[B'08 34ª] PALMEIRAS 0×1 GRÊMIO

Agência / Estado
Contra a RAPOSA, eu tive um mau pressentimento. Desta vez, sei lá, mas… Tive um sentimento bastante positivo diante do PORCO. Não sou profeta do acontecido, mas mantive a esperança de que, dos dois jogos de seis pontos contra CRUZEIRO e PALMEIRAS fora de casa, em um deles o GRÊMIO seria goleado e venceria o outro (não necessariamente na ordem em que os fatos se sucederam).Claro que ainda acho extremamente difícil (porém nada impossível) ver o TRICOLOR DOS PAMPAS sair campeão. Afinal de contas, o péssimo empate contra o lastimável FIGUEIRENSE custou caríssimo para as nossas pretensões. E o GRÊMIO, mesmo sem transmitir muita confiança, raramente jogou pessimamente mal por duas ou mais partidas consecutivas – inclusive quando passou quatro rodadas sem vencer.

CELSO ROTH, muito mais criticado pelos erros que não comete do que pelos que comete, foi, independentemente do que possa vir a ocorrer nos três jogos das 19:10h (BOTAFOGO x FLAMENGO, VITÓRIA x ATLÉTICO-MG e T.A. x IPATINGA), o melhor técnico da rodada. Honraria que recebeu mais do que qualquer outro no campeonato não por ser genial mas, sim, porque todos sabem que ele está tirando leite de pedra de um plantel que oscila entre a falta de vigor físico dos veteranos, a total falta de calma da gurizada e a impossibilidade de manter a seqüência técnica, tática e física do primeiro turno em função do crescimento de vários bons times que ainda não haviam dado as caras no começo deste BRASILEIRÃO, bem como as inevitáveis lesões e suspensões, que pesam muito mais no final do que no início da campanha.

Quando vi que o LUXA não teria à sua disposição nem DIEGO SOUZA e tampouco KLEBER, apesar de estarmos sem a zaga titular inteira, com sinceridade: fiquei bastante aliviado. Primeiro, porque, para eles, nenhum outro jogador faria tanta falta na ligação com o ataque (o que me levou a crer que o goleador ALEX MINEIRO não jogaria absolutamente nada, como de fato ocorreu). Quando vi aquela feliz compactação no meio-campo e que SOUZA, WILLIAN MAGRÃO, RAFAEL CARIOCA e TCHECO estavam errando muito menos do que acertando e o conseqüente acovardamento dos laterais apoiadores ELDER GRANJA e LEANDRO (um PUTA jogador, assim como o volante PIERRE), ali percebi que DENILSON, O SAMBISTA DE UMA NOTA SÓ, também não iria jogar absolutamente nada.

O PALMEIRAS só deu dois chutes a gol para defesas importantes do grande VICTOR. JEAN, até sua reação demente no final da partida, estava calando a minha boca e a do técnico ROTH também: considero-o lento e descoordenado pelo lado esquerdo da zaga, pois ele não é canhoto. Ele estava sendo perfeito nos desarmes. Porém, traiu-se pela falta de disciplina.

Depois dessa estréia categórica, segura, madura e serena do menino HEVERTON, tenho certeza de que ele passará a ser a primeira opção no banco. Diria mais: independentemente de lesões e suspensões, ele demonstrou um futebol superior ao que os titulares LÉO e PEREIRA têm demonstrado neste returno. E THIEGO (que também não pôde atuar hoje à tarde) também mostrou que cresceu uma enormidade em relação ao que mostrou em 2007.

SOUZA na lateral-direita jogou sua melhor partida pelo EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA desde aquele clássico em LA BANANERA pela SEGUNDA DIVISÃO DA AMÉRICA: foi nessa posição que ele recebeu a BOLA DE PRATA da PLACAR em 2006. É bom lembrar que MURICY RAMALHO é um treinador de personalidade e preferências táticas muito semelhantes às de CELSO ROTH: ambos diferenciam-se claramente apenas por três ítens: o salário, o currículo e a grife. Tanto um como outro fizeram SOUZA rodar por várias posições e esquentar o banco até que o jogador se encaixasse na lateral.

