[B'08 25ª] GRÊMIO 1×2 GOIÁS

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Esta foi a primeira derrota do GRÊMIO no OLÍMPICO MONUMENTAL depois de cinco meses de invencibilidade em casa. Mas, por incrível que possa parecer para o leitor, não houve tragédia alguma para mim: afinal de contas, eu já esperava, devido à velocidade do GOIÁS e à qualidade do lateral-direito VÍTOR e do meu sonho de consumo há pelo menos oito temporadas: PAULO BAIER. Além disso, o único lugar onde o técnico HÉLIO DOS ANJOS trabalha onde costuma ser querido e obter bons resultados é exatamente o esmeraldino do Planalto Central.

Vocês lembram de um post que eu fiz bem no início do BRASILEIRÃO 2008 no qual havia dito que a tabela do segundo turno era extremamente ingrata para o TRICOLOR DOS PAMPAS? Meus temores mudaram um pouco em função do contexto.

Quem mudou a história do campeonato foi o próprio GRÊMIO de CELSO ROTH que, com um plantel de baixa velocidade e de baixa qualidade no passe, teve um mês para treinar. Depois da liderança inesperada e prolongada, as lesões passaram a desfalcar tanto o time titular como o banco de reservas. Não é culpa da direção nem do técnico, pois até o poderoso CHELSEA de FELIPÃO tem sofrido com os mesmos problemas que nos afligem.

Como temos deficiências mascaradas pela má vontade contra o técnico e por um primeiro turno brilhante, tornou-se comum realizarmos jogos piores em casa do que fora. Já que também erramos passes demais, não detemos a posse de bola por muito tempo. Então, os adversários mais velozes do que nós no contra-ataque – e/ou aqueles que erram menos passes – podem nos surpreender, sim, senhor.

Eu falei à minha Lu que temia muito por duas derrotas em casa: GOIÁS e BOTAFOGO. Uma já foi. Tomara que eu erre a outra…

Fora de casa, temos ATLÉTICO-PR desesperadíssimo e um histórico de péssimos resultados; o TRADICIONAL ADVERSÁRIO em ascensão, com o melhor plantel do BRASILEIRÃO 2008 disparado que, felizmente, ainda está um pouco desentrosado, mas está com o GRÊMIO atravessado na garganta; CRUZEIRO, time forte e quase certo na próxima COPA SANTANDER LIBERTADORES, em pleno MINEIRÃO; e, pra terminar, o temível PALMEIRAS no ESTÁDIO PALESTRA ITÁLIA – um verdadeiro caldeirão.

Pra terminar, a arbitragem: não gosto desse assunto. Contudo, estão começando a ocorrer alguns detalhes que definem o resultado contra nós exatamente contra times que não disputam quase nada, exceto o limbo ou a COPA NISSAN SUL-AMERICANA. Certamente, ontem, o fato de terem escalado um árbitro inexperiente (o catarinense CÉLIO AMORIM) em um jogo tido pelos mais passionais como “favas contadas” não foi gratuito, já que ainda pode-se dar a desculpa de que não há como desconfiar de nada porque não foi um cotejo contra algum dos adversários diretos.

Adoraria conquistar o TRI. Se não der, pelo menos a LIBERTADORES 2009 é quase certa.

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[B'08 17ª] GRÊMIO 2×0 VITÓRIA

William e Tcheco gol Grêmio

Foi um jogo complicado como era de se esperar: o VITÓRIA provou ser um adversário de contra-ataque veloz, bem postado em campo, com zagueiros altos, um excelente marcador de bom passe no meio (o nº 7 Jackson) e um bom lateral direito, “insinuante” como gostam de dizer os comentaristas cariocas. VÁGNER MANCINI foi aplaudidíssimo e retribuiu o carinho e o reconhecimento da torcida tricolor na entrada do seu time em campo.

Foi um jogo muito truncado, onde o GRÊMIO foi surpreendido com a coragem do rubro-negro soteropolitano desde o início: eles apresentaram um bom toque de bola e ofereceram perigo com o apoio do bom lateral direito Marco Aurélio e com a inteligência do nº 10 Marquinhos.

Tal postura durou cerca de 12 a 15 minutos, quando o primeiro gol surgiu: WILLIAN MAGRÃO (à esq. na foto) dominou mal uma bola alçada na área, mas conseguiu enganar seu marcador. A bola sobrou para o próprio nº 11 TRICOLOR dominar e fuzilar de bate-pronto sem chances para o goleiro VIAFARA.

