GRÊMIO E TÉCNICOS GAÚCHOS RECENTES

Não consigo mais ser condescendente com certas coisas. Em relação ao que a mídia acha versus o que o torcedor gremista acha sobre Celso Roth, afirmo que sim, ele é medíocre. Mas só vejo um punhado de técnicos brasileiros melhores do que ele. Não necessariamente nessa ordem, cito: Felipão, Autuori, Luxa, Muricy, Tite, Mano Menezes, Dorival Jr. e, e…? Na minha opinião, acabou: mais ninguém. Bonamigo, Zetti, Hélio dos Anjos, Geninho, Nelsinho Batista, Cuca… Com todo o respeito: à exceção de Vagner Mancini, não daria meu time de botão a nenhum treinador desse segundo pelotão.

Também é preciso lembrar que, excluindo Tite, no momento em que todos os demais técnicos minimamente aceitáveis do futebol brasileiro contemporâneo estavam empregados e que os top da lista já haviam se tornado inviáveis financeiramente para o nosso clube, Roth foi a alternativa que sobrou no mercado.

A gestão de Paulo Pelaipe, um assessor de futebol pouco culto e despótico a quem foi concedido um excesso de liberdade para espraiar suas arbitrariedades, funcionou bem quando o clube estava juntando os seus cacos. Suas apostas não foram ruins. E, naquele contexto, um “incêndio” era necessário. Todavia, apesar da radical diferença de perfil de gestão e de postura pessoal da atual dupla de dirigentes do futebol formada por André Krieger e Luiz Onofre Meira, noto uma semelhança entre modelos tão distintos: em ambas as gestões, prevaleceu a falta de percepção dos dirigentes em relação ao fato de tanto Mano Menezes como Celso Roth serem técnicos bastante incompletos – daqueles com prazo de validade. A ambos falta aquele algo a mais – muito embora creia que Mano ainda tem muitas chances de obter um título de expressão e superar as falhas que ora aponto em seu método de trabalho.

A demissão intempestiva de Mancini, o preconceito e a ignorância que se espraiaram por todas as tendências políticas do Grêmio após o caso das “ovelhinhas” foram apenas a ponta do iceberg: particularmente, acho que Tite é muito mais técnico (mais ousado, melhor estrategista, mais bem assessorado por um auxiliar mais competente) do que Mano Menezes e Celso Roth – aqueles que só sabem montar times na base da confiança e do entrosamento adquiridos durante momentos de penúria.

Confesso que eu próprio andava desconfiado em relação a Tite por causa daquele triste episódio (a cereja radiativa no coquetel Molotov que culminou em nosso segundo rebaixamento). Porém, Adenor Bacchi hoje mostra no tradicional adversário a mesma perspicácia que apresentou no Grêmio de 2001 e no Corinthians proto-ISL.

Mano e Roth possuem três deficiências metodológicas em comum. A saber:

1) A preferência pelo infeliz esquema 3-5-2 não decorre tão-somente da limitação técnica, física e/ou psicológica encontrada em um determinado plantel. No caso de ambos, sempre que a necessidade transformou-se em rotina, seus times deixaram de produzir ofensivamente mais pelo excesso de zelo atrás do que pela falta de qualidade na frente;

2) A persistência nos erros de improvisação: ambos insistem na utilização de jogadores que deram péssima resposta em outras posições nas mesmas condições em que um determinado improviso mal-sucedido se deu e

3) O excesso de peso que dão à intuição em detrimento da ciência e da prática: normalmente, suas escolhas por “bruxos” medíocres como homens de confiança podem até identificar-se com o perfil da torcida tricolor (a mística da garra). Todavia, embora costumem carregar o piano com competência e transmitir motivação dentro de campo, na maioria das vezes jogam mal as decisões de campeonato.

