A ESQUERDA E AS MUDANÇAS NECESSÁRIAS

Pra quem acompanha as mudanças que paulatinamente vou empreendendo neste blog, minhas maiores preocupações são conceituais. São em que tom devo propor um debate a respeito de como EU, HÉLIO, acredito que a esquerda deva se articular diante de uma realidade agreste, dura, impiedosa.

Já anunciei, há algumas semanas, meu desejo de cumprir metas e atingir objetivos que atraiam um número maior de leitores. Para isso, preciso investir (sim, a vida indissociada do dinheiro em uma sociedade urbanizada não existe) através da oferta de um layout estética e funcionalmente melhor.

Desse projeto para meados de 2009, começo ressuscitando minha marca própria: heliopaz sem maiúsculas e tudo junto gera uma empatia maior com o público da internet identificado através de apelidos (nicknames) e e-mails. O sol estilizado (que também lembra uma flor) indica que helios significa sol em grego, mas que eu ofereço mais calor humano do que queimaduras.

A marca é uma prévia para a aquisição de um domínio bom de marketing, eliminando devagarito as denominações “palanque” e “apito”.

Outra novidade é a forte influência de todo o conhecimento que eu tenho adquirido durante o mestrado em uma instituição que possui uma enormidade de professores de esquerda que, contudo, criticam e acompanham atenta e continuadamente as Ciências Sociais Aplicadas desde os autores clássicos até os mais recentes, que propõem novas práticas e que enxergam problemas e soluções para os conflitos em um contexto no qual muitos autores sempre importantes não apresentam mais aquela suposta universalidade conceitual e no modus operandi de uma sociedade que jamais foi estática.

Em função disso, desisti de apoiar integral, incondicional e acriticamente toda e qualquer instituição forjada na modernidade, com as quais precisamos conviver de maneira obediente, protocolar e submissa: não creio em partidos, sindicatos, associações de classe (sejam elas patronais ou de funcionários) e dedico um tempinho a algumas pequenas causas bem pontuais que se, por um lado, representam uma modalidade de voluntariado organizada por “burgueses”, por outro já participei de muitas ações voluntárias de pessoas ditas de esquerda onde burocracia, falta de agilidade e tentativas vãs de conscientização política e de complexificação da compreensão da sociedade sempre predominaram.

Ser de esquerda HOJE exige admitir o capital e saber usá-lo, acumulando-o sem consumismo nem ostentação, porém multiplicando-o para resistir ao sistema sem tornar-se seu refém; o domínio de uma linguagem fragmentada que deve contar uma história em poucas palavras através de uma edição dinâmica e com recursos de computação criativos e competentes; buscar resolver causas pontuais sem preocupações de pertença (nada de dar valor a ser gaúcho, porto-alegrense, brasileiro, etc.).

À hegemonia global se resiste. Não se luta contra, pois a derrota é certa diante da coerção. Não se tenta substituí-la no poder, pois seremos tão totalitários quanto a direita em pouco tempo. Contudo, cada pequena ação pontual insistentemente dispersa em rede e organizada seguindo as porcas leis burguesas tende a constituir uma cadeia de acontecimentos sucessivos e parecidos com aqueles que originaram as nossas demandas no outro lado do globo. Sociedades antagônicas com problemas parecidos tendem a aproximar-se, fazendo com que o sentido de pertença, isto é, no nosso caso, o “ser gaúcho”, o “ser porto-alegrense” ou o “ser brasileiro” não tenham a menor importância, já que o modelo de dominação hegemônica e o modelo de exclusão não são mais locais e, sim, globais.

Dessa forma, percebo que o erro crasso da esquerda brasileira (apesar de suas pequenas vitórias comemoradas como se fossem grandes para, logo ali, serem novamente expulsas para a periferia das questões sociais) é viver em cima da briga do capital contra o privado, da estatização de tudo e da visão do Estado como um pai que deveria proteger a todos os seus filhos.

