AZENHA: QUEREM LIBERAR PRÉDIOS DE ATÉ 72m

Por mais gremista que eu seja, não posso, de forma alguma, concordar com a transformação de PORTO ALEGRE em uma nova SÃO PAULO TURBOCAPITALIZADA ou, pior: em uma NOVA PEQUIM.

Portanto, SOU CONTRA qualquer alteração na qualidade de vida do porto-alegrense segundo estes motivos e também conforme a explicação clara e legal do vereador BETO MOESCH.
Não existe COPA DO MUNDO nem valorização do patrimônio de qualquer clube de futebol ou incorporadora imobiliária que justifique a morte lenta do trânsito, da poluição, do excesso de esgoto, do absurdo gasto de energia e, acima de tudo, da eliminação da nesga de vegetação nativa ainda existente naquela região de crescimento desordenado.

TEXTO ABAIXO COPIADO E COLADO A PARTIR DO BLOG GRÊMIO ACIMA DE TUDO. REPAREM NOS MEUS GRIFOS.

Eduardo Bernardon, associado do GRÊMIO pergunta:

Já conversei com vários conselheiros e TODOS TEM A MESMA DÚVIDA:

- EM QUANTOS MILHÕES DE REAIS ESTÁ AVALIADA A ÁREA DO OLÍMPICO MONUMENTAL?!

Se vamos entregar o nosso patrimônio para a OAS, eu quero saber quem fez o laudo de avaliação da área?

Nunca é demais lembrar que a Arena somente será do Grêmio e dos seus sócios após 20 ANOS.

Antes da resposta do consagrado advogado ANTÔNIO CARLOS AZAMBUJA, membro do Conselheiro Fiscal do GRÊMIO e, ao que tudo indica, profundo conhecedor do Plano Diretor e das práticas das construtoras e do parlamento porto-alegrense, lembro que o principal mentor do PROJETO PONTAL DO ESTALEIRO, arquiteto JORGE DEBIAGI, é VICE-PRESIDENTE REGIONAL da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA  (ASBEA), PRESIDENTE DA SOCIEDADE DE ENGENHARIA DO RS (SERGS) e também conselheiro do GRÊMIO. Seu escritório, assim como a CONSTRUTORA ROSSI de São Paulo (que já divulgou ao MOVIMENTO GRÊMIO NOVO ao qual pertence o ex-vice-presidente EDUARDO ANTONINI, principal relações públicas e articulador político do PROJETO ARENA, que pretende investir pelo menos R$50 MILHÕES DE REAIS em condomínios sabe-se lá com qual volumetria esperada para o bairro HUMAITÁ) estão entre os empreendedores mais interessados na ALTERAÇÃO DO PLANO DIRETOR DE PORTO ALEGRE, assim como, obviamente, todas as entidades representativas da indústria da construção civil do estado.

O VALOR DA ÁREA DO BAIRRO MEDIANEIRA, ONDE SE SITUA O ESTÁDIO OLÍMPICO, SERÁ DIMENSIONADO EFETIVAMENTE NO MOMENTO QUE A CÂMARA DE VEREADORES DE PORTO ALEGRE APROVAR O PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR QUE ALTERA AS ÁREAS DE APROVEITAMENTO HOJE EXISTENTES, EM FUNÇÃO DO PLANO DIRETOR.

NO DITO PROJETO, QUE TRANSFORMA A ATUAL ÁREA ESPECIAL, COM ÍNDICE ZERO, EM ÁREA DISPONÍVEL PARA CONSTRUÇÃO DE PRÓPRIOS COMERCIAIS E RESIDENCIAIS, PREVE-SE ÍNDICES CONSTRUTIVOS EXCEPCIONAIS, TAIS COMO ALTURA DE 72,00 E APROVEITAMENTO DE 3,4. ISSO SIGNIFICA QUE A ATUAL PROPRIEDADE, CONTABILIZADA ATUALMENTE POR R$ 46.000.000,00 SERÁ VALORIZADA DE MANEIRA FORMIDÁVEL.

O QUANTUM PROPORCIONAL DESSA VALORIZAÇÃO PODER-SE-Á APURAR A PARTIR DA APLICAÇÃO DESTES NÚMEROS SOBRE A DIMENSÃO DO TERRENO (MENOS DEMOLIÇÃO DO ESTÁDIO), QUE É DE 8,3 HA. ESTAREI EM CONDIÇÕES DE FORNECER NÚMEROS MAIS PRECISOS DEPOIS DA PASSAGEM DO PROJETO PELA CÂMARA (JÁ PASSOU PELO CAUGE E PELO CONSELHO DO PLANO DIRETOR).

