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AS 12 DIFICULDADES DO GRÊMIO
A situação do GRÊMIO no BRASILEIRÃO 2008 é extremamente delicada por várias razões, entre elas:
1) Jogador com lesão muscular não-cicatrizada ou com menos de uma semana de entorse NÃO PODE SER ESCALADO;
2) 3-5-2 é esquema pra jogar contra adversários de contra-ataque rápido sem passe de qualidade no meio-de-campo. O T. A. definitivamente não era o time contra quem se deveria aplicar esse esquema tático;
3) Não temos e nem nunca tivemos nenhum lateral em 2008: não sabem marcar, não sabem chutar, não vão até a linha de fundo p/cruzar;
4) Os jogadores mais importantes do time do GRÊMIO são os volantes que batem pouco, marcam bem e sabem sair jogando. Quando um dos dois não pode jogar (ou Rafael Carioca ou Willian Magrão), o GRÊMIO raramente ganha;
5) Souza é muito leve e não ajuda na marcação;
6) Tcheco desacelera a ligação do meio com o ataque;
7) Sem dinheiro, não há como fazer mais do que uma única contratação de
qualidade a fim de suprir carências no onze titular. Faltou previsibilidade e
sobrou confiança na diretoria de futebol em função do excelente
resultado do 1º turno. Os reservas são muito piores do que os titulares em quase todas as posições. Esse é um problema crônico de clubes muito endividados;
8) Time lento que erra passes demais e leva muitos cartões no 1º tempo JAMAIS consegue manter a posse de bola, dominar territorialmente o adversário e chegar na cara do gol com freqüência;
9) É CELSO ROTH não consegue acertar o momento de jogar para a frente ou de recuar ou são os jogadores que não o obedecem?! Por mais de uma oportunidade, li e assisti entrevistas dele reclamando que os jogadores recuavam sem ele mandar e um ou outro assumiram o mea culpa, porém não mudaram de atitude;
10) Não há tempo, dinheiro e tampouco algum bom técnico desempregado para demitir-se ROTH neste momento;
11) EL CHENGUE sentado joga mais do que MARCEL e já está em forma – titularidade JÁ!
12) DOUGLAS COSTA pode ser o grande diferencial. Todavia, ainda precisa fazer reforço muscular para segurar o tranco dos profissionais. Portanto, é 8 ou 80: ou ele vira uma espécie de Alexandre Pato e mantém o GRÊMIO nas cabeças, ou será “queimado” e, conseqüentemente, desvalorizado.
Enfim… Sigamos torcendo para que o melhor aconteça!
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[B'08 25ª] GRÊMIO 1×2 GOIÁS
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Esta foi a primeira derrota do GRÊMIO no OLÍMPICO MONUMENTAL depois de cinco meses de invencibilidade em casa. Mas, por incrível que possa parecer para o leitor, não houve tragédia alguma para mim: afinal de contas, eu já esperava, devido à velocidade do GOIÁS e à qualidade do lateral-direito VÍTOR e do meu sonho de consumo há pelo menos oito temporadas: PAULO BAIER. Além disso, o único lugar onde o técnico HÉLIO DOS ANJOS trabalha onde costuma ser querido e obter bons resultados é exatamente o esmeraldino do Planalto Central.
Vocês lembram de um post que eu fiz bem no início do BRASILEIRÃO 2008 no qual havia dito que a tabela do segundo turno era extremamente ingrata para o TRICOLOR DOS PAMPAS? Meus temores mudaram um pouco em função do contexto.
Quem mudou a história do campeonato foi o próprio GRÊMIO de CELSO ROTH que, com um plantel de baixa velocidade e de baixa qualidade no passe, teve um mês para treinar. Depois da liderança inesperada e prolongada, as lesões passaram a desfalcar tanto o time titular como o banco de reservas. Não é culpa da direção nem do técnico, pois até o poderoso CHELSEA de FELIPÃO tem sofrido com os mesmos problemas que nos afligem.
Como temos deficiências mascaradas pela má vontade contra o técnico e por um primeiro turno brilhante, tornou-se comum realizarmos jogos piores em casa do que fora. Já que também erramos passes demais, não detemos a posse de bola por muito tempo. Então, os adversários mais velozes do que nós no contra-ataque – e/ou aqueles que erram menos passes – podem nos surpreender, sim, senhor.
