DITABRANDA: RESISTÊNCIA CHAMA ATENÇÃO DA SOCIEDADE

Fiquei bastante contente com o resultado inicial e visivelmente superior para o campo democrático e social de esquerda desvinculado de oligarquias, empresas, sindicatos e partidos políticos de qualquer natureza (embora seu APOIO nunca como protagonista seja sempre bem-vindo) realizado hoje de manhã (sábado 07/03/2008) contra a DITABRANDA defronte à sede da ‘FALHA’ DE S. PAULO, na maior cidade da AMÉRICA LATINA. Hoje, depois de muitos esforços, o movimento andou para a frente de uma maneira que me dá esperanças de que não haja retrocessos.

Embora de maneira ainda tímida e envolvendo uma quantidade extremamente reduzida de cidadãos politizados, inconformados e motivados contra a manutenção do status quo conservador, arbitrário, oligárquico e judicialmente parcial a favor da mesma minoria de sempre, hoje, sim, pude verificar um progresso verdadeiro rumo ao que ANTONIO NEGRI e MICHAEL HARDT chamam de RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA (MULTIDÃO x IMPÉRIO) aqui no BRASIL.

Se a dimensão da EMERGÊNCIA (STEVEN JOHNSON) que levou o movimento de nível mais baixo (trocas de informações, organização descentralizada e repercussão do ato público via internet) ao nível mais alto (significativo volume de reação presencial com repercussão na mídia de massa e em comunidades alheias ao fato em si) foi suficiente ou não, isso só saberemos a partir do momento em que os três únicos veículos da considerada mídia corporativa presentes na cobertura do evento, a BAND, a RECORD e a TV BRASIL veicular e editar imagens e textos sobre o movimento. O cuidado agora é esperar a editorialização, a decisão do ‘aquário’ da BAND sobre o que e como mostrar ou omitir; como relatar, descrever, romancear, distorcer a manifestação pública e ordeira.

Pra mim, a maioria das tentativas anteriores de utilizar a internet para organizar, informar e, fazer um CHAMAMENTO À PARTICIPAÇÃO PRESENCIAL (BRETAS, 2006) aqui no BRASIL foi tênue e quixotesca. Porém os fatores que fizeram da manifestação de hoje defronte à ‘FALHA’ DE S. PAULO o início de uma reação em cadeia que poderá atingir o país inteiro conforme a motivação, as necessidades e a cultura de cada local fizeram toda a diferença.

Enquanto a crítica ao PIG feita por veículos alternativos, segmentados e de baixíssima tiragem com uma linha editorial e ideológica antagônica à editorialização da Grande Mídia brasileira ocorria sob o mesmíssimo procedimento de um colunista de maior exposição perante a classe média urbana, a repercussão de nossos argumentos arrazoados e inteligentes era abafada pelo efeito de empate, isto é, por utilizarmo-nos do mesmíssimo discurso do oponente, porém estando no lado oposto. Quando o uso de uma linguagem mais adaptada à ironia, à coloquialidade e à busca de um resultado imediato prevalecer, a juventude pós-moderna terá condições de juntar-se a nós. Eles são experts natos em movimentar-se através de redes e em aceitar um mundo descentralizado e auto-0rganizado com quem podemos aprender MUITO.

Também vejo como outro complicador para o crescimento de manifestações multitudinárias em rede aqui no BRASIL a intenção de muitos blogueiros alternativos em postar meras cópias integrais do conteúdo daqueles blogs e portais que deram o ‘furo’ e publicaram as primeiras críticas. Com essa atitude, eles não estarão agregando valor à blogosfera. Afinal de contas, a audiência deles coincide com um elevado percentual da audiência dos blogueiros com os quais possuem afinidades e trocam figurinhas, já que o critério de noticiabilidade da proximidade, isto é, de dar prioridade a fatos ocorridos em um local geograficamente próximo da audiência, atrai principalmente leitores, interagentes e outros blogueiros da mesma região, reduzindo a expansibilidade da massa crítica a fim de aumentar o alcance da sua mensagem e, consequentemente, de tentar fazer as pessoas refletirem a partir de um ponto-de-vista diferente.

