RIO GRANDE, RIO-GRANDENSE, SÃO PAULO, CITADINO

CLIQUE NA IMAGEM E ENCOMENDE<BR>A 2ª CAMISETA MAIS LINDA DO FUTEBOL GAÚCHO

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O grande KAYSER curte merecidas e divertidas férias em RIO GRANDE, uma cidade importantíssima para a economia do RS em função do seu porto marítimo que, infelizmente, é muito pouco – quase nada – lembrada pela mídia por não se tratar de um local preparado para o turismo segundo o marketing, a publicidade e o tipo de consumismo que esses setores desejam vender.

Outros dois riograndinos (seja de nascimento, seja de coração) que não podem ser esquecidos por este post são os não menos grandes RODRIGO CARDIA e seu pai CESAR, dois outros ativistas importantes da nossa capital, além do ALEXANDRE CORRÊA (assessor de imprensa fragário e o pior corneteiro de todos os tempos).

Lá, está rolando um campeonato citadino de futebol profissional. Como se sabe, três dos clubes mais tradicionais do estado pertencem à simpática cidade da beira da LAGUNA DOS PATOS [1]: o clube mais antigo do país, o VOVÔ RIO GRANDE; o clube que disputou mais vezes a primeira divisão gaúcha durante a minha infância, o LEÃO DO PARQUE SÃO PAULO [2].

O que me interessa nesse certame é uma conjunção de fatores:

a) EMERGÊNCIA: segundo o KAYSER, comunidades de usuários locais do ORKUT (entre elas, as SEIS do São Paulo) fez um trabalho de formiguinha que resultou na pressão por um torneio que ressuscitasse a velha tradição dos clássicos riograndinos. Foi um movimento de baixo nível que refletiu no nível mais alto de  uma cadeia de eventos presenciais de maneira magistral;

b) RIOGRANDENSE (GURI TEIMOSO): o clube, que comemora seu centenário em 2009, teve um motivo enorme para voltar ao futebol profissional – uma decisão inteligente e coerente da sua diretoria e de seus associados, pois foi do tamanho com o qual talvez se  pudesse obter algum resultado;

c) COMUNIDADE: o trabalho social que o VOVÔ RIO GRANDE faz é absolutamente sem igual em todo o RS. Conversei com o 2º presidente eleito HYLTON SOARES MARTINS e ele me contou sobre o quanto o clube contribui com a população carente da cidade [3].

AGUARDEM: em breve, uma solução para o calendário dos grandes clubes e uma proposta de valorização dos pequenos através de uma remodelação do GAUCHÃO, que suponho seja capaz de torná-lo mais rentável a partir do resgate das rivalidades históricas com duração menor para os grandes e maior para os pequenos.

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[1] Não é lagoa, assim como o GUAÍBA é LAGO e não rio, segundo dados geográficos consistentes que, infelizmente, corroboram com a especulação imobiliária na capital, mas essa é um aoutra conversa…

[2] GUINGA, NEI E TONINHO, além do cão de guarda PAULO BARROCO, eram os grandes destaques do time que marcou época na segunda metade da década de 1970 e na primeira metade da década de 1980.

[3] Em breve, uma pequena entrevista com esse grande abnegado altruísta do futebol gaúcho.

CLASSE MÉDIA GAÚCHA LANÇA BOATOS À VONTADE

Candidatos definidos, o trabalho sujo não precisa ser feito pelos próprios políticos de direita do Rio Grande do Sul, o Bovinão, a República Reaça dos Gaudérios.

Vocês acham que quem trabalha para eles formal ou informalmente é quem mexe os pauzinhos?! Menos do que se imagina!

Vocês atribuem a formação da opinião da classe mérdia à mídia corporativa e a seus patrocinadores? Hummm… ACORDEM!!! Tem muita gente sem tempo nem vontade de assistir telejornais, ouvir rádio, ler jornais e revistas. E ainda há muita gente que, mesmo com acesso à internet, a utiliza apenas para e-mail, Orkut e MSN.

Essa é apenas uma parte de um sistema gigantesco, amplo, em rede, totalmente informal.

O problema do reacionarismo guasca é social, econômico, político, cultural e midiático ao mesmo tempo. A história e a psicologia social são disciplinas que deveriam participar mais desse debate e da detecção desses padrões, pois as disciplinas da sociologia, da antropologia, da filosofia, do direito, da administração, da economia e da comunicação não são suficientes para darem conta de desvelar cada um dos múltiplos nichos de uma sociedade tão ampla quanto heterogênea.

