RENATO GAÚCHO: 13 ANOS DO GOL DE BARRIGA

Nesta noite especial do jogo de ida da final da LIBERTADORES 2009, homenageio o FLUMINENSE FOOTBALL CLUB.

O querido TRICOLOR DAS LARANJEIRAS, PÓ DE ARROZ, treinado pelo maior jogador de futebol em todos os tempos, RENATO PORTALUPPI, merece uma série especial de posts para lembrar da enormidade desse verdadeiro irmão do GRÊMIO na cidade mais linda do hemisfério ocidental, o RIO DE JANEIRO.

Hoje, nosso ídolo-mor não apenas tem a obrigação de ajudar o FLU a confirmar-se como o melhor time da AMÉRICA DO SUL: comemoremos por ele – para não distraí-lo – o 13º aniversário do título carioca de 1995 contra o supostamente poderoso FLAMENGO de ROMÁRIO, SÁVIO e EDMUNDO.

RENATO fez o primeiro e o terceiro gols. Leonardo marcou o segundo.

No 2º tempo, o rubro-negro empatou com ROMÁRIO e FABINHO.

Porém, a quatro minutos do final, na jogada do gol do título, o ex-flamenguista AÍLTON cruzou da direita para a barriga de RENATO aparar a bola para o fundo das redes.

AH! O técnico do urubu era ele: VANDERLEI LUXEMBURGO. Ah, ah, ah! :P

No ano seguinte, em 1996, AÍLTON foi contratado para ser o iluminado autor do gol do BICAMPEONATO BRASILEIRO pelo GRÊMIO de FELIPÃO.

Assistam o vídeo com o depoimento de RENATO sobre aquele jogo histórico extraído da série JOGOS PARA SEMPRE do SPORTV:

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KALUSHA BWALYA, SÍMBOLO DA ZÂMBIA


FIFA.com – Kalusha Bwalya: Not just a match

A seleção da Zâmbia, país do sul da África, possui duas façanhas, um grande ídolo e uma tragédia de proporções imensuráveis.

A primeira façanha foi da saudosa equipe que foi até as quartas-de-final da Olimpíada de 1988 em Seul após uma surpreendente goleada por 4×0 contra a Itália (antes de serem goleados pela mesma Alemanha das revelações Klinsmann e Haßler que perdera para o Brasil nas semifinais em uma decisão por pênaltis que consagrou o goleiro Cláudio Taffarel).

A grande tragédia que dizimou a favorita para ser a melhor seleção africana na Copa de 1994 foi um trágico acidente aéreo na viagem de ida para uma partida válida pelas eliminatórias africanas, em 27/04/1993 contra o Senegal, cujo grupo lideravam. Uma fatalidade das mais aleatórias possíveis ocasionada por uma aeronave oficial do governo zambiano com um severo defeito conhecido, cuja viagem foi autorizada em função de uma economia besta sob o comando de um piloto que estava exausto e desligou o motor bom, não o defeituoso.

Fora da Copa do Mundo dos EUA, restava à Zâmbia renovar seu time rapidamente, a fim de fazer uma campanha digna na Copa Africana das Nações de 1994. Pois não é que a seleção laranja foi a grande vice-campeã, perdendo para a Nigéria no torneio sediado na Tunísia?!

O ídolo Kalusha Bwalya disputou 100 partidas e marcou 50 gols com a camisa do seu país entre 1983 e 2004 (recordes absolutos). Foi o mais famoso camisa 11 da história do futebol africano, 14º jogador mais votado na eleição do melhor jogador do ano FIFA em 1996, quando atuou pelo Club América (MEX).

Antes disso, Bwalya jogou pelo PSV Eindhoven (NED) – o que salvou sua vida naquele trágico acidente, pois estava na Europa e iria para a partida através de um outro vôo.

Na CAN de 1996 disputada na África do Sul, Bwalya foi o chuteira de ouro da competição, na qual a sua seleção terminou em 3º lugar.

Depois de seis participações na CAN (recorde absoluto no continente africano), encerrou sua carreira aos 41 anos como jogador-técnico. Sua 100ª atuação por Zâmbia e seu 50º gol ocorreram contra a Libéria, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006 no histórico dia 04/09/2004, quando deu a vitória e a então primeira colocação de seu time que, meses depois, infelizmente, perdeu a vaga para o Togo.

Hoje, Bwalya é o atual vice-presidente e coordenador de futsal da Associação de Futebol da Zâmbia (FAZ – Football Association of Zambia) e embaixador da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

É sempre importante lembrar dessa figura – ainda mais hoje, quando Zâmbia garantiu-se na MTN Nations Cup juntamente com a África do Sul pelo grupo 11.

Das seis seleções africanas que estarão na Copa de 2010, além da já garantida anfitriã África do Sul e da minha amada República de Camarões, quero muito que Zâmbia finalmente dispute sua primeira Copa do Mundo, depois de ter tido times que chegaram muito perto em 1974, 1994 e 2006.