Uma das maiores virtudes da blogosfera alternativa é o seu posicionamento político, econômico, social, cultural e desportivo plenamente justificado. A demonstração do lado em que o blogueiro acredita versus o lado antagônico do qual ele duvida resulta no tensionamento, na crítica, na denúncia, na investigação e em um agendamento diferenciado. Embora a mídia corporativa faça de tudo para abafar e omitir essas manifestações contrárias a si, seus pés são feitos de barro adocicado e os pequenos blogs são como formigas. Nesse ponto, nosso maior desafio consiste em convencermos o senso comum de que a maioria dos veículos que ele acompanha durante o dia inteiro também tem um lado e que não necessariamente por serem hegemônicos o seu lado seja o melhor.

O ato de blogar permite a utilização dos mais variáveis gêneros discursivos, sejam eles híbridos ou puros – se é que a remidiação ainda oferecem a existência de gêneros puros característicos de cada meio de comunicação. Dsse caldo, podemos criticar, denunciar, investigar, utilizar ironia, sarcasmo, humor, conto, crônica, reportagem, romance, etc. Estilo e gênero discursivo a serem utilizados são escolhas pessoais de cada blogueiro. Muitas vezes, uma escolha inconsciente. Afinal de contas, todo blog é auto-organizado e funciona como a casa e o ‘aquário’ particular de cada um. A agenda, a pauta e a linha editorial são decisões estritamente pessoais. Isso não é falha nem defeito. Faz parte. E que bom que é assim.

Salvo quando estou com pressa ou mal-humorado, procuro seguir a escola acadêmica francesa: primeiro, assopra, pra depois morder. Pois agora chegou o momento de usar meus dentes. Não se preocupem: eu não vou arrancar um naco. Algumas marcas na pele já me satisfazem… ;)

Copiar um trecho maior do que um ou dois parágrafos do conteúdo postado em outro blog é um ato contraproducente em todos os sentidos. Mesmo que se mande o link para a referência, como o texto está total ou parcialmente disponível no meu blog, meus leitores dificilmente irão visitar o blog do post original. Por melhor que seja a intenção (‘o cara escreveu sobre o que eu penso de uma maneira que eu não conseguiria me expressar’; ‘vou postar isso aqui porque meu leitor talvez não leia o blog/site de quem eu achei esse post tão interessante’), é fundamental termos em mente que, dentro de uma rede, os nós devem necessariamente estabelecer ligações que façam com que o público circule entre muitos dos blogs de um mesmo grupo. Do contrário, a rede terá apenas um caminho de ida e não chegará à circularidade que possibilitaria ao internauta encontrar um volume significativo de massa crítica alinhada aos seus valores porque os nós estão separados e não interligados.

Se eu copiasse um texto inteiro do site do PT, tiraria audiência do site do PT. Se eu copiasse um texto inteiro do EDUARDO GUIMARÃES, tiraria audiência do EDUARDO GUIMARÃES. Afinal de contas, se eu já li o mesmo texto no blog do fulano, por que entrar no site do partido? É bom lembrar que o comportamento do internauta tende a repetir o mesmo comportamento de busca midiática que ele realiza no ambiente offline. Isso significa que esse padrão tende mais a concentrar a sua visitação aos portais do PIG do que a aguçar a sua curiosidade a ponto de achar que vale a pena entrar e explorar outros conteúdos dentro do site do PT. Da mesma forma, mesmo que eu seja um nó de poucos laços, caso meus laços sejam bem mais significativos do que os laços daquele blog que consegue ser ainda menos conectado e, portanto, ainda menos conhecido do que o meu, se eu copio todo o post dele, então quem tende a concentrar a audiência dentro desse nicho sou eu. Ao invés de contribuir para a descentralização e para a auto-organização, eu estarei matando um aliado ou um parceiro.

O prof. HENRIQUE ANTOUN da ECO/UFRJ trabalhou em vários de seus artigos e também com seu ex-orientando e um outro negriano como eu, o prof. FÁBIO MALINI, da UFES, um conceito chamado ECONOMIA DO MÉRITO (cujo teórico ainda não estudei), que consiste em aumentar o prestígio, a referência, o respeito e a visibilidade em rede através da TROCA. Quem dá mais, é mais lembrado. Quem dá menos, vai para o limbo. A troca ou o escambo de arquivos digitais em redes telemáticas torna o reconhecimento de seus praticantes mais assíduos que, ao invés de apenas sugar, têm muito o que oferecer, muito mais valiosos dentro desse grupo do que a comparação do ‘valor’ de alguém que possui muitos bens materiais.