Hoje, Mano é idolatrado no Corinthians. Lá, ele não tem nenhum LucasCarlos Eduardo ou Hugo, mas conta com uma série de Sandros Goianos piorados (sou voto vencido, mas sempre achei Sandro Goiano mais carismático do que bom, importante e útil ao Grêmio). O entrosamento e o embalo da Série B e do Paulistinha (permita-me apropriar-me da tua expressão, caríssimo @jucakfouri ) decorrem do fato de que a Série B possui um nível técnico ridículo; quanto ao Paulistinha, São Paulo (em decadência) e Palmeiras (ainda em fase de afirmação, porém com um perigoso potencial) eram – e ainda são – times repletos de reticências e questionamentos. Em princípio, creio que o Corinthians de Mano não passa pelo Internacional na Copa do Brasil. No Brasileirão, vai lamber os beiços com uma vaga na Sul-Americana.

Quanto a Celso Roth no Atlético-MG, lá ele está em casa: para um time candidato ao rebaixamento no início do Brasileirão 2009, uma vaga na Sul-Americana 2010 está de excelente tamanho. Como um time como o Galo nada mais é do que um reles cavalo paraguaio, tanto a direção do clube como o próprio Roth tendem a trabalhar juntos em 2010 até a primeira goleada sofrida contra o Cruzeiro no próximo Mineirinho…

Tite, por sua vez, tende a conquistar bastante coisas com o tradicional adversário. A propósito: não compactuo com aqueles que consideram o time do Inter maravilhoso. O futebol rubro definitivamente não põe meia-piscina de vantagem em relação a outros bons times. Para o atual baixo nível técnico do nosso principal campeonato, eles estão entre os melhorezinhos.

Na ESPN BRASIL , o grande PVC informa que não é verdade que Roth trabalha ou trabalhou a maior parte de sua carreira no 3-5-2: o Inter de 1997, o Grêmio de 1998, o Palmeiras de 1999, o Goiás e o Atlético-MG de poucos anos atrás que ele montou com sucesso todos jogavam no 4-4-2. Porém, acho que faltou-lhe sensibilidade para definir seus critérios de confiança/desconfiança em relação ao potencial de seus jogadores na hora de insistir no 3-5-2.

Em defesa de Roth, ele foi melhor do que Mano com um time bem pior à sua disposição no Grêmio contemporâneo. Mérito maior pelo fato de ter tido coragem para fazer o Grêmio ganhar pontos fora de casa sem se acovardar. Voltando ao atual técnico colorado, no Grêmio de 2001, Tite, com um plantel parelho em relação ao disponibilizado a Mano (na verdade, melhor), fez muito mais do que ambos. Hoje, no lado vermelho, Tite possui um time caro e de qualidade semelhante à que recebeu na sua memorável segunda temporada no Tricolor

Posso errar? Posso. Mas não creio que o insucesso ou o sucesso que Autuori possa vir a conquistar (ou a deixar de conquistar) aqui no Olímpico venha a ser relacionado mais à sua própria responsabilidade do que à da direção do clube: afinal de contas, o plantel disponível hoje em dia só não é pior do que os do 2º semestre de 2003 até o final de 2005.

GRÊMIO, CONTEXTO, TÉCNICO, PLANTEL, FINANÇAS, 2009

Talvez eu seja um dos raros gremistas que nunca nutriu nenhum sentimento negativo em relação ao técnico Celso Roth, embora admita que suas convicções teimosas e o seu tempo no mercado tornam qualquer campanha imprevisível, já que é comum ele acertar quando menos se espera que ele acerte ou, pelo contrário, que Roth erre quando a maioria acha que ele iria acertar.

O Paulo Vinicius Coelho (é sem acento, mesmo), o PVC da ESPN Brasil e colunista da Folha, pra mim, é o melhor comentarista do país porque ele trabalha sempre baseado em estatísticas. O cara é uma enciclopédia ambulante da história e das escalações de todos os times lendários do país, não apenas os do eixo Rio-São Paulo. Ele deve ter uma biblioteca monstruosa e uma quantidade de contatos gigantesca, além de uma memória privilegiadíssima.