TAMBÉM ESTOU PROVIDENCIANDO NA APURAÇÃO DAS VANTAGENS DO INTERNACIONAL, OBTENÍVEIS POR ELES ATRAVÉS DE OUTRO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR, TRAMITANDO EM PARALELO, MESMA FASE, E QUE CONTEMPLA OS NOVOS APROVEITAMENTOS DAS ÁREAS DOS EUCALIPTOS E DO ATERRO, ESTE DIVIDIDO EM MACROZONAS (SÃO 38 HA, ACREDITE, QUE ELES GANHARAM DA PREFEITURA, NESTES CINQUENTA ANOS, ENQUANTO NOSSOS DIRIGENTES DE TODOS OS TEMPOS FICAVAM CONTEMPLANDO ESSE DESPUDORADO FAVORECIMENTO, SEM NADA FAZER!).

SÃO EXCEPCIONAIS, TAMBÉM, OS ÍNDICES CONTEMPLADOS PARA A ZONA DO BEIRA-RIO. A DISTÂNCIA PATRIMONIAL DELES, JÁ EXISTENTE HOJE EM NÍVEIS MAGNÍFICOS, FICARÁ MUITO MAIOR.

O PIOR É QUE NÃO PODEMOS FAZER NADA, PORQUE A CIDADE TEM INTERESSE NESSAS DUAS OBRAS – ARENA E REFORMA DO GIGANTE – NA CONCORRÊNCIA QUE MANTÉM COM AS DEMAIS 17 OUTRAS CANDIDATAS BRASILEIRAS À SEDE DE JOGOS DA COPA.

HÁ, ENFIM, INTERESSE PÚBLICO SOBREPAIRANDO SOBRE ESSAS QUESILHAS GRÊMIO X INTER.

DE TODO O ESCLARECIMENTO DO CONSELHEIRO CACAIO, O QUE PENSO INTERESSAR AO FÓRUM DE ENTIDADES COMO FORMA DE AÇÃO ESTÁ POSTO ABAIXO:

SE HOUVER DISPUTA, COTEJO, OS PROJETOS NÃO PASSAM NA CÂMARA DE VEREADORES E PORTO ALEGRE SE PREJUDICA. DE FORMA QUE VAI LEVAR MUITO TEMPO, AINDA, PARA QUE O GRÊMIO SEJA COMPENSADO PATRIMONIALMENTE PELO PODER PÚBLICO EM FUNÇÃO DA POSIÇÃO DE SUCUMBÊNCIA, POR INÉRCIA, QUE TEVE NESTE MEIO SÉCULO PASSADO.

COMENTÁRIO DO ASSOCIADO E EX-CONSELHEIRO DO GRÊMIO MARCO SOUZA:

Todos estes elementos levam a certeza de que houve grande açodamento na forma como este assunto vinha sendo conduzido.

Eu, pessoalmente, fico contente que este assunto esteja sendo discutido, pois foi precisamente este o motivo de minha renúncia ao Conselho.

Grande parte dos conselheiros foi seduzida por um projeto (e por seus patrocionadores) não adequadamente estudado e que AINDA TEM MUITOS PONTOS EXTREMAMENTE OBSCUROS (ou será que esta alteração dos índices não justifica a incrível pressa que alguns vinham tentando determinar
para esse processo?).

Acho que tem uma pergunta que resolve esta questão (e que não é minha):

Quem de nós trocaria uma apartamento velho de 500 m2 na Azenha por um novo de 100 m2 no Humaitá?

O que não vale para nós, também não vale para o Grêmio.

VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA!

Sociedade Alternativa

Raul Seixas

Composição: Paulo Coelho / Raul Seixas

Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa
(Viva! Viva!)
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa
(Viva O Novo Eon!)
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa
(Viva! Viva! Viva!)
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa…

Se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá!
Faz o que tu queres
Pois é tudo
Da Lei! Da Lei!
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa…

“-Faz o que tu queres
Há de ser tudo da Lei”
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa
“-Todo homem, toda mulher
É uma estrêla”
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa
(Viva! Viva!)
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa
Han!…

Mas se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou discutir Carlos Gardel
Ou esperar Papai Noel
Então vá!
Faz o que tu queres
Pois é tudo
Da Lei! Da Lei!
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa…