Vamos desenhar um círculo no qual a direita e a esquerda estejam separadas por 180º. A direita é representada pelo lobby, pelo tráfico de influência, pela aplicação acrítica de um modelo social, econômico, político e cultural nada original segundo o padrão de quem o inventou, pela corrupção, pelo gigantismo, pela falta de consideração com o sujeito e pela intolerância à diversidade que tanto criticamos. No lado oposto da roda, a esquerda, com sua burocracia, com seu excesso de regras, com sua lentidão nas decisões, com seu excesso de debates que atrasam muito a adoção de medidas populares.

Ambas podem ser totalitárias e ditatoriais. Todavia, a velocidade, o ritmo e o sentido com os quais cada um dos quesitos que usei para caracterizar dois modos tradicionalmente antagônicos de ver o mundo se cruzam nessa roda (e, acima de tudo, o tempo em que dura a intersecção entre dois ou mais desses quesitos) comprova que há atravessamentos de diferentes níveis realizados de maneira mais ou menos competente, mais ou menos solidária, mais ou menos eficiente por todos os atores existentes.

A circularidade acima também explica em parte o porquê da mídia hegemônica partidarizada e comprometida com interesses graúdos ter um lado não-FDP: o mesmo jornalista, o mesmo patrocinador e o mesmo leitor predominantemente conservadores não são, per se, intrinsecamente “maus” nem “bons”: eles são, assim como a Madre Teresa de Calcutá, Adolf Hitler, Gustavo Kuerten ou Marcelinho Carioca tão capazes de matar ou morrer de maneira atroz e ilegal se movidos por um nível de pressão forte o suficiente para fazer o lado racional levar uma goleada histórica do lado instintivo que cada um tem dentro de si.

Ela tem seus interesses. É predominantemente comprometida. Todavia, não pode jamais negar-se totalmente a prestar, por mínimo que seja, um serviço de utilidade pública que pode ajudar pessoas a poupar tempo, dinheiro e até mesmo a salvarem suas vidas.

Não estou defendendo-a. Nem tampouco acho que os blogs (e até mesmo eu, eventualmente) devam deixar de analisar nas entrelinhas o que o texto diz. A blogosfera tem a obrigação de denunciar, de expor a verdade. Sua credibilidade depende disso.

Porém, mesmo que cada blogueiro fale sobre aquilo que entende melhor ou que lhe dê na telha sem censura e com o seu próprio livre arbítrio é fundamental sempre que o esquerdista reveja seus próprios conceitos. Aprender e reciclar-se não significa se vender, fraquejar e nem tampouco achar que a esquerda boa é a do lulo-petismo, dos trabalhistas ou da Manu.

Insisto sempre no ponto-de-vista das redes: a esquerda precisa ACEITAR USAR E MULTIPLICAR o capital como instrumento de aparelhamento. Deve, acima de tudo, perder o seu histórico preconceito contra a midiatização e contra as novas tecnologias, dominando-as a seu favor para atingir a classe média urbana.

Ao invés de mudar uma lei inteira de soco, deve-se aprender a mudar cláusula por cláusula, até converncer o lado oposto a transformar 20% ou 30% da lei de maneira que isso baste para melhorar a condição dos excluídos. É dizer a que veio, sem enrolação. É preocupar-se SIM em vender uma imagem de aparência física asseada e simpática e falar sério sem fazer cara feia.

E a esquerda tradicional costuma fazer cara feia na maior parte do tempo. A esquerda tradicional enrola, fala difícil, quer forçar a barra em conscientizar a tudo e a todos.

Isso é antipático. Isso definitivamente não funciona. E isso é muito mais grave do que meramente discutir a falta de eqüidade de formas de fazer mídia ou, “Oh, coitados de nós! Como iremos aparecer para a sociedade de maneira positiva sem dinheiro?”

Se não for dessa forma, jamais se conseguirá obter adesões significativas de onde quer que elas venham para causas que parecem pequenas mas que, por analogia, des
pertarão o interesse localizado de pessoas que vivem problemas parecidos com os nossos e que precisarão de nossa ajuda.

