VIOLÊNCIA NO OLÍMPICO

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Depoimento de um torcedor:

“PARTICIPO DA GERAL, MAS NO FUNDO EU ACHO QUE É MELHOR O PRESIDENTE CORTAR A VERBA MESMO, POIS SOMENTE A GERAL É BENEFICIADA.

E OS OUTROS TORCEDORES?! E OS SÓCIOS?! PORQUE ELES NÃO TEM O MESMO PRIVILÉGIO?!

A GERAL ESTA BRIGANDO COM A MÁFIA POR INTERESSES FINANCEIROS E NÃO POR RACISMO. MINHA OPINIÃO É QUE TODOS SEJAM IGUAIS, E NÃO SÓ PARA OS MANDANTES DA GERAL, QUE SE BENEFICIAM COM DINHEIRO DO GRÊMIO.

O PAULO ODONE ACOSTUMOU ELES ERRADO.”

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Sinceramente, o problema não tem solução imediata nem definitiva. Em São Paulo, a Polícia Militar proibiu a entrada de torcedores com a camiseta das “uniformizadas”. Mesmo sem subsídio pra viajar ou na compra de ingressos e com a perda da sala no estádio e com um policiamento mais ostensivo, bastava vestir uma camiseta com as cores do clube que o mesmo grupo de torcedores chegava e saía junto dos estádios.

A diminuição da violência não é significativa.

No mais, torcedor TORCEDOR é alegre, é corneteiro, sofre, se emociona, exagera, mas nunca faz do seu corpo uma arma e do corpo do outro uma vítima.

Tem tanta coisa bonita acontecendo dentro do estádio: há anos eu não via tantas senhoras de idade e lindas meninas por TODO O OLÍMPICO.

Nossas chances de sermos TRI depende do OLÍMPICO lotado contra o GALO: se a violência espantar a torcida e queimar o belo trabalho social da GERAL junto a entidades assistenciais, se qualquer coisa der errado, a culpa não será do ROTH, do KRIEGER e nem dos jogadores ou dos torcedores de verdade.

PAZ, gente. PAZ!!!

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FLAMENGO, O CAVALO PARAGUAIO DE 2008

Celso Meira/Ag O Globo

Nada como um dia após o outro: a passionalidade daqueles que têm como principal “valor” de vida torcer e “dar a vida” por um clube de futebol geralmente resulta em um comportamento bipolar.

Desta vez, não foi a mídia quem criminalizou a ala bipolar da torcida do Flamengo. Também não foi a mídia quem transformou um jogador medíocre em ídolo e, como se tivesse puxado-lhe o tapete em uma fração de segundo, tornado-o um pária da bola para todo o sempre.

Foi a passionalidade de um pichador que, muito provavelmente, costume pensar e agir da mesma forma que os 20 e poucos “torcedores” que atiraram uma bomba em pleno treinamento do time do FLAMENGO.

Nada pessoal nem contra, nem a favor de OBINA: basta entender um pouco de futebol para compreender que ele apresenta falhas de posicionamento e de conclusão que não condizem com um profissional contratado por um dos clubes de futebol mais populares do mundo.

Os números contam a história do espetáculo. Portanto, contra fatos, não há argumentos:

- Qual a média de gols do atleta desde os tempos de VITÓRIA?

- Ele já atuou em algum grande centro da Europa?

- Com que freqüência e com qual montante clubes pouco tradicionais de centros periféricos contactam a diretoria rubro-negra oferecendo alguma proposta pelo centravante?

- Já foi convocado para a seleção?

- Já foi diretamente decisivo na conquista de algum título mais significativo do que um campeonato estadual?

Todas as respostas acima são pífias ou negativas. Portanto, a história de OBINA com a torcida rubro-negra não condiz com sua performance tanto quanto a performance de CARLINHOS PERNALONGA não condizia com o apreço que a torcida do GRÊMIO tinha por esse atacante. O agravante de OBINA é que ele é proporcionalmente algumas centenas de vezes mais caro do que o serelepe perdedor de gols feitos da I Era Segundina e do início do Período Entre-Segundas do GRÊMIO.

O mais engraçado é que triplicaram o salário do técnico CAIO JÚNIOR para cobrir uma proposta do mundo árabe e, certamente, a manutenção do meia IBSON na Gávea não foi obtida em um almoço grátis.

Finalmente, tanto a venda de RENATO AUGUSTO para o BAYER LEVERKUSEN como a de SOUZA para o PANATHINAIKOS escangalharam a qualidade técnica e o entrosamento do MENGÃO, que investiu com critérios pouco técnicos no veterano centroavante uruguaio de 1,96m RICHARD MORALES e ainda estão tentando um articulador vindo do Prata.

Com 20 anos de atraso em relação aos critérios antigos do GRÊMIO e do nosso tradicional adversário, a direção flamenguista adota aquele pensamento mágico de que “se o ‘gringo’ detonou contra a gente pela LIBERTADORES, então ele é bom”.

Enfim… A tendência de queda ladeira abaixo segue em frente.