Logo, não é de graça que eu insisto tanto para que os blogueiros evitem ao máximo reproduzir as notícias dos portais ou os  posts de outros blogueiros. Se for algo legal, uma frase de efeito, um ou, no máximo, dois parágrafos importantes são mais do que suficientes. Afinal de contas, quem só copia perde valor dentro da economia do mérito, pois se eu copio o conteúdo integral do post de alguém, diminuo enormemente a possibilidade do meu leitor clicar no link para o blog que originou a minha cópia.

Outro ponto: quando um determinado blogueiro independente apropria-se de alguma matéria encontrada em um portal de notícias pertencente ao PIG e copia seu conteúdo para um espaço no GOOGLE DOCS para eliminar a possibilidade do seu leitor dar audiência para o portal da mídia corporativa, essa atitude trata-se de um enorme equívoco, que fará com que esse pequeno blogueiro perca uma chance de ouro de ter sua audiência aumentada. Mesmo que seja pouco em quantidade, só o fato de o portal possuir uma linha editorial e um público de valores normalmente opostos aos do blogueiro já é suficiente para funcionar como um potencial laço de expansão do blog independente rumo a uma rede social formada por pessoas diferentes. Mesmo que não se consiga mudar a cabeça da maioria, há sempre uma grande quantidade de pessoas e de blogueiros que pensam como a gente mas que não pertencem à nossa rede social, pois são sócios de outro clube, trabalham em outra profissão, vivem em outra cidade, resistem e denunciam o poder de outras formas e assim por diante. Por mais contraditório que seja, o portal do PIG é um hub gigantesco que, bem aproveitado, pode ajudar a reunir seus críticos antes dispersos.

Cada post feito em uma das mais conhecidas ferramentas chamadas de Sistema de Gestão de Conteúdo (Content Management System ou CMS) tal como o BLOGGER, o WORDPRESS ou o MOVABLE TYPE normalmente apresenta um recurso que poucos conhecem chamado PINGBACK. É preciso observar cada ferramenta para saber se o PINGBACK é arbitrário ou opcional. Se for opcional, é melhor habilitá-lo.

Se eu copiar um PEQUENO trecho de uma matéria do CLICRBS (mídia má, feia e golpista como bem diz a galera da NOVA CORJA) e puser o devido link para ele, não estarei sendo nada trouxa por colaborar com o aumento da audiência de uma corporação cuja linha editorial vivo a criticar: acima de tudo, serei compensado com a possibilidade de receber audiência do PIG através do link para o meu blog que estará registrado nos comentários da matéria original. Logo, o portal malévolo, que tem uma visibilidade diária centenas ou milhares de vezes maior do que a minha, estará enviando, como uma forma de agradecimento, um caminho que faz o caminho de volta do seu nó para o meu, trazendo-me parte de sua audiência.

Portanto, o PINGBACK significa o seguinte: o que parece uma pagação de pau para o barão da mídia é, na verdade, uma forma de obrigá-lo a me dar algo em troca. Afinal de contas, ele não pode nem me explorar, nem me ignorar o tempo todo. O fato de eu enviar-lhe um sinal de que um blogzinho mané perdido no ciberespaço o lê e também ajuda a multiplicar o alcance da  sua audiência automaticamente faz com que ele, queira ou não, também me endosse e proporcione que alguns de seus leitores cheguem até mim. O PINGBACK seria, mitologicamente falando, senão um portentoso cavalo, pelo menos uma espécie de PÔNEI DE TRÓIA.

APROVEITEM AS BRECHAS DA MÍDIA

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uRadXwe5lDU]

Acho importantíssimo que a esquerda entenda que a RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA (MULTIDÃO, NEGRI e HARDT 2005) representa uma forma de ativismo cujo objetivo é abalar as estruturas do poder sem nenhuma ambição, interesse e nem sequer tentativa de tomá-lo de quem está lá.