HELDER jogou a sua melhor partida com a camisa do GRÊMIO: enquanto a mídia especializada do centro do país não cansava de babar o ovo de LUXEMBURGO e de seus laterais LEANDRO pela esquerda e o ex-fragário ELDER GRANJA (reconhecidos neste ano pelo apoio constante e pelas assistências ao eficiente veterano ALEX MINEIRO), nosso humilde operário acertou os cruzamentos com uma competência acima de sua própria média e marcou muito bem, sendo coberto por RAFAEL CARIOCA e pelo capitão TCHECO.

Pelo lado direito, SOUZA foi coberto por WILLIAN MAGRÃO e pelo mesmo capitão TCHECO. Melhor: SOUZA e TCHECO fizeram, pela primeira vez em todo o campeonato, aquilo que todo gremista esperava deles – aproximação, tabelas e poucos passes errados.

No ataque, REINALDO e MARCEL jogaram o de sempre: posicionamento mais do que conhecido, muita vontade e pouco talento. Mas ambos conseguiram assustar muito mais o querido pentacampeão MARCÃO do que os atacantes palmeirenses tentaram contra VICTOR.

Pela primeira vez em todo o campeonato, considerei acertada a entrada de ANDRÉ “RUN, FORREST, RUN” LUÍS: o melhor velocista do plantel TRICOLOR apresenta conclusões lastimáveis. Mas aquele providencial SUPERPOVOAMENTO DO MEIO-CAMPO depois do gol de TCHECO (repeteco de um dos gols que ele levou do FLUMINENSE na recente sumanta de 0×3 no MARACANÃ) reforçando a marcação a partir do nunca decepcionante porém fisicamente azarado ADÍLSON apenas revelou o que eu já havia dito – time como o do GRÊMIO, que não apresenta grande velocidade nem precisão no passe, tem que jogar como o bicampeão da Série B MANO MENEZES fazia: a aproximação dos caras evita com que eles errem passes longos. E um meio-campo superpovoado com um atacante de velocidade é sinônimo de maior probabilidade de se dar bem nos contra-ataques.

MARCÃO, em um misto de garra incondicional, profissionalismo acima de qualquer suspeita, coragem de arriscar e sorte, foi ao ataque três ou quatro vezes a contragosto do vaidoso e – segundo PVC – desmotivado ex-melhor técnico do país, o PROFESSOR DOUTOR VANDERLEI LUXEMBURGO. Certamente foi o destaque palmeirense, juntamente com o volante-zagueiro PIERRE, um verdadeiro monstro, que se doa totalmente entregando seu corpo para uma saraivada de boladas na entrada de sua área.

Enfim, ainda estamos na briga, com número de vitórias e saldo de gols superiores aos do líder SÃO PAULO, embora dois pontos atrás faltando apenas quatro rodadas para o final do certame.

E EMPATE É DA BANCA – DA BANCA QUE ACREDITOU EM CELSO ROTH.

Mérito inicial de PAULO PELAIPE (contra cujo comportamento nada fidalgo possuo severas restrições), que enxergou a FACEIRICE de VAGNER MANCINI recém reclamada pelo comentarista de VITÓRIA x ATLÉTICO MG no BARRADÃO pela TV, que não entende o porquê da brusca queda de rendimento do rubro-negro da Boa Terra após terminar o 1º turno brigando por uma vaga na LIBERTADORES.

E mérito final de ANDRÉ KRIEGER, por ter bancado um profissional sério com quem já havia trabalhado em 1998 com um bom resultado.

VAMOS PARA O PAU ATÉ O FIM!!!


