Às vezes, o blogueiro precisa ter sorte pra sustentar seu argumento em uma pauta proposta: eis um gancho para comprovar o que a dona NITA FREIRE, viúva do grande PAULO FREIRE, disse em entrevista ao Jornalista LUIZ CARLOS AZENHA no VI O MUNDO (OUÇA):
Extraí a seguinte conversação de um tópico em uma comunidade do ORKUT. Todos os membros possuem pelo menos 30 anos de idade e não há nenhum pobre ou rico (nomes e link suprimidos):
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1) Dessa vez eu reagi.
Lembram-se que no ano passado fui assaltado dentro de um ônibus, certo ? Pois é, aconteceu de novo hoje, pleno sábado, só que dessa vez eu reagi.
O cara fingiu que estava armado, mas não estava. Estava assaltando o cobrador bem na minha frente. Quando eu vi que ele estava blefando, agarrei o braço dele, por cima da roleta e meti um direto de direita que mandou o cara ao chão. Acertei o cara mais ou menos em cheio, o olho direito dele “tapou” na mesma hora. Mas ele tentou se levantar pra fugir.
Daí foi aquilo. Cobrador e motorista e um outro funcionário da empresa “grudaram” ele.
O carinha com o dinheiro na mão e não soltava !
O que esse cara apanhou não está no mapa. Sentaram uma verdadeira surra no cara, até que ele desistiu e entregou a grana. Eu nem fiz coisa nenhuma depois que derrubei o cara. Parecia que havia uma raiva e revolta gerais, não precisava mais ninguém pra conter o chinelão.
E é com um certo constrangimento que digo que fiquei bem contente.
Ele estava visivelmente sob o efeito de drogas, resistiu bastante, mas o ônibus rumou direto pra delegacia e ainda apareceu um carro da brigada pro apoio. Uma passageira ligou do celular e eles foram chamados.
Consegui descer perto da minha casa mesmo e fui caminhando, tranquilamente, de volta ao lar..
A tentativa de assalto aconteceu por volta da 13;30 neste Sábado, dentro do ônibus T2.
Mas dessa vez o final foi diferente.
Um abraço a todos e cuidem-se sempre !!!
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2) Dááá-lhe Balboaaa!!!!!!!!!
foste muito corajoso.
o direito do cidadão se defender é sagrado.
e pensar que quiseram e querem nos tirar até isso…
abraço
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É isso aí, Mike Tyson!!!
Não fique constrangido, amigo! Você fez o que todo mundo quer fazer.
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Tenho um grande amigo que, ao mesmo tempo em que é voluntário de um curso pré-vestibular para excluídos que obtém bastante resultados e está habituado a fazer trabalho social desde sempre, diz que, se um “vagabundo” atacá-lo no trânsito e ele tiver tempo de reagir com certa segurança, “não quer nem saber: passa por cima”.
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Eu mesmo postei um assalto do qual fui vítima defronte ao edifício ao lado do meu há cerca de 14 ou 15 meses atrás. Acabei com a sensação de otário, sem pena nenhuma de dois guris que não estavam sujos, fedendo, drogados nem mal vestidos e que, provavelmente, também não estavam armados.
O QUE FAZER?! EXISTE TER OU NÃO TER RAZÃO AO REAGIR OU DEIXAR DE REAGIR?!
A indignação e a falta de noção com o que atinge um único inocente de forma brutal são muito maiores do que a inação perante quem realmente rouba e mata milhares ou até mesmo milhões. Tal nível de ignorância faz com que a classe média (sobretudo a gaúcha, que é a pior do Brasil e uma das piores da América do Sul sem nenhuma dúvida) mantenha-se muito mais próxima da estupidez do que da lucidez.
Portanto, pergunto: à maioria da classe média gaúcha só resta reagir dessa forma porque ela é covarde, maniqueísta, chauvinista, estúpida, covarde e muito ignorante? Ou eu é que sou covarde e sensível demais?! Ou eu é que perdi minha paciência com essas questiúnculas transformadas em questões importantes e estou sendo preconceituoso em função do distanciamento que meu início de carreira como cientista me obriga a ter dos entes sociais a quem, mesmo sem querer, analiso?
A vida é muito complexa para determinismos, maniqueísmos e dicotomias. Por isso, não tenho como aplaudir a reação nem como achar prudente a inação.
De qualquer forma, vivemos em um estado e em uma capital onde o sensível se perdeu. Nesse ponto, a resistência globalizada da multidão pra mim faz muito mais sentido do que me preocupar ou dar mais valor a uma cultura regional que está longe de ser a prioridade do ativismo – embora não possa ser jamais negligenciada.
Em termos de RS e de PORTO ALEGRE, definitivamente, enchi o saco: a maioria não merece meu esforço. Aliás, nem sei se eles querem ou precisam do meu esforço ou se realmente acham que a qualidade de vida deles é ruim.
FODA-SE O RS E VIVA O PLANETA!!!
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