Estou bastante preocupado com a conduta do técnico Silas. Liguem os pontos comigo, por favor. Depois, digam se há algo mais ou se estou errado e por que:
1) A base unificou o 442. Logo, é inadmissível o técnico dos profissionais manter esse esquema: Duda e Meira deixaram nas entrelinhas das entrevistas após o jogo o descontentamento com esse esquema que usa laterais como alas, um zagueiro a mais que não sobe “na boa” e pelo menos três volantes. Isso é chama-derrota, gol sofrido sempre e municiamento ao ataque próximo de zero;
2) O Grêmio envolve sem envolver e pressiona sem pressionar;
3) Maylson + Fernando > Adílson + Ferdinando (ou Túlio, ou Gordo Roca). NUNCA usar três ou mais dessa lista juntos;
4) Silas considera o Gordo Roca líder do grupo. Sim, senhores, eu ouvi isso!!! O líder rifa a bola de chapa sem conseguir passar com suavidade, se manda pra cima sem saber o que fazer com a bola, ainda não perdeu a pança após oito meses de clube. Cobrar o que e de quem?!
5) Achei Adílson péssimo no Grenal. Hoje, Silas disse que o alemão havia ficado quatro dias sem treinar na semana do clássico. QUEIMOU O JOGADOR PERANTE A TORCIDA E A IMPRENSA. Hoje, o fato se repetiu com Hugo: nunca vi na vida alguém render 50% do que pode em estado febril. Fiquei p… com ele. POR QUE ESCALOU, ENTÃO?!
Nem o calor de hoje, nem as lesões do momento e tampouco os cuidados do clássico justificam as atitudes acima.
Jamais saberíamos o que Vagner Mancini seria capaz de produzir com um tempo de trabalho minimamente justo no clube. Pessoalmente, ainda acho justo que Silas siga sendo “prestigiado”.
Com o nosso plantel, não tenho medo de cair. Também acho que, na hora do “pega pra capar”, dificilmente seremos humilhados. Mesmo com ele, também acho que é possível obter uma vaga na Libertadores. Todavia, independentemente da famigerada “janela do verão europeu”, um técnico mais experiente não nos faria passar pela cada vez mais provável montanha russa de emoções a qual estamos sendo submetidos desde muito cedo.
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Definitivamente, a situação de momento é muito, mas muito preocupante MESMO… Tanto é que estou longe de ser o único a pensar dessa forma: o Impedimento cutucou o esfíncter do futebol tricolor como se deve fazer, a fim de provocar um ato reflexo imediato.
O Formspring é um site de perguntas e respostas. Todo visitante de um perfil pode perguntar o que quiser (inclusive anonimamente, se preferir) a um outro internauta.
Caso alguém tenha algo a perguntar sobre qualquer tema para mim, eis HELIOPAZ NO FORMSPRING.
Como não devo nada a ninguém, não considero haver alguma saia justa. Qualquer um pode perguntar sobre qualquer assunto, mas darei prioridade a perguntas inteligentes, instigantes e bem-humoradas sobre futebol, ciberativismo, mídias sociais (sobretudo blogs e Twitter), cinema, turismo. Podem ser curtas e não precisam exigir de mim respostas complexas. Porém, se forem “cabeludas”, não me importo! ;)
Na apropriação das TICs, há uma série de teorias acerca tanto da maneira com que os internautas definem expressar como também de como esperam que seus interagentes se expressem a respeito de como são vistos. Todas as pessoas que eu indiquei são sensacionais sob diversos aspectos. Nenhuma delas é rica nem famosa, mas são todas especiais, inteligentes além da conta e ótimas naquilo que fazem.
Sem nenhuma pesquisa, digo que é muito mais interessante estabelecer conversações e conhecer um pouco mais do que pensam pessoas como a Conceição, o Túlio, o Mello ou a Thahy do que ler Caras, assistir ao BBB ou tentar idealizar algo ou alguém: afinal de contas, estabelecer laços snceros de afinidade e aprender MUITO com pessoas “do bem” vale muito mais do que criticar a questão do self ou das celebridades online.
Sou um cara paciente, observador e – regulamente – compreensivo. Sei que não é nada simples para quase nenhum gremista assimilar derrota alguma para o Tradicional Adversário. No entanto, a despeito do fato de nossa comissão técnica ser neófita em grandes clubes e de precisarmos entrosar muitas contratações, verifico que tanto o nosso plantel é insuficiente para poder nos oferecer alternativas como também perdemos em imposição física.