Executivos de médio e baixo escalão sem visibilidade midiática, dondocas que vivem se empetecando, parentes de militares, habitantes de cidades regidas pelo latifúndio ou onde um punhado de megacorporações globais sustenta a esmagadora maioria dos empregos e dos impostos estaduais e municipais é que jogam a merda no ventilador.

O rico anda menos reacionário nos últimos anos porque precisa de uma nova massa de consumidores e de escravos ainda mais dóceis porém muito mais qualificados do que na atualidade. Do contrário, serão engolidos pelos seus concorrentes.

Já a classe mérdia, morre de medo de ter seu padrão de vida posto por água abaixo. Morre de medo que aquelas pessoas feias, sujas, pobres, ignorantes, famintas, ladras, mal educadas, que não sabem ler, escrever, se vestir, que não usam perfume como eles estejam pau a pau freqüentando os mesmos cinemas, os mesmos restaurantes, os mesmos shoppings e por aí afora.

Não é toda a classe média que é mérdia. Mas a classe mérdia é a bucha de canhão dos ricos que não são inteligentes e que não pensam em fazer a economia crescer, mas tão-somente em lucrar o máximo e gastar pouco.

Ultimamente, têm voltado com força nas rodas da classe média alta bovina os papos de que Olívio é bebum, que Bisol é veado, que Lula cortou o dedo de propósito pra se aposentar por invalidez e que ele homologou a nova “absurda” lei do álcool na direção é porque “ele tem motorista pra levá-lo aonde quiser e beber à vontade”.

São eles que mandam contra as cotas nas universidades. São eles que dizem que 3% de todos os impostos que a gente paga vão para o PT…

Ora, ora: isso seria um caminhão de dinheiro suficiente para comprar todo o PIG e mandá-los pastar cada nota!

Gozado: NINGUÉM VOTOU EM YEDA! E ninguém comenta o escândalo do DETRAN ou do BANRISUL (a não ser pra dizer que ‘em uma empresa, essa roubalheira nunca teria acontecido’) nessas rodas!!!

Enfim… Considero que essa parcela da sociedade, por mais que diga que “ralou pra chegar onde chegou”; que realmente não sonegue impostos; que não utilize o mal fadado “jeitinho”; que viva com ética e que possua a ficha limpa na polícia, é a verdadeira escória.

Porém, há um comportamento igualmente deplorável em parte da esquerda, que se julga mais culta, mais solidária, mais politizada, mas nega falhas semelhantes de seus políticos, dos empresários com os quais simpatiza e por aí afora, como a história de que, apesar de péssimo, Antônio Britto era veado, foi para a Espanha com seu enteado, ou então que ele era “brocha”.

Discutir pessoas ao invés de discutir idéias e tornar essas discussões uma prioridade social é, mais do que um interesse comercial da mídia corporativa, um interesse dessa classe mérdia que retroalimenta a mídia de informação: eles não são reféns da desinformação que recebem e tampouco a mídia tem o poder que a ela se atribui com tamanha intensidade, por mais que ela esteja presente mediando todos os campos sociais.

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A RAIVA DA CLASSE MÉDIA GAÚCHA EM AÇÃO

Às vezes, o blogueiro precisa ter sorte pra sustentar seu argumento em uma pauta proposta: eis um gancho para comprovar o que a dona NITA FREIRE, viúva do grande PAULO FREIRE, disse em entrevista ao Jornalista LUIZ CARLOS AZENHA no VI O MUNDO (OUÇA):

Extraí a seguinte conversação de um tópico em uma comunidade do ORKUT. Todos os membros possuem pelo menos 30 anos de idade e não há nenhum pobre ou rico (nomes e link suprimidos):
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1) Dessa vez eu reagi.

Eu não sei se isso é uma boa ou má notícia mas me senti bem mais aliviado, com o que aconteceu.

Lembram-se que no ano passado fui assaltado dentro de um ônibus, certo ? Pois é, aconteceu de novo hoje, pleno sábado, só que dessa vez eu reagi.

O cara fingiu que estava armado, mas não estava. Estava assaltando o cobrador bem na minha frente. Quando eu vi que ele estava blefando, agarrei o braço dele, por cima da roleta e meti um direto de direita que mandou o cara ao chão. Acertei o cara mais ou menos em cheio, o olho direito dele “tapou” na mesma hora. Mas ele tentou se levantar pra fugir.

