NECESSÁRIA OMISSÃO

A meus queridos leitores e comentadores, uma pequena satisfação sobre a minha breve ausência:

APITO DO BLACKÃO: já faz quase uma semana que não posto nada novo em função do artigo sobre blogs para o mestrado cujo prazo inexorável de entrega é 08/02/2008. Estou a par do noticiário online sobre futebol, mas não tenho assistido a quase nenhuma partida na TV. O máximo que faço é seguir o GRÊMIO no Olímpico. Ao final de noite, também vejo os gols no SportsCenter da ESPN Brasil.

PALANQUE DO BLACKÃO: sigo acompanhando os blogueiros gaúchos da(o) SIVUCA pelo menos três vezes por dia, entre outros. Afinal de contas, os amigos presenciais e não-presenciais que tornam o significado de blogar, compartilhar, informar, criticar e propor soluções sociais são protagonistas de uma nova maneira de fazer jornalismo sem que muitos nem sejam jornalistas de canudo, mas o são de função.

BASTANTÃO DO BLACKÃO: uma coisa leva a outra. Se estou postando pouco ou quase nada neste blog antigo de pouca atualização e, conseqüentemente, poucos acessos, é porque meu trabalho acadêmico precisa crescer e amadurecer muito para aparecer. Com o passar do tempo, o que eu escrevo e descubro sobre a blogosfera tende a aparecer mais no BASTANTÃO do que nos outros blogs – a não ser que envolva futebol ou política.
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Ser militante e lutar por uma causa progressista visando o bem comum com racionalidade, transparência e ponderação é sempre um ato político. Nesses meus dias de escassa presença aqui neste espaço, pensem bastante nessa frase.

Como sempre, há muito o que discutir e os links estão todos aí nas colunas à esquerda e à direita, que delimitam meus textos com ou sem as fotos e os vídeos que cato na web para ilustrá-los eventualmente.

Enquanto estiver “ausente”, sugiro que digitem alguma palavra que considerem importante em relação à temática de cada um dos blogs a fim de ler (ou reler) o conteúdo interessante que publico desde 2006 no campo de busca do topo da página.

Meu “desleixo” não significa que não postarei absolutamente nada até o dia 08/02. Estou apenas sem tempo de estudar e de rastrear os temas cotidianos.

Finalmente, minha Lu e eu estamos mudando nossos hábitos alimentares, reduzindo dramaticamente a quantidade de refrigerante, suco artificial, leite, pão não-integral e excesso de massas e carnes, aumentando a ingestão de água, suco de gelatina, frutas, verduras e caminhando muito quase diariamente.

Nesse início de tentativa de uma vida mais saudável, encontramos a Claudinha do DIALÓGICO caminhando na praça Simão Arnt outro dia.

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TRAJETÓRIA ACADÊMICA

Sei que posts “bife” são pouco lidos, mas confio no interesse da minha parca porém fiel audiência. Vou contar um pouco da minha história estudantil.

No final da 2ª série do 1º grau, a Tia Mara deu um livrinho infantil pra cada aluno na festa de fim de ano. No meu, ela pôs uma dedicatória: “Querido Hélio, essa ‘curiosidade’ que tens em aprender muito te valerá”.

O resto eu não lembro, pois, infelizmente, perdi o livrinho entre tantas mudanças e arrumações às vezes radicais no meu quarto. Mas isso ficou marcado e eu nunca esqueci.

Quando estava no IPA, no 2º ano do 2º grau em 1989, fui protagonista de uma peça de teatro que retratava a vida de um grupo de amigos da adolescência até mais ou menos 30-35 anos de idade. E eu acabei a peça como professor! ;)

Confesso que levei a graduação em Publicidade na FABICO/UFRGS nas coxas e que não me esmerei em dar continuidade em nenhuma agência. A profissão é muito legal, as técnicas, a criatividade… Mas eu não nasci para o meio corporativo. Sentia-me pressionado pra fazer um feijão com arroz que não me interessava, assim como deixei de enxergar a rotina de agência como uma eterna novidade.