“-O número 666
Chama-se Aleister Crowley”
Viva! Viva!
Viva! A Sociedade Alternativa
“-Faz o que tu queres
Há de ser tudo da lei”
Viva! Viva!
Viva! A Sociedade Alternativa
“-A Lei de Thelema”
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa
“-A Lei do forte
Essa é a nossa lei
E a alegria do mundo”
Viva! Viva!
Viva A Sociedade Alternativa
(Viva! Viva! Viva!)…

ILUSÕES E DESILUSÕES DE UM MILITANTE DE ESQUERDA BURGUÊS

Bem sei que minha opinião formada por um olhar que me força sempre a duelar contra as minhas crenças a fim de encontrar nelas as suas próprias idiossincrasias ou contradições através do distanciamento crítico cria muitas discordâncias em relação ao pensamento da própria esquerda bovina (sim, os bovinos estão por toda a parte na capital e no RS).

Fui líder estudantil no final do 1º grau em escola pública. Estudei em universidade pública, gratuita e, até então, ainda de qualidade. Viajei pelo país em três ENECOMs; fui militante do PT durante quase duas décadas e, sempre que tiver tempo ou julgar minha opinião útil e – acima de tudo – passível de ser devidamente ouvida, respeitada e aceita, ainda participarei eventualmente de reuniões no diretório municipal.

Tenho vários episódios de embates urbanos durante campanhas partidárias-eleitorais que, felizmente, posso garantir com toda a honestidade do mundo que JAMAIS foram provocadas por mim ou por qualquer um dos millitantes que estavam junto comigo em tais ocasiões:

1) No canteiro defronte à Praça da ENCOL, um homem com menos de 40 anos muito bem vestido e bem grande (gordão e com cerca de 1,90m de altura), arrogante e irônico, atravessou a rua para provocar a nossa militância. Algumas professoras estaduais e seus filhos queriam apelar para a ignorância. Felizmente, meu distanciamento permitiu-me ser o único do grupo a enxergar um carro estacionado defronte à praça com um cara de estilo muito parecido com o do que veio nos provocar cujo motorista estava sorrindo com uma câmera de vídeo. Prontamente, apontei-o para todos e apartei o princípio de desentendimento (1994);

2) Quase fui atropelado com o sinal fechado por um jovem motorista de um Gol que sentiu-se muito incomodado com as bandeiras do PT tomando conta do cruzamento da Mostardeiro com a Goethe defronte ao Parcão de maneira alegre, pacífica e hegemônica (1998);

3) Me deixei ser “espancado” pelo inócuo “pauzinho de plástico” da bandeira de uma eleitora do Rigotto defronte ao HSBC da 24 com Olavo Barreto Viana. Se o filho dela não fosse um guri sensato, a merda estaria feita: eu tinha tanta razão que fiquei parado e ameacei processá-la e chamar a imprensa (2002);

4) De 1989 até 2006 (a última campanha da qual participei nas ruas), sempre bandeirando nas avenidas Nilo Peçanha, Carlos Gomes, Plínio Brasil Milano, 24 de Outubro, Goethe, Independência, Osvaldo Aranha, Parcão, Redenção, Gasômetro e indo a todos os comícios no Largo da EPATUR (em 2008, foi a primeira vez que eu sequer soube quando haveria algum comício e perdi os dois ou três que ocorreram), cansei de ser abordado por pessoas que perguntavam se eu era CC, professor, funcionário público, dirigente sindical, delegado de partido, desempregado, se não tinha coisa melhor pra fazer, “como é que um moço tão ['bonito, inteligente, alegre, cheio de energia', etc. - dependendo do interlocutor, que quase sempre, esteve enganado em relação a mim] é capaz ‘disso’?”

Além dessas histórias urbanas, sempre tive calorosas, pouco civilizadas e extremamente traumatizantes discussões familiares (sobretudo quando eu era muito novo e era conscientemente censurado e inconscientemente humilhado perante estranhos pelo meu pai e pelo meu irmão), as quais durante muitos anos, mesmo coberto de razão, não conseguia saber me defender nem contra-atacar de maneira racional e fidalga. Essas são as marcas que mais doem e que nunca irão se apagar: mesmo sem ódio, sem raiva e procurando evitar esse tipo de desgaste, não nego minha fraqueza de, mesmo conseguindo entender o porquê deles serem assim, é impossível para mim não guardar rancor. Nenhuma demonstração atual ou futura de amor, carinho, atenção, respeito, solidariedade ou coisa parecida até hoje foi capaz de fazer com que eu esqueça, minimize ou seja capaz de me sentir melhor em relação a esses sentimentos.