Daí foi aquilo. Cobrador e motorista e um outro funcionário da empresa “grudaram” ele.

O carinha com o dinheiro na mão e não soltava !

O que esse cara apanhou não está no mapa. Sentaram uma verdadeira surra no cara, até que ele desistiu e entregou a grana. Eu nem fiz coisa nenhuma depois que derrubei o cara. Parecia que havia uma raiva e revolta gerais, não precisava mais ninguém pra conter o chinelão.

E é com um certo constrangimento que digo que fiquei bem contente.

Ele estava visivelmente sob o efeito de drogas, resistiu bastante, mas o ônibus rumou direto pra delegacia e ainda apareceu um carro da brigada pro apoio. Uma passageira ligou do celular e eles foram chamados.

Consegui descer perto da minha casa mesmo e fui caminhando, tranquilamente, de volta ao lar..

A tentativa de assalto aconteceu por volta da 13;30 neste Sábado, dentro do ônibus T2.

Mas dessa vez o final foi diferente.

Um abraço a todos e cuidem-se sempre !!!
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2) Dááá-lhe Balboaaa!!!!!!!!!

é isso aí!
foste muito corajoso.

o direito do cidadão se defender é sagrado.
e pensar que quiseram e querem nos tirar até isso…

abraço
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É isso aí, Mike Tyson!!!

Ser sempre vítima também não dá. Ninguém agüenta mais tanta roubalheira de político, empresas, golpistas e ladrões. Eles estão achando que é fácil roubar, que ninguém faz nada, que ninguém vai reagir. Chega uma hora que a casa cai!

Não fique constrangido, amigo! Você fez o que todo mundo quer fazer.
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Tenho um grande amigo que, ao mesmo tempo em que é voluntário de um curso pré-vestibular para excluídos que obtém bastante resultados e está habituado a fazer trabalho social desde sempre, diz que, se um “vagabundo” atacá-lo no trânsito e ele tiver tempo de reagir com certa segurança, “não quer nem saber: passa por cima”.
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Eu mesmo postei um assalto do qual fui vítima defronte ao edifício ao lado do meu há cerca de 14 ou 15 meses atrás. Acabei com a sensação de otário, sem pena nenhuma de dois guris que não estavam sujos, fedendo, drogados nem mal vestidos e que, provavelmente, também não estavam armados.

O QUE FAZER?! EXISTE TER OU NÃO TER RAZÃO AO REAGIR OU DEIXAR DE REAGIR?!

Por que há formas de violência que matam mais gente no Brasil do que os crimes que não são tidas nem como crime, nem como violência?

A indignação e a falta de noção com o que atinge um único inocente de forma brutal são muito maiores do que a inação perante quem realmente rouba e mata milhares ou até mesmo milhões. Tal nível de ignorância faz com que a classe média (sobretudo a gaúcha, que é a pior do Brasil e uma das piores da América do Sul sem nenhuma dúvida) mantenha-se muito mais próxima da estupidez do que da lucidez.

Portanto, pergunto: à maioria da classe média gaúcha só resta reagir dessa forma porque ela é covarde, maniqueísta, chauvinista, estúpida, covarde e muito ignorante? Ou eu é que sou covarde e sensível demais?! Ou eu é que perdi minha paciência com essas questiúnculas transformadas em questões importantes e estou sendo preconceituoso em função do distanciamento que meu início de carreira como cientista me obriga a ter dos entes sociais a quem, mesmo sem querer, analiso?

A vida é muito complexa para determinismos, maniqueísmos e dicotomias. Por isso, não tenho como aplaudir a reação nem como achar prudente a inação.

De qualquer forma, vivemos em um estado e em uma capital onde o sensível se perdeu. Nesse ponto, a resistência globalizada da multidão pra mim faz muito mais sentido do que me preocupar ou dar mais valor a uma cultura regional que está longe de ser a prioridade do ativismo – embora não possa ser jamais negligenciada.

Em termos de RS e de PORTO ALEGRE, definitivamente, enchi o saco: a maioria não merece meu esforço. Aliás, nem sei se eles querem ou precisam do meu esforço ou se realmente acham que a qualidade de vida deles é ruim.

FODA-SE O RS E VIVA O PLANETA!!!

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