Daí para a frente, o jogo ficou muito feio: o Vitória não conseguia arrematar de dentro da área em função do comportamento perfeito de todos os zagueiros gremistas. THIEGO foi soberbo, ganhando no corpo com lealdade, posicionamento perfeito e uma saída de bola anos-luz melhor do que a do LÚCIO do BAYERN MÜNCHEN. LÉO não tem deixado a menor saudade. PEREIRA pelo meio deve ter saído com fortes dores de cabeça, de tanto afastar com energia a maioria das tentativas baianas pelo alto. RÉVER, por sua vez, fez sua melhor partida com a camisa do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA: limpava como queria os atacantes adversários pelo lado esquerdo da nossa zaga e saía jogando, muitas vezes com o cada vez mais indispensável RAFAEL CARIOCA, com o regular e bom WILLIAN MAGRÃO e com o sempre veloz e esforçado PEREA, que hoje pecou bastante no passe e no posicionamento.

TCHECO se impôs com muita autoridade, centralizando o jogo, abrindo nos lados e ajudando na marcação pelo lado direito da defesa, compensando talvez a pior partida do lateral direito PAULO SÉRGIO neste BRASILEIRÃO. MARCEL, por sua vez, só teve uma grande chance, em um cruzamento de ANDERSON PICO (de belíssima atuação, esculhambada pelos ridículos – ou tendenciosos? – auxiliares, que viam impedimento até nos ninhos dos quero-queros).

MARCEL não chegou a tempo de testar para dentro o cruzamento de PICO forte, pelo alto. Ah, se fosse o JARDEL (rimou sem querer).

A grande chance de gol perdida pelo Vitória não foi na verdade uma chance perdida: foi a maior defesa que eu já vi um goleiro gremista fazer em um cabeceio livre e à queima-roupa. VICTOR é, definitivamente, o melhor goleiro do Brasil.

Sei que é um saco reclamar da arbitragem. Mas tanto contra o FLAMENGO (quatro impedimentos inventados e dois pênaltis não-assinalados) como hoje, a quantidade de erros foi de chorar: o sr. SÁLVIO ESPÍNOLA e seus auxiliares EDINEY GUERREIRO MASCARENHAS e EMERSON AUGUSTO DE CARVALHO marcaram uma quantidade fora do normal de impedimentos de ANDERSON PICO e PEREA. Os primeiros três impedimentos e mais um ou outro no decorrer da partida até foram, mesmo. O colombiano camisa 7 costuma vacilar na linha burra adversária. Mas mesmo em pelo menos quatro oportunidadaes nas quais tanto o lateral como o atacante esperaram dois ou três segundos para começarem a arrancada, o instrumento de trabalho dos linesmen teimava em apontar para o alto e avante. Talvez o pólo magnético sul tenha-se deslocado inesperadamente cerca de 23º para o norte, em um fenômeno estratosférico fora do normal. Seria este um efeito do fim da chuva e do retorno do frio?!

Tá certo que o Grêmio abusou das bicancas para o alto enquanto não conseguia jogar com a bola dominada (mérito absoluto do preparador físico do Vitória e do técnico Mancini). O adversário, por sua vez, quando tocava a bola, na maioria das vezes mostrava-se inoperante em função da estupenda atuação do trio de zagueiros e dos dois volantes.

O que complicou muito a vida do Grêmio e tornou o jogo feio foi que o rubro-negro baiano fez o possível para evitar as trocas de bola tricolores.

Digno de registro foi o arremate de Perea no fim do 1º tempo, colocado, de muito longe, pelo lado do goleiro adiantado. Caprichosamente, um zagueiro adversário tirou quase de cima da linha fatal.

No último terço da partida, CELSO ROTH trocou a dupla de ataque: SOUZA entrou no lugar do colombiano, REINALDO entrou no lugar de Marcel e, mais adiante, só pra matar tempo, MAKELELE entrou no lugar do capitão Tcheco.

Aos 43′, quando a torcida já estava furiosa com a arbitragem, Souza esticou para Reinaldo. O avante driblou o marcador na entrada da área, esticou a bola com a perna direita para ganhar ângulo e arrematou forte, no ângulo, com direito a um toquinho de raspão na mão direita do goleiro Viafara, dando números finais ao marcador.

Foi uma linda festa para mais de 37.700 gremistas. Este foi o jogo mais difícil do Grêmio em casa depois do clássico. Nem mesmo a vitória sofrida contra o CRUZEIRO, o empate contra o PALMEIRAS ou o sofrimento para fazer o resultado contra o NÁUTICO CAPIBARIBE foram tão complicados assim.

Esperemos agora pelo lanterna IPATINGA na próxima quarta-feira, às 19:30h (belíssimo horário noturno, diga-se de passagem). Liderança assegurada por mais uma rodada, chegou a hora dos principais rivais pelo título começarem a ratear um pouco. Afinal de contas, a paridade é tão grande nesta temporada que não podemos dar-nos o luxo de perder pontos bobos.