Meus bons e velhos amigos, em muitos momentos foram mais significativos e mais importantes em termos de empatia e de afinidade do que com a minha própria família. Contudo, hoje sei que não há como contar nem com os amigos, nem com a família para tudo: cada grupo de afeto e de identidade supre determinadas necessidades individuais e coletivas, mas é incapaz de satisfazer a todas.

As escolhas profissionais e a maneira com que cada um foi criado, mesmo tendo uma adolescência de esquerda a partir de pais entre 10 e 20 anos mais jovens do que os meus que efetivamente tentaram lutar contra a ditadura civil e militar de direita, hoje são muito divergentes das minhas: pode-se dizer que eu nunca consegui ser pragmático e que sempre tive severas divergências em relação a me tornar ou a me sentir como um escravo do “deus-mercado”. Mantendo-me parcialmente à margem do sistema, ainda não tive filhos, não possuo patrimônio, não viajei pelo mundo e não consegui estabelecer uma rede social capaz de me ajudar profissionalmente.

Foi extremamente difícil tentar integrar-me a esse sistema. Demorei muito tempo até descobrir minha vocação autêntica e para entender que politicagem, subjetividade e, acima de tudo, a necessidade de estabelecer laços HONESTOS e SINCEROS com pessoas influentes (ou muito populares, ou dotadas de um alto poder político, social e/ou financeiro) é a única forma de se conseguir chegar aonde se quer sem sectarismo e com a capacidade de poder circular com respeito por vários ambientes diferentes inclusive em meio a severas divergências.

Jamais mudarei de lado. Porém, sei que que meu ponto-de-vista baseado em uma matriz teórica contemporânea gera um afastamento da visão reducionista e simplista que é progressivamente irreversível e autofágica em função da miopia da única forma aceita e conhecida de se fazer política: partidos e sindicatos mandam, os outros “bedecem”.

A paixão, a idolatria e a defesa incondicional de práticas e de pessoas cuja contribuição política e cidadã não vale meio centavo furado em relação a tudo o que OLÍVIO DUTRA protagonizou me fez estudar e pesquisar seriamente outras alternativas legitimamente políticas, politizadas e politizantes, atuantes, ativistas, cidadãs, esclarecidas e mobilizantes ainda emergentes cujos resultados têm sido muito mais eficientes do que sob lideranças centralizadoras baseadas em uma visão atrasada e retrógrada (que não tem nada a ver com o discurso direitista do ‘novo’).

Para mim, o declínio do sistema representativo político baseado em partidos cujo financiamento de campanha funciona de maneira X e que depende de uma espécie de relacionamento Y a fim de sobreviver às forças conservadoras (banqueiros, megacorporações globais, latifundiários, agronegócio, políticos de direita e corporações de mídia) exige uma ampla discussão a fim de buscar uma nova legislação capaz de fazer com que alterações profundas nesse modelo falido possam fazer com que ele volte a fazer sentido para a sociedade como um todo.

Enfim… Tudo o que demanda centralização, autoritarismo e pensamento único me torna extremamente pessimista e faz com que eu, alguém disposto e interessado em debater a respeito de qualquer coisa desde sempre, chegue ao extremo de considerar perda de tempo discutir política sob os moldes partidários, eleitorais e representativos sob este modelo.

Há muita gente extremamente lutadora, de biografia tão longa quanto significativa e que é muito conhecida no meio da esquerda sul-riograndense por uma quantidade enorme de militantes mergulhando em uma espiral de ilusão, de auto-enganação e de incapacidade total de analisar o macroambiente, por mais que leia, por mais que participe de palestras e cursos, por mais que viaje.

Há, tamb

RÁDIO IPANEMA COMUNITÁRIA 87.9

Vejam só que agradável surpresa: a CLÁUDIA CARDOSO e o EUGÊNIO NEVES mantêm um link para a RÁDIO IPANEMA COMUNITÁRIA 87.9 FM no DIALÓGICO.

Pra aumentar a surpresa, o radialista GILBERTO “GIBA” CHAVES já jogou sinuca comigo e também já participou de alguns encontros das comunidades BALZAQUIANOS DE PORTO ALEGRE e BUTEQUEIROS (sic) DE PORTO ALEGRE no ORKUT, das quais também faço parte.

Além do exelente trabalho do COLETIVO CATARSE do GUGA e da TÊMIS (blogueiros do ALMA DA GERAL), eis mais uma prova de que a MÍDIA ALTERNATIVA DE MASSA e a BLOGOSFERA podem funcionar como ambientes de empreendedorismo, crítica e jornalismo de verdade ao invés da lógica da maioria das faculdades de “comunicologia” de jogar jovens no “mercado” das grandes corporações de mídia.

