CAMPANHA “FICA, VICTOR!”

A brilhante edição acima, com uma escolha primorosa de algumas das monumentais defesas do maior goleiro que já vestiu o manto sagrado do TRICOLOR DOS PAMPAS está neste canal do YouTube. A canção e o texto estão ótimos, assim como a escolha perfeita da fonte.

Como primeira lição de casa a cada gremista conectado deste mundo, entrem no site oficial do melhor goleiro do hemisfério ocidental e um dos cinco maiores do planeta na atualidade e deixem um recado com a seguinte pauta:

- Por que VICTOR deve permanecer no GRÊMIO durante todo o resto de sua carreira?

Deixa o teu recado também no blog SEMPRE IMORTAL, frequentado por vários conselheiros do clube. Aproveita também pra ler nos comentários as várias sugestões e conjecturas para o clube trabalhar para a permanência do craque conosco para sempre.

Aliás, espaços para manifestar o teu gremismo e a tua vontade de contar com o melhor goleiro que o Grêmio já teve (digo isso sem medo de errar, pois o único que não vi foi Lara, homem de uma época romântica e semiprofissional). Confere a lista abaixo:

http://ficavictor.wordpress.com/

Twitter: @ficavictor

GRÊMIO: UM TREINO PROSAICO

Passei o início da tarde desta terça-feira – véspera da partida contra o perigosíssimo Avaí – no Olímpico. Depois de um papo com a Bianca Ramos do Departamento de Comunicação e Marketing. Pra quem ainda não sabe, a Bianca é a jornalista responsável pela ação junto a blogueiros e moderadores de comunidades virtuais para a divulgação do EXÉRCITO GREMISTA (por sinal, aliste-se já!).

Em meio ao papo sobre mídias sociais, já havia ouvido um borburinho dentro do departamento: eram gritos de meninas, principalmente. Pouco depois, entrou um senhor com um filhinho pequeno, que perguntara sobre o final do horário do treino e se haveria uma janela para poder tirar uma foto do jogador com a sua filha que estava lá fora junto ao alambrado, como uma surpresa para seu aniversário de 15 anos.

Na saída, assisti a um trecho do levíssimo treino técnico no gramado suplementar. Junto ao alambrado, havia muitos adolescentes, famílias inteiras e algumas crianças – todos com sotaque do interior. Em um dia qualquer da semana, tinha a impressão de que só encontraria meninos de Porto Alegre, que acalentam o sonho de acompanhar os ídolos do seu clube de coração no dia a dia. Com a amostragem de hoje, vi que o Grêmio atrai excursões de fãs também durante a semana, não apenas aos sábados. Eram cerca de 30 pessoas grudadas na tela – os menorezinhos estavam empoleirados no trilho que serve como corrimão ou peitoril atrás da goleira mais próxima do pórtico.

Uma menina loira estava lendo em voz alta o SMS que havia recebido (talvez de alguém de sua cidade), perguntando se ela estava no treino do Grêmio. Ela respondeu também cantando suas palsvras em voz alta: “Sim, estamos no Grêmio e o Victor está na minha frente!”

Aí, eu olhei para o campo. Embora todo o treinamento fosse bem leve, o trabalho dos jogadores de linha divididos em dois grupos me pareceu muito menos interessante do que o dos goleiros.  Lá no fundo, junto à área de costas para a Av. Cascatinha, metade do grupo estava com o técnico Autuori em duas filas com aqueles minicones de borracha. Outra metade estava no meio do gramado, sob a supervisão do auxiliar.

A proximidade dos goleiros e a emoção da menina me chamaram a atenção. Victor “The Wall“, Marcelo Grohe e Alessandro (que me surpreendeu pela sua estatura pouco imponente em comparação ao titular e ao seu reserva imediato) estavam catando cruzamentos da intermediária e do escanteio, todos chutados pelo preparador de arqueiros Francisco Cersósimo.