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VíDEO: Em 2000, Palermo Deu o Mundo ao Boca

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Quase 17 meses se passaram depois dos três pênaltis perdidos.

Palermo sofreu uma grave lesão nos ligamentos do joelho. Ficou seis meses em recuperação.

Os três pênaltis perdidos na Copa América de 1999 e o esquecimento nas convocações subseqüentes atormentavam o goleador de 26 anos.

Já recuperado da cirurgia e poucas semanas depois de completar 27 anos de idade,  Palermo despachou o Real Madrid em Tóquio e deu o primeiro título mundial interclubes do século XXI à nação xeneize.

Dois gols dele, contra o poderosíssimo Real Madrid, então treinado por Vicente del Bosque.

O Real Madrid de Iker Casillas, Michel Salgado, Fernando Hierro, Iván Helguera, Roberto Carlos (autor do gol de honra merengue), Raúl…

Reparem no 1º gol: Delgado cruzou livre do lado esquerdo.

Aonde estava Michel Salgado, hein?!

Depois, dizem que eu tenho má vontade com o jogador.

E no segundo gol, então?! Salgado, o velho Hierro, Iván Helguera… Todos apostaram na marcação adiantada e se deram mal frente à velocidade de Palermo após o lançamento.

A grandeza do Real se mede pela freqüência com que estava indo ao Japão naquela época: vencera o Vasco em 1998 (com gol de RC) e iria novamente em 2002 para arrasar o Olimpia por 3×0.

Em termos de resultados, era muito mais do que o Barcelona de hoje.

Por falar em Barça, por acaso os blaugrana não levaram o gol do Inter porque também adiantaram demais a marcação?!

A história se repete: seria este um cacoete tático espanhol?

Por acaso esse cacoete poderia servir de explicação para os fracassos de uma seleção de quem sempre se espera muito mais do que ela realmente dá em uma Euro ou Copa do Mundo?

ME AJUDA, PVC!!! ;)

VíDEO: O Dia em que Palermo Parou

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Depois da recente bonança, um revival da antiga tempestade…

A noite de 04/07/1999 apresentou uma partida de futebol a ser deletada da memória de todos os argentinos apaixonados por futebol.

Em especial, pelo protagonista daquele fatídico episódio, o centroavante nº9 argentino Martín Palermo.

Até hoje, ainda segue anotando vários gols – Porém sem a mesma média de antigamente.

Depois de várias temporadas sem muito sucesso no futebol espanhol, foi repatriado para o seu habitat natural – La Bombonera.

Falo de um jogador a quem dedico profunda admiração.

Copa América de 1999, no Paraguai: a Argentina classificou-se em 2º lugar no grupo C, com 6 PG. Sua única derrota nesta fase foi para a então ofensiva, veloz, técnica e organizada Colômbia, que decaiu muito desde então.

O placar foi 3×0, gols de Córdoba (aos 10′, de pênalti), Congo (aos 79′) e Montaño, que fechou a conta aos 87′.

Por um lado, a goleada poderia ter sido maior, pois o goleiro Burgos (lembram dele, que enganou durante um bom tempo no Atlético de Madrid/SPN?) pegou um pênalti cobrado por Ricard aos 47′.

Todavia, o jogo poderia terminar empatado em 3×3. Conforme o vídeo acima, logo aos 5′, Martín Palermo chutou um pênalti no travessão. A Argentina teria feito 1×0 muito cedo – o que mudaria totalmente o panorama do jogo.

O placar ainda marcava apenas 1×0 para a Colômbia e o atacante Ricard havia errado um pênalti aos 2′ do 2º tempo. A auto-estima portenha estava em alta e a Argentina dominava a partida.

Segunda chance para Palermo aos 31′ da etapa complementar. E o avante bateu para fora!

Aos 34′ eaos 42′, a Colômbia se empolgou e ampliou o marcador, aproveitando-se do baixo momento anímico dos hermanos.

0×3, mas ainda haveria uma última oportunidade para descontar o fiasco. Terceira penalidade a favor dos argentinos. Novamente, Palermo insistiu em cobrá-la – com o aval de seus companheiros e do técnico.

Aos 45′ finais, Palermo desperdiçou seu terceiro tiro dos 11,15m nas mãos do arqueiro Calero.

Impressionante…

Palermo era então a esperança da vez para uma escola futebolística que permanece renovando-se com uma freqüência tão grande quanto a nossa.

A Argentina procurava recuperar-se da tragédia que a eliminação prematura na Copa de 1998 representou para todo o país.

Palermo, que saiu da competição com honrosos três gols, não tinha a menor idéia de que os três pênaltis perdidos contra os colombianos seriam responsáveis pelo cruzamento direto contra o Brasil já na próxima fase.

Na época, o Brasil era treinado por Vanderlei Luxemburgo, que vinha fazendo um ótimo trabalho. No final do mês, Ronaldo e Rivaldo (os heróis de 2002 sob o comando de Felipão) sagrar-se-iam goleadores máximos da competição, com cinco gols cada.