Meu pai sempre dizia pra eu tentar um mestrado e entrar na vida acadêmica. Porém, seduzido pela midiatização da experiência de ser publicitário (espetacularização da função, glamour dos prêmios, perspectiva de um bom salário e até mesmo de uma certa fama), passei anos negando essa possibilidade.

Aos poucos, o óbvio foi tomando conta: eu precisava aprender sempre mais (ainda preciso, e precisarei sempre). Eu precisava que ler o que não havia lido. Ouvir o que ainda não havia ouvido. Discutir o que ainda não havia discutido ou, se já tivesse discutido um determinado assunto antes, que, daqui para a frente, aprendesse a fazê-lo de uma forma mais sofisticada, mais honesta, mais bem fundamentada.

Então, eu precisava de mais aulas, de professores melhores, de me preparar pra ter voz pra ajudar um monte de gente a desenvolver sua capacidade de livre arbítro, autonomia e, acima de tudo, senso crítico para não se tornarem meros escravos egoístas do sistema.

Sempre sonhei em me divertir, em me sentir útil, em me sentir gratificado, em não medir hora, lugar, clima ou momento pra fazer aquilo que sei fazer melhor, que me dê vontade de me aperfeiçoar cada vez mais e de não parar de aprender nunca e, de quebra, ainda ganhar dinheiro pra fazer isso!

Tudo isso fez com que eu passasse por diversos hiatos profissionais, já que ainda não havia despertado a consciência nem a iniciativa de procurar por um pós-graduação stricto sensu. Então, só a obrigação de ter que carregar um fardo, de ter que fazer de conta que eu acredito em sina ou em destino, em ter que cumprir obrigações nada prazerosas para as quais não conseguia enxergar vantagem alguma, aprendizado algum, resultado ou interesse algum, me puseram em depressão.

Perdi a confiança em mim mesmo, pois via meus amigos crescendo profissionalmente, ganhando bons salários, indo morar sozinhos ou casando, com dinheiro para viajar para o exterior, etc.

Aos poucos, comecei a sentir vergonha de mim mesmo. Comecei a me sentir fraco, incompetente, sem confiança. Estava fazendo um MBA em Marketing na ESPM que até me agradava, mas faltou dinheiro pra pagar, eu estava desanimado com as disciplinas de estatística e finanças e havia mandado diversos e-mails para o coordenador pedagógico pedindo emprego ou estágio e ele nunca havia respondido. Percebia que somente os colegas que já trabalhavam em empresas conhecidas ou com vendas eram ajudados pela Escola para melhorarem. Senti uma falta de apoio (que, provavelmente, não deva haver mais) justamente para quem estava começando ou tentanto mudar de área.

Em agosto de 2002, já fazia quase um ano e meio que eu tinha voltado do Rio de Janeiro, onde trabalhei na Globo.com. Eu estava fazendo freelas eventuais em web design, mas nunca fui bom em cobrar os clientes nem em oferecer o meu trabalho como autônomo. Era péssimo em redes sociais.

Todos esses perrengues devido à mecanicidade e à pressão social rumo ao bom-mocismo (por isso que, à exceção do trabalho social, sou mais Piquet do que Senna) fazem voltar aquela maldita estrofe da minha canção alter ego:

They put a hot wire to my head
Cos of the things I did and said
They made these feelings go away
A model citizen in every way
Your time has come your second skin
Cost so high the gain so low

Obviamente, isso lembra também The Clockwork Orange. Afinal de contas, o P.I.L. era uma banda do pós-punk inglês que bebeu na fonte da laranja mecânica de Kubrick. E, embora eu esteja longe de ser um apocalíptico, não sirvo pra macaco lobotomizado.

Na mesma época, meu pai estava morrendo de câncer no esôfago. Ele já não dizia quase coisa com coisa, não levantava da cama e era pele e osso.

Então, o Alex Primo – um eventual conhecido do Brasil Apple Clube (BAC) – me ligou. Ele havia lembrado que eu dissera que gostaria muito de dar aula. E falou pra eu enviar minha documentação ainda naquela semana para substituí-lo.