A escolha de Silas e da direção pelo investimento na técnica em detrimento da garra e da imposição física contrariam ainda mais aquilo que se falava de Celso Roth e Paulo Autuori no ano passado. Ao mesmo tempo, a troca da liderança do meio para a frente de Tcheco por Souza parece não melhorar o estado das coisas.
À medida que nosso jogo precisa ser mais tocado e mais veloz, é preciso resguardar a defesa simultaneamente à uma saída de bola organizada, a partir de passes e lançamentos precisos. Ora, se o futebol contemporâneo dá a prerrogativa do protagonismo aos centromédios, quando se tem as peças corretas para isso e elas são reservas de homens que não cumprem a função com um desempenho regular, a responsabilidade é toda do técnico.
Adilson é muito esforçado. Pelo lado esquerdo, no 442, assessorando um lateral e um meia velozes contando com a colaboração de um centromédio mais viril pela direita, até poderia funcionar (como já aconteceu sob a gestão Rospide). No entanto, assim como pensava sobre Tcheco – e também sobre Souza – quando as contratações seguem critérios CLAROS de escolhas técnicas, físicas e anímicas, um jogador como o simpático e tímido “alemão” não passaria de um reserva útil.
A “bruxaria” de Silas precisa acabar imediatamente: Ferdinando não é veloz, não é forte e, embora não cometa erros bisonhos, mantém um posicionamento incerto dentro de campo. Quando há vários jogadores ao seu redor tocando bem a bola (normalmente no primeiro tempo quando o time ainda não está cansado), pouco se percebem os buracos que ele deixa e a hesitação entre sair e ficar. Aplicação nem sempre se traduz sob a forma de inteligência tática.
Túlio é lento. Apesar de ser mais maduro e taticamente mais obediente, embora passe a bola e se posicione melhor do que Adílson e Ferdinando, ainda assim é menos viril do que o necessário e menos técnico do que o necessário. Só deve entrar quando o time estiver forte, em vantagem, para segurar o placar.
Descrevi os três jogadores da posição inicial da meia-canchaque mais tem atuado desde o início nas cinco primeiras partidas de 2010. Considero a titularidade de Adílson, Ferdinando e Túlio absolutamente insuficiente para as pretensões de um clube de ponta e tradição como o Grêmio, que anda carente e FAMINTO por um título importante em meio a tantos anos de sofrimento. Nosso último semestre impecável foi o primeiro de 2001, quando fomos tetracampeões da Copa do Brasil. Portanto, se a Série B (2005) foi apenas uma obrigação; se um terceiro lugar (2006) e um vicecampeonato (2008) brasileiros apontaram um caminho mas não foram capazes de garantir a CONTINUIDADE na ponta da tabela até conseguirmos novamente um título nacional; e se uma medalha de prata na Libertadores (2007) foi o possível contra um adversário absurdamente superior, é chegado o momento de darmos um SALTO DE QUALIDADE senão definitivo, que ao menos ofereça a perspectiva de nos manter nas cabeças por pelo menos cinco anos.
Tudo bem: falar é fácil. Não vivo o dia a dia do futebol do clube. Tampouco conheço Silas. Contudo, o trabalho da gestão direta do futebol (desde Rodrigo Caetano) e a brilhante e minuciosa atuação de Paulo Deitos, Mauro Rocha e Edson Aguiar na formação de atletas não pode JAMAIS ser subestimado ou – pior – desconhecido pelo técnico e pelos seus auxiliares. Caso contrário, tempo e dinheiro serão jogados no lixo.
Muito se discute em vários dos blogs gremistas (Alma da Geral, Sempre Imortal, Blog do Torcedor, Grêmio Libertador, Grêmio 1983, Grêmio 1903, Cão Uivador e tantos outros) que, se é pra no mínimo manter o mesmo nível de meses ou de até uma ou duas temporadas atrás em posições cuja maior virtude NÃO é dar espetáculo, que então se promova à TITULARIDADE valores garimpados nas categorias de base. Para essas posições, normalmente não deveria ser necessário gastar dinheiro para contratar.
Segundo o site atualizado do Grêmio, temos uma quantidade muito grande de centromédios (prefiro não chamá-los de volantes; pode parecer frescura, mas é uma escolha pessoal): Adílson, Ferdinando, Túlio (já citados e, devido à amostragem, insuficientes para o clube), Henrique, Fábio Rochemback (ainda têm MUITO a provar) e, finalmente, aqueles que podem assumir IMEDIATAMENTE a posição mais crucial para o futebol de hoje: FERNANDO e MAYLSON.
Percebam que não estou jogando a responsabilidade nos meninos mas, sim, endossando a sua OBRIGATÓRIA titularidade. Estou defendendo abertamente o trabalho das categorias de base em detrimento de preconceitos e suposições inseguras acerca do seu aproveitamento.
