PARÓDIA BOAZINHA: SABADÃO – O PROGRAMADOR MAIS FODIDO DA CIDADE

 

Embora criativa, esta segunda paródia da música ORAÇÃO (v. os dois posts anteriores) já tem um palavrão no título, é longa demais, tem uma qualidade de som pior e o clipe é longo demais.

No entanto, também demonstra a criatividade a partir do plano sequência (sem cortes) e o coral crescendo um músico por vez utilizado inicialmente no clipe “verdadeiro” da Banda Mais Bonita da Cidade.

Como virtude, o fato de ter envolvido bastante gente e de ter capturado imagens diferentes ao invés de ter editado o som sobre o projeto audiovisual original. Todavia, a qualidade do áudio e a péssima captura de imagens demonstram o amadorismo desta produção.

Até o momento, este vídeo recebeu menos de 20 mil visitas no You Tube.

Ideia muito boa de um grupo de programadores que se aproprio da ferramenta e conhece a gramática do discurso e da produção audiovisual. Contudo, a qualidade da realização do produto deixou muito a desejar por falta de técnica.

Com isso, não pretendo jamais invalidar ou desdenhar da brincadeira: apenas quero dizer que há bastante espaço para a busca da qualidade em meio ao compartilhamento e à liberdade da rede. Por isso, sempre que houver uma intenção séria, apelo para que se recorra a profissionais.

O GRÊMIO AGORA TEM UM PROJETO DE CLUBE

O dono da melhor campanha da Libertadores finalmente possui um técnico com T maiúsculo: rodeado de expectativas, o tão esperado Paulo Autuori foi bastante exposto na mídia local durante a sua primeira semana de trabalho. Em uma série de entrevistas, C=confirmou ser um homem altamente capacitado devido à sua inteligência privilegiada, à sua educação e à sua articulação incomuns no mundo do futebol. Um homem maduro, preparado, meticuloso e muito franco. Sério, mas avesso a polêmicas. Altamente observador, é dono de um currículo internacional superior ao dos decantados Felipão, Luxemburgo e Muricy.

Muito mais do que o passado vitorioso (campeão brasileiro de 1995 pelo Botafogo, Mineiro e da Libertadores de 1997 pelo Cruzeiro e da Libertadores e Mundial pelo São Paulo em 2005), trata-se de um nome que virou referência. Ele é objetivo e não é chorão: impõe-se por meio de suas idéias e concepções, que apontam sempre para alguém decidido, convicto e que assume todas as suas responsabilidades.

Autuori é o grande investimento da gestão Duda Kroeff. O fato de termos de volta ao país um técnico de ponta que passou quase três anos e meio recebendo muito dinheiro no Japão e no Catar demonstra por si só que não queremos falso marketing, picaretagem e nem tampouco indefinições. O reforço do técnico é um passo à frente na história do clube, que pretende se destacar por um padrão claro de jogo e de fomação de atletas.

A implantação de uma nova metodologia de trabalho poderá ser capaz de elevar a estrutura do clube a um patamar mais alto, independentemente dos títulos – ou da falta de – neste ano de 2009. Porém, apesar da necessidade imediata de estabelecer uma mecânica de jogo confiável e compatível com as características dos atletas que nós temos, a crença em uma nova mentalidade dentro e fora das quatro linhas é sempre um projeto de longo prazo.

De qualquer forma, o primeiro passo está dado: parabéns ao presidente Duda Kroeff, ao vice de futebol André Krieger, ao diretor de futebol Luiz Onofre Meira e ao gerente de futebol Mauro Galvão, que apostaram pesado em uma linha de pensamento que possui alguns vetores, sim, mas que, no fundo, visa tornar o clube independente de nomes, de personas, de marcas e de egos.

Discreção, ousadia, responsabilidade e risco calculado são termos que põem por terra a ignorância, a sorte, a choradeira, a insegurança e, acima de tudo, a enganação.

O futebol contemporâneo é grande demais para admitir incompetência administrativa, truculência, demagogia e falta de coragem. Depois de bastante desconfiança e um certo princípio de decepção, embora não tenha como concordar com tudo o que é decidido ou realizado dentro do Grêmio, posso dizer que a gestão Duda será lembrada por tentativas inteligentes que, mesmo que não acabem surtindo o resultado esperado, terão valido a pena.

Lembro da coragem de Pedro Paulo Zachia que, após um tremendo insucesso, disse que “O Inter muda não mudando.” Logo depois, Fernando Miranda, eleito para tornar o tradicional adversário novamente digno de crédito na praça, iniciou todo o processo que culminou na grandeza que aquele outro grande clube do sul do Brasil ostenta hoje em dia.

Quando um objetivo é traçado por estratégias claras, tudo o que se quer é um crescimento sustentado:  a progressão contínua organizada a partir de um eixo que deve ser aplicado tanto pela facção A como pela facção B sob a batuta do presidente X ou do presidente Y oportuniza uma maior sabedoria.

Sabedoria? Sim, senhor: o que queremos é diminuir a margem de erro nas contratações de técnicos e jogadores. Queremos evitar gastos e lucrar com os investimentos. Talento e inteligência são bens tão raros quanto essenciais a qualquer organização.

Talento e organização acompanham a antevisão: quem enxerga antes e à frente sabe que, mesmo diante de uma infinidade de obstáculos, o que importa é ter um caminho a seguir. Porque, quando não se tem um objetivo, qualquer caminho serve. Quando qualquer caminho serve, definitivamente, não se chega a lugar nenhum.

Lamento muito que a assessoria de imprensa e a disposição pessoal da diretoria não deixe claro ao associado, à imprensa e a uma parcela importante do Conselho Deliberativo que tudo o que eu percebi durante esta primeira semana de trabalho precise ser explicada. Vir a público para anunciar tais deliberações tranquilizaria a torcida e aumentaria a respeitabilidade do Grêmio perante todo o universo futebolístico mundial.