A RAIVA DA CLASSE MÉDIA GAÚCHA EM AÇÃO

Às vezes, o blogueiro precisa ter sorte pra sustentar seu argumento em uma pauta proposta: eis um gancho para comprovar o que a dona NITA FREIRE, viúva do grande PAULO FREIRE, disse em entrevista ao Jornalista LUIZ CARLOS AZENHA no VI O MUNDO (OUÇA):

Extraí a seguinte conversação de um tópico em uma comunidade do ORKUT. Todos os membros possuem pelo menos 30 anos de idade e não há nenhum pobre ou rico (nomes e link suprimidos):
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1) Dessa vez eu reagi.

Eu não sei se isso é uma boa ou má notícia mas me senti bem mais aliviado, com o que aconteceu.

Lembram-se que no ano passado fui assaltado dentro de um ônibus, certo ? Pois é, aconteceu de novo hoje, pleno sábado, só que dessa vez eu reagi.

O cara fingiu que estava armado, mas não estava. Estava assaltando o cobrador bem na minha frente. Quando eu vi que ele estava blefando, agarrei o braço dele, por cima da roleta e meti um direto de direita que mandou o cara ao chão. Acertei o cara mais ou menos em cheio, o olho direito dele “tapou” na mesma hora. Mas ele tentou se levantar pra fugir.

Daí foi aquilo. Cobrador e motorista e um outro funcionário da empresa “grudaram” ele.

O carinha com o dinheiro na mão e não soltava !

O que esse cara apanhou não está no mapa. Sentaram uma verdadeira surra no cara, até que ele desistiu e entregou a grana. Eu nem fiz coisa nenhuma depois que derrubei o cara. Parecia que havia uma raiva e revolta gerais, não precisava mais ninguém pra conter o chinelão.

E é com um certo constrangimento que digo que fiquei bem contente.

Ele estava visivelmente sob o efeito de drogas, resistiu bastante, mas o ônibus rumou direto pra delegacia e ainda apareceu um carro da brigada pro apoio. Uma passageira ligou do celular e eles foram chamados.

Consegui descer perto da minha casa mesmo e fui caminhando, tranquilamente, de volta ao lar..

A tentativa de assalto aconteceu por volta da 13;30 neste Sábado, dentro do ônibus T2.

Mas dessa vez o final foi diferente.

Um abraço a todos e cuidem-se sempre !!!
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2) Dááá-lhe Balboaaa!!!!!!!!!

é isso aí!
foste muito corajoso.

o direito do cidadão se defender é sagrado.
e pensar que quiseram e querem nos tirar até isso…

abraço
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É isso aí, Mike Tyson!!!

Ser sempre vítima também não dá. Ninguém agüenta mais tanta roubalheira de político, empresas, golpistas e ladrões. Eles estão achando que é fácil roubar, que ninguém faz nada, que ninguém vai reagir. Chega uma hora que a casa cai!

Não fique constrangido, amigo! Você fez o que todo mundo quer fazer.
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Tenho um grande amigo que, ao mesmo tempo em que é voluntário de um curso pré-vestibular para excluídos que obtém bastante resultados e está habituado a fazer trabalho social desde sempre, diz que, se um “vagabundo” atacá-lo no trânsito e ele tiver tempo de reagir com certa segurança, “não quer nem saber: passa por cima”.
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Eu mesmo postei um assalto do qual fui vítima defronte ao edifício ao lado do meu há cerca de 14 ou 15 meses atrás. Acabei com a sensação de otário, sem pena nenhuma de dois guris que não estavam sujos, fedendo, drogados nem mal vestidos e que, provavelmente, também não estavam armados.

O QUE FAZER?! EXISTE TER OU NÃO TER RAZÃO AO REAGIR OU DEIXAR DE REAGIR?!

Por que há formas de violência que matam mais gente no Brasil do que os crimes que não são tidas nem como crime, nem como violência?

A indignação e a falta de noção com o que atinge um único inocente de forma brutal são muito maiores do que a inação perante quem realmente rouba e mata milhares ou até mesmo milhões. Tal nível de ignorância faz com que a classe média (sobretudo a gaúcha, que é a pior do Brasil e uma das piores da América do Sul sem nenhuma dúvida) mantenha-se muito mais próxima da estupidez do que da lucidez.

Portanto, pergunto: à maioria da classe média gaúcha só resta reagir dessa forma porque ela é covarde, maniqueísta, chauvinista, estúpida, covarde e muito ignorante? Ou eu é que sou covarde e sensível demais?! Ou eu é que perdi minha paciência com essas questiúnculas transformadas em questões importantes e estou sendo preconceituoso em função do distanciamento que meu início de carreira como cientista me obriga a ter dos entes sociais a quem, mesmo sem querer, analiso?

A vida é muito complexa para determinismos, maniqueísmos e dicotomias. Por isso, não tenho como aplaudir a reação nem como achar prudente a inação.

De qualquer forma, vivemos em um estado e em uma capital onde o sensível se perdeu. Nesse ponto, a resistência globalizada da multidão pra mim faz muito mais sentido do que me preocupar ou dar mais valor a uma cultura regional que está longe de ser a prioridade do ativismo – embora não possa ser jamais negligenciada.

