08 mar, 2010

CAMISETA DO GRÊMIO: MAIS SOBRE AS LISTRAS

Publicado por: heliopaz Em: design| grêmio

Antes que muitos pensem que pretendo oferecer uma proposta de engessamento da camiseta nº1 do Grêmio ou que eu seja um caga-regras, reitero que o objetivo é tão-somente o de evitar que terceiros tenham o controle sobre o bem material mais valioso da marca Grêmio.

Não tenho absolutamente nada contra a existência de detalhes nas golas e nas mangas, assim como nos punhos e diferentes retalhos de tecido e suas respectivas costuras nas emendas das mangas com o corpo e também nas laterais que unem os panos da frente e de trás do corpo. Embora tais detalhes sejam fruto da criatividade e de uma padronização da linha de montagem de cada fornecedor, ainda assim o clube deve  poder determinar LIMITES facilmente identificáveis, a fim de garantir e aumentar o valor de sua marca.

Este post se aprofunda ainda mais nas listras e introduz considerações sobre golas e sobre o nosso tom de azul que serão abordadas na sequência desta série.

KAPPA 2000 (detalhe frente)

domingo, 7 de março de 2010 16:01:55

A Kappa foi muito feliz em pelo menos dois pontos:

1) Manteve o tom “azul-tesão” pesquisado e escolhido pelo eterno presidente Hélio Dourado nos idos de 1976. Foi com essa cor que o Grêmio venceu pela primeira vez o Brasileirão (1981), a Libertadores (1983), a Copa Intercontinental (1983 – que é, sim, um título mundial) e a Copa do Brasil (1989) com três fornecedores diferentes ao longo de uma década inteira;

2) O distintivo é maior do que o das temporadas de 2005 a 2009 da Puma e possui um molde perfeitamente compatível com as fontes e com as proporções do grafismo da nossa marca;

3) A emenda das mangas, quando não segue o padrão clássico do corte reto, precisa ter uma costura ou uma tira branca, a fim de evitar que as cores azul e preta se toquem nessa emenda. Tomo essa composição como exemplo para uma tentativa que pretendo realizar em breve no desenho dos mock-ups: a de propor que mesmo entre os panos da frente e o das costas, que sempre haja uma costura branca entre os panos menores que a fornecedora do momento decidir colocar no seu molde. Mais uma vez, quando o corte é reto, isto é, quando o pano da frente emenda direto no pano de trás, meia listra azul emenda em meia listra azul de um lado e meia listra preta emenda em meia listra preta do outro;

4) A largura das listras, embora um pouco maior do que a da Penalty e bem maior do que as de Olympikus e Adidas, obedece a uma proporção bastante harmoniosa;

5) Pessoalmente, prefiro uma listra branca bem no meio do peito. Neste caso, essa listra é preta. Além da manga em diagonal, mesmo que a emenda entre os  panos da frente e de trás seja a clássica, por termos um número ímpar de listras, sempre que a listra do meio do peito e do meio das costas for azul ou preta, nos deparamos com um número ímpar de listras largas e um número par de listras brancas. Neste caso, a emenda dos panos da frente e das costas será feita necessariamente  a partir da mesma cor em ambos os lados.

Esse é um detalhe controverso que requer discussão: deve-se ou não padronizar a listra branca no meio (bem mais harmoniosa no conjunto) com o ônus da assimetria lateral (um lado azul e o outro preto)?

Inversamente, uma listra larga no meio tira a leveza da listra branca e a sua discreta importância como  um marco divisório. Essa listra larga no meio, se preta, garante que as laterais serão pretas; se azul, garante que as laterais serão azuis.

Embora não goste de gola pólo e considere as listras muito largas, considero esta camiseta muito bonita.

Quanto à gola, não considero relevante nem incentivar, nem abolir nenhum modelo – seja ela careca, em V ou polo. Acho que a padronização das golas refere-se muito mais ao que se pode ou não fazer com as cores do clube.