Pra minha felicidade, fui selecionado, até mesmo diante de outros candidatos ou com mestrado, ou com experiência profissional muito mais bem-sucedida do que a minha. Foi um começo interessante, pois eu deixei de ser aquele aluno pentelho que pedia pra fuçar nos Macs do LEAD pra ser mais um professor a utilizá-lo! :P

Tive turmas muito boas. Comecei apenas com duas noites e 12h/aula, nas disciplinas do Alex: Projeto Gráfico em Propaganda e Processos de Produção Gráfica. Mais adiante, peguei as duas turmas de Comunicação Visual, pois a profª Ana Cláudia Gruszynski também havia entrado em licença para concluir a sua tese.

Foi um ano muito bom, pois eu ia para a FABICO cedo, saía tarde, atendia a todos com o maior prazer e atenção, batia papo com os outros professores, com os funcionários, com os alunos… E acho que, embora ainda fosse muito “verde” e precisasse afinar muitos detalhezinhos, fico feliz por alguns professores com 20 anos de casa ou de mercado terem elogiado muito o resultado da avaliação prática das minhas turmas, pois havia muitos profissionais em agências com qualidade criativa e técnica inferior. Isso me encheu de orgulho! :D

Para poder ser contratado por qualquer universidade particular ou prestar concurso nas federais, precisava entrar no mestrado. Eu não sabia o que era ser um pesquisador acadêmico e nem como proceder. Afinal de contas, havia passado vários anos trabalhando como arte-finalista e como web designer. Nunca havia sido bolsista de iniciação científica na graduação e me formei antes ainda de existir algum programa de pós-graduação em Comunicação no RS.

Fracassei por não saber pedir ajuda para elaborar um pré-projeto de dissertação e também por não saber me defender da banca. E doeu bastante. Mas eu não desisti.

Pouco antes do meu contrato na UFRGS terminar, eu comecei a mandar e-mails e a fazer ligações para vários coordenadores de cursos de Comunicação. Sem título, tudo é muito difícil (hoje, é quase impossível). Consegui, então, através do Kiko, outro conhecido do clube de Mac, um contato que me deu a oportunidade de dar quatro turmas de Introdução ao Web Design na UNIFRA, em Santa Maria.

Lá, enfrentei problemas muito diferentes. Na FABICO, faltava material e dinheiro, mas sobrava inteligência, talento e capacidade de improvisação. Eu pedi muitos trabalhos para a gurizada mas, depois dos chios e dos choros iniciais, quase todo mundo saiu da disciplina com orgulho do que fez. Lembro até hoje dos rostos e dos nomes de pelo menos 80% dos alunos. Ou porque ainda cruzo com eles nos bares da Cidade Baixa, ou porque eles apareceram em eventos acadêmicos dos quais também participei, ou por causa do Orkut.

Já na UNIFRA, no 2º semestre de 2003, me deparei com a realidade de vários alunos menos maduros, que não tinham o hábito da leitura arraigado, que haviam estudado em escolas fracas e em um curso ainda no início. Confesso que não fui bom em saber lidar com muitos dos alunos e tive que mudar o processo pedagógico e de avaliação diversas vezes. Lá, tinha dinheiro, mas faltou contade política em investir em um laboratório de Macs que eu havia solicitado. Gostei muito da cidade, das irmãs, dos outros colegas professores. Mas, por aparecer lá somente um dia por semana e por participar de apenas uma reunião a cada duas semanas, não consegui nem me integrar ao ambiente como gostaria, nem que as pessoas me conhecessem melhor.

Bem… Cinco seleções na UFRGS, uma na PUCRS e duas na UNISINOS depois, finalmente consegui entrar no mestrado. Tenho colegas sensacionais, professores que considero os melhores do país e estou aprendendo um monte de coisas em apenas nove meses. Depois de tantas dúvidas em relação ao objeto de pesquisa e em relação a uma abordagem, acho que estou acertando a mão! ;)

A quem quiser trocar figurinhas, estou à disposição! ;)

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ENTREI NO MESTRADO DA UNISINOS!!! :D

Tô MUITO FELIZ!!! :D

Foram cinco tentativas na UFRGS, uma na PUCRS e duas na UNISINOS. Desta vez, meu pré-projeto de dissertação foi tecnicamente aceito e eu fui bem na entrevista! ;)

Sei que não vai ser nenhum melzinho e não era nem isso o que eu estava esperando: é muita dedicação, muitas tentativas, muitos erros, sangue suor e lágrimas até que a dissertação esteja boa para a banca de “qualifying”. Mesmo assim, antes da banca final, ainda há uma possibilidade enorme de ter que reescrever boa parte do trabalho quase concluído a fim de obter um 10 (ou, pelo menos, perto disso).