A REDE SOCIAL estabelecida a partir da hiperexposição midiática de um fato que EMERGE do nada sem que a mídia corporativa possa deter o controle sobre AÇÕES INDIVIDUAIS, INDEPENDENTES, SISTEMÁTICAS e PONTUAIS pode significar que A SOMA DAS PARTES SEJA MAIOR DO QUE O TODO.

É difícil entender, pra quem baseia seus valores e suas esperanças em uma leitura equivocada do marxismo, que conceitos como povo, classe operária e proletariado são econômica e socialmente irrelevantes para a classe média urbana, que está aumentando de tamanho consideravelmente no BRASIL.

Uma classe média crescente resulta em um expressivo desenvolvimento da qualidade de vida através do investimento público, privado, coletivo e individual em educação, saúde, transporte, vestuário, alimentação, infra-estrutura, tecnologia e turismo. Todavia, uma classe média crescente inevitavelmente resulta em consumismo e em conservadorismo.

O vídeo acima, que assisti em um post do meu amigo RODRIGO CARDIA no CÃO UIVADOR, mostra um singelo exemplo de atitudes que se, por um lado, parecem bobas, irrelevantes ou ‘insanas’, na verdade possuem um potencial de espraiamento imensurável se houver o uso consciente e articulado das TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação).

O desconhecimento do conceito de EMERGÊNCIA (JOHNSON) impede que as pessoas saibam que ela significa UM MOVIMENTO DE NÍVEL BAIXO QUE EXPLODE NO NÍVEL MAIS ALTO de qualquer cadeia relacional.

Num festival de música televisionado pela GLOBO, durante uma entrevista AO VIVO (tem que ser ao vivo pra não poder cortar – eis aí o movimento do nível mais baixo consolidando sua entrada no nível mais alto), apareceu um carinha defronte à câmera com um boné BRIZOLA 12.

O show foi em 2000. É uma grande pena que a temporalidade desse evento não tenha sido a mesma do DIREITO DE RESPOSTA de BRIZOLA lido por CIDO MOREIRA em pleno JORNAL NACIONAL, ocorrido em 1994.

Hoje, em 2009, graças à blogosfera e aos canais de mídia alternativa da rede (confere meus links na coluna JORNALISMO à direita), isso poderia dar um BAFAFÁ ÚTIL e TRANSFORMADOR, mesmo que fosse em pequena escala.

No próximo post, um sugestão de emergência e de resistência pós-moderna para o MST.

COMUNICAÇÃO MEDIADA POR COMPUTADOR = RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA

Segundo post do DIÁRIO GAUCHE e breve opinião minha no post logo abaixo deste, penso que o BONECO DE VENTRÍLOQUO tem mais chances. Afinal de contas, ninguém nunca falou mal de seu governo (bem mais protegido do que o do POETA e muito menos descalabroso do que DEDO PODRE, PRIVATIZADOR MALUCO e RAINHA DAS PANTALHAS).

O POETA é, ainda, uma reserva técnica – ou, melhor, um é a reserva técnica do outro. Não vejo como a escolha principal dos NEOCONS BOVINÓIDES não ser por um dos dois. Os financiadores, patrocinadores e parceiros em geral da mídia corporativa (não é só a RBS; além disso, quem não quer, sequer a acompanha ou acredita nela, mesmo sendo de direita – cada vez mais as pessoas têm menos tempo pra ler jornal e assistir TV e preferem ouvir músicas do que notícias no rádio) decidirão qual dos dois será o seu homem a tempo.

Ontem, assisti à seção da CÂMARA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE relacionada à votação ou não do PROJETO PONTAL DO ESTALEIRO. Chego à conclusão de que, independentemente da persona com a qual simpatize ou confie e do partido ao qual pertença, tanto o eleitor quanto o parlamentar da nossa capital são politicamente AUTISTAS, segundo a péssima impressão deixada por A, B e, acima de tudo, por C e D.

Percebi que cada um deles, independentemente de trabalhar para interesses econômicos poderosos e excludentes ou pelo bem sincero de uma determinada comunidade, possui deficiências técnicas, intelectuais e, em vários casos, até mesmo déficit de raciocínio lógico e de sensibilidade.