Neste modelo em especial, a gola é polo. Pessoalmente, não gosto, pois ela soa como demasiadamente conservadora, além de não ser nem prática, nem higiênica e tampouco sustentável  no verão. Por que penso assim? Porque a gola polo consome mais tecido e perde o charme  rapidamente, pois facilita o acúmulo de suor e gera “cascão” no contato com o pescoço, além da perda de tempo para dobrá-la e  do consumo desnecessário de energia para passá-la a ferro. Mas esse tema será melhor discutido em um post específico.

domingo, 7 de março de 2010 16:02:52

Sempre que um modelo não se baseia no padrão clássico, é  necessário torná-lo o mais harmonioso possível. Por um lado, o Grêmio é abençoado por possuir três cores agradabilíssimas e quase básicas de se trabalhar. No entanto, o balanço entre a largura, a posição e a proporção das listras requer cuidados especiais, a fim de evitar que prevaleça ou o branco, ou o preto. Caso não seja possível manter um equilíbrio perfeito em função de um corte arrojado, que se privilegie o azul.

domingo, 7 de março de 2010 16:03:57

Confiram acima: uma manga com empunhadura tricolor é algo raro. Ficou bonita e, embora em uma proporção menor do que a das listras, manteve a listra azul da mesma largura da preta separadas por uma branca mais fina. Além disso, a manga com corte diagonal conta com um feliz friso branco que evita que os azuis e pretos da manga e do corpo se toquem. Caso não houvesse essa listra branca, o acabamento seria muito grosseiro, pois é importante evitar que se jogue tecido fora apenas para fazer com que a mesma cor do pano da manga tenha contato com a sua correspondente no pano do corpo.

Os cortes da Penalty, da Olympikus e da Adidas eram mais clássicos e todos – sem exceção –obedeceram à diretriz informal porém harmoniosa da listra branca mais fina dividindo o peito ao meio. Sempre que o corte da manga for reto e sempre que não houver nenhum pano intermediário entre os panos da frente e das costas, o encontro das listras azul e preta nas emendas não se torna grosseiro.

Abaixo, o modelo 2010 da Puma, na vista lateral que destaca a paradoxal emenda dos panos da frente e das costas:

domingo, 7 de março de 2010 18:20:37

Independentemente de o tom de azul não ser o mais luminoso – isto é, aquele que caracteriza e destaca mais o Grêmio como Grêmio (azuis mais claros, bonitos ou não, lembram clubes pequenos como Paysandu e Londrina; como a racista Lazio ou, ainda, o emergente Manchester City) – temos aqui uma tripinha de pano azul entre a última listra preta do pano da frente (um terceiro pano meramente estético) e um quarto pano preto “perfurado”, bem na lateral, logo abaixo da axila.

Se, aqui, o excesso de preto já torna o modelo pesado, sabemos que não pode haver panos nem listras largas brancas na camiseta tricolor nº1. Se a lateral fosse toda azul, dos males o menor. Porém, a noção de bicolor seria mais forte do que de tricolor – o que descaracterizaria o Grêmio de qualquer maneira.

O problema da Puma com o Grêmio não é de acabamento, de qualidade e nem tampouco falta de criatividade: é de harmonização e de respeito. Porém, quando o clube não se impõe perante um fornecedor porque não sabe o que quer e não possui nenhum manual de identidade visual, nenhum profissional interno ou externo tem por onde se guiar.

Obrigado ao Diego Bretanha do blog Camisas do Grêmio, que corrigiu minha informação inicialmente equivocada: eu havia dito que a camiseta da Kappa era de 1998 quando, na verdade, é de 2000.

08 mar, 2010

CAMISETA DO GRÊMIO: SOBRE AS LISTRAS

Publicado por: heliopaz Em: design| grêmio

sábado, 27 de fevereiro de 2010 19:31:19

A foto acima é da camiseta celeste de 1998. Apesar de mudar o tom de azul quase todos os anos e de ter utilizado fontes e proporções dos grafismos que não condizem com o distintivo oficial do Grêmio em vários modelos entre 1985 e 1998, a Penalty pelo menos manteve sempre o mesmo corte e a mesma largura das listras. Isso é absolutamente louvável, na minha opinião.

