ESQUERDA DE PORTO ALEGRE, REFLITA


A defesa incondicional, acrítica, tendenciosa e desinformada do PT, de LULA e das ações de esquerda baseadas em dicotomias não possui mais o menor sentido.

Dada a enorme dificuldade em vários militantes de partidos e de sindicatos acostumados a enxergar a atividade de esquerda como dependente e idólatra desse modelo ineficiente para o contexto social contemporâneo nas respostas ao excelente post do DIÁRIO GAUCHE do CRISTÓVÃO FEIL ou eu precisemos desenhar para que as pessoas entendam o que nosso amigo blogueiro e sociólogo quis dizer na sua fala, vou tentar dizer mais ou menos o mesmo, só que de uma forma diferente. ;)

1) O mundo está fragmentado e não bipolarizado: não existe mais um povo uno, uma massa uniforme mas, sim, uma MULTIDÃO (NEGRI e HARDT), que se une tão-somente quando lhe interessa atingir determinadas demandas bem pontuais e não municipais, estaduais, nacionais, continentais ou mundiais. Isso significa que pessoas de diferentes profissões, classes sociais, culturas e nacionalidades se juntam apenas quando elas querem, sem nenhuma espécie de filiação, de liderança vertical ou de vínculo político ou ideológico permanente: solucionou o problema? Dispersa! Na emergência de alguma outra demanda pontual, vai haver outros grupos multitudinários diferentes, com alguns indivíduos que participaram de um determinado movimento e outros de outros. É por isso que não dá pra partidarizar, sindicalizar ou ideologizar;

2) As pessoas vivem em REDES SOCIAIS e não isoladas em grupos estanques. Todos os grupos possuem laços que os ligam a todos os outros, mesmo quando discordam deles. Não dá pra pensar em não querer dialogar nem debater com A ou B porque eu penso C. Afinal de contas, A e B podem precisar de mim e eu mais ainda deles na solução de pendengas em comum;

3) Nos grandes centros urbanos, o que menos se tem são “operários”. E a figura do “proletário” não existe mais: serviços e o comércio de bens imateriais oferecem muito mais oportunidades do que a indústria;

4) Fora consultoria jurídica e, em alguns raros e honrosos casos como o do Sindicato dos Engenheiros do RS, que proporciona UNIMED por metade do preço a seus filiados, existe tanto oportunismo, desvio de dinheiro, má gestão, nepotismo e politicagem como em qualquer partido, empresa ou repartição pública. Os sindicatos pedem emprego quando deveriam financiar cursos de empreendedorismo, gestão, noções de direito tributário, recursos humanos e, finalmente, parcerias com os 5S, a fim de evitar que seus filiados permaneçam como “empregados”, “funcionários”, “proletários”. Isso se chama oportunismo, ignorância e preconceito contra ciências como Economia e Administração (coisa de ‘capitalista’ ou de ‘burguês’);

5) O uso da mídia corporativa, o excesso de individualismo, o consumismo e os interesses de quem patrocina essa mídia (latifundiários, grandes industriais, políticos, banqueiros e multinacionais) significam o INTERESSE em despolitizar as questões. Contudo, as pessoas fazem PRODUÇÃO BIOPOLÍTICA ao denunciarem questões como a da GONÇALO DE CARVALHO, do PONTAL DO ESTALEIRO, da ARENA DO GRÊMIO e da VILA SÃO JUDAS TADEU;

6) A esquerda não sabe usar a internet e insiste em dar murro em ponta de faca: a população como um todo está CAGANDO para estudantes, professores, bancários, sindicalistas, sem-terra e assim por diante. Manifestações em espaço público urbano só podem funcionar quando setores de fora dos partidos, dos sindicatos e dos próprios cidadãos prejudicados souberem atrair outros setores da sociedade para dar volume às suas demandas. Sozinhos, nunca conseguirão nada, pois só pensam em confronto e na diferença ao invés de pensarem em parcerias e nos pontos em comum.

Portanto:

- Pra que depender do Estado?!

- Pra que depender da Igreja?!

- Pra que depender dos partidos?!

- Por que depender da boa vontade de quem estiver disposto a dar um peixe ao invés de sentir que assim como está não pode ficar, levantar a bunda da cadeira e procurar ajuda de quem pode ensinar a pescar?!

- Por que confiar e se iludir com esse sistema representativo absurdo?!

Graças a tudo isso, a direita e os cidadãos não-politizados de classe média e alta envolvidos com ONGs + VOLUNTARIADO fazem muito mais do que os governos de esquerda em relação a demandas pontuais e serão muito mais lembrados pelas comunidades as quais ajudam do que qualquer político.