Eu falei à minha Lu que temia muito por duas derrotas em casa: GOIÁS e BOTAFOGO. Uma já foi. Tomara que eu erre a outra…
Fora de casa, temos ATLÉTICO-PR desesperadíssimo e um histórico de péssimos resultados; o TRADICIONAL ADVERSÁRIO em ascensão, com o melhor plantel do BRASILEIRÃO 2008 disparado que, felizmente, ainda está um pouco desentrosado, mas está com o GRÊMIO atravessado na garganta; CRUZEIRO, time forte e quase certo na próxima COPA SANTANDER LIBERTADORES, em pleno MINEIRÃO; e, pra terminar, o temível PALMEIRAS no ESTÁDIO PALESTRA ITÁLIA – um verdadeiro caldeirão.
Pra terminar, a arbitragem: não gosto desse assunto. Contudo, estão começando a ocorrer alguns detalhes que definem o resultado contra nós exatamente contra times que não disputam quase nada, exceto o limbo ou a COPA NISSAN SUL-AMERICANA. Certamente, ontem, o fato de terem escalado um árbitro inexperiente (o catarinense CÉLIO AMORIM) em um jogo tido pelos mais passionais como “favas contadas” não foi gratuito, já que ainda pode-se dar a desculpa de que não há como desconfiar de nada porque não foi um cotejo contra algum dos adversários diretos.
Adoraria conquistar o TRI. Se não der, pelo menos a LIBERTADORES 2009 é quase certa.
[B'08 22ª] NÁUTICO 1×1 GRÊMIO

Sabe quando o jogo é tão ruim, mas tããão ruim que só mesmo corneteando a tudo e a todos com muita ironia e sarcasmo pra não sair do bar ou do estádio frustrado? Pior: o GRÊMIO jogou tão mal, mas tããão mal que, caso tivesse enfrentado um time um pouquinho melhor, provavelmente estaria aqui falando sobre uma sumanta de 4×0.
Foi um show de horror comparável a uma trupe de palhaços sem carisma num circo decadente. O gramado dos AFLITOS é um lixo: a bola não rola, sai pulando feito pipoca. No dia do encerramento da OLIMPÍADA, essa pseudo II BATALHA DOS AFLITOS parecia um jogo de BADMINGTON sem rede – era raquetada de um lado e do outro.
Os cruzamentos em profundidade do GRÊMIO foram uma calamidade: verdadeiros petardos que, quando encontravam a cabeça de algum atacante TRICOLOR no bico da grande área do TIMBU, viravam guampadas direto pela linha de fundo.
O gol dos pernamucanos foi tão ridículo que eu me nego a descrevê-lo. Porém, dada a ruindade do NÁUTICO aliada à dramaticidade do primeiro gol de REVER com a camisa do GRÊMIO (em um rebote do chute de PEREIRA em cima do assustado goleiro reserva que entrou no fim do 1º tempo) em um lance no qual até o goleiraço VICTOR tentou cabecear em uma cobrança de falta de TCHECO quase aos 49′do 2º tempo.
VICTOR redimiu-se lindamente da entregada a la peito de tábua contra o FLAMENGO realizando mais um milagre: desta vez, ele espalmou um chute à queima-roupa quase de dentro da pequena área caído, no contrapé, com o braço esquerdo.
TCHECO que, por sua vez, passou GRECIN no cabelo e deixou o seu futebol em PORTO ALEGRE.
Enfim… Na 23ª rodada, finalmente voltamos a ser mandantes contra o VASCO. Precisamos devolver a derrota em SÃO JANUÁRIO no 1º turno e reencontrar o bom futebol.
Pra não dizerem que eu não critico CELSO ROTH, ele errou a ordem das substituições, embora não houvesse mesmo muito o que fazer naquele jogo que lembrou futebol mas que parecia outra coisa e, no final, ainda deu certo.
Quando RAFAEL CARIOCA foi substituído, pensei que entraria MAKELELE em seu lugar. Porém, para buscar o resultado (no que não estava errado), ROTH aumentou o número de atacantes e colocou o risível, irritante e inócuo ANDRÉ LUIZ. SOUZA entrou no lugar de PEREA. Até aí, tudo bem. No entanto, o técnico demorou demais pra se tocar que o colombiano não jogou absolutamente nada. Finalmente, MAKELELE entrou só pra ganhar tempo.