Confira a avaliação do GLOBOESPORTE.COM.

ANALISANDO O GRÊMIO ATÉ AGORA

Grêmio – Marcel exalta apoio de gremistas na chegada a Porto Alegre

Mordi a minha língua com o MARCEL: há um detalhe importantíssimo no futebol contemporâneo que eu esqueci quando fiz a crítica das características do nosso centroavante de área.

Hoje, com o futebol cada vez mais científico, isto é, com preparo físico apurado e individualizado, fisioterapia, suplementos alimentares e vitamínicos, fisiologia e com toda a exigência que a pressão do mercado que representa esse grande negócio, mais do que nunca, destruir passou a ser amplamente mais fácil do que construir.

Velocidade, força e marcação prevalecem sobre o toque de bola que, embora fundamental, deve ser sempre objetivo e preciso.

Isso posto, quanto ao lado emocional e tático (que não é o forte dos técnicos brasileiros), desde que as leis do jogo e as normas de segurança estejam garantidas, os dirigentes de um clube de futebol de alto nível não podem resignar-se a respeitar demais (ou, pior: amedrontarem-se) nem estádio lotado, nem uma campanha superpositiva do adversário em seu estádio e tampouco cair na pilha da imprensa local.

O que vale é a NOSSA torcida, não a deles. Se eles são um no OLÍMPICO, ou 68.000 no MARACANÃ, não é isso o que importa: o que importa é manter o foco e estudar peça por peça do adversário.

Quem melhor enxergou o jogo de ontem no COUTO PEREIRA em CURITIBA foi o CRISTIAN BONATTO do BLOG DO TORCEDOR no GLOBOESPORTE.COM:

“Na vitória de ontem sobre o Coritiba, o técnico Dorival Junior foi mais uma vítima deste mistério. Iniciou a partida no mesmo 3–5–2 de Roth, mas este esquema sem os alas realmente apoiando se transforma em uma retranca. Ficou fácil para o Grêmio se manter no campo do Coxa em todo o primeiro tempo, Pico e Paulo Sérgio até esqueceram de voltar, mas com a região superpovoada a tendência era chutes de média e longa distância. No segundo tempo veio o sexto gol de Marcel no campeonato e o Coritiba veio pra cima com mais atacantes, abandonando o 3–5–2 que não era pra eles. Só assim tiveram alguma chance, não de empatar o jogo, mas de descobrir o que não conseguiram em 50 minutos de jogo, que tinha uma barreira ainda maior depois daquela, uma defesa que não é a mais intransponível à toa.”
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Até mesmo o melhor comentarista tático do país, PAULO VINÍCIUS COELHO, o PVC da ESPN BRASIL, tem errado em relação ao TRICOLOR DOS PAMPAS: somente hoje, no BATE-BOLA 1ª edição, ele começou a falar da consistência e do equilíbrio que o GRÊMIO tem demonstrado. Porém, o técnico do GRÊMIO não se chama PVC mas, sim, CELSO ROTH. PVC, um comentarista sério como PAULO CALÇADE e LÉDIO CARMONA, ao contrário da tosquice da “crítica” esportiva do BOVINÃO, respeita ROTH e sabe que ele não é e nem nunca foi um mau técnico de futebol. E, certamente, o chefe de reportagem da ESPN BRASIL aprendeu um pouquinho mais entrevistando o nosso treinador recentemente. Contudo, ainda não dá o braço a torcer em relação à uma fala sua que tem-se tornado sistemática nas últimas semanas no LINHA DE PASSE nas segundas às 21:00h:

“O GRÊMIO eu ainda não vejo como candidato ao título porque falta alguma coisa.”

Lamentavelmente, esta talvez seja a terceira vez desde que o acompanho na TV há cerca de 10 anos que terei que discordar dele: em primeiro lugar, toda crítica deve vir acompanhada de referências factuais com o registro da fonte da informação. Baseado em que o comentarista afirma que falta alguma coisa ao GRÊMIO? O que falta? E, mesmo faltando “alguma coisa”, quais são as formas de contornas essas deficiências a partir das características do plantel disponível? Em poucas palavras, como compensar as falhas e aperfeiçoar ainda mais as qualidades apresentadas?