A ESQUERDA PARTIDÁRIA E SINDICAL PORTO-ALEGRENSE TORNOU-SE TÃO CARETA, CARRANCUDA, CONSERVADORA, TENDENCIOSA, OPORTUNISTA E PRECONCEITUOSA COMO O PIG E A DIREITA.

ESQUERDA SE FAZ COM ALEGRIA. ESQUERDA SE FAZ SEM PARTIDOS. ESQUERDA SE FAZ ACEITANDO A PARTICIPAÇÃO DE QUALQUER UM EM TORNO DA MESMA CAUSA.

A ESQUERDA DEVE FISCALIZAR, PROPOR, ACOMPANHAR E FAZER, DE MANEIRA DESINSTITUCIONALIZADA.

SEJAM CIBERATIVISTAS. DO CONTRÁRIO, PERDERÃO NÃO APENAS OS ANÉIS E OS DEDOS, MAS AS MÃOS E OS PÉS.

QUEM NÃO APRENDER A PENSAR ASSIM, QUE SE JOGUE DA COBERTURA…

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WEBATIVISMO NÃO TEM FÓRMULA

A CLÁUDIA CARDOSO também se emocionou bastante com o resultado amplamente positivo e até certo ponto inesperado que o AZENHA repercutiu a partir da ação que o MOVIMENTO DOS SEM-MÍDIA está movendo contra diversos veículos da mídia corporativa brasileira.

Eu acho que o tema que muitos de nós tratamos é fundamental e cada um tem o seu próprio estilo, seus próprios contatos e abordagens. Isso é pessoal e enriquece a blogosfera pelo conjunto, que acaba sendo maior do que a soma daquilo que cada um consegue atingir ou produzir individualmente.

Só que o Brasil apresenta uma peculiaridade que representa uma encruzilhada:

1) A mídia corporativa é concentrada e atende a interesses muito escusos como nenhuma outra no mundo: mesmo em lugares de maior repressão ou de tentativas absurdas de podar a internet não se verifica a blindagem que ocorre aqui.

Mas é aquela coisa: eles vendem pra classe média que, de vítima, não tem nada. Afinal de contas, a mídia escreve para a sua própria platéia. Essa parte da classe média (que eu chamo de classe mérdia) não tem jeito – não vale gastar energia com o que não vale a pena.

Mas tem outra parte da classe média que, mesmo não sendo necessariamente de esquerda, possui crenças e valores que batem com os nossos em pelo menos 50% das demandas sociais. E isso deveria bastar.

2) O que funciona melhor em qualquer lugar do mundo é desvincular o ativismo de esquerda de partidos, sindicatos, etc., atraindo a classe média. Ao fazer isso, se consegue exercer pressão e atingir pessoas que não apresentam a mesma matriz político-ideológica mas que podem ser fundamentais pra ajudar na causa.

Três formas de fazer reverberar a blogosfera independente de esquerda seriam:

a) Pesquisa e denúncia jurídica de desmandos políticos e da mídia corporativa, como o MSM conseguiu no caso da vacinação contra a febre amarela irresponsavelmente superdimensionada;

b) Trabalhar demandas ecológicas e urbanas do microambiente (rua, bairro, região da cidade) interagindo com pessoas de mais idade, conservadoras, através de associações de bairro de classe média alta (AMIGOS DA GONÇALO DE CARVALHO, POA VIVE, etc.) para, num segundo instante, fazer com que eles interajam com blogs de comunidades mais humildes e trabalhem por demandas maiores, como o VÍTOR do PORTO ALEGRE DE FOGAÇA e a AMOVITA têm feito;

c) Ter um canal na mídia de massa (rádio, TV, jornal, revista) pra poder multiplicar exponencialmente a audiência dos blogs, como nos casos que o Hugh Hewitt cita no livro BLOG (em 2004, nos EUA, derrubaram a candidatura de um republicano a líder do senado por causa de racismo; no mesmo ano, blogueiros de vários estados denunciaram favorecimento a magistrados republicanos para sua indicação à Suprema Corte – o STF deles) e também como o meu post sobre a ARENA DO GRÊMIO que saiu no CORREIO DO POVO um dia antes da eleição e ajudou a oposição a eleger 50 conselheiros por apenas 8 votos.

É bem difícil encontrar uma “fórmula”, pois cada sociedade é diferente e cada grupo de blogueiros ativistas também.

Denunciar e noticiar coisas que a Grande Mídia não faz é fácil e possui um público cativo – mesmo que esse público seja hiper-reduzido em relação ao que uma mudança social costuma exigir.

O problema é emergir na direção de um público mais amplo.

Nos EUA, há programas de rádio com blogueiros. O GLOBAL VOICES ONLINE possui tradutores voluntários e reúne milhares de posts selecionados de blogs do mundo inteiro sob um layout padrão e sob uma marca forte. O THE REAL NEWS NETWORK publica notícias com um viés totalmente diferente daquele divulgado pela Grande Mídia em vídeo, traduzindo o conteúdo para o inglês a fim de dar uma visibilidade global a questões pontuais.