Eles estavam bem próximos da gente: coisa de três metros. O exercício funcionou muito mais como um aquecimento do que como um teste de reflexo, concentração, pressão, impulsão e técnica. Foi pouco emocionante, mas deu pra perceber que, naquelas sequências de três intervenções para cada goleiro, Victor Muralha é não apenas o mais alto, mas o de personalidade mais marcante: todos os três são bons e discretos, mas o “EU!” do Victor quando vai para a bola era dito com uma voz mais forte do que os outros dois.

Dali, peguei um T2 na Cascatinha e vim embora, à espera do próximo T2 no final da tarde de amanhã, quando estarei me dirigindo para o jogo válido pela 32ª rodada do Brasileirão 2009.

Não sei se aprendi alguma lição em meio a um treino sem graça diante de um público tão pequeno. Mas pude perceber detalhes que – normalmente – passariam despercebidos:

– Apesar da assistência discreta (não ouvi ninguém gritar, cantar, aplaudir ou chamar nenhum atleta), aquelas pessoinhas vieram de fora de Porto Alegre só para ver uma movimentação banal. Mas, mais do que isso, estavam muito perto de seus ídolos vivenciando o clima do Estádio Olímpico Monumental. Como muitos daqueles provavelmente não sejam sócios e/ou não venham com frequência para cá, sua presença nos jogos deve ser bastante eventual. Enquanto isso, independentemente do momento ruim na tabela de classificação e de mais um ano sem títulos, muitos torcedores que estão aqui reclamam de barriga cheia de uma série de coisas que não são importantes. Digo isso num sentido social mais amplo, não em relação ao Grêmio em si;

– Não importa se o jogador é high profile tipo Beckham ou low profile tipo Cafu: deve fazer um bem danado ao ego ser tietado com respeito e com carinho por milhões de desconhecidos que deles só exigem simpatia, um pouquinho de atenção e (acima de tudo) que cumpram com a sua obrigação dentro de campo. Deles é só isso o que se espera;

– Seja no Real Madrid, seja no Galo da Borborema, essa rotina de treinos muda muito pouco. O que é aperfeiçoado por especialistas mais qualificados e o que flui mais rapidamente em função de uma infraestrutura mais adequada são detalhes. Esse trabalho todo é fundamental, sim. Mas ele é um momento extremamente maçante, repetitivo e distante da realidade do jogo. Metodologias à parte, se passa algumas décadas da vida em meio a um rol de atitudes mecânicas voltadas para aquele objetivo;

– Pra terminar, penso se o Victor Muralha, por mais que ele confiasse no seu taco e fosse ambicioso imaginaria um dia estar aqui no Olímpico e na Seleção Brasileira vindo do interior de São Paulo sem ter passado antes por um grande clube do centro do país e sem estar atuando no exterior. O Souza, então? Menino pobre lá da Paraíba, um sujeito simples e franco…

Quando se passa um filme da vida do torcedor, do dirigente e do atleta, acho que esses detalhes ordinários também ficam…

VICTOR, O MELHOR GOLEIRO DAS AMÉRICAS

Imagem do portal ClicRBS

VICTOR: melhor goleiro das Américas. Ótimo para o Brasil, péssimo para o Grêmio

Nenhum clube pode ser dependente de um único jogador. Sabe-se, porém, que uns decidem muito mais do que os outros. Embora esta não seja necessariamente uma regra, costuma-se dizer que todo grande time começa por um grande goleiro. O ideal é que esse guarda-redes de qualidade ímpar não precise ser exigido. Quando o for, deve dar conta do recado.

Este rapaz de 25 anos é o maior legado do comando técnico de Vagner Mancini no Grêmio. Não fosse pelo seu ex-técnico no modestíssimo Paulista de Jundiaí, um título inesperado da Copa do Brasil 2005 e uma participação na Libertadores 2006 onde derrotou o outrora poderoso River Plate, na melhor das hipóteses, talvez estivesse em um time pequeno como um Coritiba, um Botafogo ou um Atlético-MG da vida.

[Diga-se de passagem, Victor ERA BANCÁRIO em ambas as conquistas...]

Sempre que surge um talento extraclasse no Olímpico, minha passionalidade egoísta me leva a pensar a curto prazo. Nesses momentos, o sentimento de perda, o lamento e a falta de chão ocasionada pela iminente negociação de um craque de passagem tão curta quanto marcante pelo Tricolor dos Pampas me fazem esquecer do lado bom da história.