Dada a longevidade desse corte, tomei como base a camiseta tamanho M da Penalty. Levando em conta que qualquer tecido é flexível, as medidas aproximadas sem esticar nem enrugar cada palo até a costura eram as seguintes:

LARGURA: 54 cm
COMPRIMENTO: 73 cm
DIÂMETRO DO DISTINTIVO: 9 cm
MANGA: ESQUERDA: 24,5 cm
TOPO: 25,5 cm
DIREITA (punho): 18 cm
BASE (axila): 17 cm

LISTRAS PRETA E AZUL: MEÇAM E ME MANDEM FOTOS, POR FAVOR!!!
BRANCAS:           MEÇAM E ME MANDEM FOTOS, POR FAVOR!!!
__________

Como tenho a largura e o comprimento do pano da frente e do pano das costas; como sei que uma listra branca divide cada pano ao meio e como sei a quantidade de listras em cada pano a partir de outras fotos, já posso estabelecer um padrão para o tamanho M.

O André Kruse desenhou as proporções entre as listras. É importante conhecê-las. Inclusive eu dava muito mais valor a elas do que às medidas exatas. Porém, passei a observar que a mesma proporção pode ser mantida, mas a largura pode ser facilmente modificada. Então, considero hoje mais importante verificar quantas listras cabem em cada pano, a fim de tentar equacionar a seguinte questão:

- Tendo sempre em mente que a preta e a azul necessariamente precisam ter a mesma largura e serem consideravelmente mais largas do que a branca ao mesmo tempo em que esta última não pode parecer insignificante:

PRIMEIRO: determinar uma proporção fixa entre a largura das listras preta e azul em relação à branca .

DEPOIS:

– Ou estabelecer uma medida fixa para a largura das listras;

– Ou Estabelecer laguras mínimas e máximas.
__________

Já que não quero definir nada levando em conta nem somente e tampouco prioritariamente o meu gosto pessoal, É necessário ter à disposição vários modelos diferentes para poder comparar.

Em relação à Puma, creio que apenas os modelos 2005 e 2006 (tenho os dois e a largura e proporção é a mesma em ambos) são válidos para análise. Em relação à Kappa, a maioria de seus modelos seguiu um determinado padrão. Quando o abandonou, o foi por uma exceção que não cabe ser considerada neste estudo. A Penalty trabalhou com um padrão fixo em 14 temporadas e é a amostragem mais longa em sequência desde que o Grêmio passou a ser um clube genuinamente copeiro.

Finalmente, no início da era do reconhecimento nacional e internacional, tivemos a Olympikus e a Adidas, que não podem jamais ser esquecidas.

08 mar, 2010

ME AJUDA A MELHORAR A CAMISETA DO GRÊMIO

Publicado por: heliopaz Em: Sem categoria| design| grêmio

sábado, 27 de fevereiro de 2010 19:34:44

Conforme o post anterior e também a partir de muitos comentários bastante divergentes e sérios observados em muitos blogs gremistas, decidi agir e conto com a ajuda inestimável de todos:

– VAMOS TRABALHAR PARA GARANTIR A INTEGRIDADE DO NOSSO MANTO SAGRADO? ;)

Esta série de posts acerca de sugestões e de objeções com o objetivo de determinar um padrão normativo que minimize ao máximo a descaracterização da camiseta nº1 do Grêmio tem como ilustração a foto de cerca de 70% da nossa coleção familiar – minha e da Lúcia.

Pra poder expandir a discussão, além dos comentários, gostaria MUITO que os interagentes deste blogs enviassem fotos de suas camisetas tricolores mais ou menos no tamanho das fotos que apresento a partir deste post e com boa iluminação nas mesmas poses.