Mas faz parte! ;)

Vou aprender muito com colegas muito qualificados e com professores da melhor qualidade, vindos de várias universidades renomadas no Brasil e no exterior. o PPGCom da UNISINOS tem conceito 5 no CAPES: no RS, somente a UNISINOS e a PUCRS têm essa nota em Comunicação. No Brasil inteiro, somam-se a elas a UFMG, a UFF e a UFBA.

Daqui pra frente, vou ter que me superar, me aperfeiçoar, me qualificar o máximo possível pra iniciar a carreira como um bom pesquisador. Assim que possível, quero voltar a dar aula pra fazer o investimento render. :)

Contudo, a primeira batalha ainda não será de metodologia e nem de problematização correta do objeto-tema: antes de qualquer outra coisa, preciso tentar em todas as instâncias possíveis e imagináveis – sob vias legais e em tempo hábil – obter no mínimo meia bolsa pra vaca osca não me pegar! :P

Agradeço ao meu amigão prof. Gustavo Fischer, que me deu toques valiosos principalmente nas caronas de volta da sinuca no Bilhar Porto 10, à coordenadora executiva do PPGCom da UNISINOS, Ph.D. Suely Fragoso, que teve a simpatia e o desprendimento de ler o esboço do meu pré-projeto; ao prof. Alexandre Rocha, que conduziu a entrevista comigo de uma maneira tão legal que não fez com que me sentisse no tribunal da Santa Inquisição…

…À minha Lu, que sempre acreditou em mim e, acima de todas as pessoas, na minha mãe, d. Eni Sassen Paz, que sempre quis o melhor pra mim, apesar de não entender que a minha forma de buscar a felicidade não segue nem o padrão das pessoas mais ambiciosas, nem o padrão do resto da família.

For last but not least, agradeço imensamente a todos os amigos que sempre souberam da minha vontade de ser professor e pesquisador e que ouviram meus devaneios e minhas lamentações, assim como a toda a galera do Orkut que me mandou vários scraps de parabéns e boa sorte! ;)

Sinto-me orgulhoso, por ter obtido algo que é muito difícil, através de uma avaliação justa e rigorosa; aliviado, porque acabaram-se os últimos cinco anos complicadíssimos por ter sido obrigado a exercer atividades extremamente indesejadas; esperançoso, porque finalmente vou poder semear o meu futuro, com um dos mais honrados ganha-pães que existe na face da Terra…

…E ansioso. Ansioso pelo primeiro dia de aula, em 12/03/2007! :)

RISE

Conforme prometida, eis a letra de Rise, do P.I.L., 11ª nas paradas de sucesso inglesas de 1986, direto do Fodderstomp, site de fãs da banda:



RISE
(Lydon/Laswell)

I could be wrong
I could be right
I could be wrong
I could be wrong
I could be right
I could be black
I could be white
I could be right
I could be wrong
I could be white
I could be black

Your time has come
Your second skin
The cost so high
The gain so low
Walk through the valley
The written word is a lie

May the road rise with you
May the road rise with you
May the road rise with you

I could be wrong
I could be right
I could be wrong
I could be right
II could be wrong
I could be right
I could be wrong
I could be right
could be black
I could be white
I could be right
I could be wrong
I could be black
I could be white

They put a hot wire to my head
Cos of the things I did and said
They made these feelings go away
Model citizen in every way

May the road rise with you
May the road rise with you
May the road rise with you

Anger is an energy
Anger is an energy
Anger is an energy

May the road rise with you
May the road rise with you
May the road rise with you

Anger is an energy
Anger is an energy
Anger is an energy

I could be wrong
I could be right
I could be wrong
I could be right
I could be wrong
I could be right
I could be black
I could be white
I could be right
I could be wrong
I could be black
I could be white