Ano passado, ele falou duas coisas que me marcaram bastante:

1) Roth nunca fez uma campanha pior do que 58% em nenhum campeonato que tenha participado. Isso garante vaga na Sul-Americana e, dependendo da temporada, pode também garantir um 4º ou 5º lugar e vaga na Libertadores. Quando seus times não chegaram a essas posições, foi porque ele chegou no meio da temporada pra apagar algum incêndio, isto é, pra salvar do rebaixamento;

2) O São Paulo tendia a dar poucas chances para o Goiás na última rodada porque jogava pelo empate e jogaria pela 11ª vez com o mesmo trio de zagueiros (Rodrigo, Miranda e o outro não lembro) que não havia perdido nenhuma partida. E, até aquele momento, o São Paulo não dava mostras de nervosismo, pois seu número de cartões e de expulsões estava abaixo da média.

Parece bobagem, já que o futebol é apaixonante justamente por ser um dos raros esportes em que o favorito nem sempre ganha (os outros considero os esportes a motor, que dependem de máquina e clima). Contudo, esse detalhe, que parece uma preocupação “americanizada”, é superimportante, pois determina uma TENDÊNCIA MUITO FORTE, com uma margem de acerto muito alta (acima de 80%).

Então, eu parei totalmente de ouvir rádio, só dou uma passada de olhos no Correio do Povo e não assisto mais a programas de debates entre comentaristas gaúcho. Sinceramente, eles são muito amiguinhos de alguns dirigentes (Fernando Carvalho, que os recepcionava com churrascos em seu escritório) e jogadores e “inimiguinhos” de outros (Celso Roth, por não submeter-se com sangue de barata às suas inquisições inócuas) pra serem levados a sério. Podem até ser senhores de respeito e profissionais tecnicamente corretos. Porém, a postura, o vocabulário, o tipo de análise e, finalmente, o fato de defenderem e valorizarem o Gauchão, que não leva nem os times do interior a lugar algum, me afastam desse tipo de discussão.

Se era pra trocarmos de técnico, isso teria que ter sido feito no verão, logo após o término do Brasileirão. Mas era justo que se tentasse manter Roth, apesar do time ter entregado o título, em função de sua posição inédita e da melhor campanha do GRÊMIO em um Brasileirão de pontos corridos. Dada a supremacia econômica do São Paulo, do Palmeiras, do Cruzeiro e do Internacional; ao trabalho profissional realizado pela parceria do Fluminense com a Unimed; à estabilidade nas contas do Santos e, finalmente, ao fato de que o Flamengo (mesmo em crise) possui um plantel parelho com o do GRÊMIO, considero que fizemos milagre em função da nossa penúria financeira, que nos impede de contratarmos jogadores experientes, porém não-bichados; com boa qualidade técnica E atitude. Por isso, nosso capitão é uma pessoa boa, porém instável emocionalmente e ele transmite um certo medo ao restante do grupo.

Insisto mais uma vez: aquele time campeão da Série B não teria mantido o GRÊMIO na Série A. O nível de exigência é muito diferente. Prova disse é que o pessoal da ESPN Brasil (principalmente os chefes de reportagem e principais comentaristas, PVC e Mauro Cezar Pereira – é com Z, mesmo) não duvidam, porém acham difícil que o Corinthians seja capaz de classificar-se à Libertadores 2010. Se nada mudar na janela de verão (europeu), com muita garra e uma dupla iluminada (Ronaldo e Dentinho), eles deverão garantir uma vaga na Sula. Pra Libertadores, o furo fica bem mais embaixo.

Não tenho o hábito de cuspir no prato em que comi. Eu relembro a história, reverencio ídolos, reconheço o trabalho competente que deu saudade e valorizo muito a contribuição de quem já passou pelo nosso GRÊMIO. De qualquer forma, apesar da regularidade e de uma certa surpresa com o 3º lugar em 2006 recém voltando da Série B, o GRÊMIO tinha, sim, um plantel um pouco mais qualificado do que os de 2007 (vice-campeão da Libertadores) e, mais ainda, do que em 2008. Hugo e Diego Souza entrariam com um pé nas costas nesse time, além de Pereira ser um jogador regular que não poderia ter sido excluído do clube. Lucas, Carlos Eduardo… Comparem: Roth só tem de melhor do que Mano à sua disposição os dois laterais.

