O que impede as Forças Armadas do Brasil de ajudar as vítimas de Santa Catarina?
A diminuição de mais de 6.000 para pouco mais de um terço, isto é, apenas 2.000 e poucos voluntários colaborando no árduo, extenuante porém, acima de tudo, fundamental e altamente gratificante trabalho de solidariedade na reconstrução das cidades atingidas pelas recentes enchentes em SANTA CATARINA força-me a fazer um apelo para todas as instâncias do Executivo, do Legislativo e do Judiciário que definem quando, como, aonde e por quais motivos as Forças Armadas podem e devem sair dos quartéis em tempos de paz.
Possuímos quantidade e qualidade de soldados e oficiais altamente treinados para situações de risco. Embora tenhamos pouquíssimos equipamentos de resgate e de movimentação de entulhos em função da falta de investimento em prevenção de catástrofes, garanto que existe vontade altruísta e cívica por parte de grande parte das corporações militares brasileiras que, por alguma razão, é impedida de manifestar-se na prática.
O presidente LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA poderia dar um canetaço sob a forma de medida provisória permitindo a liberação das Forças Armadas. Afinal de contas, se podemos mandar uma força-tarefa junto à ONU para tentar transformar o Haiti em um país salubre e organizado, precisamos olhar para o nosso umbigo e estendermos nossa mão ao vizinho em necessidade.
Gostaria muito que algum jurista especializado nessa questão pudesse enviar um comentário e me ensinar mais a respeito dos motivos que impedem o uso das Forças Armadas nessa corrente de solidariedade.
