESSES DOS MAGALHÃES.

ACM sempre lidou com as denúncias de corrupção e tráfico de influência, IMPEDINDO QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DA BAHIA DIVULGASSEM OS FATOS – ATRAVÉS DE PROMESSAS E AMEAÇAS – E CONTANDO COM A SIMPATIA DA REDE GLOBO.

Também dominava politicamente a Assembléia Legislativa do Estado, que jamais negou a aprovação para nenhum dos projetos do Executivo quando ele ou seus aliados estavam no cargo, e a Justiça de seu Estado – NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA BAIANO, OS DESEMBARGADORES O TRATAM POR “CHEFE”.

Em 2001, depois de passar pela humilhação de ter de renunciar ao mandato de senador por ter sido flagrado violando o sigilo do painel do Senado, ACM viu pela primeira vez notícias contra ele na REDE GLOBO, comandada agora pelos filhos de MARINHO, o que estimulou uma série de reportagens em jornais e revistas sobre seus desmandos logamente conhecidos na Bahia.

Foi quando veio pela primeira vez a público uma investigação conduzida pelo Ministério Público desde 1994 SOBRE DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS E LAVAGEM DE DINHEIRO NA OAS.

A investigação, que ocorria sem seu conhecimento, também flagrou uma remessa de 6,8 MILHÕES DE REAIS para a ILHA DE JERSEY feita em 1997. No mesmo ano, o Banco do Brasil aprovou um empréstimo de 324 MILHÕES DE REAIS À PREFEITURA DE SÃO PAULO, comandada por CELSO PITTA, QUE DESTINOU 110 MILHÕES DE REAIS AO PAGAMENTO DA EMPREITEIRA DA FAMÍLIA MAGALHÃES PARA SALDAR O QUE RESTAVA DA DÍVIDA PELAS OBRAS DE UMA AVENIDA CHAMADA ÁGUAS ESPRAIADAS.

O SUPERFATURAMENTO DA CONSTRUÇÃO DA AVENIDA, TIDA COMO A MAIS CARA DO MUNDO, JÁ ESTÁ COMPROVADO NO PROCESSO MOVIDO PELO MP CONTRA O EX-PREFEITO PAULO MALUF, QUE CONTRATOU OS SERVIÇOS E TAMBÉM MANDOU DINHEIRO PARA JERSEY.

As denúncias foram publicadas cinco anos depois, em 2002.

Embora nenhum fato jornalístico ou jurídico até aqui apurado demonstre ou comprove que exista qualquer relação direta ou indireta entre a condução da política, da economia, do grupo hegemônico de comunicação e de alguma empresa da construção civil local anunciante desse grupo de mídia , juntemos os pontos e verifiquemos as semelhanças, que podem ser honesta e minuciosamente investigadas pelo Ministério Público do RS, pelo Ministério Público Federal e pelas polícias Civil, Federal e ABIN:

- A atual facção política que controla o RS provém de oligarquias regionais, à semelhança da biografia de ACM;

- A atual corporação hegemônica de mídia do sul do país (RBS) também obteve concessões a torto e a direito burlando a lei durante a mesma ditadura militar;

- O ex-governador ANTÔNIO KARAN DE BRITTO FILHO começou o processo irresponsável de multiplicação exponencial da dívida do RS em dólar e das privatizações totalmente descriteriosas cuja mesma política tem sido levada a cabo pela mesma facção política que  ora também domina o Estado através do comando de YEDA RORATO CRUSIUS. Tanto entre 1994-1998 como agora entre 2007-2010, um dos deputados estaduais mais salientes dessa aliança conservadora na defesa desse modelo de governo falimentar e anti-popular é exatamente o ex-presidente do GRÊMIO PAULO ODONE CHAVES DE ARAÚJO RIBEIRO;

- BRITTO e YEDA são ex-funcionários da RBS (a GLOBO daqui);

- A RBS é quem mais recebe anúncios de toda a indústria da construção civil (muito mais do que a concorrência);

- A RBS também possui uma construtora, chamada MAIOJAMA;

- O  presidente do SPORT CLUB INTERNACIONAL, sr. VITTORIO PIFFERO, também é um grandissíssimo interessado na expansão da construção civil em nossa capital, pois é um dos grandes players desse mercado no RS;

- Com ou sem comprovação ou não da responsabilidade criminal de quem quer que seja, todo e qualquer cidadão gaúcho, independentemente de ser partidário de A ou B, gremista ou colorado, porto-alegrense ou travesseirense, pode, de maneira informal e coloquial, pensar que houve demora demais tanto na resposta da presidência do GRÊMIO quanto no GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL em relação ao afastamento de seus partidários clubísticos, políticos e ideológicos das esferas diretivas de ambas as instituições.