Enfim, discordo de todos os sociólogos e filósofos ortodoxos que pregam que morreu a política e que as pessoas não se mobilizam: se o movimento for despartidarizado e não tiver preconceito contra pessoas que não são de esquerda mas que acreditam em algumas causas que a gente defende, devem ser bem-vindas.

Também não precisa ser amigo nem colega pra aderir, assim como não se deve exigir que eles defendam todas as demandas que nos interessam, nem que a gente tenha que defender as demandas deles com as quais discordamos.

Acho que o ponto principal é esse: a gente tende a “exigir” afinidade programática, profissional, econômica, conteudística e ideológica pra incluir alguém no nosso time.

Ao mesmo tempo, a gente tem a mania de tentar corrigir um erro com outro erro: se eles são preconceituosos, simplistas ou vociferantes, a gente faz pior.

EM ÉPOCA DE ELEIÇÃO, NÃO DÁ PRA ESTUDAR, TRABALHAR E NEM DORMIR SOSSEGADO

(sáb 20/09/2008 – 16:05h) Acaba de descer a Nilo Peçanha em direção à Praça Carlos Simão Arnt uma minicarreata com um bando de puxa-sacos pagos e gratuitos de classe mérdia fazendo campanha para o Fumaça – com buzinaço, bandeiras e um jingle horroroso a todo volume.

Nem se fosse do PT eu suportaria. Esse tipo de expediente só chama a atenção de gente que acha que campanha eleitoral consiste em aporrinhar o saco de quem não tem nada a ver com o pato.

Campanha é o que o OBAMA faz nos EUA. O resto é arremedo.

A população pobre da GRANDE POA e de outras regiões do interior é anos-luz menos conservadora e mais inteligente do que a da capital.

Aconteça o que acontecer, é chegada a hora da esquerda decidir se quer permanecer viva fazendo sua ideologia e suas crenças serem mais disseminadas e levarem a uma verdadeira pressão sobre os três poderes a partir de demandas comunitárias sem nenhum vínculo partidário ou sindical atraindo a classe média para junto de si…

…Ou, então, fazendo papel de trouxa, participando de um esquemão falido por pura ilusão.

A MERDA É SEMPRE A MESMA: O QUE MUDA SÃO AS MOSCAS!!!

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BREVE CRÍTICA DO JORNALISMO

Mais do que tentar influenciar e realizar a manipulação, a distorção, a descontextualização e a omissão, QUALQUER tipo de mídia (seja a corporativa ou a alternativa) produz enunciados que revelam não apenas os interesses dos seus patrocinadores financeiros e políticos como também seus próprios interesses cruzados em negócios paralelos através do conservadorismo da classe média ou do idealismo de menos de 20% dos integrantes de cada classe social.

Pobre quase não lê jornal ou revista: mídia de pobre é TV aberta e rádio. Quando uma pessoa pobre de pouco estudo e sem nenhum tipo de engajamento político ou social relevante ascende socialmente – se já não é – torna-se conservadora e entra no ciclo dos graúdos, tendo-os como referência de sucesso. A essa altura dos acontecimentos, eles nem querem saber se 80% dos ricos obtém seu lucro de maneira ilícita.

A mensagem trafega por uma via de mão dupla, de tal forma que a mídia influencia e é influenciada pela sociedade. As palavras são escritas sob encomenda do público-alvo. O jornalista é um romancista, um cronista ou um ensaísta de ficção que conta uma história segundo seu modo particular de ver o mundo, mas não percebe isso: ele acredita estar lidando com a verdade. Ele acredita ser imparcial. Ele acredita estar prestando um serviço de utilidade pública relevante à população. Contudo, verdade e imparcialidade não existem: cada um conta a sua versão e fim de papo.

No caso da mídia corporativa, ela escreve para pessoas conservadoras e eleva ao cargo de editor e de repórter-sênior na maioria das vezes profissionais conservadores.

Isso não deveria surpreender a ninguém. Afinal de contas, quem critica essa mídia corporativa como nós o fazemos sabemos muito bem que pouquíssima gente possui interesse e preparo para perceber que não faz parte do público-alvo desses jornais e revistas.

Logo, seria mais producente criticar suas palavras a partir de algum resultado prático nocivo ao exercício da cidadania sob uma visão de esquerda.

A chave que torna as histórias menos falsas chama-se EDUCAÇÃO.

