[L'08 F1] LIGA DE QUITO 4×2 FLUMINENSE

                Pedro Bial com Thiago Neves no aeroporto de Quito                    antes do embarque para o Rio

Quando eu vi o PEDRO BIAL, o ALBERTO BIAL (irmão do jornalista, técnico de basquete do FLU) e o filho do PEDRO lá no Equador abraçando o presidente antes do jogo, senti o cutuque do pé frio.

E não deu outra: a LIGA DE QUITO aproveitou a péssima estratégia carioca de só começar a correr em contra-ataques óbvios a seu favor durante o 1º tempo e seu técnico aprendeu a lição da 1ª fase, armando dois atacantes bem abertos (principalmente o excelente GUERRÓN), a fim de aproveitar a faceirice dos laterais GABRIEL e JÚNIOR CÉSAR e também tocar a bola em velocidade pelo meio aproveitando outra enorme falha do FLUMINENSE já apontada por mim em outros jogos: a completa ausência de centromédios ou volantes de passe qualificado, bom posicionamento e, acima de tudo, alto poder de marcação.

Apesar da reação do gol de THIAGO NEVES de cabeça após cruzamento perfeito de GABRIEL no 2º tempo, mais uma vez o herói foi o goleiro FERNANDO HENRIQUE: o 4×2 saiu barato.

Acho que não será desta vez que o FLU irá ganhar uma LIBERTADORES.

Uma pena: apenas em 1989, o CLUB ATLETICO NACIONAL de MEDELLÍN (COL) conseguiu reverter em uma finalíssima de LIBERTADORES uma diferença de dois gols no 1º jogo.

E ainda houve carioca que gostou do fim do saldo qualificado na final… Tsc, tsc, tsc…

RENATO não foi um mau estrategista (tanto é que conseguiu uma boa reação no 2º tempo): o FLU apresenta jogadores limitadíssimos na marcação em setores cruciais do campo.

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PALERMO E RIQUELME DECEPCIONADOS COM EMPATE

BOCA 2x2 FLUSegundo matéria do TERRA ESPORTES encontrada no site agrupador de notícias ZERO A ZERO, o goleador MARTÍN PALERMO e o craque JUÁN ROMÁN RIQUELME estão preocupadíssimos com a dificuldade do jogo de volta contra o FLUMINENSE do idolatrado técnico RENATO PORTALUPPI no MARACANÃ, na próxima quarta-feira, dia 04/06/2008 a partir das 21:50h.

O clima nunca foi de oba-oba por parte dos argentinos. É preciso que nós, brasileiros, aprendamos que eles não são arrogantes por serem sinceros e realistas ao analisarem até onde esperam chegar a partir da amostragem recente da sua própria performance. Contudo, eles pecam em tentar fazer uma pré-análise quando desconhecem o adversário. Assim, depois de um jogo muito mais peleado do que o esperado, normalmente passam a demonstrar uma cautela maior do que a anterior.

Ontem à noite, na ARGENTINA, um fato e um sentimento foram marcadamente diferentes em relação ao que o BOCA encontrou depois do 1º jogo contra CRUZEIRO e ATLAS, comprovando que, desta vez, não há um adversário que sinta o “peso” da camisa áureo-celúrea do segundo clube mais vitorioso em torneios internacionais do planeta.

Os jogadores passaram a sentir o tamanho do pepino que os espera daqui a seis dias no derradeiro confronto no RIO DE JANEIRO para um público ensandecido que será pelo menos 70% maior do que o BOCA conseguiu pôr ontem no emprestado estádio JUÁN DOMINGO PERÓN do RACING CLUB DE AVELLANEDA: o FLUMINENSE respeita para ser respeitado, possui muita qualidade e um técnico que tem muita estrela logo após o apito final.

A partir do “frangaço” do goleiro reserva MIGLIORE, a apreensão tomou contra do EL CILINDRO, com imagens expressivas de testas franzidas, lábios apertados e até mesmo incredulidade proporcionadas pelos XENEIZES entre o segundo gol de THIAGO NEVES e as sucessivas tentativas de gol dos argentinos a partir de uma pressão que só mesmo estando iluminado e “ligado” como o goleiro FERNANDO HENRIQUE do TRICOLOR DAS LARANJEIRAS estava para poder trazer um resultado amplamente positivo para o BRASIL.

Confiram as declarações de PALERMO e RIQUELME abaixo e percebam que, desta vez, pode ser que o BOCA perca a sua primeira semifinal de LIBERTADORES em seis disputadas desde 1991:

 

PALERMO: “O empate não foi justo, dá raiva. É certo que este mesmo resultado nós conseguimos com o Atlas na ida, mas a esta altura não podemos cometer erros. Vamos com um sabor amargo.”

 

RIQUELME: “Será complicado ganhar do Fluminense no Brasil, mas nós tentaremos. Teremos que ver se somos capazes de conseguir um bom resultado lá. Ainda faltam 90 minutos.”

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Era tudo o que RENATO precisava: uma vantagem comedida, sim, mas uma vantagem suficiente para manter o foco e o respeito, permanecendo em alerta em função de um empate. Afinal de contas, uma derrota poria a dúvida na cabeça dos boleiros e uma vitória traria um perigosíssimo clima de “já ganhou”.