Your time has come your second skin
Cost so high the gain so low
Walk through the valley
The written word is a lie

May the road rise with you
May the road rise with you
May the road rise with you

I could be wrong
I could be right
I could be wrong
They put a hot wire to my head
Cos of the things I did and said
They made these feelings go away
A model citizen in every way
Your time has come your second skin
Cost so high the gain so low

May the road rise with you
May the road rise with you
May the road rise with you

Anger is an energy
Anger is an energy
Anger is an energy
Anger is an energy
Anger is an energy (repeat)

A canção tem uma melodia incrível e é cantada por John Lydon com o que chamo de “fúria primal”. ;)

Depois de cinco anos tentando entrar no mestrado, o arranjo, a interpretação e a letra dessa canção funcionaram como uma verdadeira catarse. Foi o desabafo dos desabafos. Entre cantar baixinho, cantar gritando, pular, sorrir, me atirar na cama e deixar as lágrimas fluírem, senti que, agora, as coisas vão começar a andar – por mais difíceis que sejam! ;)

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P.I.L.

Rise é minha música favorita do repertório de uma banda inglesa do pós-punk chamada Public Image Limited ou, simplesmente, P.I.L.

O verbete P.I.L. na Wikipedia é rico em histórias e na cronologia. A banda durou de 1978 até 1993 e teve dois dissidentes de duas grandes bandas dos anos 1970s: o vocalista John Lydon (ex-Sex Pistols) e o guitarrista Keith Levene (ex-The Clash).

Em 1978, logo após o final dos Pistols, Lydon acompanhou o bilionário Richard Branson (dono do selo Virgin, dentre tantas outras empresas) à Jamaica, a fim de ajudá-lo a escolher boas bandas de reggae para a Virgin. Ao mesmo tempo, a banda estado-unidense Devo – já contratada por Branson – estava na ilha do reggae para alguns shows.

Curioso é que, para Branson (que não dá um ponto sem nó até hoje), mesmo vindo do punk inglês, Lydon poderia ser um excelente vocalista principal para o Devo que, depois de quase uma década de 1970 inteira rotulada como banda de punk rock, no final da década e durante o restante de sua carreira até meados da década seguinte tornara-se era uma banda new wave (das melhores, diga-se de passagem). Provavelmente este tenha sido o principal motivo para a recusa do músico inglês.

De volta à Inglaterra, Lydon conversou com seu amigo Jah Wobble, com quem compartilhava uma afinidade no gosto por reggae e world music. Ambos estudaram juntos no 2º grau. e propôs a ele iniciarem uma banda juntos, contanto que Wobble aprendesse a tocar baixo. A exigência de Lydon deu-se em função dos problemas que culminaram no fim dos Pistols, provocado não tanto pelas drogas ou por vaidade, como seria normal de se esperar de uma banda que tinha o polêmico e controvertido baixista Sid Vicious (que, na verdade, era a alma do grupo): os Sex Pistols se separaram principalmente porque John Lydon considerava Vicious um péssimo baixista, que tocava muito mal, comprometendo o que ele considerava como um bom nível de performance musical.

Felizmente, Wobble provou ser um grande baixista. Aos dois, juntou-se o guitarrista Keith Levene, do The Clash, que havia tocado junto com os Pistols em uma turnê em 1976.

Os três estavam bem entrosados entre si. Contudo, a banda teve vários bateristas, sendo Jim Walker o primeiro deles. Walker esteve com o grupo apenas na gravação do primeiro álbum e em alguns shows. Ele é um estudante canadense aprovado pelos demais membros do P.I.L. em uma audição, depois de responder a um anúncio de jornal.

Dentre vários fatos e curiosidades a respeito do P.I.L., eles torraram grande parte do dinheiro que haviam recebido adiantado para gravar em drogas. Com isso, a sonoridade das faixas de First Issue (1978) é muito irregular e eles tiveram que gravar a maioria delas correndo, sem muita qualidade. O lançamento do álbum atrasou muito em função desse lapso dos músicos.

No próximo post, a letra de Rise, canção de 1986 que é minha favorita do P.I.L. O que ela tem a ver com o mestrado? TUDO!!! ;)

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