Se não for assim, o enorme contingente de 88% de brasileiros que vive no meio urbano jamais será simpático ao desenvolvimento sustentável, à reforma agrária, à prática desportiva, à multiplicação dos pequenos empreendimentos locais com parcerias globais idôneas e sem gigantismo a fim de fazer a economia prosperar de vez.

Mais foco e menos coitadismo. Mais criatividade e menos ortodoxia. O discurso apenas deslocou-se para outro locus e segue uma nova gramática. Porém, não se esvaziou. Portanto, o movimento da sociologia, da psicologia, da pedagogia, da comunicação, da administração e da economia precisam ser mais ágeis ao recriarem seus novos discursos.

NÃO SOU BLOGUEIRO DE ALUGUEL

Infelizmente, há blogueiros contratados pela mídia corporativa e outros que dela se desincompatibilizaram cujos blogs possuem diversos anúncios (banners) tanto de empresas estatais como privadas. Essa opção pela parcialidade faz com que apenas parte da concorrência receba elogios e recomendações e a outra seja esquecida ou criticada de maneira imprópria.
Tal postura comprova uma ação profissional totalmente dependente da prática comercial e política de seus patrocinadores: de jornalistas, travestem-se como relações públicas e assessores de imprensa extra-oficiais em troca de uma viagem para conhecer a matriz e/ou de um belíssimo soldo, que sabe-se ser muito mais alto do que o ridículo valor do anúncio em uma página web.
Saindo do terreno das notícias e dos comentários sobre política e economia, a nova coqueluche em marketing viral e em publicidade online consiste no empréstimo de produtos materiais e na oferta da experiência de uso de bens intangíveis para blogueiros que recebem um agrado ($) para elogiarem ou criticarem determinados produtos ou serviços, pois a palavra de um blogueiro inteligente, bem articulado e educado pode ser mais eficiente do que a voz dos formadores de opinião da mídia de massa, tendo em vista o alcance desses blogueiros dentro de nichos bastante ecléticos, multiculturais, expressivos e distantes.
Não é uma atividade ilegal. Porém, considero tal procedimento um tanto baixo.

Como diz o pessoal da NOVA CORJA, a tropa de choque do jornalismo oligárquico “num sabe usá tenéti” e fica ameaçando com bravatas e denúncias vazias porque não tem por onde sair, já que seu modus operandi comercial compromete – e muito – a credibilidade de suas notícias e comentários.

Em época de uma nova campanha política no Brasil (a primeira cujo conhecimento prático e teórico no uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação – as NTICs – também demanda e é demandada pelos atravessamentos da sociedade midiatizada), precisamos estar sempre atentos para a ignorância da censura que instituições supostamente isonômicas como o TSE, o TRE, o STF e todos os MPs brasileiros têm realizado neste ano.

Pior: nosso Congresso tem a cara-de-pau, a ignorância, a estupidez ou até mesmo a má intenção de aprovar um projeto de arapongagem digital proposto pelo ex-desgovernador de MG tucanóide e atual senador EDUARDO AZEREDO (confiram a carta que o TRÄSEL enviou para o Senado e assinem a PETIÇÃO ONLINE que a dupla SÉRGIO AMADEU + ANDRÉ LEMOS abriu contra essa lei estapafúrdia), que – diz a mídia alternativa em Minas – parece possuir estreitas relações com uma enorme empresa de segurança em TI que deseja monopolizar a rede no país. Comprovem isso logo e, de uma lei ridícula, teremos apenas um reles castelo de cartas registrados nas páginas negras dos anais da internet.

Uma das melhores opiniões disponíveis sobre tal aberração é do IDELBER AVELAR. Interessante como todos os con$ervadore$ que criam e conseguem quorum para votar uma estupidez de tamanha magnitude, seja aqui ou em PALAU (com o devido respeito aos nativos daquele paraíso), não entendem patavina sobre internet.