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[B'08 25ª] GRÊMIO 1×2 GOIÁS

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Esta foi a primeira derrota do GRÊMIO no OLÍMPICO MONUMENTAL depois de cinco meses de invencibilidade em casa. Mas, por incrível que possa parecer para o leitor, não houve tragédia alguma para mim: afinal de contas, eu já esperava, devido à velocidade do GOIÁS e à qualidade do lateral-direito VÍTOR e do meu sonho de consumo há pelo menos oito temporadas: PAULO BAIER. Além disso, o único lugar onde o técnico HÉLIO DOS ANJOS trabalha onde costuma ser querido e obter bons resultados é exatamente o esmeraldino do Planalto Central.

Vocês lembram de um post que eu fiz bem no início do BRASILEIRÃO 2008 no qual havia dito que a tabela do segundo turno era extremamente ingrata para o TRICOLOR DOS PAMPAS? Meus temores mudaram um pouco em função do contexto.

Quem mudou a história do campeonato foi o próprio GRÊMIO de CELSO ROTH que, com um plantel de baixa velocidade e de baixa qualidade no passe, teve um mês para treinar. Depois da liderança inesperada e prolongada, as lesões passaram a desfalcar tanto o time titular como o banco de reservas. Não é culpa da direção nem do técnico, pois até o poderoso CHELSEA de FELIPÃO tem sofrido com os mesmos problemas que nos afligem.

Como temos deficiências mascaradas pela má vontade contra o técnico e por um primeiro turno brilhante, tornou-se comum realizarmos jogos piores em casa do que fora. Já que também erramos passes demais, não detemos a posse de bola por muito tempo. Então, os adversários mais velozes do que nós no contra-ataque – e/ou aqueles que erram menos passes – podem nos surpreender, sim, senhor.

Eu falei à minha Lu que temia muito por duas derrotas em casa: GOIÁS e BOTAFOGO. Uma já foi. Tomara que eu erre a outra…

Fora de casa, temos ATLÉTICO-PR desesperadíssimo e um histórico de péssimos resultados; o TRADICIONAL ADVERSÁRIO em ascensão, com o melhor plantel do BRASILEIRÃO 2008 disparado que, felizmente, ainda está um pouco desentrosado, mas está com o GRÊMIO atravessado na garganta; CRUZEIRO, time forte e quase certo na próxima COPA SANTANDER LIBERTADORES, em pleno MINEIRÃO; e, pra terminar, o temível PALMEIRAS no ESTÁDIO PALESTRA ITÁLIA – um verdadeiro caldeirão.

Pra terminar, a arbitragem: não gosto desse assunto. Contudo, estão começando a ocorrer alguns detalhes que definem o resultado contra nós exatamente contra times que não disputam quase nada, exceto o limbo ou a COPA NISSAN SUL-AMERICANA. Certamente, ontem, o fato de terem escalado um árbitro inexperiente (o catarinense CÉLIO AMORIM) em um jogo tido pelos mais passionais como “favas contadas” não foi gratuito, já que ainda pode-se dar a desculpa de que não há como desconfiar de nada porque não foi um cotejo contra algum dos adversários diretos.

Adoraria conquistar o TRI. Se não der, pelo menos a LIBERTADORES 2009 é quase certa.

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[B'08 22ª] NÁUTICO 1×1 GRÊMIO

                Náutico derrota o Grêmio nos Aflitos<br />

Sabe quando o jogo é tão ruim, mas tããão ruim que só mesmo corneteando a tudo e a todos com muita ironia e sarcasmo pra não sair do bar ou do estádio frustrado? Pior: o GRÊMIO jogou tão mal, mas tããão mal que, caso tivesse enfrentado um time um pouquinho melhor, provavelmente estaria aqui falando sobre uma sumanta de 4×0.

