O Brasil está enfrentando uma crise financeira sem precedentes, com 80,6 milhões de pessoas inadimplentes e quase 80% dos lares endividados.
Esses números alarmantes representam um recorde histórico que afeta profundamente a vida de milhões, comprometendo sonhos e a estabilidade econômica familiar.
A situação exige atenção imediata e ações práticas para evitar que mais pessoas caiam na armadilha do superendividamento.
Este artigo explora o cenário atual, identifica as causas, projeta o futuro e oferece dicas baseadas em especialistas para você se proteger e construir um caminho seguro.
Em novembro de 2025, o Brasil atingiu a marca de 80,6 milhões de inadimplentes, um aumento significativo após 11 meses de alta consecutiva.
O endividamento das famílias chegou a 79,5% em 2025, um salto em relação a 66,3% em 2020, mostrando uma expansão acelerada das dívidas.
O comprometimento médio da renda atingiu 28,8%, quase um terço do orçamento antes mesmo de cobrir despesas básicas.
Além disso, a inadimplência atingiu 30,5% em outubro de 2025, mantendo-se alta por nove meses seguidos.
Esses dados refletem uma pressão crescente sobre as finanças pessoais, tornando urgente a compreensão das causas.
O superendividamento no Brasil tem raízes estruturais e comportamentais que se entrelaçam.
Fatores econômicos, como a inflação acumulada e salários baixos, reduzem o poder de compra e aumentam a dependência de crédito.
A Selic projetada em 15% até março de 2026 eleva os custos, criando uma inadimplência "matemática" onde o pagamento se torna inviável.
Essas causas criam um ciclo vicioso, onde as famílias buscam mais crédito para cobrir dívidas existentes.
As modalidades de crédito oferecem soluções rápidas, mas escondem riscos significativos que podem levar ao superendividamento.
O consignado privado, por exemplo, cresceu 257% em volume, atraindo muitos com sua facilidade de acesso via apps e fintechs.
No entanto, seus juros médios são de 57,1% ao ano, representando um custo elevado e perigoso para o orçamento.
Essas modalidades, quando mal utilizadas, transformam dívidas em pesos insustentáveis.
Essa tabela ilustra como diferentes dívidas impactam as finanças, destacando a necessidade de escolhas conscientes.
Para 2026, as projeções indicam que a inadimplência deve continuar subindo, mantendo-se em patamares elevados.
Especialistas alertam para a migração de dívidas de "sobrevivência", como cartão e cheque especial, para essenciais como água e energia.
Isso pode agravar a crise, com recordes de falências empresariais devido ao crédito caro e juros altos.
Essas projeções ressaltam a importância de agir agora para evitar consequências mais graves.
Para escapar do superendividamento, especialistas como Riezo Almeida e Flávio Ataliba Barreto enfatizam a educação financeira e mudança comportamental.
Reorganizar o orçamento é o primeiro passo, identificando gastos desnecessários e priorizando despesas essenciais.
Evitar o uso do rotativo e cheque especial pode poupar centenas de reais em juros ao longo do tempo.
Essas ações, quando implementadas consistentemente, podem transformar hábitos e garantir segurança financeira.
Superar o superendividamento exige esforço, mas é possível com determinação e as ferramentas certas.
Comece hoje mesmo a aplicar as dicas práticas, focando na construção de hábitos saudáveis que protejam seu futuro.
Lembre-se de que cada passo conta, desde a renegociação de dívidas até a educação continuada sobre finanças.
Com mudanças comportamentais e apoio de iniciativas como feirões de crédito, você pode evitar a armadilha e alcançar a tranquilidade econômica que merece.
O Brasil tem recursos e oportunidades; basta usá-los com sabedoria para escrever uma nova história financeira.
Referências