No mínimo poderíamos considerar desinformação, negligência, irresponsabilidade, incompetência ou falta de preocupação em preservar o nome de instituições tão caras à identidade e ao imaginário gaúcho o fato de ir empurrando essas mazelas com a barriga. E só por estarmos lidando com desinformação, negligência, irresponsabilidade, incompetência e desleixo junto ao peso social, econômico, jurídico e moral de ambas as instituições, todas as informações acima não seriam mais do que suficientes para que o Conselho Deliberativo, o Conselho Consultivo e o Conselho de Ética do GRÊMIO FOOTBALL PORTO-ALEGRENSE e as instâncias equivalentes dentro da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul dessem por suspensas as negociações que envolvem a mudança de sede do GRÊMIO para o pântano poluído de solo frágil e oxigênio insalubre do bairro Humaitá na divisa municipal com Canoas?

NÃO SERIA MAIS HONESTO E MAIS ESCLARECEDOR PARA O MUNDO INTEIRO SE AS SERIÍSSIMAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS  RELACIONADAS A OUTRAS NEM TANTO CITADAS NESTE POST TRATASSEM DE TRABALHAR COM AGILIDADE A FIM DE EVITAREM QUE SEUS BONS NOMES SEJAM CONFUNDIDOS COM INICIATIVAS POUCO TRANSPARENTES?

AFINAL DE CONTAS, TODA A LISURA DO PROCESSO ESTÁ ALTAMENTE COMPROMETIDA.

Não em função do que um mané como eu pensa ou interpreta a respeito de muitas notícias amplamente divulgadas na internet, nas rádios, TVs, jornais e revistas do mundo inteiro sobre o PONTAL DO ESTALEIRO, sobre a ORLA DO GUAÍBA e sobre as obras de GRÊMIO e INTERNACIONAL para a suposta COPA DO MUNDO de 2014 mas, sim, em relação ao que CENTENAS DE MILHARES de manés como eu podem pensar.

Afinal de contas, mesmo que a mídia escondendo uma série de questões relevantes para a nossa vida nesta cidade e que a Justiça conclua por limpar a barra de vários dentre os suspeitos, indiciados, envolvidos e acusados citados por todos os cantos, o pior julgamento que uma empresa, um governo, uma pessoa ou uma profissão pode receber é o julgamento de uma multidão anônima que perdeu totalmente a confiança em seus produtos, serviços, publicidade e marca, deixando de consumi-los, de contratá-los  ou de recomendá-los.

ARENA E BEIRA-RIO: O FIM DE PORTO ALEGRE

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ADVERTÊNCIA: ESPECULAR É UM ATENTADO À VIDA!

Do RS URGENTE, o jornalista MARCO WEISSHEIMER, editor especial da AGÊNCIA CARTA MAIOR, informa:

Paulo Muzell e Ilza do Canto, da bancada do PT na Câmara de
Vereadores de Porto Alegre, produziram uma análise preliminar sobre
três projetos enviados pela prefeitura, dia 3 de novembro, tratando da
definição de regimes urbanísticos para as áreas do antigo Estádio
Eucaliptos (Proc. 06187/08 – PLCE 16), do Internacional (Estádio,
Parque Gigante, Parque Marinha, Estacionamento e entornos) (Proc.
06188/08 – PLCE 17) e do Estádio Olímplico e futura Arena do Grêmio, no
bairro Humaitá (Proc. 06189 – PLCE 18). Segundo essa análise, os três
projetos terão enormes impactos ambientais e de vizinhança. Segue um
resumo do documento:

“Em todos os projetos há mudanças no regime
urbanístico ampliando a densificação, os índices de aproveitamento, a
altura, diversificando o zoneamento de uso e autorizando a
transferência de potencial construtivo entre subunidades.

Na
área do Estádio Eucaliptos o uso proposto é residencial mas o aumento
de índice proposto (até 3, com taxa de ocupação máxima) trará
significativo aumento na volumetria da área construída (mais de 60 mil
m² exceto áreas não computáveis) e na densidade populacional.
Perguntamos: que conseqüências e impactos terão sobre a vizinhança?