A verba de gabinete mantida por nossos impostos DEVERIA ser utilizada por cada vereador, deputado estadual, federal ou senador de forma que cada um deles contasse com um especialista jurídico, contábil/tributário/econômico, psicológico, médico, urbanístico, ecológico, educacional, artístico e esportivo, de forma que toda e qualquer votação pudesse ser devidamente racionalizada para que seu resultado nos poupasse tempo, dinheiro e, sobretudo, resolvesse de maneira honesta, ética, transparente e com qualidade os problemas prioritários para aqueles que mais precisam de soluções imediatas e definitivas.

Partido nenhum e a persona de qualquer político resolvem quase nada na sociedade. Enquanto a esquerda não aceitar o fato de que é preciso mais do que ser companheiro (deve ser TECNICAMENTE QUALIFICADO) e que deve-se saber dialogar com as forças antagônicas sem vender-se, sem ser convencido mas tampouco repudiá-las, a política partidária perde todo o seu sentido.

A chamada classe operária que foi base do bom PT não é nada significativa na atual sociedade de fluxos, serviços e bens imateriais.

O PTB tomou o lugar do PT como partido comunitário em regiões da CAPITAL BOVINÓIDE e do BOVINÃO nas quais o PT deixou muitos furos quando administrou, depois de dois mandatos e meio de um bom trabalho.

O PT está-se pedetizando (bagaceirando-se e dinossaurando-se) agora para, mais adiante, peemedebecizar-se (virar um saco de gatos no qual todos querem parecer pardos). Isso certamente irá acontecer com o PSOL e com o PSTU, assim como o PC DO B e o PSB já haviam feito anteriormente.

Em função desse quadro estritamente porto-alegrense, não dá mesmo pra lutar diretamente por causas macro, nem tampouco confiar em coerência partidária nem tampouco na defesa incondicional de interesses comuns aos da maioria da população sendo esta multicultural, multifacetada e dotada de alguns interesses comuns, porém não necessariamente todos em relação a toda a cidade.

RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA = FORMA CONTEMPORÂNEA DE COMBATER O IMPÉRIO TRANSNACIONAL COM AS MESMAS ARMAS DAS QUAIS O OPONENTE DISPÕE.

Enquanto os militantes de esquerda mais racionais e mais conscientes não se derem conta de que é muito mais eficiente na atualidade reivindicar por demandas PONTUAIS, PEQUENAS, COMUNITÁRIAS com força e com conhecimento de causa; investigar a diferença entre o que cada um dos entes políticos, econômicos e sociais envolvidos em uma  determinada causa dizem e fazem procurando por maiores informações sobre eles através de sites de redes sociais, comunidades virtuais, associações, sindicatos e entidades da sociedade civil organizada as quais pertencem e postarem tudo aquilo que for devidamente comprovado e que não atentar contra a honra de ninguém em blogs, a sociedade não irá caminhar rumo a um desenvolvimento sustentável e transparente.

Questões do macroambiente e intenções de obter o poder ao invés de fiscalizá-lo e de contestá-lo sempre que necessário devem ser substituídas pela necessidade premente de aproximar o espaço público que detém a hegemonia do debate político contemporâneo (os produtos midiáticos) daquele espaço público verdadeiramente comum e democraticamente reconhecido por lei e pouco praticado pela cidadania desvinculada de vícios partidários ou sindicais que é o da praça, da rua e do parlamento. O que funciona melhor é o conceito COMO PEQUENAS COISAS PODEM FAZER UMA GRANDE DIFERENÇA.

É preciso utilizar as armas que as TICs (Tecnologias da Informação e da Comunicação) disponibilizam tanto para a direita quanto para a esquerda – ainda cética, despreparada e incompetente no BRASIL, pois permanece com um pensamento militante da década de 1960.

Vocês não têm idéia da gigantesca capacidade de mobilização apolítica, impessoal e da diversidade de opiniões e de sugestões que brotam através de espaços ou ambientes de conversação e de debate proporcionados por comunidades no ORKUT; informações breves e urgentes + links no TWITTER; listas de discussão por E-MAIL; diálogos longos em mensageiros instantâneos como MICROSOFT MESSENGER (MSN), ef="http://www.skype.com/">SKYPE ou ICHAT; dialogos curtos em sites como o PLURK; e, finalmente, posts, comentários, intercâmbio de links através de COLETIVOS DE BLOGS.