Em especial, preciso de apenas três modelos pra completar todos os padrões que não consegui observar na minha coleção. Adianto que as réplicas da Puma NÃO SERVEM, pois estão longe de ser idênticas:

– Qualquer uma da Olympikus, entre 1981 e 1984;

– A da Adidas (1983-1984);

– Alguma entre 1962 e 1975.

O QUE PRECISO DESSES MODELOS? Basta uma régua, uma trena ou uma fita métrica e anotar escrever no e-mail as seguintes medidas:

a) A largura das listras (azul e preta quase sempre iguais e a branca também);

b) Medir o diâmetro do distintivo.

A partir das fotos, irei observar:

1) O número de listras no mesmo pano (frente ou verso, tanto faz);

2) Verificar os detalhes do corte e das costuras da manga;

3) Observar sobre qual(is) listra(s) está posicionado o distintivo: se apenas sobre a azul, ou apenas sobre a preta, ou vazando até o limite das listras brancas adjacentes à listra colorida por sobre a qual situa-se o distintivo ou, ainda, caso as listras azul e preta sejam finas, se o distintivo está sobre as duas e se, finalmente, as ultrapassa e invade as brancas adjacentes ou não;

4) Se prevalece uma listra branca dividindo a camiseta bem no meio do tronco e das costas ou não;

5) Se prevalece o encontro perfeito entre as listras do pano da frente com o de trás a partir da costura que as une por sobre os ombros.

NÃO ESQUEÇAM: TEM QUE SER A TRICOLOR. As reservas não interessam! :)

Favor enviá-las para o e-mail heliop@gmail.com com o título CAMISETA DO GRÊMIO (fotos).

Será que os amigos do blog CAMISAS DO GRÊMIO poderiam dar uma força? VALEU! ;)

07 mar, 2010

CAMISETAS DO GRÊMIO 2010

Publicado por: heliopaz Em: design| grêmio

Este post ficou muito comprido porque é resultado de uma série de comentários que fiz no aclamado blog SEMPRE IMORTAL e repassei ao sempre atento colecionador do CAMISAS DO GRÊMIO.

Estou fazendo alguns estudos, cujo conjunto de fotos pode ser visto AQUI. Postarei neste blog uma a uma das fotos do meu álbum no Flickr devidamente comentadas, detalhe por detalhe. Na próxima semana, deverei postar o esboço da programação visual da camiseta nº1 do Grêmio para o Conselho Deliberativo.
__________

“Estou em vias de terminar o esboço de uma programação visual para a camiseta do Grêmio. É um trabalho que não me foi pedido e que teria um custo bastante significativo, mas que estou oferecendo de graça para o clube.

Independentemente do fornecedor e de necessárias concessões aos designers de moda a fim de que haja um volume de vendas significativo ano após ano, há MUITOS detalhes que NÃO PODEM ser alterados. Isso independe do fabricante do tecido, da padronagem de moldes destinada à maioria dos clubes bancados pela mesma marca e, sobretudo, respeita a tradição do Grêmio e, ao mesmo tempo, estabelece uma média a partir dos padrões antigos utilizados em um maior número de temporadas.

Comprei a nova camiseta porque não comprava uma nova desde 2005. Da Puma, considero a 2ª menos pior. A menos pior (quase boa) é a de 2005.

Eu sou mais como o eterno presidente Hélio Dourado: prefiro o AZUL TESÃO, 100% ciano, sem nenhuma mistura com pigmentos magenta, amarelo ou preto (as cores primárias da impressão que, misturadas em diferentes concentrações, formam todo o espectro de tintas).

Listras de largura diferente?! NUNCA MAIS!!!

Agora… Da camiseta branca, gostei bastante. Só preferia que, pra ter mais graça, tivesse a manga direita azul.

Só quero saber quais serão as ofertas de design para a torcida escolher como 3º uniforme. Já tô com medo de preferirem preto. Preto, pra mim, é como pra ti, Josias: lindo pra passear. No jogo, fica horroroso tanto no estádio como pela TV. Aí, o problema não é da marca nem do modelo.