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POR QUE O PT NÃO VAI GANHAR EM PORTO ALEGRE

Depois de ter lido os COMENTÁRIOS do post do RS URGENTE sobre a pesquisa CORREIO DO POVO/METHODUS para a PREFEITURA DE PORTO ALEGRE, pensei em escrever o seguinte texto:

No dia em que muitas pessoas (que passam por aqui ou não; que são vinculadas a partidos políticos ou não) lerem IMPÉRIO e MULTIDÃO de ANTONIO NEGRI e MICHAEL HARDT e as obras de ZYGMUNT BAUMAN, ELISEO VERÓN, NÉSTOR GARCÍA-CANCLINI (principalmente CONSUMIDORES E CIDADÃOS, CULTURAS HÍBRIDAS, DIFERENTES, DESIGUAIS e DESCONECTADOS, LEITORES, ESPECTADORES E INTERNAUTAS e LATINO-AMERICANOS À PROCURA DE UM LUGAR NESTE SÉCULO) e ALBERT-LASZLÓ BARABÁSI (LINKED) talvez as coisas clareiem um pouco mais.

Não adianta: em uma sociedade na qual a classe média é predominante, ela vai pender sempre à direita, pois julga que, assim, corre menos riscos de perder suas conquistas materiais.

Hoje em dia, como o fluxo constante é muito mais importante do que parar e olhar para os lados e como a função dos sindicatos é, na melhor das hipóteses, controversa à medida que a classe mais excluída, mais injustiçada e mais pobre não é mais composta por “proletários”, a ágora não é mais a praça pública ou a rua. Ninguém dá bola para manifestações, passeatas, piquetes, etc. Mais de 80% de toda a discussão sobre política, economia, direito e cotidiano se dá através da mídia: é através dela que a classe média se identifica e reconhece a sua pertença.

Da mesma forma, os partidos políticos perderam o sentido, pois o Executivo (municipal, estadual ou federal) só considera como cidadão quem possui poder de consumo(ismo). Senão, os latifundiários, as multinacionais, os EUA, os banqueiros, as indústrias do tabaco, do álcool, automobilística e das corporações de mídia derrubam qualquer governo.

A bem da verdade, antigamente havia cerca de 25% de pessoas convictamente identificadas com todas as nuances da esquerda, 25% de reaças assumidos ou enrustidos e os outros 50% pendiam para o lado que representava melhor as suas demandas ou cujo discurso os ludibriava melhor.

Hoje, temos alguns deputados estaduais e alguns vereadores combativos, além de ex-prefeitos como OLÍVIO e RAUL. O resto se bandeou para o lado pragmático de ser, pois crê que é necessário fazer severas concessões ambientais, legais e econômicas aos oligarcas a fim de poder realizar de maneira paulatina e meio às avessas em relação ao estatuto do PT um certo grau de inclusão social.

O PT não vai para o 2º turno em POA, mas pode eleger mais vereadores aqui do que nunca. Que sirva de consolo para daqui a 4 ou 8 anos o cercamento da capital por vários municípios governados pela FRENTE POPULAR: só mesmo a propaganda de boca a boca feita pelas pessoas da GRANDE POA que trabalham e estudam na capital junto a seus amigos e parentes daqui poderá ajudar a reverter esse quadro.

Não dá pra ser ingênuo e achar que o PT está mal em POA só por causa da FARSUL, da FEDERASUL, da RBS e da IURD: muitas comunidades afastadas não tiveram suas demandas satisfeitas pelo OP que, além de tudo, era aparelhado. O fato da maioria dos participantes das assembléias com voz ativa ser composta por líderes sindicais ou filiados ao partido fez com que pessoas apartidárias que só queriam saber quando a escola, a creche, o esgoto ou a calçada seriam construídos na sua comunidade pegaram nojo.

Pra terminar: nos moldes atuais, só creio na resistência pós-moderna da multidão, que é a arma contemporânea que Negri e Hardt vêem como o antagonismo possível ao império.

Quem não sabe agir de maneira descentralizada, desinstitucionalizada, em rede e, de quebra, não aceita que as mesmas pessoas que reúnem-se somente para resolver uma determinada demanda coletiva não queiram (ou não precisem) estar sempre lado a lado em todas as demandas sociais possíveis, não tem condições de fazer política.

Ou se luta para mudar o sistema representativo político-partidário e para evitar a intersecção de um dos Três Poderes em qualquer um dos outros dois, ou até a palavra luta passa a perder o sentido.

Portanto, eu não creio na tomada do poder mas, sim, em pressionar o poder para satisfazer demandas. Uma oposição de esquerda sem os vícios de sindicatos e de partidos, que siga mais ou menos o que o EDUARDO GUIMARÃES preconiza através do MOVIMENTO DOS SEM-MÍDIA.

Já pararam pra pensar que a maioria das pessoas pode estar satisfeita com o estado das coisas no RS independentemente da RBS e do neoliberalismo ou que, por outro lado, cansaram de tentar porque toda vez que levantaram seus ricos traseiros da cadeira deram com os burros n’água?

A desilusão e a frustração vêm daí.

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