Defendo um aumento significativo de disciplinas OBRIGATÓRIAS de ADMINISTRAÇÃO, ANTROPOLOGIA, CIDADANIA, CIÊNCIAS POLÍTICAS, DIREITO E ÉTICA, ECONOMIA, FILOSOFIA, JORNALISMO ONLINE, PSICOLOGIA  SOCIAL, REDES SOCIAIS e SOCIOLOGIA nos cursos de COMUNICAÇÃO SOCIAL.

Do contrário, a cultura dependente da igreja, do Estado, do partido, do sindicato, da entidade patronal e dos humores do deus-mercado seguirá prevalecendo.

Pra mim, o BRASIL seguirá sendo um país onde a ignorância é quem manda caso não ocorra essa guinada rumo à prioridade estratégica da COMUNICAÇÃO para a sociedade.

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POR QUE O DISCURSO DA PACIFICAÇÃO DO RS FUNCIONA

Foto copiada do blog DIÁRIO GAUCHE, de CRISTÓVÃO FEIL.
Desconheço o nome do fotógrafo

Este é o segundo post da campanha “DIZE-ME COM QUEM ANDAS QUE TE DIREI QUEM ÉS“: à direita, Isabela “Porto Alegre é Demais” Fogaça; a seu lado, o próprio – o prefeito José “Poeta” FOGAÇA, que propôs uma lei contra a pluralidade partidária, que restringiria o número de partidos a não mais do que cinco durante seus longos anos como senador.

À esquerda, a eminência parda do atual desgoverno (que parece ser um articulador e um líder bem mais influente do que uma porrada de políticos aliados a ele – inclusive muitos macacos velhos), o economista Carlos Crusius, marido da desgovernadora Yeda “Meu Palácio” Crusius, mais conhecida como a RAINHA DAS PANTALHAS.

Atrás de Yeda, seu ex-chefe da Casa Civil e atual secretário de sei lá o que (sua secretaria deve ter algum nome semanticamente enganador tipo ‘articulação política’) de Fogaça, CEZAR BUSATTO.

Vamos mudar um pouquinho o antigo ditado “À mulher de César não basta ser honesta: tem que parecer honesta”:

À DIREITA BOVINA NÃO BASTA SER HEGEMÔNICA: TEM QUE PARECER HEGEMÔNICA.

O que quero dizer com isso? Que eles estão sempre unidos e que suas diferenças são tênues e pairam escamoteadas em função do seu uso bem mais  competente do que o da esquerda no uso de MÍDIAS SOCIAIS.

O problema é que o PT é extremamente incompetente em encontrar uma fórmula capaz de fazer com que ele não seja visto com aversão por essa rede social, a ponto de fazer parte dela, ao mesmo tempo em que teria a dificílima tarefa de não fazer média, não mentir, não roubar, não puxar o saco pra ser aceito pela tchurma e, acima de qualquer outra coisa, jamais realizar trocas de favores com eles.

Apesar do pensamento excludente e preconceituoso da oligarquia bovina e de seu séquito de eleitores, o pior para o PT não é o fato de ser “de esquerda”, de ter origem “comunista”, de possuir uma militância “agressiva” ou de apresentar candidatos (alguns, eleitos; outros, não) fisicamente “feios” que falam “difícil demais” ou “fácil demais”: o pior é a manutenção do discurso do confronto entre classes, do objetivo de buscar o poder a partir da “classe operária”, dos “proletários”, do “povo” e, acima de tudo, de ser possível porém de haver raríssimos militantes e candidatos com formação em Administração de Empresas ou, melhor, em ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ênfase que raríssimos candidatos ao vestibular escolhem, mas que seria importantíssima para o futuro da cidade).

Muito embora a DS tenha prestado serviços inestimáveis nas gestões de OLÍVIO DUTRA e de RAUL PONT, infelizmente esse sub-partido predominante no RS possui um ranço contra as palavras “empreendedorismo”, “economia” e “administração” como se a academia e o mercado de trabalho oferecessem tão-somente a maneira neoliberal e excludente de distribuir renda, de gerar desenvolvimento sustentável e de discursar.

Portanto, o grande erro do PT dominado pela DS (não que a ‘direita’ do partido, que participa do lulo-petismo de resultados) é viver com raiva daquilo que costuma falar mal sem ao menos conhecer.

Se isso explica parte da bovinidade sob um viés um pouco diferente da lenga-lenga de sempre (mídia hegemônica, preconceito, luta de classes, etc.), eis mais uma hipótese.

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