Em suma: o uso do jabá por parte de vários “colonistas” e o uso da publicidade através da voz de blogueiros pagos para puxarem o saco ou detonarem um determinado produto ou serviço, nos incomodam e devemos resistir a tal arbitrariedade e falta de ética. Por hora, apesar desse empecilho temporariamente significativo para o pleno desenvolvimento da blogosfera brasileira estar diante de nós, adiante apresento um exemplo de como a comunicação e a articulação de redes sociais não pode ser controlada:

Sem entrar no mérito se ele é ou não um político honesto; se ele estaria mesmo voltado para satisfazer as demandas daqueles que mais precisam nos EUA e se verdadeiramente pretende tornar-se um líder pela paz e pela redução da miséria no mundo, BARACK OBAMA angariou centenas de milhões de dólares em doações de pessoas físicas e jurídicas e dezenas de milhares de voluntários espalhados por todos oe 50 estados de seu país porque sua assessoria soube trabalhar com ferramentas como e-mail marketing (spam para quem não gosta de receber e-mail no formato de mala direta) e pelo menos DEZESSEIS (16) diferentes sites de relacionamento voltados para nichos de eleitores completamente diferentes.

Como exemplos, cito o FACEBOOK (um site de redes sociais muito mais popular nos EUA do que o Orkut é no Brasil ou na Índia), o MY SPACE (site personalizado de notícias e de relacionamento vinculado ao MESSENGER, ao HOTMAIL e a um serviço de agenda e calendário disponibilizado pela MICROSOFT), vídeos da campanha no YOU TUBE, álbuns de fotos coletivos com fotos de Obama tiradas por amadores em todas as prévias e entrevistas das quais participou no FLICKR, ranking de notícias e artigos sobre OBAMA indicados pelos internautas no DIGG, a nova febre de comunicação em rede na internet, também utilizada pelo jornalismo conhecida como TWITTER, um perfil no site de relacionamento voltado para redes de colaboração profissional LINKEDIN e, finalmente, o envio massivo de torpedos via celular.

O problema é que, no Brasil, quem foi mais esperto em utilizar essas ferramentas e em estabelecer sociabilidades através dessas novas tecnologias foi a pseudo-esquerda da esperta MANUELA D’ÁVILA (E AÍ, BELEZA?) e a juventudi (bela expressão também “chupada” da NOVA CORJA – sorry, guys!) da direita e do – sem comentários – candidato a vice-prefeito pelo PP na chapa de ONYX LORENZONI (DEM), o deputado estadual MANO CHANGES.

Enfim, a campanha de OBAMA pelos democratas foi o maior exemplo mundial até agora da mobilização através da internet. E serve como mais um subsídio para a minha hipótese de que não há esvaziamento nem alienação política: o que há é o deslocamento da pertença local e terrestre para uma pertença global diretamente relacionada à satisfação das demandas pontuais de determinados grupos sociais, normalmente minoritários, periféricos ou marginais.

Mas aqui vai um recado para nossos juristas, políticos e aDEvogados (com todo o respeito aos advogados): se eu quiser dizer em quem irei votar no meu blog, eu digo. Se eu quiser dizer por que eu acho que eu e quem lê o que eu escrevo deveRIA ou não votar em fulano, beltrano ou ciclano do partido que for e para o cargo que for, eu vou dizer.

E não poderei ser processado: sabem por que? Porque a minha liberdade de expressão está garantida pela CONSTITUIÇÃO FEDERAL. No momento em que eu não estiver mentindo, caluniando nem difamando, posso dizer o que eu acho sobre qualquer coisa e está acabada a discussão.

Agora vocês sabem meus motivos por ter aderido à campanha NÃO SOU BLOGUEIRO DE ALUGUEL graças ao post do GLOBAL VOICES ONLINE, que repercutiu a excelente iniciativa do FREELANDO PRO DIABO. É  por isso que creio ser tão importante vocês também levarem essa idéia adiante.