Foi um show de horror comparável a uma trupe de palhaços sem carisma num circo decadente. O gramado dos AFLITOS é um lixo: a bola não rola, sai pulando feito pipoca. No dia do encerramento da OLIMPÍADA, essa pseudo II BATALHA DOS AFLITOS parecia um jogo de BADMINGTON sem rede – era raquetada de um lado e do outro.

Os cruzamentos em profundidade do GRÊMIO foram uma calamidade: verdadeiros petardos que, quando encontravam a cabeça de algum atacante TRICOLOR no bico da grande área do TIMBU, viravam guampadas direto pela linha de fundo.

O gol dos pernamucanos foi tão ridículo que eu me nego a descrevê-lo. Porém, dada a ruindade do NÁUTICO aliada à dramaticidade do primeiro gol de REVER com a camisa do GRÊMIO (em um rebote do chute de PEREIRA em cima do assustado goleiro reserva que entrou no fim do 1º tempo) em um lance no qual até o goleiraço VICTOR tentou cabecear em uma cobrança de falta de TCHECO quase aos 49′do 2º tempo.

VICTOR redimiu-se lindamente da entregada a la peito de tábua contra o FLAMENGO realizando mais um milagre: desta vez, ele espalmou um chute à queima-roupa quase de dentro da pequena área caído, no contrapé, com o braço esquerdo.

TCHECO que, por sua vez, passou GRECIN no cabelo e deixou o seu futebol em PORTO ALEGRE.

Enfim… Na 23ª rodada, finalmente voltamos a ser mandantes contra o VASCO. Precisamos devolver a derrota em SÃO JANUÁRIO no 1º turno e reencontrar o bom futebol.

Pra não dizerem que eu não critico CELSO ROTH, ele errou a ordem das substituições, embora não houvesse mesmo muito o que fazer naquele jogo que lembrou futebol mas que parecia outra coisa e, no final, ainda deu certo.

Quando RAFAEL CARIOCA foi substituído, pensei que entraria MAKELELE em seu lugar. Porém, para buscar o resultado (no que não estava errado), ROTH aumentou o número de atacantes e colocou o risível, irritante e inócuo ANDRÉ LUIZ. SOUZA entrou no lugar de PEREA. Até aí, tudo bem. No entanto, o técnico demorou demais pra se tocar que o colombiano não jogou absolutamente nada. Finalmente, MAKELELE entrou só pra ganhar tempo.

Mesmo mais errando do que acertando, ROTH foi decisivo mais uma vez, para desespero total dos corneteiros: afinal de contas, a entrada tardia do esforçado volante foi providencial para retardar ainda mais o jogo, levando-o até os 49′ – o suficiente para a blitz final que resultou em um gol do meu bruxo, cujo nome lembra aquelas marcas de confecção de Blumenau.

Em tempo: joga no NÁUTICO o lendário lateral-direito RUY – aquele que, quando jogava no BOTAFOGO, tiveram que abrir a gola da camiseta porque sua cabeça não passava no buraco. O jogador também atuou no FIGUEIRENSE.

Pela segunda vez contra o GRÊMIO neste ano, o destaque absoluto do TIMBU foi o voluntarioso volante TICÃO. Em PORTO ALEGRE, ele anulou TCHECO. Em RECIFE, levou botinada atrás de botinada e, mesmo assim, resistiu bravamente por duas vezes. Na terceira, sua perna claudicante finalmente capitulou. Dado o comovente esforço desse jogador, me vejo a pensar se o nº 7 de apelido sugestivo não teria sido uma opção interessante para jogar ao lado de LUCAS na SELEÇÃO OLÍMPICA, já que o são-paulino HERNANES, fora o gol contra a BÉLGICA no 1º jogo, fez um torneio lamentável.