Se é que há MESMO um lado bom na perda de um craque, nosso clube forrará os cofres. Muito provavelmente, Victor será homenageado pela Geral com um “trapo” tricolor com uma enorme serigrafia de sua efígie estampando esse pano (coisa que Lucas, Carlos Eduardo e Anderson ainda não receberam, mas mereciam bem mais do que Ronaldinho).

Não sinto prazer nem obrigação de torcer pela Seleção Brasileira desde o trauma de infância da Copa de 1982. Independentemente do meu sentimento pequeno e imaturo nesse sentido (permitam-me cultivar um resquício da minha infância, por favor), a CBF e seus seguidores tem tudo para ganhar uma lenda.

Sabe-se que, dentro de pouco tempo, o paredão Victor irá aparecer para todo o planeta disputando a Liga Europa ou, quem sabe, já entrará de cara na UEFA Champions League. Assistire-mo-lo nos canais SporTV ou ESPN nas manhãs de sábado ou de domingo por La Liga (Espanha), Ligue 1 (França), Lega Calcio (Itália), pela 1.Bundesliga (Alemanha) ou pela maravilhosa Premier League (Inglaterra).

Amigos, infelizmente, aproxima-se o fim da jornada do melhor goleiro que meus 36 anos de gremismo já viram desfilar com a até bem pouco tempo insofismável e indelével camiseta do hoje parcialmente combalido Exército de Ferro com a Alma Castelhana.

Enquanto Victor estiver defendendo o nosso pavilhão, devemos todos lotar o Olímpico Monumental em todo e qualquer jogo, esteja o Grêmio vindo de três derrotas consecutivas ou de cinco goleadas acachapantes.

E se resta alguma esperança de que nosso querido camisa 1 possa permanecer além da janela de contratações européias do verão que antecede a temporada 2010-2011 (isso se ele não for antes, no verão de 2009-2010 ou no inverno de 2010), quem ainda não se associou, deve se associar ao Grêmio o quanto antes.

Finalmente, sejam sócios ou não, todos os gremistas deveriam pressionar ao máximo os departamentos Jurídico, de Finanças e de Marketing do Grêmio a fim de fechar um contrato de patrocínio minimamente decente com alguma empresa de porte.

TUDO PELO VICTOR!!!

VICTOR, MELHOR GOLEIRO DO BRASILEIRÃO 2008

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PAREDÃO VICTOR: o melhor nº1 do campeonato. Graças a ele, nosso limitado time obteve o vice-campeonato. Afinal de contas, mais de 20 de nossos 72 pontos foram obtidos graças a seus milagres.

[B'08 35ª] GRÊMIO 2×1 CORITIBA

Tcheco gol Grêmio

O fotógrafo da agência que fornece as imagens dos jogos de PORTO ALEGRE para o GLOBOESPORTE.COM teve muita sorte, técnica e experiência ao capturar o momento acima por várias razões:

1) O capitão TCHECO (esquerda) e o centroavante MARCEL (direita) foram os protagonistas do difícil embate antes mesmo do apito do senhor MARCELO DE LIMA HENRIQUE, auxiliado pelos excelentes HILTON MOUTINHO RODRIGUES e DILBERT PEDROSA MOISÉS. Sem sombra de dúvida, a melhor arbitragem de uma partida do TRICOLOR DOS PAMPAS em todos o campeonato;

2) TCHECO e MARCEL são ex-jogadores projetados para o futebol pelo próprio CORITIBA;

3) TCHECO e MARCEL foram os responsáveis por liderar o grito de guerra no túnel antes do time entrar em campo;

4) TCHECO esteve quase impecável: pouquíssimos passes errados, posicionamento perfeito e abriu o placar no momento mais tenso da partida – aos 28′, logo após alguns sustos proporcionados pelos velozes e qualificados contra-ataques do COXA, sobretudo pela brilhante atuação de uma das minhas indicações para o presidente DUDA KROEFF, para o cobiçado gerente de futebol RODRIGO CAETANO, para o diretor de futebol ANDRÉ KRIEGER e, por último e mais importante, para o técnico CELSO ROTH em 2009. Trata-se do atacante movediço, veloz e técnico chamado MARLOS, o nº 11;

