Pela terceira vez na história, a UEFA CHAMPIONS LEAGUE terá uma decisão entre dois clubes do mesmo país.
Em 1999/2000, o REAL MADRID CF goleou o VALENCIA CF por 3×0.
Em 2002/2003, o AC MILAN venceu o JUVENTUS FC por 3×2 nos pênaltis, após empate em 0×0 no tempo normal e na prorrogação.
Desta vez, a dupla que manda no Velho Continente vem da Inglaterra: CHELSEA FC x MANCHESTER UNITED FC.
Assim como LA LIGA era o melhor campeonato nacional do mundo em 1999/2000 e levou três de seus representantes às semifinais da CHAMPIONS (naquela ocasião, o FC BARCELONA fora derrotado pelo VALENCIA CF), desta vez o privilégio cabe à PREMIER LEAGUE que, além dos dois finalistas, teve ainda o meu querido LIVERPOOL FC infelizmente eliminado pelo CHELSEA FC em uma das semifinais.
A realidade mostra-se inevitável: sem dinheiro, não se faz futebol de primeira linha. Hoje, a maioria dos melhores jogadores das 10 principais seleções do planeta atuam na Inglaterra. Claro, há poucos italianos, argentinos e brasileiros na terra da rainha Elizabeth II, mas a tendência é de que essa pequena quantidade aumente com o passar dos anos.
A Inglaterra conta hoje com quatro dentre os melhores 10 times do mundo. Esses quatro são os mais ricos do país e também estão entre os 10 mais ricos do planeta. Arrisco categorizá-los em dois grupos:
1) JOGO BONITO: MANCHESTER UNITED FC e ARSENAL FC. Justamente os dois clubes mais tradicionais do país são os que possuem técnicos mais longevos. O francês ARSÈNE WENGER vai completar 10 ANOS de HIGHBURY/EMIRATES no início da temporada 2009/2010, enquanto o escocês SIR ALEX FERGUSON estará começando a sua 22ª temporada no OLD TRAFFORD. Eles costumam investir apenas em melhorias pontuais dentro de um plantel extremamente entrosado. Ambos preferem ter o domínio da posse de bola, errar poucos passes e atuar mais tempo no campo do adversário;
2) CONTRA-ATAQUE: o CHELSEA FC do presidente ROMAN ABRAMOVICH e do atual técnico o israelense AVRAM GRANT e o LIVERPOOL FC do excelente – e ainda jovem – técnico espanhol RAFA BENÍTEZ, por outro lado, preferem marcar sob pressão e retomar a posse de bola em contra-ataques fulminantes. O que diferencia as duas equipes é uma qualidade defensiva maior por parte do CHELSEA e um meio-campo mais brigador e que joga mais adiantado pelo LIVERPOOL.
No duelo entre essas duas escolas, os finalistas da CHAMPIONS possuem estilos opostos. E, em confrontos entre clubes de estilos semelhantes, prevaleceu aquele que possui ou maior experiência, ou melhor qualidade técnica.
O jogo de xadrez será intenso. Prevejo um jogo de poucos gols, salvo se houver alguma expulsão ou se algum dos principais jogadores sair lesionado prematuramente.