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[B'08 17ª] GRÊMIO 2×0 VITÓRIA

William e Tcheco gol Grêmio

Foi um jogo complicado como era de se esperar: o VITÓRIA provou ser um adversário de contra-ataque veloz, bem postado em campo, com zagueiros altos, um excelente marcador de bom passe no meio (o nº 7 Jackson) e um bom lateral direito, “insinuante” como gostam de dizer os comentaristas cariocas. VÁGNER MANCINI foi aplaudidíssimo e retribuiu o carinho e o reconhecimento da torcida tricolor na entrada do seu time em campo.

Foi um jogo muito truncado, onde o GRÊMIO foi surpreendido com a coragem do rubro-negro soteropolitano desde o início: eles apresentaram um bom toque de bola e ofereceram perigo com o apoio do bom lateral direito Marco Aurélio e com a inteligência do nº 10 Marquinhos.

Tal postura durou cerca de 12 a 15 minutos, quando o primeiro gol surgiu: WILLIAN MAGRÃO (à esq. na foto) dominou mal uma bola alçada na área, mas conseguiu enganar seu marcador. A bola sobrou para o próprio nº 11 TRICOLOR dominar e fuzilar de bate-pronto sem chances para o goleiro VIAFARA.

Daí para a frente, o jogo ficou muito feio: o Vitória não conseguia arrematar de dentro da área em função do comportamento perfeito de todos os zagueiros gremistas. THIEGO foi soberbo, ganhando no corpo com lealdade, posicionamento perfeito e uma saída de bola anos-luz melhor do que a do LÚCIO do BAYERN MÜNCHEN. LÉO não tem deixado a menor saudade. PEREIRA pelo meio deve ter saído com fortes dores de cabeça, de tanto afastar com energia a maioria das tentativas baianas pelo alto. RÉVER, por sua vez, fez sua melhor partida com a camisa do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA: limpava como queria os atacantes adversários pelo lado esquerdo da nossa zaga e saía jogando, muitas vezes com o cada vez mais indispensável RAFAEL CARIOCA, com o regular e bom WILLIAN MAGRÃO e com o sempre veloz e esforçado PEREA, que hoje pecou bastante no passe e no posicionamento.

TCHECO se impôs com muita autoridade, centralizando o jogo, abrindo nos lados e ajudando na marcação pelo lado direito da defesa, compensando talvez a pior partida do lateral direito PAULO SÉRGIO neste BRASILEIRÃO. MARCEL, por sua vez, só teve uma grande chance, em um cruzamento de ANDERSON PICO (de belíssima atuação, esculhambada pelos ridículos – ou tendenciosos? – auxiliares, que viam impedimento até nos ninhos dos quero-queros).

MARCEL não chegou a tempo de testar para dentro o cruzamento de PICO forte, pelo alto. Ah, se fosse o JARDEL (rimou sem querer).

A grande chance de gol perdida pelo Vitória não foi na verdade uma chance perdida: foi a maior defesa que eu já vi um goleiro gremista fazer em um cabeceio livre e à queima-roupa. VICTOR é, definitivamente, o melhor goleiro do Brasil.

Sei que é um saco reclamar da arbitragem. Mas tanto contra o FLAMENGO (quatro impedimentos inventados e dois pênaltis não-assinalados) como hoje, a quantidade de erros foi de chorar: o sr. SÁLVIO ESPÍNOLA e seus auxiliares EDINEY GUERREIRO MASCARENHAS e EMERSON AUGUSTO DE CARVALHO marcaram uma quantidade fora do normal de impedimentos de ANDERSON PICO e PEREA. Os primeiros três impedimentos e mais um ou outro no decorrer da partida até foram, mesmo. O colombiano camisa 7 costuma vacilar na linha burra adversária. Mas mesmo em pelo menos quatro oportunidadaes nas quais tanto o lateral como o atacante esperaram dois ou três segundos para começarem a arrancada, o instrumento de trabalho dos linesmen teimava em apontar para o alto e avante. Talvez o pólo magnético sul tenha-se deslocado inesperadamente cerca de 23º para o norte, em um fenômeno estratosférico fora do normal. Seria este um efeito do fim da chuva e do retorno do frio?!