Nas
áreas do Beira Rio está sendo proposto um zoneamento de uso com
atividade Mista 3, extremamente permissiva, absolutamente incompatível
com sua localização, permitindo-se até indústrias de 1400m². Na beira
do Guaíba, no espaço do Parque Gigante, Área Especial de Interesse
Cultural, o projeto amplia o zoneamento de uso para atividade Mista 3,
permitindo construções de até 3 andares com taxa de ocupação de 66,6%,
muito alta para a região.

Junto ao estádio Beira Rio, pouco mais
de 100 metros do Guaíba, permite-se construções de até 14 pavimentos. E
na área do atual posto de gasolina, permite-se construir até 17
pavimentos (52 m), altura máxima permitida pelo Plano Diretor, também
com taxa de ocupação máxima.

No projeto do Grêmio as duas áreas
passam a ter densidades, alturas e volumetrias exageradas, inclusive
acima do estabelecido pelo Plano Diretor. Na Azenha, nos 8,3 ha do
estádio Olímpico permite-se alturas absurdas de até 72m (24
pavimentos), zoneamento com atividade Mista 3, extremamente permissivo,
índices de aproveitamento máximo, idem à taxa de ocupação. Teremos
vários espigões e grande adensamento na área. Vale repetir a mesma
indagação anterior sobre a averiguação dos impactos ambientais e de
vizinhança.

Também no bairro Humaitá, futura Arena do Grêmio,
permite-se alturas de até 70m (23 pavimentos), zoneamento de uso com
atividade Mista 3, taxa de ocupação e índice de aproveitamento máximos,
praticamente a repetição do regime urbanístico proposto para a área do
Olímpico.

Todos os empreendimentos, do Inter e do
Grêmio, terão enormes impactos ambientais e de vizinhança e os projetos
privilegiam o capital especulativo, ampliando o uso das áreas e
possibilitando as negociações de índices entre as unidades dos
empreendimentos”.

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PONTAL DO ESTALEIRO É DO POVO OU DO SINDUSCOM?

//goncalodecarvalho.blogspot.com/

foto: Cesar Cardia <http://goncalodecarvalho.blogspot.com/>

A lei vigente (ver fragmento e breve comentário na citação abaixo), os editoriais de segunda e terça-feira além das brilhantes colunas do prof. JUREMIR MACHADO DA SILVA no CORREIO DO POVO (jornal de maior tiragem do RS pertencente à segunda maior corporação midiática do estado) justificam toda a transparência do nosso propósito 100% coletivo e 100% isento de interesses econômicos.

São mais de 20 associações de bairro, ONGs e movimentos estudantis das mais diversas origens étnicas, econômicas, culturais e religiosas identificadas com bairros distantes da orla do GUAÍBA lutando contra os INTERE$$E$ de alguns EMPREENDEDORES IMOBILIÁRIOS que, se amanhã forem satisfeitos pelos SEUS REPRESENTANTES em nosso esquálido parlamento municipal, iniciará um efeito dominó de descalabros judiciais amplamente omitidos pela RBS, grupo de mídia que recebe um percentual significativo de financiamento de suas atividades a partir dos anunciantes da indústria da construção civil.

A luta deveria ser de todos. Não é. Mas o que vale é a força, a pressão, a crença e a honestidade do propósito de tanta gente boa que, por pura consciência social e ambiental, apresenta o desprendimento e a coragem de dar a cara a tapa contra setores tão poderosos quanto inescrupulosos.

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a lei orgânica de nossa cidade estabelece no artigo 126: “Os interesses da iniciativa privada não podem se sobrepor aos interesses da coletividade”. Por sua vez, o artigo 127 deixa claro que, “os planos que expressam a política de desenvolvimento econômico do município terão o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida da população, etc…”.

Não é o nosso caso.

A Lei Complementar 470/2002, que diga-se de passagem é uma aberração, teve sua modificaçào elaborada no Executivo, e não foi encaminhada pelo Sr. Prefeito para a sua efetivação à Câmara Municipal. Porém, este projeto aqui chegou por outros caminhos. Este é o assunto que deve ser discutido hoje, aqui. Tudo o que se vê, tudo o que se sabe da advocaçào da proposta do empreendimento para a Ponta do Melo à especulação. A proposta que se tem conhecimento é mais um recurso de marketing, para viabilizar o interesse comercial, com construção de seis torres de 14 andares que poderia até ser viável em outro local que não a Orla.

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