VOLÚVEL, MÁ E PERVERSA

 

Toda a criatividade e a irreverência de um amigo muito querido e inteligente no Carnaval de Maceió.

Toda a criatividade e a irreverência de um amigo muito querido e inteligente no Carnaval de Maceió.

Tradução de Fortuna Imperatrix Mundi, 2º movimento da ópera Carmina Burana, do compositor alemão Carl Orff:

Ó Fortuna,
És como a lua
Mutável,
Sempre aumentas
Ou diminuis;
A detestável vida
Ora oprime
E ora cura
Para brincar com a mente;
Miséria,
Poder,
Ela os funde como gelo.

Sorte monstruosa
E vazia,
Tu, roda volúvel
És má,
Vã é a felicidade
Sempre dissolúvel,
Nebulosa
E velada
Também a mim contagias;
Agora por brincadeira
O dorso nu
Entrego à tua perversidade.

A sorte na saúde
E virtude
Agora me é contrária.

E tira
Mantendo sempre escravizado
Nesta hora
Sem demora
Tange a corda vibrante;
Porque a sorte
Abate o forte,
Chorai todos comigo!

NÃO EXISTE POLÍTICA PARTIDÁRIA HONESTA

FORA À PSEUDO-DEMOCRACIA BRASILEIRA!!!

FORA PARA ESTE FALSO MODELO DE REPRESENTATIVIDADE PARLAMENTAR!!!

FORA ÀS LEIS QUE SÓ PRENDEM POBRES, PRETOS E PUTAS!!!

FORA A QUEM ACHA QUE O GOVERNO LULA É O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS!!!

FORA A QUEM ACHA QUE O GOVERNO LULA É O PIOR DE TODOS OS TEMPOS!!!
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TÁ TUDO AQUI (e PRINCIPALMENTE AQUI) não há heróis nem vilões; não há santos nem demônios. Isso aqui é jornalismo de verdade. Isso aqui é opinião de verdade.

Sabem o que há de unicamente honesto e descontaminado nas instituições supostamente democráticas que fazem parte das regras desse jogo? Tão-somente algumas pequenas iniciativas pontuais, cuja articulação em rede é bem menos competente e bem menos ampla do que o poder que rege as maracutaias.
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Quem insiste em gostar ou em aceitar os partidos políticos, o Judiciário e o crescimento urbano das grandes cidades até o ponto em que estamos hoje está perdendo o seu precioso tempo guardando suas ingênuas esperanças para algo que não é nem nunca foi a solução de todos os problemas da cidade, do estado, do país, do continente: foi criado um sistema hierárquico de poder não meramente baseado na conta bancária ou no status para que precisemos deles quase o tempo inteiro (políticos, banqueiros, industriais, latifundiários). Em troca, a nossa alma é deles.

Apesar de tudo, infelizmente, não dá pra ficar sem votar. Não dá pra votar em branco, nem nulo. Contudo, também não dá pra votar no colega de trabalho, no vizinho, no professor, no chefe, no funcionário e nem tampouco no industrial ou no coronel só porque os conhecemos pessoalmente ou porque eles aparecem na mídia com certa freqüência.

O voto se dá a boas pessoas, íntegras, corretas, confiáveis, coerentes e com valores compatíveis com os nossos. Porém, não se vota na pessoa mas, sim, no partido, assim como não se vota em pessoas boas de diferentes partidos.

A pessoa na qual confiamos não fará absolutamente NADA porque a troca de favores é intrínseca ao exercício do poder. E ela, por mais que diga que irá botar pra quebrar e ajudar àqueles que mais precisam, só conseguirá realizar uma pequena fração daquilo que prometera e almejara durante sua campanha, pois, antes, terá que necessariamente ceder o seu aval para um número X de questões voltadas à expansão dos privilégios de quem sempre esteve no topo da pirâmide social. Do contrário, sua existência no Congresso ou nas altas esferas do Judiciário será meramente decorativa.

Pela primeira vez desde 1989 e, talvez, para sempre, vocês não me verão com camiseta, bandeira, boné, bótom, adesivo, panfleteando e dizendo palavras de ordem.

Voto no PT porque é preciso. Mas o PT não é o melhor: é apenas o menos pior.

BLOG DOS ALUNOS DO DIREITO DA UFRGS

VITOR, talvez um dirigente do CAAR (Centro Acadêmico André da Rocha) da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da UFRGS, escreve um blog chamado A PORTO ALEGRE DE FOGAÇA.

É muito bom saber que ainda há uma juventude que não se deixa contaminar pelos pensamentos burgueses da maioria de seus colegas, futuros perpetuadores do status quo no qual só são presos pretos, pobres e putas neste país.