Grandes exemplos de mídia alternativa global, descentralizada e barata como o THE REAL NEWS NETWORK e alternativas de empoderamento de pequenas comunidades com demandas pontuais espalhadas pelo mundo estão em GLOBAL VOICES ONLINE. São estas as referências que devemos seguir.

O movimento estudantil e os sindicatos fazem um uso ainda muito imaturo, sem estratégia nem articulação social e política suficientemente capazes de estabelecer uma rede de quantidade de participantes, volume e qualidade de informação suficientemente capilarizados a ponto de derrubar senadores e candidatos a ministros da SUPREMA CORTE, tal como ocorreu nos EUA em 2004 e foi relatado no livro BLOG, do jornalista e blogueiro estado-unidense HUGH HEWITT.

Enfim… Se há uma forma extremamente eficiente e atual de se discutir em ambientes mediados e de realizar atos públicos volumosos, esta depende muito da participação online e do uso freqüente e criativo das ferramentas que citei neste post.

SÁBADO 19/07/2008, 10h, BRIQUE DA REDENÇÃO, POA

Atropelou a hierarquia do judiciário e safou Daniel Dantas, o maior corruptor da história deste paÃs

Atropelou a hierarquia do judiciário e safou Daniel Dantas, o maior corruptor da história deste país

Do EDUARDO GUIMARÃES, presidente do MOVIMENTO DOS SEM-MÍDIA (MSM; reproduzido na íntegra também pelo LUIZ CARLOS AZENHA do VI O MUNDO):

A pressão política é o que o cidadão comum pode fazer para ajudar a que o processo de responsabilização de (Gilmar) Mendes e de investigação das relações da mídia com Daniel Dantas ganhem vigor e celeridade. Neste momento, portanto, o que cabe a todos nós que não nos conformamos com esse estupro das instituições praticado pela mídia, pelo PSDB e pelo banqueiro corrupto e seus asseclas é mostrar quantos neste pais estão revoltados com a soltura precipitada de Dantas e quadrilha.
____________________

SUGESTÕES PARA O ATO PACÍFICO EM PORTO ALEGRE:

1) PRECISAMOS DE UM BOM ADVOGADO VOLUNTÁRIO:

- Ninguém vai às ruas pra apanhar, bater ou xingar: a manifestação precisa ser ORDEIRA (gritos de guerra SEM PALAVRÕES).;

2) SÁBADO DIA 19/07/2008 ÀS 10h DA MANHÃ, NA FEIRA DO BRIQUE DA REDENÇÃO. Concentração no MONUMENTO AO EXPEDICIONÁRIO;

3) NÃO FICAR NO MEIO DA RUA ATRAPALHANDO O TRÂNSITO:

- Este é um dos mais importantes motivos pelos quais a classe média não se alia aos movimentos sociais, pois atrapalhar o fluxo só consegue chamar a atenção de maneira antipática e repulsiva;

4) TODOS OS PARTIDOS, SINDICATOS, CLUBES, ONGs, DCEs ESTÃO CONVOCADOS. PORÉM, O ATO É APARTIDÁRIO E NÃO-INSTITUCIONAL, SEM PATROCÍNIO DE NINGUÉM:

- Um movimento político ordeiro visa atrair adesões e denunciar uma verdade muito grave contra todo e qualquer cidadão brasileiro não é um movimento de uma única categoria ou grupo mas, sim, de todos os brasileiros. Conseqüentemente, mesmo em época de campanha e com o parque repleto de políticos e de barracas de partidos, NÃO FAREMOS CAMPANHA A FAVOR NEM CONTRA NENHUM CANDIDATO. Que ninguém diga depois que nós fomos orquestrados.