clipped from freelandoprodiabo.com

Os anunciantes estão descobrindo a melhor maneira de usar esta ferramenta para chegar a nichos que beiram os meios convencionais de comunicação. Blogs são interessantes porque consistem em doses periódicas de conteúdo assinadas por alguém que cativa audiências com interesses afins. Muito já se tentou: blogs fictícios, personagens, banners, até o famigerado post pago disfarçado de post autoral, modalidade repudiada pelos blogueiros que prezam pela sua credibilidade e respeitam seus leitores.
Blogueiro de verdade fala a verdade, doa a quem doer.
Blogueiro de aluguel é quem não conhece a dinâmica do meio e tenta enganar.
Mas não adianta: o diálogo acaba não acontecendo porque fica mentiroso, vazio, falho.
Quem rouba no jogo é blogueiro de aluguel. Quem censura a livre expressão dos blogueiros não deveria nem participar da discussão. Antes de ser mídia ou veículo, blog é opinião registrada de quem tem voz ativa e diz o que pensa: eu não sou blogueiro de aluguel.
blog it

NADAL, FEDERER E TV = CONHEÇA O HOMEM URBANO

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Acompanhem a emoção desses torcedores provavelmente pobres dos EUA assistindo à partida em uma antiga e pequena TV de 17″. A gravação do game final provavelmente deva ter sido feita com uma câmera fotográfica digital, dada a baixa qualidade da imagem.

O que fica é a explosão de alegria de dezenas de milhões de aficcionados por RAFAEL NADAL em todo o mundo e o reconhecimento de ROGER FEDERER pela mais doída derrota de toda a sua magnífica carreira.

Quem disse que é só no estádio de futebol ou na várzea que se vibra?! É bom acostumarem-se a torcer com mais fidalguia e ponderação, porém sem perder a ternura, a garra e a espontaneidade jamais: afinal de contas, o futebol está-se elitizando nos estádios, enquanto as transmissões cada vez mais populares do fidalgo, aristocrático e reconhecidamente distante tênis têm-se tornado cada vez mais freqüentes.

Em uma sociedade midiatizada onde o sentido de pertença e de alteridade e os antigos valores de solidariedade, justiça e igualdade confundem-se e são severamente questionados à medida que não se pode mais confiar nas instituições propostas pela modernidade, o plano fechado sobre a emoção explícita ou contida em um olhar; o plano aberto em um tique nervoso ou em uma teatral tentativa de esconder seus tiques procurando dar uma de homem-estátua; todos os olhares na arquibancada e do outro lado da TV focados não em uma equipe mas, sim, sobre um homem para o qual está reservado ou o Olimpo, ou o subsolo abaixo do mármore do inferno.

Não que as pessoas sejam egoístas, hipócritas, apolíticas, aculturadas ou ignorantes de maneira geral: esse determinismo não pode ser aplicado a uma sociedade multicultural, multifacetada e hiperbolicamente referenciada e referenciante. Há focos ora periféricos, ora hegemônicos dessas formas maniqueístas de tentar abarcar o mundo e puxar a sardinha para a sua brasa. Mas é melhor procurarmos observar o que há de mais particular e original em cada nicho para só então analisarmos seus pontos de intersecção com outros grupos sociais.

Repito novamente: ao invés do esvaziamento, não é mais lógico admitirmos que ficamos para trás na evolução da sociedade e que precisamos conhecer os seus valores, reconhecer a sua alteridade para então descobrirmos para onde podemos direcionar uma nova linguagem e uma nova institucionalidade política?

Não que o futebol deixará de ser o esporte número um nos próximos anos ou décadas. Nem que o tênis venha a substituí-lo. Mas o crescimento da cultura do acompanhamento do tênis já ultrapassa aquela pequena elite godê e esnobe de outros tempos. Nem ela mesma consegue compreender por que esses “novos ricos” ou por que essa “chinelagem” está tão ligada nesse esporte.

Cibercultura. Fragmentação, Globalização. Ver a si como um indivíduo e não como uma cabeça de alfinete indistinguível de uma massa cujo objetivo sabe-se lá se é mesmo claro ou se as suas demandas irão mesmo me interessar.

Quem aprende a ver o mundo através da mediação só pode ser compreendido como um ente político mediado. A transmissão esportiva de um evento de tamanha magnitude mostra algo que os movimentos sociais, os partidos políticos, os jornalistas doutrinados pelo mainstream e a classe mérdia que come galinha e arrota faisão não conseguem enxergar.

Quem mais perde com o desconhecimento desses fatos são os movimentos sociais, principalmente os do campo.

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