Em termos de RS e de PORTO ALEGRE, definitivamente, enchi o saco: a maioria não merece meu esforço. Aliás, nem sei se eles querem ou precisam do meu esforço ou se realmente acham que a qualidade de vida deles é ruim.

FODA-SE O RS E VIVA O PLANETA!!!

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MST EM COQUEIROS: ASSISTAM

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Agradeço de coração por ter conhecido pessoas como o GUGA TÜRCK e a TÊMIS NICOLAIDIS do COLETIVO CATARSE e do blog ALMA DA GERAL e uma série de outros ativistas que, blogueiros ou não; sindicalizados ou não; filiados a partidos ou não; da área de Comunicação ou não; militantes de movimentos sociais ou não, trabalham duro para apresentar ao mundo uma visão completamente diferente daquela que a mídia corporativa apresenta sobre o mesmo assunto.

Pra mim, a opinião da maioria da classe mérdia gaúcha é lixo puro: não discuto aqui os motivos, as referências e nem tampouco as influências que os fazem pensar como pensam. Pelo contrário: perdi totalmente a paciência com eles. Também não é o momento de ser acadêmico: simplesmente o que vai nos separar para sempre é a verdade na qual eu acredito e a verdade na qual eles acreditam.

VIVA AS PESSOAS DE VERDADE DOS MOVIMENTOS SOCIAIS!!! :D

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A VOLTA AO ESPAÇO PÚBLICO PRESENCIAL PASSA PELA INTERNET

Vivemos em uma sociedade individualista, na qual predominam duas características:

- O fluxo (de veículos, de informações, de dinheiro) não pode ser interrompido. Ele deve, sim, ser acelerado (não que eu concorde com isso, mas é o pensamento e o procedimento da contemporaneidade);

- A midiatização (a esmagadora maioria das discussões se faz através daquil que só se conhece porque foi veiculado na mídia corporativa).

A violência urbana, o capitalismo acelerado e a perda da historicidade são tanto fatores determinantes do não-envolvimento político e social da maior parte da sociedade como determinados por esse não-envolvimento.

O Brasil possui uma situação sui generis em toda a América Latina (diria que é uma situação rara inclusive em nível mundial): aqui, a concentração dos meios de comunicação de massa nas mãos de apenas seis ou sete grupos de proprietários representa um modelo de concentração econômica, industrial e de linha editorial que dificilmente encontra correspondentes similares ou até mais monopolistas do que aqui.

De certa forma, o Brasil não deixa de ser uma aberração: é o maior país em extensão territorial do continente, é o único que não fala as línguas hegemônicas no Ocidente (inglês, francês ou espanhol) e é também o país sul-americano que mais concentra macacas de auditório dos EUA.

Então, a grande maioria das pessoas aqui age e pensa de acordo com a referência hegemonicamente torta que lhes fornece informação.

Como tentar mudar esse quadro? Com DÉCADAS de trabalho de formiguinha, utilizando as novas tecnologias da informação e da comunicação de maneira descentralizada.

O maior erro da esquerda é querer tomar o poder e ainda crer que quase tudo se resume a manipulação, persuasão, racismo, sexismo e à dicotomia entre burguesia x proletariado.

Claro, tudo isso faz parte e influencia a sociedade, sim. Porém, há muitos fatores intermediários que variam de região para região, pois, querendo ou não, o Brasil é um país ENORME e MULTICULTURAL.

O grande calcanhar de Aquiles da mídia corporativa é a sua constante insistência na homogeneização da cultura e do consumo. E o grande calcanhar de Aquiles da esquerda é querer racionalizar sempre diante de uma grande massa de pessoas que não foi treinada para associar história, indivíduos e redes sociais.

Dessa forma, tudo o que os blogueiros-militantes mais experientes de dentro dos partidos e dos sindicatos dizem sobre a campanha de Maria do Rosário, dadas as condições de luta que o ambiente atual propicia, apesar de não ser a “melhor” nem a “ideal” para quem gosta de pensar e de ver os outros pensarem e se envolverem, representa uma maneira diferente de tentar encher de significado o esvaziamento político do espaço público e a confusão entre o que é público e o que é privado.

Isso posto, por que as pessoas iriam preferir ir às ruas e assinar qualquer documento em uma época de total desconfiança no semelhante e no temor do desaparecimento da privacidade por causa da falta de competência e de maturidade no uso da internet?!

A luta deve continuar. Mas deve-se aprender a levar em conta uma série de variáveis altamente voláteis e dinâmicas existentes na sociedade atual. Portanto, a melhor maneira de descentralizar a luta e de obter massa crítica suficiente para uma transformação social verdadeiramente relevante é pulverizar a internet com convites para eventos presenciais, vídeos, textos e áudio.

Esse conteúdo dinâmico e ubíqüo tende a fazer com que, aos poucos (de maneira bem lenta), o espaço público volte a ser ocupado.

No fundo, o “trabalho” de destruição da educação e da saúde no Brasil é o maior responsável pelo atual estado das coisas. Isso explica a falta de capacidade de interpretação de textos e da falta de disponibilidade generalizada para o diálogo e para conhecer e aceitar o novo.