E, de maneira geral, a maioria de nossos jogadores não tem COJONES pra chamar a responsabilidade pra si. Quando o fazem, o fazem com medo de errar. A única frase do prof. dr. Luxerlei Vanderburgo que considero interessante é: “O MEDO DE PERDER TIRA A VONTADE DE GANHAR”.

Por fim, como já falei em um recente post em vídeo, apesar das proporções serem quase incomparáveis (um técnico e 60% de um plantel tricampeões brasileiros, muito dinheiro e muito poder político), a campanha do São Paulo no Paulistão é praticamente igual à do GRÊMIO e nunca ninguém falou em mandar técnico e jogadores embora. Não se enganem: o SPFC põe muito dinheiro fora com contratações caras que não dão certo. Além disso, o Muricy já cansou de ser muito mais estúpido com a imprensa do que o Roth e já cometeu erros crassos em jogos.

Isso posto, por mais que eu queira, não vou cobrar da direção nem do plantel ou do técnico algo que, quase com certeza, infelizmente eles não tem condições de proporcionar à torcida do GRÊMIO em 2009: uma vaga à Libertadores 2010.

Contudo, mesmo que se mude de técnico após uma eliminação na Libertadores 2009 (a não ser que cheguemos pelo menos à final), irei torcer até o fim, elogiando o que tiver que elogiar e criticando o que tiver de criticar.

Ainda assim, em função de alguns jogos na altitude e da dificuldade de ganhar fora de casa, o percentual médio de Roth (58%) é mais do que suficiente para ser campeão da Libertadores – e bem.

Com tudo isso, não quero defender demais a quem não precisa de advogado de defesa, nem atacar com exagero e má vontade a quem não cometeu erros suficientemente graves para merecer ser tratado dessa maneira. Ao mesmo tempo, o fato de eu insistir na falta de atitude deste plantel (o que provavelmente irá levar o GRÊMIO a uma ‘cucana botafoguização’) e na penúria financeira (na qual ninguém mais fala) tem como objetivo evitar que a torcida se iluda. O trabalho é o POSSÍVEL, de acordo com nossos bolsos quase raspados. A farra da ISL quase acabou com o clube, que ainda demorará cerca de uma década de trabalho quase perfeito fora de campo para se estabelecer no mesmo patamar do SPFC, do Cruzeiro e dos fragários.

Por hora, o melhor que temos a fazer é apoiar, alentar, torcer, valorizar, respeitar. Mas, acima de tudo, criticarmos com uma certa compreensão desse contexto desfavorável. No fundo, o que eu quero não é me conformar mas, sim, SER SURPREENDIDO NOVAMENTE.

[PRM 08-09 28ª] MANCHESTER UNITED 1×4 LIVERPOOL

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SEM PALAVRAS!!! Ah, se não fosse o excesso de empates em casa… Depois de 17 anos de jejum, mesmo com o tradicional adversário com quatro pontos à nossa frente e um jogo a menos, há, ainda 27 pontos em disputa para o nosso LIVERPOOL e 30 para o MANCHESTER UNITED.

É muita água pra rolar.

O lateral italiano ANDREA DOSSENA, em dois jogos decisivos consecutivos, marcou o chamado gol ‘pá de cal’ – pra enterrar todas as pretensões do adversário. Foi assim contra o REAL MADRID pela CHAMPIONS no meio da semana e a proeza repetiu-se hoje.

Quem foi ao OLD TRAFFORD, o chamado THEATRE OF DREAMS, pra ver CRISTIANO RONALDO e WAYNE ROONEY, viveu um NIGHTMARE avassalador: tiveram que engolir em seco a conhecida marcação adiantada dos REDS e a consequente retomada de bola por um dos contra-ataques mais velozes do planeta. A exemplo do GRÊMIO, o time treinado pelo espanhol RAFA BENÍTEZ não costuma deter o controle da posse de bola por mais tempo do que seu adversário.