Alguém já reparou que somente times SEGUNDINOS possuem uniforme preto? Botafogo, Atlético-MG, Vasco, Ponte Preta…

Eu adoro a minha camiseta shadow. Mas não gostaria de um fardamento assim pra jogo.

Eu fotografei várias camisetas minhas e catei fotos por aí de várias que eu não tenho. Aí, pra não parecer engessado demais, estabeleci uma largura mínima e uma máxima para as listras; um tamanho fixo p/distintivo; espessura do traço do número e do fio do contorno (s/ contar número sempre branco e contorno sempre preto); meio da camiseta sempre dividido por uma listra branca (que dá sempre no bico de uma gola V ou pólo ou na parte mais baixa do arco de uma gola careca).

Medi uma camiseta tamanho M como base. Isso define também a quantidade de listras na frente e atrás.

Há alguns outros detalhes. Mas esses não são exatamente obrigatórios. Senão, ninguém mais vao comprar a camiseta por ser sempre igual. Por exemplo: sempre que o corte da manga NÃO ultrapassar o ombro, isto é, quando houver uma peça para a frente e uma para as costas, as listras da frente se encontram com as listras de trás na costura por sobre os ombros, como era antigamente.

sinceramente, não encontrei aonde aparece discriminado o tom de azul no Estatuto em alguma escala de cores de impressão (CMYK? Pantone? EuroMatch? Outras?!). Aliás, a própria seleção do Uruguai tem mudado bastante o tom de azul nos últimos 10-15 anos.

Eu ouvi do próprio Hélio Dourado que, em 1976, logo ao assumir a presidência, ele mesmo visitou as confecções de Santa Catarina (Sulfabril, Malwee, etc. – no Brasil, eram elas que fabricavam e só punham outras marcas, naquela época) e pediu um AZUL TESÃO. Nesses termos e de acordo com meus olhos e minha experiência de arte-finalista, diretor de arte e designer gráfico a partir de 1995 (embora tenha migrado para a web e tenha saído dela somente para a pesquisa e ensino acadêmico), digo que prevaleceu o 100% C, 0% M, 0% Y e 0% K.

Como conversei com a Michelle do MKT em novembro de 2009 sobre isso e ela me falou que “já estavam” (alguém: quem, como, aonde e se poderia conversar com eles, não perguntei) providenciando uma escala Pantone, me despreocupei. O Veronese da Grêmio Licenciamentos também mencionou para eu ter “calma” que iria rolar, via Twitter (nunca conversei com ele pessoalmente)…

…Porém, depois do lançamento da camiseta 2010 ontem, infelizmente passei a desconfiar da seriedade e da veracidade acerca dessa preocupação por parte deles e também do Cesar Pacheco. Acho que a política infame do “Idéias… Sabes quantas a gente recebe todos os dias?!” é o que predomina no Grêmio. E isso muito me entristece.

O Pacheco disse que estava cansado de ouvir reclamações e que não permitiria que a Puma viajasse novamente. Afirmou que o modelo 2010 seria mais “tradicional”. Aí, independentemente do tom de azul (mais claro assim era o antigo, pré-Dourado – aceitável, porém não chama a atenção e não torna o Grêmio ÚNICO), não apenas ele como outros conselheiros, membros do Conselho de Administração e até mesmo o presidente Duda devem ter aceito (…Aceite ou aceitado?!) esse modelo que, certamente, foi-lhe(s) apresentado meses atrás.

Um dos sócios da distribuidora Puma p/a Grande POA conheceu a ideia do fardamento do Grêmio e foi até a confecção que põe a marca Puma e usa os moldes da empresa dar uns pitacos pra evitar bobagens. Não sei exatamente o que ele sugeriu ou do que ele reclamou. Só sei que o distintivo tem um tamanho decente e que a sua irmã (minha amiga, que é sua sócia) disse que eles venderam muito menos em 2009, tamanha a reclamação com o modelo Pato Donald/Popeye.