O PVC postou em seu blog sua famosa prancheta, famosa durante os três anos em que seu blog esteve no LANCENET, onde descreve as virtudes e defeitos do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA da seguinte maneira:


Blog do PVC

“COMO JOGA O GRÊMIO

O Grêmio joga com três zagueiros, com Pereira fazendo a sobra. Léo é ótimo no combate e, com Réver, trabalha para os dois laterais subirem livres. O problema gremista está aí. Os alas não vão à linha de fundo e seus cruzamentos, da intermediária, pegam a defesa adversária postada de frente. No meio-de-campo, William Magrão e Rafael Carioca desarmam e saem para jogar com força. Mas Tcheco não dá velocidade para que a bola chegue a Perea e Marcel. O atacante colombiano é muito veloz. Abre espaços pelos lados para Marcel fazer os gols. O ponto forte do Grêmio é a defesa, pelas atuações dos três zagueiros e dos dois volantes. O ponto fraco, as laterais.
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Como o antigo titular da lateral esquerda HELDER é tão-somente um feijão com arroz na marcação e muito fraco no apoio, CELSO ROTH voltou a apostar em ANDERSON PICO. PAULO SÉRGIO tem sido muito criticado e FELIPE MATTIONE sempre foi exageradamente hypado pelos torcedores que acompanham as categorias de base e também pelos dirigentes. O guri é melhor no apoio do que na marcação – tarefa decisiva para que ele corresponda às expectativas.

O toque de bola de TCHECO é mesmo lento.

Até aí, não há como discordar do PVC. No entanto, pergunto: e as virtudes desses mesmos jogadores dentro da mecânica de posicionamento, passe e contra-ataque montada por ROTH?

Como bem lembrado hoje pelo próprio PVC, o GRÊMIO fez 11 de seus 28 gols em 16 rodadas a partir de jogadas de bola parada. Portanto, considero MARCEL e os zagueiros (em qualquer combinação de três – LÉO, RÉVER, PEREIRA, JEAN ou THIEGO) fundamentais na área.

Porém, ANDERSON PICO arrisca de fora da área, é vigoroso e cobra arremessos manuais dentro da área. PAULO SÉRGIO, de janeiro para cá, aprendeu a marcar e sabe cadenciar o jogo com a sua experiência.

O mesmo vale para TCHECO: alguém já parou pra pensar que todo bom meia de ligação no estilo “enceradeira” costuma dar certo no GRÊMIO? Nesta passagem, felizmente ele ainda não se lesionou e tem tomado poucos cartões. Ele parece estar mais forte, pois, em 2006 e 2007, apesar da qualidade no passe e nas bolas paradas da intermediária, em 2008 seus escanteios têm sido primorosos. Em 2006/7, ele cobrava fraco no primeiro pau.

Talvez PVC tenha-se impressionado com a forma com que PEREA chegava com mais facilidade para concluir em função dos lançamentos em profundidade e da aceleração das bolas que partiam de ROGER CHINELINHO (excelente apelido dado por um amigo recente, o SALGADO).

Porém, em troca da explosão e da beleza plástica do ex-articulador gremista, em compensação, com TCHECO, diminuiu bastante o sério risco da gamela que se abria entre os volantes RAFAEL CARIOCA e WILLIAN MAGRÃO nos contra-ataques, que sempre assustavam.

Falhas individuais, coletivas e do próprio técnico certamente irão gerar algumas derrotas e empates no decorrer do campeonato. O discurso de cautela adotado por todos é absolutamente correto. Há sete candidatos ao título. O GRÊMIO é um deles.

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ESCALA O TEU GRÊMIO

O CLICESPORTES apresenta uma planilha em FLASH para escalação do time do GRÊMIO com os jogadores atualmente contratados, à exceção do lateral esquerdo BRUNO TELES recém emprestado para a PORTUGUESA (naquela máxima de que a ‘Loser’ precisa se tornar ‘Winner’ o quanto antes) e do atacante RODRIGO MENDES, que pegou carona num tapete voador rumo à Península Arábica (onde acredita que irá viver suas 1001 noites).

A limitação do aplicativo é que o único “esquema tático” (falo mais sobre o porquê das aspas em um próximo post, devidamente provocado pelo grande prof. GUSTAVO FISCHER) possível é o 4-4-2.

Eu escalei o seguinte onze: Victor; Paulo Sérgio, Thiego, Réver e Anderson Pico; Tcheco, Wilian Magrão, Rafael Carioca e Souza; Ortemán e Reinaldo.

Por um lado, o exercício foi interessante porque o TRICOLOR de CELSO ROTH tem-se dado bem jogando com três zagueiros – em princípio, uma escolha forçada pela falta de opções que o técnico possuía.

Talvez ainda possua, pois 1) a marcação pelas laterais é pouco vigorosa porque ambos os laterais têm uma vocação ofensiva maior do que a defensiva; e 2) a falha de posicionamento no meio-campo abre um buraco entre os volantes e os meias, proporcionando a maior parte dos contra-ataques adversários.

Hoje, sem três zagueiros, há uma tendência à faceirice que, com a minha proposta, espero que seja refutada. Não porque a minha escalação marca mais (pelo contrário) mas, sim, porque a posse de bola no campo de ataque tende a aumentar significativamente.