5) MARCEL teve poucas chances de gol. A rigor, apenas um perigoso cabeceio para baixo quase no canto, porém sem o quique fatal e sem tanta força defendido pelo goleiro VANDERLEI. Todavia, posicionou-se maravilhosamente bem como pivô, ganhando a maioria dos balões do quase milagreiro VICTOR (que nos salvou em pelo menos duas oportunidades da metade para o final do 1º tempo), dominando e abrindo para quem viesse pelos lados.

Foi um jogo difícil. Uma dificuldade proporcionada por um adversário respeitável e de qualidade. ROTH conhecia MARLOS. E os auxiliares do nosso técnico responsáveis pela gravação dos jogos e pelas estatísticas trabalharam bem outra vez: só no 1º tempo, o atacante tocou 14 vezes na bola, obtendo vitórias pessoais sucessivas sobre o bom RAFAEL CARIOCA (que, até então, só havia sofrido – e muito – para marcar VÁGNER do CRUZEIRO). Isso explica por que CARIOCA foi substituído pelo bom ADILSON (que, para mim, terá um 2009 brilhante antes mesmo da possível negociação ou do próprio RAFAEL CARIOCA, ou de seu parceiro WILLIAN MAGRÃO após a LIBERTADORES) no final do jogo.

O CORITIBA também melhorou com a entrada de CARLINHOS PARAÍBA (que alguns torcedores excessivamente passionais e pouco informados confundiram com o ex-colorado PERDIGÃO em função de sua pele morena, de sua longa cabeleira crespa em forma de rabo de cavalo, considerando-o ‘gordo’ – coisa que, definitivamente, não o é). Causou-me estranheza o fato de um jogador tão combativo, de bom passe e de excelente chute de fora da área ter iniciado no banco de reservas. Embora goste muito do técnico DORIVAL JÚNIOR (que afirmou nesta semana que o GRÊMIO merecia ser campeão por causa do trabalho de CELSO ROTH), não entendi essa escolha. Mas foi bom para nós e é isso o que importa.

Mais uma vez, a zaga formada por AMARAL, RÉVER e pelo menino HEVERTON (de personalidade madura e bastante espirituoso) foi ótima. Só não contavam com uma falha do até então também excelente WILLIAN MAGRÃO, que foi traído pela sua afobação de jovem distraído pelos irritantes gritos de “OLÉ!” ao final do jogo, cedendo espaço para o gol de ARIEL NAHUELPAN aos 90′+1.

Antes disso, HEVERTON conferiu e a bola desviou no zagueiro para tranqüilizar a torcida. Foi um dos maiores públicos no OLÍMPICO desde a final da LIBERTADORES de 2007 contra o BOCA (de triste lembrança). Contudo, apesar do apoio e dos cânticos em quantidade e volume bem maiores do que nas últimas cinco ou seis rodadas em casa, me parece menos pior para o GRÊMIO quando ele está engrenado jogar fora de casa no contra-ataque do que em seus domínios com a obrigação de pressionar o adversário, pois a cornetagem anti-ROTH anda muito impaciente ao invés de torcer com maior capacidade de compreensão dos severos limites de nosso plantel em posições-chave (traduzindo: laterais, reservas dos centromédios, atacantes mais eficazes e um meia de ligação à moda antiga) que tanto tenho descrito neste blog.

Façam suas apostas: temos VITÓRIA (F), IPATINGA (F) e ATLÉTICO-MG (C). O SÃO PAULO tem VASCO (F), FLUMINENSE (C) e encerra sua participação contra o GOIÁS (F). Pessoalmente, acho que nem nós e nem os comandados de MURICY RAMALHO iremos vencer todos os jogos daqui para a frente. Tenho o palpite de que o GRÊMIO empata uma e ganha duas e o SÃO PAULO empata duas e ganha uma.

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