Uma semana depois da crise palermiana da marca penal, o maior clássico do planeta. Brasil 2×1 Argentina. No dia 11/07/1999, Ronaldo e Rivaldo eliminaram os cisplatinos. O jovem craque Juán Pablo Sorín, um dos craques do Sub-20 anterior e eterno ídolo do Cruzeiro, descontou.

Nessa batalha da eterna guerra do tango contra o samba, o acordeão desafinou em mais um pênalti perdido. Desta vez, o zagueiro Roberto Ayala bateu mal e consagrou Dida.

[Ayala está há muitos anos na Espanha, onde acaba de cometer a insanidade de trocar o forte Valencia pelo claudicante Villareal. Dida, por sua vez, deve mesmo trocar o Milan pelo Barça após as férias de verão na Europa. Ayala pode perder a chance de ser campeão da Champions e/ou de La Liga e Dida tem tudo para trazer o Barcelona novamente à glória máxima do futebol, pois Victor Valdés é um goleiro pra chorar num cantinho]

A Argentina estava fora já nas quartas-de-final. O resultado abriu espaço para o Brasil sagrar-se campeão.

Portanto, os três pênaltis perdidos por Palermo representaram tudo isso e mais um pouco: nem mesmo o genial compositor e intérprete Carlos Gardel conseguiria encontrar palavras que criassem uma tragédia musical com requintes de crueldade suficientes para representar a gigantesca façanha às avessas.

Até hoje, não há certeza de que este seja mesmo o recorde mundial de pênaltis perdidos em uma mesma partida oficial pelo mesmo jogador.

Da mesma forma, também não se tem notícia de que não o seja.

Argentina 0×3 Colômbia foi uma das partidas cujo desdobramento está entre os mais decisivos para uma campanha decidir o sucesso estrondoso de um arqui-rival e o fracasso retumbante de outro em todos os tempos.

Não entrou para a história nem como uma final, nem como um esperado confronto entre duas potências do futebol, muito menos pela qualidade técnica da partida.

Mas é inesquecível, por tudo o que representou.

Finalizando o post: Palermo jogou apenas sete partidas com a camisa argentina e marcou três gols.

Ele disputou as quatro participações da Argentina na Copa América de 1999 e três amistosos anteriores à competição, nos quais não conseguiu encontrar o caminho das redes.

Isso daria um filme.

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Jardel Tenta a Sorte no Chipre

Nada como uma boa surfada pelo site da UEFA: quando pensava em postar sobre o novo presidente do futebol eutropeu, descobri uma notícia insólita, publicada em 18/01/2007.

Mário Jardel, ex-ídolo do Grêmio, do Porto e do Sporting, foi goleador da Libertadores de 1995 (quando consagrou-se com a camiseta nº 16) e duas vezes Chuteira de Ouro como o homem-gol da Europa em 1999 e em 2002.

Depois de tantas andanças após seu futebol e seu casamento terem degringolado em função das noitadas regadas a muito àlcool, o veterano centroavante de 33 para 34 anos, há muito tempo fora de forma e desmotivado, já passou por um monte de clubes, sempre sem sucesso. Dentre eles, o Bolton Wanderers/ENG, o Ancona Calcio/ITA, o CA Newell’s Old Boys/ARG, a SE Palmeiras/BRA, o EC Goiás/BRA e, ultimamente, o SC Beira-Mar/POR, por onde marcou apenas três gols em 12 partidas disputadas.

Agora, ele tenta novamente a sorte. Desta vez, em um contrato de apenas cinco meses de duração, com opção para mais uma temporada completa. Jardel irá desbravar o mercado cipriota, onde tentará, faltando apenas nove rodadas para o final, ajudar o terceiro colocado Anorthosis Famagusta FC a tirar quatro pontos de diferença para o líder Apoel FC, da capital Nicosia.

Jardel diz que sua meta é fazer 10 gols nos nove jogos que restam. Ele não consegue chegar a uma média sequer parecida com esta (0,8 que seja) desde a temporada 2001/2002 pelo Sporting.

Ele estava esquecido no Vasco. Se não fosse o interesse do Tricolor dos Pampas, teria sido emprestado ao pequeno Botafogo de Ribeirão Preto, do interior do Estado de São Paulo. No Grêmio, formou uma inesquecível dupla de ataque com o pequenino e esperto “Diabo Loiro” Paulo Nunes. Dos pés de Jardel, saiu a maior parte dos gols que tornaram o Grêmio do hoje mundialmente consagrado Felipão bicampeão gaúcho, campeão da Libertadores e vice campeão mundial entre 1995 e 1996.

Não é apenas a paixão clubística e a memória afetiva que me deixam triste ao ver que um cara que tinha tudo para ter uma carreira inteira como rei se perdeu. Ele tem a minha idade.

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