Tal estratégia inevitavelmente resulta em um efeito indesejado: sua defesa é necessariamente obrigada a aguentar uma pressão muito pesada das hordas adversárias. No caso do LIVERPOOL, a tendência torna-se ainda mais explícita ao jogar fora de casa, quando o técnico BENÍTEZ saca o veloz, alto e inteligente atacante holandês RYAN BABEL para apostar em uma marcação mais forte no meio-campo adicionando um centromédio a mais.

Mal comparando, basta lembrar que o TRICOLOR DOS PAMPAS atual de CELSO ROTH e o saudosíssimo plantel multicampeão liderado pelo ídolo FELIPÃO SCOLARI tem por hábito jogar encolhidos fora de casa, apostando tudo na marcação e nos contra-ataques.

Claro, os esquemas táticos, a qualidade dos jogadores e o momento de cada time acima citado são diferentes. Só quis demonstrar que o comportamento esperado de times que privilegiam a força em função da falta de gingado, malandragem e velocidade no meio fora de casa é semelhante.

Voltando: times como o LIVERPOOL atual e o GRÊMIO felipônico ou rothiano só conseguem jogar bem e encaixar uma sequência de vitórias se e somente se TODOS OS 10 HOMENS DE LINHA pegarem juntos na marcação. Um atacante lento, pesado e que fica esperando a bola chegar, zagueiros que dão o bote na hora errada e meio-campistas acochambradores ACABAM COM TODO O TRABALHO DE UMA SEMANA DA COMISSÃO TÉCNICA.

Nunca, em hipótese alguma (nem mesmo depois de levar um cofre na cabeça), se pode comparar o 442 ortodoxo, certinho, obediente e repleto de jogadores competentes do LIVERPOOL beniteano com o FALSO 352 de FELIPÃO no GRÊMIO (ou o verdadeiro, na SELEÇÃO DE 2002) ou, ainda, com o 352 MAIS POR NECESSIDADE DO QUE POR VONTADE de ROTH no GRÊMIO de 2008 e 2009. Porém, essa idéia de SÓ ATACAR NA BOA FORA DE CASA e MARCAR ADIANTADO EM CASA é a mesma. Gosto sempre de lembrar que muitos técnicos possuem um modus operandi muito diferente, tipo TELÊ SANTANA ou qualquer holandês (RINUS MICHELS, LOUIS VAN GAAL, GUUS HIDDINK, apenas para ficarmos com os melhores), além daqueles que só sabem se comportar como comandantes de clubes e seleções pequenas, que jamais chamarão a atenção

Em uma tarde iluminada de dois dos futuros cinco melhores do mundo FIFA de dezembro ou janeiro próximo, o capitão, meia, exímio finalizador, exemplo de raça e de amor ao clube e imprescindível STEVIE G (mais conhecido como Steven Gerrard – um jogador que lembra muito o hoje comentarista e ex-ídolo fragário e romanista PAULO ROBERTO FALCÃO mas que me parece ainda mais completo) e o centroavante com C do tamanho da fachada das TAIPEI 101, o espanhol FERNANDO TORRES.

Eu adoraria ver o amado GRÊMIO voltar a me encantar como o LIVERPOOL me encanta: sinto muita saudade de vibrar com o TRICOLOR DOS PAMPAS com vontade de virar a casa de cabeça pra baixo ou de correr, pular e berrar ensandecidamente na rua ou no OLÍMPICO MONUMENTAL. Porém, hoje, só o LIVERPOOL e o BARÇA conseguem me fazer vibrar pra valer, como gostaria de fazer com o primeiro time do coração.

O que importa é que, pelo menos na PREMIER LEAGUE e na UEFA CHAMPIONS LEAGUE, ainda existe futebol DE QUALIDADE pra eu torcer e acompanhar.