Mesmo mais errando do que acertando, ROTH foi decisivo mais uma vez, para desespero total dos corneteiros: afinal de contas, a entrada tardia do esforçado volante foi providencial para retardar ainda mais o jogo, levando-o até os 49′ – o suficiente para a blitz final que resultou em um gol do meu bruxo, cujo nome lembra aquelas marcas de confecção de Blumenau.
Em tempo: joga no NÁUTICO o lendário lateral-direito RUY – aquele que, quando jogava no BOTAFOGO, tiveram que abrir a gola da camiseta porque sua cabeça não passava no buraco. O jogador também atuou no FIGUEIRENSE.
Pela segunda vez contra o GRÊMIO neste ano, o destaque absoluto do TIMBU foi o voluntarioso volante TICÃO. Em PORTO ALEGRE, ele anulou TCHECO. Em RECIFE, levou botinada atrás de botinada e, mesmo assim, resistiu bravamente por duas vezes. Na terceira, sua perna claudicante finalmente capitulou. Dado o comovente esforço desse jogador, me vejo a pensar se o nº 7 de apelido sugestivo não teria sido uma opção interessante para jogar ao lado de LUCAS na SELEÇÃO OLÍMPICA, já que o são-paulino HERNANES, fora o gol contra a BÉLGICA no 1º jogo, fez um torneio lamentável.
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FLAMENGO, O CAVALO PARAGUAIO DE 2008

Nada como um dia após o outro: a passionalidade daqueles que têm como principal “valor” de vida torcer e “dar a vida” por um clube de futebol geralmente resulta em um comportamento bipolar.
Desta vez, não foi a mídia quem criminalizou a ala bipolar da torcida do Flamengo. Também não foi a mídia quem transformou um jogador medíocre em ídolo e, como se tivesse puxado-lhe o tapete em uma fração de segundo, tornado-o um pária da bola para todo o sempre.
Foi a passionalidade de um pichador que, muito provavelmente, costume pensar e agir da mesma forma que os 20 e poucos “torcedores” que atiraram uma bomba em pleno treinamento do time do FLAMENGO.
Nada pessoal nem contra, nem a favor de OBINA: basta entender um pouco de futebol para compreender que ele apresenta falhas de posicionamento e de conclusão que não condizem com um profissional contratado por um dos clubes de futebol mais populares do mundo.
Os números contam a história do espetáculo. Portanto, contra fatos, não há argumentos:
- Qual a média de gols do atleta desde os tempos de VITÓRIA?
- Ele já atuou em algum grande centro da Europa?
- Com que freqüência e com qual montante clubes pouco tradicionais de centros periféricos contactam a diretoria rubro-negra oferecendo alguma proposta pelo centravante?
- Já foi convocado para a seleção?
- Já foi diretamente decisivo na conquista de algum título mais significativo do que um campeonato estadual?
Todas as respostas acima são pífias ou negativas. Portanto, a história de OBINA com a torcida rubro-negra não condiz com sua performance tanto quanto a performance de CARLINHOS PERNALONGA não condizia com o apreço que a torcida do GRÊMIO tinha por esse atacante. O agravante de OBINA é que ele é proporcionalmente algumas centenas de vezes mais caro do que o serelepe perdedor de gols feitos da I Era Segundina e do início do Período Entre-Segundas do GRÊMIO.
O mais engraçado é que triplicaram o salário do técnico CAIO JÚNIOR para cobrir uma proposta do mundo árabe e, certamente, a manutenção do meia IBSON na Gávea não foi obtida em um almoço grátis.
Finalmente, tanto a venda de RENATO AUGUSTO para o BAYER LEVERKUSEN como a de SOUZA para o PANATHINAIKOS escangalharam a qualidade técnica e o entrosamento do MENGÃO, que investiu com critérios pouco técnicos no veterano centroavante uruguaio de 1,96m RICHARD MORALES e ainda estão tentando um articulador vindo do Prata.
Com 20 anos de atraso em relação aos critérios antigos do GRÊMIO e do nosso tradicional adversário, a direção flamenguista adota aquele pensamento mágico de que “se o ‘gringo’ detonou contra a gente pela LIBERTADORES, então ele é bom”.
Enfim… A tendência de queda ladeira abaixo segue em frente.