Então, o Cesar Pacheco estava equivocado quando disse que as vendas das camisetas nº1 de 2009 estavam ótimas. Afinal de contas, quem distribui o carro-chefe da marca no RS e possui anos de experiência é quem melhor conhece o potencial de vendas do produto.

Tenho visto muita gente na Social (bem mais do que há dois ou três anos atrás) vestir as camisetas dos tempos da Olympikus, no início da década de 1980. Não, não são essas réplicas com tecido, tom de azul e fonte erradas que a Puma disponibilizou como “retrô” do Baltazar (1981( e do Renato (1983): são pessoas resgatando as originais, muito bem conservadas, por sinal – tecido, corte e tintas de altíssima qualidade, a um preço proporcionalmente mais baixo do que na atualidade.

Por último, também sei que o preço de custo de uma camiseta oficial de um grande clube no seu lançamento (seja ela do Grêmio, do Barcelona, do Liverpool ou do Boca; Adidas, Nike, Puma, Umbro ou Reebok) não chega a R$90,00.

Preço menor vende mais e reduz o comércio pirata. Ao invés de 169,90 (ou 149,90, na ‘promoção’da venda cega), tenho certeza de que poderia ser vendida a, no máximo, 119,90. Isso dá 25% de lucro. Uma margem enorme em quase qualquer mercado, não?

Além disso, não é todo ano que se lança um tecido de tecnologia superior. E, apesar de algum prejuízo com as sobras, é possível reciclar quase tudo. Portanto, a desculpa de manter um molde padrão pra baratear custos é MENTIROSA.

Vocês viram as camisetas do Flamengo no último ano de Nike? A atual camiseta nº2 (preta e branca listrada, a la Grêmio) do Corinthians? A nova camiseta nº1 (amarela) da Seleção?! SÃO TODAS TRADICIONALÍSSIMAS!!!

O tecido, o maquinário e a técnica de tingimento são atualíssimas. Porém, não há tecido diferente nas laterais do corpo e as costuras das mangas, dos ombros e das laterais do corpo seguem um padrão tradicional, que seria mais do que suficiente para que a camiseta do Grêmio se mantivesse como a maioria de nós esperava que fosse.

TECNICAMENTE, TUDO É POSSÍVEL!

Outra: ao longo do tempo, a tecnologia se paga e dá pra diminuir ainda mais o preço.

Finalmente, apesar do calendário europeu ser mais importante, NADA IMPEDE marca alguma de lançar um novo modelo no dia 01/01.

Aonde quero chegar?! O Grêmio é incompetente/desinteressado. Sempre foi. A Penalty manteve o corte, o distintivo grande e trouxe de volta o modelo celeste. A Kappa corrigiu o distintivo e usou o tom de azul correto.

Dizem que a Adidas paga pouco. Dizem que o contrato com a Nike ou com a Reebok (hoje de sua propriedade) é leonino. A Umbro é a marca mais cara. O contrato com a Puma é, em termos de volume de fornecimento de materiais e de liberdade de poder vender roupas licenciadas de outras marcas.

Mas eu pergunto: como se pode medir até que ponto o volume de vendas e a receita/lucro atualmente tidos como bem-sucedidos não seriam, na verdade, potencialmente bem mais baixos caso fosse possível vender dezenas de milhares de camisetas oficiais mais tradicionais e um pouco mais baratas a mais?!”

05 mar, 2010

FUNK DA CONVOCAÇÃO DE RONALDINHO

Publicado por: heliopaz Em: futebol| seleções

A tendência de Dunga não convocar Ronaldinho significa um erro crasso que não se compara às pressões exercidas pela mídia esportiva para Felipão levar Romário em 2002. Absolutamente nenhum argumento justifica a convicção do técnico da Seleção.

Quem sabe se a sabedoria popular do glorioso MC VOZÃO não está certa?!

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