ROTH: DEIXA QUE DIGAM, QUE PENSEM, QUE FALEM, DEIXA ISSO PRA LÁ…

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Image by HÉLIO SASSEN PAZ via Flickr
clipped from colunas.globoesporte.com
Fica Roth porque a trégua é mais que necessária. Mais de 20 gols feitos desperdiçados em dois jogos desenham a necessidade de tranqüilidade no Olímpico. Passou o momento da rebelião, Juarez recebeu mais uma dose da pressão receitada a sua saúde. Agora é alento. Que fique vaiando sozinho, de preferência no pay-per-view, quem é mais anti-roth que Gremista. Os outros tem uma Libertadores a conquistar, nem que seja no grito.
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Sempre defendi a permanência do técnico CELSO ROTH por N MOTIVOS (ESTE, ESTE OUTRO e PRINCIPALMENTE ESTE AQUI). Descrevê-los é perda de tempo e vocês sabem como eu penso.

O futebol brasileiro é feito de resultados. Continuidade e tranquilidade não são palavras muito utilizadas pela imprensa repleta de abutres que, ao invés de fazer jornalismo, vivem do sensacionalismo de torcer pela desgraça dos outros pra vender jornal e pra fazer os mais corneteiros terem orgasmos ouvindo o baixo nível predominante no radialismo esportivo gaúcho. Sem contar que a esmagadora maioria deles nunca entendeu como é conduzir uma bola, ler o jogo e tomar mais decisões acertadas do que erradas dentro de campo. Nesse ponto, creio que muitos gremistas perdem seu tempo assistindo, lendo e ouvindo grande parte dos comentaristas dos veículos da RBS, da BAND, da RECORD e da PAMPA. Afinal de contas, embora cada um tenha a sua opinião, as quatro maiores corporações de mídia do RS, salvo raríssimas e honrosas exceções como RUY CARLOS OSTERMANN, MAURÍCIO SARAIVA, OTACÍLIO GONÇALVES, CLÁUDIO CABRAL e HILTOR MOMBACH, costumam divulgar uma espécie de pensamento único.

Eu preferia outros dirigentes de futebol. Isso já foi dito. Mas me parece que, apesar da inexperiência e da volta de alguns conselheiros mais amigos do que competentes em postos importantes dentro do clube, esse problema é crônico e não deverá mudar tão cedo. É sempre assim. Pelo menos esta gestão deverá confirmar meu voto de confiança com mais honestidade, mais responsabilidade com o dinheiro do clube e, acima de tudo, com menos polêmica do que a anterior.

Quase todas as torcidas se enganam achando que um time que obtém resultados acima da média é praticamente uma máquina. Inconscientemente, boa parte dos gremistas tende a cobrar de RUY CABEÇÃO uma performance de NELINHO, ALFINETE ou CHIQUI ARCE; de LÉO, uma cópia do venerável ADILSON BATISTA; de quem quer que seja o centroavante (ALEX MINEIRO ou REINALDO), como se fosse um ANDRÉ CATIMBA, BALTAZAR, LIMA ALAZÃO ou JARDEL. E de JONAS, algo que ele não pode oferecer: atuações de JUAREZ, RENATO PORTALUPPI ou PAULO NUNES.

Ao contrário do que se pensa, mesmo que os esforços tenham sido bastante vigorosos na remontagem do plantel para esta temporada, nosso time é bom para o momento atual do futebol brasileiro. Todavia, é fraco se pensarmos em vários exemplos de futebol bem jogado, tanto no passado quanto no presente.

Acima do julgamento da competência de qualquer treinador competente, consagrado ou dos sonhos da torcida tricolor, está a nossa PENÚRIA FINANCEIRA (+ AQUI). Tudo o que consideramos falho em nossos jogadores permanecerá falho enquanto nossas dívidas não forem substancialmente pagas e nossa receita não subir na mesma proporção.

Conforme já disse em um dos recentes posts em vídeo, o TCHECO vai ficando porque os raríssimos meias de ligação mais jovens, mais vigorosos, mais corajosos e que poderiam acelerar mais o nosso contra-ataque são caríssimos e, em sua maioria, não querem saber de voltar a jogar no Brasil durante um bom tempo.

Acho que este exemplo, por si só, já é suficiente. Reflitam com o parágrafo final do post do CRISTIAN BONATTO logo acima do texto. Sigam torcendo!

E DÁ-LHE GRÊMIO SEMPRE!!!

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