Tá certo que o Grêmio abusou das bicancas para o alto enquanto não conseguia jogar com a bola dominada (mérito absoluto do preparador físico do Vitória e do técnico Mancini). O adversário, por sua vez, quando tocava a bola, na maioria das vezes mostrava-se inoperante em função da estupenda atuação do trio de zagueiros e dos dois volantes.

O que complicou muito a vida do Grêmio e tornou o jogo feio foi que o rubro-negro baiano fez o possível para evitar as trocas de bola tricolores.

Digno de registro foi o arremate de Perea no fim do 1º tempo, colocado, de muito longe, pelo lado do goleiro adiantado. Caprichosamente, um zagueiro adversário tirou quase de cima da linha fatal.

No último terço da partida, CELSO ROTH trocou a dupla de ataque: SOUZA entrou no lugar do colombiano, REINALDO entrou no lugar de Marcel e, mais adiante, só pra matar tempo, MAKELELE entrou no lugar do capitão Tcheco.

Aos 43′, quando a torcida já estava furiosa com a arbitragem, Souza esticou para Reinaldo. O avante driblou o marcador na entrada da área, esticou a bola com a perna direita para ganhar ângulo e arrematou forte, no ângulo, com direito a um toquinho de raspão na mão direita do goleiro Viafara, dando números finais ao marcador.

Foi uma linda festa para mais de 37.700 gremistas. Este foi o jogo mais difícil do Grêmio em casa depois do clássico. Nem mesmo a vitória sofrida contra o CRUZEIRO, o empate contra o PALMEIRAS ou o sofrimento para fazer o resultado contra o NÁUTICO CAPIBARIBE foram tão complicados assim.

Esperemos agora pelo lanterna IPATINGA na próxima quarta-feira, às 19:30h (belíssimo horário noturno, diga-se de passagem). Liderança assegurada por mais uma rodada, chegou a hora dos principais rivais pelo título começarem a ratear um pouco. Afinal de contas, a paridade é tão grande nesta temporada que não podemos dar-nos o luxo de perder pontos bobos.

Confira a avaliação do GLOBOESPORTE.COM.

ESCALA O TEU GRÊMIO

O CLICESPORTES apresenta uma planilha em FLASH para escalação do time do GRÊMIO com os jogadores atualmente contratados, à exceção do lateral esquerdo BRUNO TELES recém emprestado para a PORTUGUESA (naquela máxima de que a ‘Loser’ precisa se tornar ‘Winner’ o quanto antes) e do atacante RODRIGO MENDES, que pegou carona num tapete voador rumo à Península Arábica (onde acredita que irá viver suas 1001 noites).

A limitação do aplicativo é que o único “esquema tático” (falo mais sobre o porquê das aspas em um próximo post, devidamente provocado pelo grande prof. GUSTAVO FISCHER) possível é o 4-4-2.

Eu escalei o seguinte onze: Victor; Paulo Sérgio, Thiego, Réver e Anderson Pico; Tcheco, Wilian Magrão, Rafael Carioca e Souza; Ortemán e Reinaldo.

Por um lado, o exercício foi interessante porque o TRICOLOR de CELSO ROTH tem-se dado bem jogando com três zagueiros – em princípio, uma escolha forçada pela falta de opções que o técnico possuía.

Talvez ainda possua, pois 1) a marcação pelas laterais é pouco vigorosa porque ambos os laterais têm uma vocação ofensiva maior do que a defensiva; e 2) a falha de posicionamento no meio-campo abre um buraco entre os volantes e os meias, proporcionando a maior parte dos contra-ataques adversários.

Hoje, sem três zagueiros, há uma tendência à faceirice que, com a minha proposta, espero que seja refutada. Não porque a minha escalação marca mais (pelo contrário) mas, sim, porque a posse de bola no campo de ataque tende a aumentar significativamente.