Creio que, em várias questões, o produto da base DEVE COMANDAR as ações do Departamento Profissional. E só quem pode pôr um basta em invenções claudicantes e em testes longos demais sobre jogadores que A MAIORIA percebe como diferenciados é a DIREÇÃO.
Se o técnico é empregado e se quem decide o jogo diretamente dentro do campo são os jogadores, mesmo que esse profissional deva possuir uma determinada autonomia, ainda assim é preciso que ele saiba quem dirige de fato a bodega.
A preciosidade acima é fruto da criatividade da periferia. Infelizmente, a esmagadora maioria da classe mérdia (isto é, a parcela casoyana da classe média) é culturalmente desinformada por falta de tempo, por falta de interesse e também por preconceito.
Chupei o videoclipe acima do altamente corajoso e combativo Cloaca News. Para mim, oriundos deste estado, ele, o RS Urgente, o Diário Gauche, o Dialógico, o Alma da Geral e o Animot são aqueles que condensam e discutem fatos políticos, econômicos e sociais da maneira mais necessariamente radical e crua possível. Do contrário, não seria possível conhecermos os pormenores e a verdade da política e da economia no RS. Afinal de contas, a blindagem midiática mascara os interesses de patrocinadores através da ação de profissionais ou incompetentes, ou oportunistas, ou mal-intencionados que militam na mídia corporativa.
A mídia corporativa deveria funcionar como um catalisador da orientação do homem no ambiente em que vive. Ela não pode ser determinista. Ela não pode destilar preconceitos. Ela deve dar margem para o receptor tornar-se interagente. Ela precisa dar o que falar, documentar, denunciar, observar, mas não pode pautar a vida das pessoas.
Contudo, a mentira, a omissão e/ou a descontextualização em meio a um processo histórico muito mais amplo tem pernas muito curtas: o “cobertor curto” não se sustenta mais. E nem Casoy há mais como manter sua reputação. Nele, toda explicação torna a emenda sempre pior do que o soneto.
No caso, os blogs independentes de esquerda, embora pequem por serem predominantemente partidarizados e por ignorarem grande parte dos preceitos do Direito que os tornariam muito mais críveis, funcionam como vozes dispersas e minoritárias, mas que possuem a vantagem de poder dividir o mesmo espaço junto aos portais do PiG – muito embora o comportamento do consumidor de mídia na internet costume ser predominantemente o mesmo em relação a quem ele considera como referência de credibilidade na mídia de massa.
Creio que falta pensar em rede (digo isso mais em relação à sociedade do RS em si, não exatamente aos blogueiros, que estão acima da média de letramento digital) ao invés de meramente considerar a mídia corporativa de massa como um Big Brother, pois a sociedade contemporânea é multifacetada e dividida em infinitos nichos.
Pensar em rede pressupõe demonstrar uma disposição para compartilhar conhecimento e informação inclusive a partir do próprio PiG. Afinal de contas, ele depende cada vez mais da interação com o jornalismo cidadão, que chega nos nichos em que o gigantismo da infraestrutura e do financiamento não lhes permite chegar. Para ser honesto, ter pensamento autônomo, ser bom investigador e ter vontade de escrever e de publicar vídeos e fotos, não é preciso ter diploma. E quem conta aquilo que toda a sociedade realmente deveria saber, acaba sendo intimidado.
Infelizmente, a degradação do modelo corporativo em função de este atender cada vez mais de maneira incondicional ao seu principal cliente (que não é o consumidor final da informação que publica e transmite) é um caminho sem volta em um país no qual 72% da população adulta (inclusive contando a privilegiada parcela que possui um canudo universitário) é analfabeta funcional.
Como a maioria dos editores e dos donos da mídia agem e pensam de maneira conservadora e como o sistema de financiamento da chamada Grande Mídia assim os favorece, embora não seja possível generalizar (o que seria uma leviandade), há muito mais Casoys do que se possa imaginar. Casoys com microfone e sem microfone; com câmera e sem câmera; com teclado e sem teclado; com gravador e sem gravador; de terno Armani e Lamborghini, mas também de camiseta rasgada e carroça; armados e de punhos nus.
Todos praticando os seus achismos. Todos destilando os seus preconceitos. Todos procurando evangelizar ideias reacionárias que levem seus crentes a relaxar no pau-de-arara do consumismo e a perceber com fúria e com estresse as coisas mais simples da vida.
Vivo em um estado desgovernado por capatazes bufões regidos por uma rainha de copas a serviço da insustentabilidade, do escravagismo e da intolerância, amplamente protegida pela criadagem de seus intelectuais orgânicos. Vivo em um estado de uma população predominantemente crente em uma revolução que nunca existiu e que se acha a mais culta, a mais politizada, a mais aguerrida do mundo.