5) TODOS SÃO VOLUNTÁRIOS;

6) O movimento NÃO É, EM HIPÓTESE ALGUMA, “fora Yeda”, “ditadura da Brigada”, em solidariedade ao MST, ao câncer, ao soropositivo, ao negro, à mulher ou ao PT: embora sejam causas nobilíssimas, não se chama atenção da sociedade positivamente sem ISENÇÃO PARTIDÁRIA nem FOCO EM UM ÚNICO OBJETIVO;

7) VAMOS IMPRIMIR CENTENAS DE PAPÉIZINHOS COM O ENDEREÇO DE NOSSOS BLOGS E DO PETITION ONLINE PELA EXONERAÇÃO DO “ministro” GILMAR MENDES e pela revelação de quem são os jornalistas patrocinados pelo DANIEL DANTAS;

8) FOTOS E VÍDEOS DE CÂMERAS DIGITAIS, CELULARES E CAMCORDERS de todos os ângulos são muito bem-vindas;

9) Quem for estudante secundarista ou universitário deve divulgar aos quatro ventos este post, a fim de atrair um grande contingente de massa crítica que não lê nossos blogs.

____________________

VAMOS FAZER HISTÓRIA COM O SEGUNDO MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA PÓS-MODERNA DE PORTO ALEGRE (o primeiro foi este aqui)

AINDA SOU O MESMO DE SEMPRE

Este blog nasceu quando eu ainda acreditava em muitas das instituições brasileiras que demonstram-se ora viciadas. Na mesma época, eu ainda acreditava em várias formas de reivindicação e de debate regidas pelas atuais leis brasileiras como a “melhor” forma de solucionar demandas sociais relevantes para tentarmos transformar a pirâmide social em um cubo.

Não vou deletar nem me arrepender de nada do que eu escrevi daqueles tempos em que ainda cria nos partidos, nos sindicatos, nas leis: eventualmente, um daqueles fatos pontuais pode ser fonte de alguma solução contemporânea porque a temporalidade de ambas as questões permanece semelhante e segue o mesmo ritmo dos ritos políticos modernos.

A transição da modernidade para a pós-modernidade é desigual e jamais terminará: mais cedo ou mais tarde, a mudança de época consolidar-se-á por diversas culturas de forma que a técnica e a comunicação atinjam o mesmo grau de fonte de poder e de meio de realização econômica ao qual o meio urbano já vive.

Por outro lado, algumas raras sociedades pré-históricas, medievais ou agrárias ainda poderão viver muito bem nesses estágios de temporalidades, culturas e alteridades distintas. Por uma questão de cidadania, tudo isso deve ser tolerado, respeitado e não-modificado de fora para dentro. O desafio é proteger essas culturas e ajudá-las a resistir ao bombardeio hegemônico, cujo objetivo de homogeneizar a sociedade é meramente comercial.

O problema maior surge quando defende-se como único modelo de sociedade a celebração dos valores iluministas da Revolução Francesa como um mantra; a modernidade industrial taylorista-fordista como uma forma de organização tão necessária como conflitante e a tecnofilia do fetiche, na qual o produto sociotécnico torna-se mais do que a forma com que a sociedade irá se apropriar do seu uso mais importante do que esse uso.

Cada indivíduo é responsável e interessado por uma determinada esfera da sociedade. Sua vontade de atuar coletivamente depende do quão consciente ele é da sua identidade e da sua pertença. Essa consciência da preservação de uma cultura local, hoje em dia, para a MINHA forma de atuar como ativista, significa pouco e não soluciona mais nem questões pontuais e imediatas, nem tampouco ajuda-nos a encontrar o primeiro floco que originou a imensa bola de neve na qual estamos todos presos.

Não tenho como ensinar nem como impor um jeito “certo” de blogar ou de resistir. Tampouco sei qual é o jeito “errado” de blogar ou de resistir. A única coisa que eu sei neste início de pós-modernidade é que toda a informação que circula pelo ar e pelas ondas eletromagnéticas vai reverberar em algum lugar. Depois, em outros. Mais adiante, em mais outros. Quando voltar, terá sido rebatida e transformada por incontáveis mediadores e remediadores daquele fato inicial.

Portanto, não creio que a solução para um problema local tenda a ser resolvida mais rapidamente se ela permanecer restrita a um conjunto extremamente pequeno de interlocutores locais: ela precisa circular e ser transformada no meio do caminho.