Conheço 16 Estados brasileiros. E, infelizmente, o RS acumula a maior quantidade de casoys e de servos do país.
Mas não pensem que a culpa maior desse triste quadro recai direta ou principalmente sobre os sucessivos desgovernos, sobre a má educação, a má saúde, a corrupção política, as cúpulas de instituições como RBS, FIERGS, FARSUL ou a FEDERASUL: neste caso, simplesmente não há vencedores nem vencidos e a quantidade de vítimas e de inocentes é muito menor do que se possa imaginar.
A Casoylândia é aqui. Resta àqueles que ainda não foram hipnotizados pela ignorância nem traídos pelos seus piores instintos procurar desconstruir essa lógica perversa. O Brasil começa mas também termina aqui. E, incompreensivelmente, esta é a terra do contrafluxo: pensamos diferente de quase todo o país – até mesmo a esquerda. Assim, não chega a ser nenhuma surpresa que o estado que apresenta a menor taxa de mortalidade infantil e a maior escolaridade média seja também o berço da maior quantidade de ditadores que o país já viu.
Não tenho palavras pra descrever o orgulho, a satisfação, a alegria e o amor que envolvem ver o nome da minha Lu no listão da UFRGS 2010. :)
Aos 42 anos, com um filho de quase 23 do primeiro casamento, tendo terminado o ensino médio com supletivo apenas em 1991, ela passou em Matemática na UFRGS em 1993. As necessidades de subsistência da época a impediram de concluir o curso. Depois, separou-se, passou bastante tempo tendo que dividir apartamento com amigas, mas sempre foi competente como secretária e como auxiliar administrativa. Ela transmite sinceridade, confiança e não costuma deixar “furos” por onde quer que passe. Sempre disponível, atende aos clientes e ensina muito aos colegas mais jovens. Em função disso, nunca teve dificuldades para obter uma colocação.
Porém, é muito difícil ter que trabalhar apenas para sobreviver. Mais difícil ainda é – mesmo que com competência, dedicação e honestidade – ter que passar muitos e muitos anos esperando uma oportunidade para poder se aproximar da sua verdadeira vocação.
Quando pequena, chegou a passar fome quando seu pai sofreu uma discriminação pesada durante a ditadura militar. Mais adiante, seus pais também separaram-se. Felizmente, voltaram. Porém, não tive o provilégio de ter podido conviver com meus certamente queridos sogros, pois eles se foram ainda muito jovens, com menos de 60 anos. Ela, já com um filho pequeno, ficou sem pai nem mãe com 20 e poucos anos e ganhando pouco.
Hoje, com o filho criado e podendo nós vivermos sob o gentil e inestimável teto da minha mãe já velhinha, foi possível economizar parte do seu salário para investir em um curso pré-vestibular. E, dentro de quatro anos, o mundo terá mais uma excelente professora de História: bastante crítica e minuciosa, ela irá compartilhar um conhecimento precioso com uma nova geração que carece de qualidade e de compreensão suficientes para poder ter coragem de ingressar em um curso superior mesmo quando oriundos da pobreza e da violência.
Minha amada é um exemplo absurdo pra mim. E, juntos, conseguiremos conquistar o nosso espaço. Afinal de contas, somos pessoas “do bem”! ;)
Pra terminar este post, abaixo, uma de nossas centenas de fotos juntos. Esta foi tirada em março de 2008, no Rio de Janeiro. Ela, bebendo uma latinha de Itaipava; eu, a água de um coco. Pra um casal que detesta frio e inverno, foi um momento sensacional.
Daqui pra frente, assim que eu obtiver uma colocação – seja aonde for – faremos disso um hábito mais frequente! ;)
ATUALIZAÇÃO: saiu o boletim de desempenho. Ela não precisaria nem de vaga via Ensino Público, nem da nota do ENEM. Passou para o 1º semestre e a média foi de quase 30 pontos superior à que calculamos com base no Manual do Candidato e nos simuladores dos sites do Universitário e do Unificado!!! :D
Belos escores - principalmente em Português e Redação! ;)
...:
cara... vai a merda, time brasileiro é o cú, aliás, futebol é o cú. _|_
Leticia:
são uns invejosos mesmo. eles sabem que o inter é bem melhor que eles e fazem isso, bando de invejosos, qe não tem o que faze ¬¬'
heliopaz:
Thiago,
O que mais me preocupa é que o Grêmio realizou muito menos horas de treinamento físico, tático e técnico do que a maioria dos grandes